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Conheça o dinossauro que era “equipado” com “colete à prova de balas”

Redação Informe 360

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Em uma descoberta inovadora, cientistas revelaram que a armadura de um dinossauro anquilossauro, especificamente um nodossauro, que podia crescer até 5,5 m, era incrivelmente forte e poderia suportar o impacto de um acidente de carro em alta velocidade.

O fóssil, pertencente a um dinossauro herbívoro que viveu por volta de 110 a 112 milhões de anos atrás, no Cretáceo Interior, estava tão bem preservado que os pesquisadores conseguiram analisar a resistência das placas de queratina e espinhos ósseos que protegiam a criatura.

Exemplo de dinossauro com armadura
Armaduras de outros dinossauros continham menos queratina (Imagem: Mercury Green/Shutterstock)

“Armadura” de dinossauro

  • Tradicionalmente, apenas os espinhos ósseos eram conhecidos por permanecerem em outros fósseis de dinossauros blindados, pois a queratina não fossiliza bem;
  • No entanto, este novo estudo fornece evidências inovadoras sobre a extensão total da armadura do nodossauro;
  • Os pesquisadores descobriram que as estruturas de queratina que cobriam a armadura óssea também estavam intactas, indicando que elas desempenhavam papel crucial na proteção do dinossauro de predadores, semelhante a um casco de tartaruga;
  • A resistência desta armadura foi determinada por meio de análise biomecânica por Michael Habib, coautor do estudo e paleontólogo biomecânico da UCLA (EUA);
  • Ele comparou isso à força do impacto que um caminhão F150 em movimento rápido teria na armadura do dinossauro;
  • Os resultados foram surpreendentes, sugerindo que a armadura era altamente resiliente e poderia potencialmente suportar tal colisão.

Este estudo desafia suposições anteriores sobre a natureza da armadura em nodossauros e outros dinossauros blindados como os estegossauros. Até agora, os pesquisadores acreditavam que as estruturas de armadura óssea encontradas em fósseis serviam como o principal mecanismo de defesa, potencialmente cobertas por fina camada de queratina.

No entanto, a descoberta da armadura queratinizada totalmente preservada neste fóssil de nodossauro indica que as estruturas óssea e de queratina trabalharam juntas para fornecer proteção robusta.

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Como pontua o LiveScience, o fóssil de nodossauro bem preservado, chamado Borealopelta markmitchelli, foi encontrado em mina em Alberta (Canadá), em 2017. Sua excelente preservação permitiu que os pesquisadores obtivessem visões significativas sobre a anatomia do dinossauro e entendessem o arranjo complexo e a força de sua armadura.

“É incrivelmente lindo, extremamente bem preservado”, disse Emma Schachner, bióloga evolucionista da Universidade da Flórida (EUA) que não estava envolvida na pesquisa, ao Live Science.

Leia mais:

  • Como paleontólogos descobrem e desenterram fósseis?
  • De onde vêm os nomes dos dinossauros e quais os mais conhecidos?
  • Dinossauros emitiam som? Entenda o que a ciência já descobriu

O fóssil estava tão bem preservado que os pesquisadores puderam analisar a cor de sua armadura e até mesmo olhar em seu estômago para encontrar sua última refeição. Nenhum dinossauro blindado anterior havia sido preservado bem o suficiente para manter a queratina intacta.

Ele revelou camada de queratina sobre o osso bem mais espessa do que se esperava, chegando a 16 cm em alguns lugares. Cálculos apontam que essa armadura aguentava ao menos 125 mil joules de força por m², parecido com a força de um acidente de carro em alta velocidade.

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Exemplo de dinossauro com armadura
Até agora, pesquisadores acreditavam que as estruturas de armadura óssea encontradas em fósseis serviam como o principal mecanismo de defesa, potencialmente cobertas por fina camada de queratina (Imagem: Mercury Green/Shutterstock)

“Esses animais não estavam usando armadura de placas; eles estavam usando um colete à prova de balas sobre armadura de placas”, disse Habib. Essa adaptação faz sentido, dado o ambiente em que vivem.

O Borealopelta está vivendo em um mundo de grandes dinossauros carnívoros. Eles podiam morder muito forte. Se você tem uma armadura muito dura e quebradiça que depende de osso e você bate nela com muita força, ela vai quebrar.

Michael Habib, coautor do estudo e paleontólogo biomecânico da UCLA (EUA)

Esta descoberta notável lança nova luz sobre a evolução e as capacidades dos dinossauros blindados e expande ainda mais nosso conhecimento do mundo antigo.

Habib apresentou suas descobertas em 30 de outubro na reunião anual da Society for Vertebrate Paleontology.

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Confira o Olhar Digital News na íntegra (16/01/2026)

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Veja os destaques do Olhar Digital News desta sexta-feira (16):

IA deixa de ser curiosidade e vira ferramenta de trabalho no Brasil

A nova edição da pesquisa Nossa Vida com IA, feita pelo Ipsos sob encomenda do Google, confirma uma tendência. O trabalho revela que 71% dos brasileiros conectados já utilizam chatbots de inteligência artificial, índice superior à média global, que é de 62%.

Europa assume o volante e puxa a nova fase dos carros elétricos no mundo

O mercado global de carros elétricos superou a marca de 20,7 milhões de unidades vendidas em 2025, com um crescimento de 20% em comparação a 2024. É o que revela um levantamento da Benchmark Mineral Intelligence. O avanço consolidou a eletrificação como uma tendência, mesmo diante de um cenário de mudanças bruscas em políticas de incentivos e novos desafios econômicos. A Europa assumiu o posto de motor do crescimento global com uma alta de 33% nas vendas.

‘Equipe médica’ de IA antecipa demência ao analisar prontuários e anotações

Pesquisadores do Mass General Brigham, nos Estados Unidos, desenvolveram um sistema de inteligência artificial capaz de detectar sinais precoces de declínio cognitivo ao analisar anotações médicas de rotina. A tecnologia opera de forma autônoma, sem necessidade de intervenção humana após o processamento inicial. E atingiu 98% de especificidade em validações feitas com dados do mundo real.

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O projeto que usou PCs do mundo todo para buscar alienígenas

Cientistas da Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos EUA, estão analisando os 100 sinais remanescentes mais promissores captados pelo projeto “SETI@home”. O esforço utiliza o telescópio gigante FAST, na China, para tentar identificar transmissões de rádio que podem ter vindo de civilizações inteligentes no espaço.

Falta de chips trava ambição da China e amplia vantagem dos EUA

As restrições impostas pela Casa Branca ao acesso a chips de última geração pela China criaram uma vantagem estrutural para empresas norte-americanas. Enquanto os Estados Unidos concentram poder computacional e investimento pesado em desenvolvimento das IAs mais avançadas do mundo, companhias chinesas buscam alternativas improvisadas para não ficarem para trás.

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Confira o Olhar Digital News na íntegra (15/01/2026)

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Veja os destaques do Olhar Digital News desta quinta-feira:

NASA vai construir usina nuclear na Lua até 2030

A NASA reforçou seus planos de levar energia nuclear à Lua até o fim da década. A agência espacial e o Departamento de Energia dos EUA assinaram um memorando reafirmando o compromisso de construir uma usina nuclear no nosso satélite natural até 2030. A expectativa é que o reator seja capaz de fornecer energia a bases lunares. 

Austrália: como está o país após derrubar milhões de contas de adolescentes

A Austrália se tornou um verdadeiro laboratório de verificação de idade na internet após decidir bloquear as contas de adolescentes nas redes sociais. Mas quais foram os efeitos dessa medida até agora?

Fim do Google Tradutor? OpenAI lança “ChatGPT tradutor”

A OpenAI passou a oferecer uma ferramenta própria de tradução online, batizada de ChatGPT Translate (ou “ChatGPT tradutor”). O serviço funciona em uma página independente do chatbot e amplia a presença da IA no segmento de tradução, que é dominado há anos pelo Google Tradutor.

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Brasil produz mais carros em 2025, mas exportações acendem alerta

Dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram que a produção de veículos no Brasil conseguiu manter um ritmo de crescimento consistente, apesar de oscilações acentuadas no mercado externo e nos estoques no fim do período. Mas há um alerta…

Meta volta atrás e libera chatbots de IA no WhatsApp

A Meta voltou atrás e liberou que chatbots de IA de terceiros operem dentro do WhatsApp no Brasil. O caso vem após um inquérito administrativo aberto pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no início da semana para apurar suspeitas de abuso de posição dominante da big tech.

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Gemini ganha recurso que conecta Gmail, Fotos e YouTube

Redação Informe 360

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O Google anunciou na quarta-feira (14) o lançamento de um novo recurso em fase beta no aplicativo Gemini que permite ao assistente de IA personalizar respostas a partir da integração com diferentes serviços da empresa. A proposta é que o sistema consiga analisar informações de apps como Gmail, Google Fotos, busca do Google e histórico do YouTube para oferecer respostas mais contextualizadas, sem que o usuário precise indicar manualmente onde a IA deve buscar os dados.

Segundo a empresa, o Gemini já era capaz de acessar informações desses serviços, mas agora passa a raciocinar de forma integrada entre diferentes fontes, conectando, por exemplo, um e-mail a um vídeo assistido anteriormente. A ideia é que o assistente compreenda o contexto de forma mais ampla e entregue resultados considerados mais relevantes para cada situação.

google aplicativos
Gemini agora pode cruzar informações de aplicativos do Google (Imagem: Koshiro K / Shutterstock.com)

O que é o recurso Personal Intelligence

A novidade foi batizada de Personal Intelligence e vem desativada por padrão. O usuário decide se quer ou não conectar suas contas do Google ao Gemini e pode escolher quando essa integração será usada. O Google destaca que nem todos se sentem confortáveis em permitir que uma IA analise fotos pessoais ou o histórico de vídeos, e que a adesão é totalmente opcional.

De acordo com a empresa, mesmo após a ativação, o Gemini só recorre ao Personal Intelligence quando entende que isso pode ajudar na resposta. O objetivo é evitar o uso indiscriminado de dados pessoais em interações que não exigem esse nível de contexto.

Como o Gemini usa os dados do usuário

Em um post no blog oficial, Josh Woodward, vice-presidente do aplicativo Gemini, do Google Labs e do AI Studio, explicou que o recurso se baseia em duas capacidades principais. A primeira é o raciocínio entre fontes complexas, enquanto a segunda envolve a recuperação de detalhes específicos de conteúdos como e-mails ou imagens para responder a uma pergunta.

Segundo Woodward, essas duas abordagens costumam ser combinadas, permitindo que o Gemini trabalhe simultaneamente com texto, fotos e vídeos para gerar respostas personalizadas. Ele afirma que esse cruzamento de informações é o que diferencia a experiência em relação a outros assistentes de IA.

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Logomarca do Gemini em uma tela
Gemini consegue trabalhar de forma simultânea em texto, fotos e vídeos para gerar respostas mais personalizadas (Imagem: Photo Agency / Shutterstock.com)

Exemplos práticos do uso da funcionalidade

O executivo compartilhou situações do dia a dia em que o recurso foi útil. Em uma delas, ao esquecer o tamanho do pneu do carro enquanto estava em uma loja, o Gemini não apenas identificou a informação, como sugeriu pneus para todas as estações após analisar fotos de viagens em família armazenadas no Google Fotos.

Em outro caso, ao não lembrar o número da placa do veículo, o assistente conseguiu recuperar o dado a partir de uma imagem salva na biblioteca de fotos. Woodward também citou recomendações personalizadas de livros, séries, roupas e viagens, geradas com base em interesses e hábitos anteriores.

Planejamento de viagens e recomendações personalizadas

Segundo Woodward, o Gemini tem se mostrado eficiente no planejamento de viagens. Em um exemplo recente, o assistente analisou interesses familiares e registros de viagens anteriores presentes no Gmail e no Google Fotos para sugerir um roteiro diferente do convencional.

Em vez de pontos turísticos populares, o sistema indicou uma viagem noturna de trem e até jogos de tabuleiro específicos para serem usados durante o trajeto. O Google afirma que esse tipo de sugestão só é possível graças à leitura contextual de múltiplas fontes conectadas à conta do usuário.

Limites e cuidados com dados sensíveis

O Google afirma que o recurso conta com proteções para temas sensíveis. O Gemini evita fazer suposições proativas envolvendo dados como informações de saúde. No entanto, a empresa reconhece que o assistente pode abordar esses assuntos caso o próprio usuário faça uma solicitação direta.

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Outro ponto destacado é que o Gemini não treina diretamente com o conteúdo do Gmail ou do Google Fotos. O treinamento ocorre a partir dos prompts feitos no Gemini e das respostas geradas pelo modelo. As fotos, e-mails e outros dados pessoais são apenas referenciados no momento da resposta, sem serem incorporados ao treinamento do sistema, segundo o Google.

Página de busca do Google
Gigante das buscas afirma que o recurso conta com proteção para temas sensíveis (Imagem: DC Studio / Shutterstock.com)

Leia mais:

  • Como usar a pesquisa avançada no Gemini? Entenda a função “Gemini Deep” no chatbot
  • Google libera modo Deep Think do Gemini 3
  • 7 usos criativos do Google Gemini que você deveria testar

Disponibilidade e próximos passos

O Personal Intelligence está sendo liberado inicialmente para assinantes dos planos Google AI Pro e AI Ultra, nos Estados Unidos. A empresa informou que pretende expandir o recurso para outros países e, posteriormente, também para a versão gratuita do Gemini.

Como parte do lançamento, o Google divulgou exemplos de comandos que podem ser usados com a nova funcionalidade. Entre eles estão pedidos para planejar o fim de semana em uma cidade com base nos interesses do usuário, recomendações de documentários a partir de curiosidades recentes e sugestões de canais do YouTube alinhados ao estilo de culinária identificado em recibos e históricos de visualização.

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