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O que é o zero absoluto e por que é tão difícil atingi-lo?

Redação Informe 360

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O zero absoluto é um conceito fascinante da física, descrito como a temperatura mais baixa teoricamente possível no universo. Em graus Celsius, ele equivale a -273,15 °C, ou 0 Kelvin na escala termodinâmica. Nesse ponto, os átomos e moléculas praticamente cessam todo movimento térmico, uma vez que a energia cinética é reduzida ao mínimo. Contudo, alcançar esse estado de extrema quietude é algo que vai além dos limites práticos da ciência moderna.

Apesar de parecer um número abstrato, o zero absoluto tem implicações profundas para a termodinâmica, a física quântica e até mesmo tecnologias como a computação quântica e a criogenia. Pesquisadores têm trabalhado durante décadas para chegar o mais próximo possível desse limite, com experimentos atingindo temperaturas incrivelmente próximas. Mas, por que, afinal, é tão difícil atingir o zero absoluto?

O que é o zero absoluto?

O zero absoluto é definido como o estado em que a energia térmica de um sistema atinge seu valor mínimo possível. Na prática, isso significa que os átomos e moléculas, que normalmente vibram e se movimentam devido ao calor, estariam essencialmente imóveis. Essa temperatura é descrita como 0 Kelvin (K) na escala termodinâmica, sendo equivalente a -273,15 °C ou -459,67 °F.

Computação quântica
Átomo/Sergey Nivens/Shutterstock

Para entender o conceito, é importante lembrar que a temperatura está diretamente relacionada ao movimento das partículas. Em temperaturas altas, os átomos se movem rapidamente; em temperaturas baixas, esse movimento diminui. O zero absoluto representa a ausência quase total de movimento térmico, onde a energia cinética das partículas é tão reduzida que se aproxima de zero.

Apesar disso, o zero absoluto é uma ideia teórica. Mesmo que a energia térmica esteja no ponto mais baixo, outros fatores, como o princípio da incerteza de Heisenberg, impedem que o movimento das partículas cesse completamente. Dessa forma, o zero absoluto não é apenas um marco de temperatura, mas também um limite fundamental imposto pelas leis da física.

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Leia também:

  • Cientistas criam molécula poliatômica mais fria já registrada
  • Molécula ‘termômetro’ rara é confirmada em exoplaneta próximo
  • Temperatura: o que é, quais escalas existem e como são calculadas

Por que é tão difícil atingir o zero absoluto?

Embora o conceito de zero absoluto seja bem definido, atingi-lo na prática é um desafio colossal. Isso ocorre por vários motivos, muitos dos quais estão enraizados nas próprias leis da física.

Princípios da termodinâmica

Uma das razões mais importantes é a segunda lei da termodinâmica, que afirma que é impossível alcançar o zero absoluto em um número finito de etapas. Em termos simples, sempre haverá uma quantidade residual de calor no sistema, por menor que seja, que impedirá a temperatura de atingir exatamente 0 Kelvin.

Mesmo os processos mais avançados de resfriamento, como o uso de isotermas criogênicas e técnicas de laser, enfrentam limites físicos. À medida que o sistema se aproxima do zero absoluto, mais energia é necessária para remover o calor restante, tornando o processo exponencialmente mais difícil e ineficiente.

Cano com pingos congelados
(Imagem: Nazarova Mariia/Shutterstock)

Efeitos da mecânica quântica

Outro obstáculo significativo está relacionado à mecânica quântica. De acordo com o princípio da incerteza de Heisenberg, não é possível determinar simultaneamente a posição e o momento de uma partícula com precisão absoluta. Isso significa que as partículas em um sistema nunca estarão completamente imóveis, mesmo em condições extremamente frias.

Além disso, sistemas quânticos apresentam algo chamado “energia de ponto zero”, que é a energia mínima que um sistema pode ter. Essa energia residual impede que o movimento térmico cesse completamente, tornando o zero absoluto inatingível.

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Limitações tecnológicas

Do ponto de vista tecnológico, alcançar temperaturas próximas ao zero absoluto exige equipamentos e condições extremamente avançados. Laboratórios de criogenia e física de baixas temperaturas utilizam métodos como resfriamento por laser e diluição de hélio-3 para alcançar temperaturas incrivelmente baixas.

Por exemplo, experimentos já conseguiram atingir temperaturas de apenas alguns nanokelvins (bilionésimos de um Kelvin) acima do zero absoluto. Porém, conforme os cientistas tentam se aproximar ainda mais, os desafios práticos aumentam exponencialmente. A necessidade de isolar completamente o sistema de qualquer fonte externa de calor, incluindo radiação eletromagnética, torna a tarefa quase impossível.

(Imagem: UMPOL CHINHANGOR/Shutterstock)

Interferência do ambiente

Além disso, o ambiente ao redor do sistema resfriado também dificulta o processo. Mesmo no vácuo do espaço, onde a temperatura média é de cerca de 2,7 Kelvin devido à radiação cósmica de fundo, o zero absoluto está fora de alcance. Qualquer interação com o ambiente, por menor que seja, reintroduz energia térmica no sistema.

Qual o valor do zero absoluto?

O zero absoluto é equivalente a 0 Kelvin (K), que corresponde a -273,15 °C ou -459,67 °F. Ele representa a temperatura mais baixa possível, onde o movimento térmico das partículas é praticamente inexistente.

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Qual a temperatura mais fria já registrada na Terra?

A temperatura mais fria já registrada na Terra ocorreu em 1983, na Estação de Pesquisa Vostok, na Antártida, quando os termômetros marcaram impressionantes -89,2 °C. No entanto, em experimentos laboratoriais, os cientistas já alcançaram temperaturas muito mais baixas, próximas a 0 Kelv

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O zero absoluto é mais do que apenas um conceito teórico; ele representa um limite fundamental para o qual a ciência moderna tem se aproximado cada vez mais, mas sem o alcançar. Suas implicações vão além da termodinâmica, influenciando campos como a física quântica e o desenvolvimento de tecnologias inovadoras.

Embora os avanços científicos continuem a nos levar para mais perto desse limite, as leis fundamentais da física sugerem que o zero absoluto permanecerá sempre um objetivo inalcançável.

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CEO da Anthropic: rejeição à IA é crise de confiança no setor

Redação Informe 360

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A percepção do público em geral sobre a inteligência artificial virou centro de um debate no setor. Dario Amodei, presidente executivo da Anthropic — desenvolvedora do assistente Claude —, respondeu publicamente a críticas que o acusam de alimentar um clima de desconfiança em relação ao avanço da tecnologia nos Estados Unidos.

A reação do executivo ocorreu após declarações do investidor Gavin Baker. O investidor afirmou que os alertas de Amodei sobre os riscos potenciais da IA ajudaram a motivar a rejeição popular à expansão da infraestrutura do setor, como a construção de novos centros de dados. Para Baker, o líder da Anthropic deveria atuar como um defensor mais otimista da própria indústria.

Logo da Anthropic em primeiro plano em um smartphone; ao fundo, imagem desfocada de Dario Amodei
Anthropic – Imagem: Thrive Studios ID/Shutterstock

Equilíbrio entre riscos e benefícios

Amodei rebateu a ideia de que sua comunicação seja focada apenas nos cenários negativos. O executivo apontou que busca manter o discurso equilibrado entre os perigos reais e as oportunidades da tecnologia.

Como exemplo, citou o ensaio Machines of Loving Grace, publicado por ele com o objetivo de apresentar uma visão positiva sobre como a inteligência artificial pode transformar diferentes áreas da sociedade.

Leia mais:

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  • Qual é o modelo aberto de IA mais popular do mundo? Não é nenhum feito nos EUA
  • Como a Anthropic vai marcar textos do Claude para cumprir lei da União Europeia
  • IA chinesa pode ter superado a Anthropic em teste de segurança cibernética

Ainda assim, o CEO reconheceu que a percepção pública sobre a IA é predominantemente negativa. Para ele, no entanto, a origem desse cenário não está nos avisos dados pelos executivos das empresas do setor.

Crise de confiança e entrega de resultados

Na visão de Amodei, a rejeição decorre de uma crise de confiança acumulada ao longo de décadas entre a população, o governo e a indústria de tecnologia. Segundo o executivo, o público teme que as novidades corporativas tragam prejuízos ao usuário comum.

Amodei também destacou que a crítica mais justa que as empresas de IA enfrentam é a falta de entregas concretas proporcional ao tamanho das promessas feitas.

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  • Falta de benefícios perceptíveis: O executivo admitiu que a indústria ainda não entregou todas as transformações positivas que prometeu para a sociedade.
  • Foco no produto: Para ele, a cobrança do público e do mercado deveria focar na entrega real dessas melhorias, e não nas estratégias de marketing das empresas.

O debate sobre a regulamentação do setor

O papel do governo na fiscalização da inteligência artificial é outro ponto central da discussão. A Anthropic apoiou projetos de lei nos Estados Unidos, como a proposta da Califórnia que exige regras de transparência para modelos de grande porte.

Em resposta a quem defende que regulamentar o setor serve apenas para concentrar o mercado nas mãos das maiores companhias, Amodei classificou essa visão como simplista. O executivo afirmou que as propostas de políticas públicas elaboradas pela Anthropic buscam impor exigências mais rigorosas às grandes empresas de ponta, sem criar barreiras que impeçam o crescimento de concorrentes menores.

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Patinete elétrico é mais perigoso do que parece, alerta estudo

Redação Informe 360

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Os patinetes elétricos se tornaram uma opção prática e popular para o transporte urbano. No entanto, um estudo recente aponta que quedas com esse veículo causam lesões graves na cabeça com uma frequência muito maior do que se imagina.

A pesquisa, publicada na revista Nature no começo de agosto, analisou dados de mais de 15 mil feridos atendidos em hospitais da Inglaterra e do País de Gales. Os resultados mostram que o próprio design do patinete e a falta de capacete transformam tombos aparentemente simples em traumas graves.

Entre os adultos gravemente feridos no estudo, mais de um terço sofreu traumatismo craniano. O levantamento indica que os acidentados de patinete elétrico tiveram 3,5 vezes mais lesões cerebrais do que os motociclistas e 1,7 vez mais do que os ciclistas.

Por que o tombo de patinete é tão grave?

A explicação para esse tipo de machucado está na estrutura do veículo (que deixa o condutor em pé), com centro de gravidade alto e rodas pequenas. Jerry Tsang, professor clínico sênior da Queen Mary University of London, explica, num artigo publicado no The Conversation nesta semana, que essa combinação é perigosa em vias irregulares. 

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“Ao atingir um buraco, meio-fio ou pedaço de entulho, a pequena roda dianteira pode parar de repente e o condutor continua se movendo para a frente, podendo ser arremessado por cima do guidão em direção à pista, com pouquíssima proteção entre a cabeça e o chão”, escreve Tsang.

Homem sentado na rua, com cara de dor, após cair de patinete elétrico
Parte considerável dos feridos em quedas de patinete eram jovens sem equipamentos de segurança – Imagem: bbernard/Shutterstock

A gravidade dos acidentes é reforçada pela ausência de equipamentos de segurança entre os usuários. Apenas 6% dos condutores de patinete gravemente feridos usavam capacete no momento do impacto. O índice é muito inferior ao registrado entre ciclistas (45%) e motociclistas (76%).

Outro dado marcante do estudo é a presença frequente de jovens nos prontuários médicos. Cerca de 16% dos feridos em patinetes elétricos no banco de dados tinham menos de 18 anos, proporção substancialmente maior do que a observada entre ciclistas ou motociclistas.

Apesar dos riscos, o patinete elétrico é uma alternativa conveniente para substituir viagens curtas de carro. Mas especialistas reforçam que o condutor não deve tratar o veículo como diversão inofensiva. 

“Um patinete elétrico pode parecer mais com um patinete infantil do que com uma motocicleta, mas os ferimentos vistos nos hospitais mostram que cair de um deles não é necessariamente um evento banal”, alerta Tsang.

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EUA: estados vão pedir R$ 1,05 trilhão da Meta em julgamento

Redação Informe 360

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Uma coalizão de estados estadunidenses vai pedir US$ 193 bilhões (aproximadamente R$ 1,05 trilhão) à Meta em um julgamento contra a empresa que terá início na próxima terça-feira (18). A companhia é acusada de ter desenvolvido intencionalmente o Facebook e o Instagram para tornar crianças dependentes das redes sociais.

O julgamento será realizado em Oakland, na Califórnia (EUA), e terá duração prevista de seis semanas. A Meta, que possui mais de três bilhões de usuários em seus aplicativos, terá de se defender das acusações apresentadas pelos estados.

Caso a gigante das redes sociais perca a ação, as autoridades também pedirão que um juiz determine mudanças no funcionamento de seus dois principais aplicativos, além da aplicação de multa.

Estados negam pedido de R$ 7,6 trilhões

O valor que será solicitado pelos estados é bem inferior aos US$ 1,4 trilhão (cerca de R$ 7,6 trilhões) mencionados anteriormente no processo.

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Durante audiência realizada na quinta-feira (13), um advogado dos estados fez questão de esclarecer que as autoridades não pedirão esse valor.

“Não pedimos US$ 1,4 trilhão”, afirmou o advogado, segundo o qual a Meta teria calculado essa cifra “para causar impacto”. O representante confirmou que a indenização reivindicada pelos estados será de US$ 193 bilhões.

Julgamento. Ao fundo, logo da Meta na tela de um notebook; à frente, um martelo de juiz
Julgamento começa na próxima semana – Imagem: mundissima/Shutterstock

Leia mais:

  • 7 truques criativos para utilizar no Instagram
  • 4 configurações de privacidade do Facebook para mudar agora mesmo!
  • Meta usa IA como filtro para barrar menores nas redes sociais

Acusações contra Facebook e Instagram

  • O processo teve origem em 2023, quando um grupo de estados estadunidenses acionou a Meta por suspeitar que a empresa havia criado funções potencialmente viciantes para crianças em seus aplicativos e violado leis estaduais;
  • Agora, os promotores que representam Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey tentarão provar que a Meta violou leis federais e estaduais relacionadas à segurança e à privacidade de menores;
  • As autoridades sustentam que a empresa desenvolveu seus aplicativos de maneira intencionalmente voltada a tornar crianças dependentes das plataformas;
  • Se a acusação for acolhida, além da indenização, os estados querem que a Meta seja obrigada a modificar o Facebook e o Instagram.

Meta nega acusações

A Meta rejeita as acusações apresentadas pelos estados. Em declaração à AFP, um porta-voz da companhia afirmou que a empresa “nega categoricamente essas acusações” e que acredita que “as provas vão mostrar seu compromisso de longa data com o apoio aos jovens”.

O julgamento, que começa na próxima semana e deve durar seis semanas, será realizado em Oakland e representa mais uma disputa envolvendo as práticas das grandes plataformas de redes sociais e a proteção de crianças e adolescentes.

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