Saúde
O que é insônia crônica? Veja sintomas e o que fazer

Dormir é um dos componentes essenciais para quem quer ter mais saúde, mas muitas pessoas acabam sofrendo com a insônia crônica que é definida como a dificuldade para adormecer ou permanecer dormindo por pelo menos 3 noites na semana durante 3 meses ou mais.
Além disso, pessoas com insônia crônica muitas vezes têm uma resistência em deitar num horário razoável, acordam mais cedo do que o desejado e algumas enfrentam dificuldade para adormecer caso não haja alguma pessoa por perto.
Várias comorbidades estão associadas à insônia crônica, incluindo a depressão, ansiedade, hipertensão, doença do refluxo gastroesofágico, além de sintomas desagradáveis durante o dia, como sonolência, irritabilidade, falta de energia e dificuldade de concentração e foco.
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A insônia crônica é capaz de envelhecer o cérebro?

Além dos sintomas e consequências já bastante conhecidas sobre a insônia crônica, um novo estudo publicado na revista Neurology, periódico científico da Academia Americana de Neurologia, apontou que pessoas que têm o distúrbio, com o passar dos anos, podem apresentar mais alterações cerebrais, resultando em declínio da memória e diminuição da capacidade cognitiva.
O sono é essencial, pois faz uma espécie de faxina no cérebro. Enquanto você dorme, o sistema linfático, uma complexa rede de vasos, é ativado, eliminando resíduos tóxicos do cérebro, como a proteína tau e a amiloide-beta – substâncias ligadas ao surgimento do mal de Alzheimer e outras demências. Por isso, pessoas com insônia crônica não conseguem realizar essa limpeza cerebral de maneira eficaz ao longo dos anos.
A pesquisa demonstrou que pessoas com o distúrbio possuem um risco 40% maior de desenvolver demência ou comprometimento leve da capacidade cognitiva se comparadas com indivíduos que não possuem insônia crônica.
Essa alteração é equivalente a um envelhecimento cerebral adicional de 3,5 anos. Além disso, pessoas desse grupo também apresentaram comprometimento em testes de raciocínio e cognição.
Para chegar a essa conclusão, a equipe do estudo acompanhou por quase 6 anos 2.750 idosos com uma média de idade de 70 anos. Deste grupo, 16% dos participantes relataram ter insônia crônica.
Várias metodologias foram utilizadas. Os participantes tiveram que responder um questionário sobre hábitos do sono nas últimas semanas, também realizaram testes de memória e raciocínio.

E uma parcela das pessoas realizou exames de imagem com o objetivo de avaliar alterações na substância branca do cérebro, uma vez que essa região costuma ser danificada caso haja alguma doença neurológica. Também queriam verificar a existência de placas amiloides no cérebro.
Entre aqueles que tinham insônia crônica, cerca de 14% apresentaram desenvolvimento de demência ou implicações cognitivas leves, já aqueles sem o distúrbio apresentaram um percentual de 10%.
“A insônia não afeta apenas como você se sente no dia seguinte, ela também pode impactar a saúde do seu cérebro ao longo do tempo. Observamos um declínio mais rápido nas habilidades de raciocínio e mudanças no cérebro que sugerem que a insônia crônica pode ser um sinal de alerta precoce ou até mesmo um fator que contribui para futuros problemas cognitivos”, disse o autor do estudo, Diego Carvalho, em comunicado.
Caso você sofra com insônia, é preciso criar um hábito de higiene do sono para preparar o seu cérebro para se desligar. É importante ficar longe das telas pelo menos duas horas antes de dormir, evitar cafeína, bebidas alcoólicas e nicotina à noite e criar um ambiente com pouca luz e silêncio. Ler, meditar, ou tomar um banho quente também são estratégias que ajudam no relaxamento.
Mas, se mesmo com a adoção desses protocolos, a insônia persistir, talvez seja importante procurar um profissional de saúde, o principal tratamento neste caso é a Terapia Cognitivo Comportamental. Os fármacos só serão utilizados em casos refratários, ou seja, quando todos os recursos anteriores forem esgotados.
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Saúde
Segredo para o emagrecimento? Novo medicamento acelera queima de gordura

Foram décadas de tentativas fracassadas e resultados perigosos até que pesquisadores conseguissem acelerar o emagrecimento de forma saudável. Um estudo publicado recentemente descreveu um medicamento que pode ajudar nisso: a equipe conseguiu fazer com que as células gastassem mais energia e, consequentemente, queimassem mais gordura.
A vantagem é que, de acordo com os testes, ele não tem os efeitos colaterais nocivos que, antes, já foram associados à perda de peso.

Células são complexas e qualquer alteração pode ter consequências
As mitocôndrias são estruturas responsáveis pela produção de energia nas células. Elas se adaptam constantemente às demandas do organismo, mudando de forma, quantidade e atividade ao longo da vida. No entanto, elas são complexas e qualquer alteração simples em seu funcionamento pode ter consequências e efeitos colaterais graves.
Há muito tempo, cientistas sabem que reduzir a eficiência energética das mitocôndrias pode acelerar o metabolismo e proteger as células contra danos. O problema é que forçar esse desperdício de energia costuma gerar calor em excesso, levando à hipertermia, falência celular e até morte. Esse risco fez com que o desenvolvimento de medicamentos desse tipo avançasse lentamente ao longo do último século.
Agora, cientistas da Universidade de Tecnologia de Sydney (UTS), em parceria com pesquisadores da Memorial University of Newfoundland, no Canadá, identificaram um conjunto de moléculas capazes de provocar um leve “desacoplamento mitocondrial”. Na prática, isso faz com que as mitocôndrias liberem parte da energia na forma de calor, sem comprometer o funcionamento celular nem causar efeitos tóxicos.

Medicamento acelerar queima de energia e emagrecimento
O medicamento faz parte de uma classe experimental de compostos chamada de ácidos graxos substituídos por arilamida. Diferentemente dos desacopladores antigos, essas moléculas aumentam o gasto energético sem interromper a dinâmica de energia das células.
Nos testes, que aconteceram em tecidos humanos cultivados em laboratório, as células passaram a consumir mais combustível, mantiveram níveis normais de produção e permaneceram saudáveis.
Segundo Tristan Rawling, professor associado da UTS, os desacopladores interferem no processo que faz as mitocôndrias converterem alimentos em energia química. No caso do novo medicamento, em vez de bloquear totalmente esse mecanismo, as novas moléculas funcionam como uma espécie de escape controlado, exigindo que as células queimem mais gordura e acelerem o emagrecimento.
Rawling compara o processo a uma usina hidrelétrica: normalmente, a água passa por turbinas para gerar eletricidade. No caso do desacoplamento, parte dessa energia “vaza” antes das turbinas, sendo dissipada como calor. A diferença agora é que esse vazamento ocorre de forma controlada, sem colapsar o sistema.

Medicamento para emagrecimento está em fase inicial
- Além da queima de gordura acelerada, os pesquisadores observaram redução do estresse oxidativo nas células, um fator associado ao envelhecimento e a doenças neurodegenerativas, como a demência;
- Apesar dos resultados promissores, os próprios autores destacam que a pesquisa ainda está em fase inicial. Até o momento, os testes foram realizados apenas em células cultivadas em laboratório;
- Mesmo assim, o trabalho dá esperança no desenvolvimento de uma nova classe de medicamentos que ajudam no emagrecimento seguro.
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Saúde
Vacina da dengue: Instituto Butantan está recrutando voluntários idosos para testes

O Instituto Butantan anunciou nesta terça-feira (13) que começou a recrutar voluntários de 60 a 79 anos para um novo ensaio clínico da vacina da dengue Butantan-DV. O estudo busca avaliar a segurança do imunizante e a resposta imunológica nessa faixa etária, considerada uma das mais vulneráveis às complicações da doença.
O imunizante já foi aprovado pela Anvisa e comprado pelo Ministério da Saúde para ser distribuído no Sistema Único de Saúde (SUS).

Testes da vacina da dengue em idosos
Segundo o Instituto Butantan, serão 997 participantes do sexo feminino ou masculino, saudáveis ou com comorbidades controladas, incluídos no ensaio clínico. Desse número, 767 idosos serão sorteados para receber a vacina (690 pessoas) ou um placebo (77), enquanto outros 230 voluntários, com idades entre 40 e 59 anos, receberão a vacina sem grupo de controle.
O ensaio terá duração de um ano. A maioria dos participantes terá que fazer apenas quatro visitas ao centro médico: a primeira para tomar a vacina; a segunda depois de 22 dias; a terceira depois de 42 dias; e a quarta e última após um ano da vacinação para coletar sangue. 56 idosos terão que fazer mais visitas para realizar exames de viremia.
Segundo o gestor médico de desenvolvimento clínico do Butantan Érique Miranda, o ensaio clínico é enxuto para facilitar a participação das pessoas.
Já a diretora médica do Butantan, Fernanda Boulos, destacou a importância dos testes em idosos:
A faixa etária de maiores de 60 anos está entre as mais impactadas pela morbidade da dengue, por isso consideramos de suma importância que tal faixa etária tenha a oportunidade de se proteger através da vacinação. Este é o objetivo primordial deste estudo: garantir a segurança para que pessoas entre 60 e 79 anos possam receber a Butantan-DV.
Fernanda Boulos, diretora médica do Instituto Butantan

Instituto Butantan vai testar segurança e resposta imunológica da vacina
Diferentemente de fases anteriores da Butantan-DV, o objetivo do ensaio clínico atual não é medir a eficácia clínica da vacina. Agora, o estudo visa avaliar a segurança da vacina da dengue e comparar a resposta imunológica dos idosos com a dos adultos, para entender se a produção de anticorpos nos mais velhos é semelhante ao que já foi observado nos mais novos.
Os testes acontecerão na região sul do país. Nesta terça-feira, o recrutamento começa no Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre. Interessados podem se inscrever por meio do questionário neste link.
Depois, os testes serão ampliados para outros quatro centros: Hospital Moinhos de Vento e Núcleo de Pesquisa Clínica da PUCRS, também na capital gaúcha; Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas, no interior do RS; e o Serviço de Infectologia e Controle de Infecção Hospitalar de Curitiba, no Paraná.
Érique Miranda explicou o motivo dos novos testes acontecerem no Sul. O Butantan chegou a cogitar regiões endêmicas, como Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Natal, mas percebeu que, nesses grandes centros urbanos, as pessoas poderiam já estar expostas à dengue. Isso influenciaria os resultados.
Por exemplo, no Recife, a prevalência de casos é de 80% a mais em idosos. Ou seja, eles já teriam anticorpos. Rio Grande do Sul e Paraná foram escolhidos por causa da baixa prevalência da dengue.

Por que testar em idosos?
Segundo o Ministério da Saúde, todas as faixas etárias estão suscetíveis à dengue, mas idosos e pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte.
A vacina pode trazer benefícios a essa população ao reduzir casos graves, hospitalização e morte.
Ainda, de acordo com Érique Miranda, a ampliação do imunizante para idosos acontece de forma gradual:
Primeiro testamos a vacina em segurança e depois em performance. Por isso, não podemos testar grandes avanços tecnológicos de uma só vez na população idosa como um todo. Primeiro, temos que testar em pessoas saudáveis e evitar aquelas com comorbidades muitos graves.
Érique Miranda, desenvolvimento clínico do Butantan

Butantan-DV já foi aprovada pela Anvisa e estará no SUS
- A vacina da dengue do Butantan teve eficácia comprovado em estudos clínicos. Dados ainda não publicados divulgados pelo instituto revelaram que o imunizante apresentou 74,7% de eficácia geral e 91,6% de eficácia contra dengue grave e com sinais de alarme no público de 12 a 59 anos;
- A Butantan-DV foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 26 de novembro de 2025 para ser utilizada em pessoas de 12 a 59 anos, se tornando a primeira vacina do mundo em dose única contra a dengue;
- O imunizante foi incorporado ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). O Ministério da Saúde adquiriu 1,3 milhão de doses, que serão destinadas a agentes de saúde e pessoas com 59 anos;
- A campanha terá expansão gradual para as demais faixas etárias até chegar ao público de 15 anos.
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Anvisa libera novo medicamento para prevenção do HIV

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (12) uma nova indicação para o medicamento Sunlenca (lenacapavir), ampliando seu uso para a profilaxia pré-exposição (PrEP) contra o HIV. A autorização permite que o fármaco seja utilizado na prevenção da infecção por via sexual em adultos e adolescentes a partir de 12 anos, desde que tenham peso mínimo de 35 kg e estejam sob risco de exposição ao vírus.
Antes do início do tratamento, é obrigatória a realização de um teste com resultado negativo para HIV-1. A decisão representa um novo passo na estratégia de prevenção da doença no Brasil, ao incorporar um medicamento com regime de administração menos frequente em relação às opções já disponíveis.

O que é HIV-1?
O HIV-1 é o tipo mais comum do vírus da imunodeficiência humana, responsável pela grande maioria das infecções por HIV no mundo, incluindo o Brasil. Ele ataca principalmente as células do sistema imunológico, em especial os linfócitos CD4, o que pode levar ao desenvolvimento da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) se não houver tratamento.
Existem dois tipos principais do vírus: HIV-1 e HIV-2. O HIV-1 é mais transmissível e está amplamente distribuído globalmente, enquanto o HIV-2 é menos comum e tem circulação mais concentrada em regiões da África Ocidental.
Como o Sunlenca atua no organismo
O Sunlenca é um antirretroviral de primeira classe, composto pelo princípio ativo lenacapavir, que atua em múltiplas etapas da função do capsídeo do HIV-1. Essa ação impede a replicação do vírus e compromete sua capacidade de manter a transcrição reversa, processo essencial para a infecção das células.
O medicamento é disponibilizado em duas formas farmacêuticas. A primeira é uma injeção subcutânea, administrada a cada seis meses. A segunda é um comprimido oral, utilizado no início do tratamento como parte do esquema terapêutico. Falamos mais sobre a ação do lenacapavir aqui.
PrEP como estratégia de prevenção combinada
A profilaxia pré-exposição (PrEP) é uma estratégia preventiva baseada no uso de antirretrovirais por pessoas que não vivem com HIV, mas apresentam risco aumentado de infecção. O objetivo é reduzir de forma significativa a chance de transmissão do vírus.
A PrEP integra o conceito de prevenção combinada, que reúne diferentes medidas, como testagem regular para HIV, uso de preservativos, tratamento antirretroviral (TARV) para pessoas soropositivas, profilaxia pós-exposição (PEP) e cuidados específicos voltados a gestantes que vivem com o vírus.

Recomendação internacional e impacto da decisão
Em julho de 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar o lenacapavir como uma opção adicional para PrEP, classificando o medicamento como a melhor alternativa disponível após uma vacina preventiva contra o HIV.
Com a aprovação da Anvisa, o Sunlenca passa a ser considerado uma nova ferramenta para reduzir o risco de transmissão do HIV-1 no país. O regime de aplicação semestral tende a facilitar a adesão ao tratamento e pode reduzir dificuldades associadas ao uso diário de medicamentos.

Resultados dos estudos clínicos
Os dados clínicos apresentados à Anvisa indicaram alta eficácia do medicamento na prevenção do HIV-1. No estudo PURPOSE 1, o Sunlenca alcançou 100% de eficácia na redução da incidência do vírus em mulheres cisgênero.
Já no estudo PURPOSE 2, o medicamento apresentou 96% de eficácia em comparação com a incidência de HIV de base e foi 89% superior à PrEP oral diária. Os estudos também apontaram boa adesão e persistência ao regime semestral, superando desafios comuns observados em esquemas de uso diário.
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Avaliação de preço e possível oferta no SUS
Apesar do registro aprovado, o Sunlenca ainda depende da definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Somente após essa etapa o medicamento poderá avançar para outras fases de avaliação.
A eventual incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS) será analisada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) e pelo Ministério da Saúde, que decidirão sobre a oferta do medicamento na rede pública.
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