Saúde
Como cientistas querem desenvolver vacinas em apenas 100 dias contra a próxima pandemia

Da divulgação da sequência genética do SARS-CoV-2 até o início da vacinação contra a covid-19 passaram-se 326 dias — um recorde histórico para o desenvolvimento de uma vacina. Agora, cientistas querem reduzir esse intervalo para apenas 100 dias diante da próxima ameaça com potencial pandêmico. A meta faz parte da chamada Missão dos 100 Dias, iniciativa liderada pela Coalition for Epidemic Preparedness Innovations (CEPI) e adotada por líderes do G7 e do G20 para acelerar a resposta global a novas epidemias.
O objetivo não é colocar uma vacina pronta no braço da população em pouco mais de três meses. A proposta é que, em até 100 dias após a identificação de um novo patógeno, cientistas consigam desenvolver um candidato vacinal, obter as autorizações iniciais necessárias e iniciar sua fabricação em escala, encurtando o tempo de resposta antes que um surto se transforme em pandemia.
Para a infectologista Luana Araújo, médica especialista em doenças infecciosas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mestre em Saúde Pública pela Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, a meta só se tornou plausível porque tecnologias como as plataformas de RNA mensageiro (mRNA) já vinham sendo desenvolvidas muito antes da pandemia de covid-19.
O que é a Missão dos 100 Dias?
A Missão dos 100 Dias foi lançada em 2021, depois que a pandemia de covid-19 mostrou que, embora o desenvolvimento de vacinas pudesse ser acelerado como nunca antes, ainda não era rápido o suficiente para impedir que um novo vírus se espalhasse pelo planeta. A iniciativa, coordenada pela Coalition for Epidemic Preparedness Innovations (CEPI), busca transformar esse aprendizado em uma estratégia permanente de preparação para futuras pandemias.
A proposta vai além de desenvolver uma vacina em tempo recorde. Para cumprir a meta, é preciso acelerar todas as etapas da resposta: identificar rapidamente um novo patógeno, compartilhar seu sequenciamento genético, adaptar plataformas vacinais já existentes, realizar os testes iniciais e iniciar a produção em escala.

Luana Araújo explica que essa estratégia parte justamente da possibilidade de antecipar parte do trabalho antes mesmo do surgimento da próxima ameaça.
A ideia é que, da identificação e do sequenciamento do patógeno até a gente ter uma vacina disponível, a gente consiga fazer isso nesse período bastante desafiador dos 100 dias.
Luana Araújo, especialista em doenças infecciosas
Na avaliação da especialista, essa mudança permite que pesquisadores desenvolvam previamente plataformas e tecnologias que poderão ser adaptadas rapidamente quando um novo agente infeccioso surgir.
Por que agora é possível pensar em uma vacina em 100 dias
Quando as primeiras vacinas contra a covid-19 começaram a ser aplicadas, muita gente teve a impressão de que elas haviam sido criadas do zero em poucos meses. Na prática, porém, o desenvolvimento só foi possível porque décadas de pesquisa já haviam produzido as plataformas tecnológicas que serviram de base para os imunizantes.
Para Luana Araújo, esse é justamente o principal aprendizado incorporado pela Missão dos 100 Dias. Em vez de esperar que uma nova pandemia comece para iniciar todas as pesquisas, cientistas passaram a desenvolver previamente plataformas que possam ser adaptadas rapidamente quando um novo patógeno for identificado. “Isso nos traz uma mudança de preparação para o futuro, que talvez permita que a gente desenvolva até certo ponto algumas tecnologias e deixe aquilo na manga”, afirma ela.
O principal exemplo citado pela infectologista são as vacinas de RNA mensageiro (mRNA). Segundo ela, embora tenham se tornado conhecidas durante a pandemia de covid-19, essas plataformas já vinham sendo estudadas havia décadas. Quando o SARS-CoV-2 surgiu, pesquisadores precisaram adaptar uma tecnologia que já existia, em vez de iniciar todo o processo do zero.
Na avaliação de Luana, essa mudança representa uma forma mais eficiente de investir em pesquisa para futuras pandemias. Em vez de concentrar esforços em uma única doença, cientistas passaram a preparar diferentes plataformas capazes de responder a diversos cenários. Como resume a especialista, “isso nos parece hoje mais inteligente, mais lúcido do que investir todos os ovos na mesma cesta.”

Desenvolver a vacina é só parte do desafio
Chegar a um candidato vacinal em 100 dias depende de muito mais do que a tecnologia usada para produzir imunizantes. Antes disso, é preciso identificar rapidamente o novo agente infeccioso, sequenciar seu material genético e compartilhar essas informações para que laboratórios em diferentes partes do mundo possam começar a desenvolver uma resposta.
Para o patologista clínico Carlos Aita, presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), os avanços obtidos desde a pandemia de covid-19 ajudam justamente a acelerar essas etapas. Segundo ele, houve evolução nas técnicas de biologia molecular para identificação rápida de novos patógenos, na automação dos laboratórios e no desenvolvimento de testes rápidos, tecnologias que hoje fazem parte da rotina da medicina diagnóstica.
A rapidez também depende da circulação dessas informações. De acordo com Aita, redes integradas de monitoramento permitem identificar padrões de transmissão logo nos primeiros registros de uma nova doença, tornando possível agir antes que o número de casos cresça de forma descontrolada.
Essa integração entre vigilância, diagnóstico e desenvolvimento científico é um dos pilares da Missão dos 100 Dias. A proposta não é apenas produzir uma vacina mais rapidamente, mas reduzir o tempo necessário em todas as etapas da resposta a uma nova ameaça, desde a identificação do patógeno até o início da fabricação dos imunizantes.
Uma vacina em 100 dias depende de todo o sistema de saúde
A meta de desenvolver um candidato vacinal em 100 dias representa uma mudança importante na forma como o mundo se prepara para futuras pandemias. Ainda assim, especialistas destacam que reduzir o tempo de desenvolvimento de uma vacina é apenas parte da resposta. Para que a estratégia funcione, também será necessário fortalecer a vigilância epidemiológica, ampliar a capacidade de diagnóstico, manter redes internacionais de compartilhamento de dados e garantir que os imunizantes possam ser produzidos e distribuídos rapidamente.
Para o sanitarista Gonzalo Vecina Neto, fundador e ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), parte dessa preparação começa antes mesmo de um novo vírus ser identificado. Segundo ele, é necessário manter estruturas permanentes de vigilância capazes de detectar rapidamente alterações no ambiente e na circulação de microrganismos, além de ampliar a capacidade de sequenciamento genético no país.
Na avaliação do especialista, o Brasil também precisa reduzir sua dependência externa para responder com rapidez a futuras emergências sanitárias. Para isso, defende a continuidade dos investimentos em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologias voltadas para diagnósticos, tratamentos e vacinas, além da ampliação da capacidade nacional de produção desses insumos.

Luana Araújo avalia que a ciência demonstrou durante a pandemia de covid-19 que é capaz de acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias quando há cooperação internacional, financiamento e objetivos comuns. O próximo passo, segundo a infectologista, é transformar essa capacidade científica em uma resposta organizada e acessível para toda a população.
O primeiro desafio é transformar toda essa rapidez tecnológica, toda essa eficiência tecnológica em ação coletiva, numa ferramenta acionável para todo mundo.
Luana Araújo, especialista em doenças infecciosas
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Saúde
Manchas ao redor dos olhos acendem alerta de risco de infarto e derrame

Manchas amareladas ao redor dos olhos podem ser um sinal de alerta para um risco maior de infarto e AVC. Pesquisadores da Universidade Stanford encontraram uma associação entre essa alteração, conhecida como xantelasma, e uma incidência maior de eventos cardiovasculares.
O estudo busca ajudar médicos a identificar pacientes com possíveis fatores de risco cardiovascular de forma mais precoce. A associação foi observada tanto no primeiro ano quanto nos acompanhamentos realizados cinco e dez anos depois.

O que é o xantelasma?
A aterosclerose pode se desenvolver de forma silenciosa. Conforme placas de gordura se acumulam nas artérias, o fluxo sanguíneo pode ficar restrito, aumentando o risco de problemas cardiovasculares. Em busca de sinais que ajudem a identificar esse processo mais cedo, os pesquisadores voltaram a atenção para o xantelasma.
A condição provoca o surgimento de placas amareladas na região das pálpebras. Elas ganham volume quando células de defesa do organismo, os macrófagos, acumulam colesterol e outras gorduras. Como o acúmulo de gordura também está envolvido na aterosclerose, a equipe de Stanford investigou se poderia existir uma relação entre as condições.
Os números da pesquisa
Os cientistas analisaram dados médicos de 17.925 pessoas com xantelasma e compararam os resultados com um grupo de controle de mesmo tamanho. Os participantes desse segundo grupo tinham presbiopia, condição que causa dificuldade para enxergar de perto, e também haviam passado por exames oftalmológicos.
No primeiro ano de acompanhamento, os eventos cardiovasculares foram mais frequentes entre as pessoas com xantelasma:
- Infarto: 1% dos pacientes com xantelasma, ou 178 pessoas, contra 0,35% no grupo de controle, ou 63 pessoas.
- AVC: 0,95% no grupo com as manchas, contra 0,3% no grupo de controle.
- Ataque isquêmico transitório (AIT): 0,6% contra 0,19%.
A diferença diminuiu um pouco com o passar do tempo, mas o risco continuou substancialmente maior entre os pacientes com xantelasma nas análises de cinco e dez anos.

Um possível marcador nos consultórios
As manchas não são apontadas como a causa dos infartos ou AVCs. A importância do achado está na possibilidade de o xantelasma funcionar como um sinal visível associado a outros fatores de risco cardiovascular.
“Xantelasma está associado a uma maior incidência de eventos cardiovasculares e cerebrovasculares importantes no curto e no longo prazo, até dez anos”, escreveram os pesquisadores.
O estudo também encontrou um dado relevante: a incidência desses eventos foi semelhante entre os pacientes com xantelasma, independentemente de apresentarem níveis anormalmente elevados de gordura no sangue. Isso sugere que outros fatores podem estar envolvidos na associação.
Os pesquisadores observam que muitos pacientes com xantelasma procuram dermatologistas por motivos estéticos, embora possam apresentar fatores de risco cardiovascular não diagnosticados ou sem controle adequado.
Prevenção e próximos passos
A identificação do xantelasma pode, segundo os autores, representar uma oportunidade para investigar a saúde cardiovascular desses pacientes e adotar medidas preventivas quando necessário.
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“Os resultados do nosso estudo destacam a importância de avaliar os pacientes com xantelasma nos estágios iniciais para identificar e controlar suas condições sistêmicas subjacentes, ajudando a prevenir potenciais eventos cardiovasculares.”
Os autores sugerem medidas como mudanças no estilo de vida, tratamento para alterações nos níveis de lipídios e controle da pressão arterial. Ainda serão necessárias novas pesquisas para esclarecer por que o xantelasma está associado a um risco maior de infarto, AVC e outros eventos cardiovasculares.
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Saúde
Anvisa autoriza medicamento experimental para Lito Sousa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta sexta-feira (4), a importação, em caráter excepcional, do medicamento experimental ALN-6457 para o tratamento do influenciador Lito Sousa, diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ).
Desenvolvida pela farmacêutica Regeneron Pharmaceuticals, a substância ainda não possui registro comercial no Brasil nem representante legal no país. Por isso, a autorização ocorreu fora do fluxo padrão de importação de medicamentos.
O ALN-6457 também está em estágio pré-clínico para doenças priônicas. Não existem estudos clínicos formalmente iniciados em seres humanos para avaliar a substância especificamente contra a doença de Creutzfeldt-Jakob. Com isso, Lito será a primeira pessoa a testar o medicamento nesse contexto.
O pedido de importação foi feito pelo Hospital Israelita Albert Einstein, responsável pelo acompanhamento do influenciador, depois que ele foi aceito em um programa de uso compassivo do medicamento.
A modalidade permite que pacientes com doenças graves e sem alternativas terapêuticas disponíveis tenham acesso excepcional a medicamentos ainda em desenvolvimento.
Pedido partiu da família
- Segundo Mila Seidl, esposa de Lito, foi ela quem solicitou a inclusão do influenciador no programa de uso compassivo e articulou a ação conjunta para viabilizar a autorização. O processo envolveu o Ministério da Saúde, o hospital, a Anvisa e a FDA, agência reguladora dos Estados Unidos;
- Nas redes sociais, Mila comemorou a decisão;
- “O impossível está virando realidade! Estamos prontos para receber o tratamento! Expectativa de chegar no Brasil em 7/9 dias”, afirmou;
- De acordo com a Anvisa, a avaliação levou em consideração a evolução rápida e irreversível da doença, além da ausência de patrocinador ou representante responsável pelo medicamento no Brasil;
- Ainda não há informações sobre como o tratamento será realizado.
Leia mais:
- Lito Sousa: superlaboratório brasileiro estuda proteína ligada à DCJ
- O que é a doença de Creutzfeldt-Jakob, diagnosticada no influenciador Lito Souza
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Medicamento ainda não teve eficácia comprovada
A autorização concedida pela Anvisa é excepcional e não representa uma aprovação comercial do ALN-6457. A substância ainda não passou por estudos clínicos formalmente iniciados em seres humanos para a doença priônica.
Por isso, não há comprovação de que o medicamento seja capaz de interromper ou reverter a evolução da doença de Creutzfeldt-Jakob.
A situação é diferente da de um medicamento já aprovado e submetido aos testes clínicos necessários para comprovar sua segurança e eficácia. No caso de Lito, o acesso ocorre por meio do uso compassivo, diante da gravidade da enfermidade e da ausência de alternativas terapêuticas.
O que é a doença de Creutzfeldt-Jakob?
A DCJ é uma doença priônica causada pela alteração anormal de uma proteína chamada príon. A proteína alterada se multiplica no cérebro e provoca a destruição dos neurônios, deixando no tecido cerebral um padrão de pequenos espaços que dá origem ao termo “espongiforme”.
A enfermidade é rara, progressiva e, até hoje, não possui tratamento capaz de reverter ou interromper sua evolução.
Segundo o neurologista José Bauab, o príon se instala dentro do neurônio e provoca uma intoxicação progressiva da célula. O processo também afeta a glia, tecido responsável pelo suporte e pela sustentação dos neurônios.
“As partículas proteicas entram dentro do neurônio, intoxicam o neurônio, e vão tendo um comportamento absolutamente destrutivo e tóxico na célula”, explicou Bauab ao g1.
No Brasil, a doença atinge principalmente pessoas mais velhas. A faixa entre 55 e 74 anos concentrou 60,2% das notificações, com idade média de 66 anos entre os casos suspeitos. O perfil é diferente do de Lito, já que a forma esporádica da doença costuma atingir pessoas entre 60 e 80 anos.
Dados utilizados pelo Ministério da Saúde indicam que cerca de 90% dos pacientes evoluem para óbito entre seis meses e um ano após o início dos sintomas. A sobrevida média é de aproximadamente cinco meses.
Entre as notificações analisadas, foram registrados 290 óbitos relacionados à doença, embora o boletim aponte falhas no preenchimento e no acompanhamento dos dados.
Entre 2005 e 2021, o Brasil registrou 547 casos confirmados de doença de Creutzfeldt-Jakob. O período corresponde aos primeiros 17 anos desde que a DCJ passou a integrar a lista de doenças de notificação compulsória.
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Saúde
Omo, Comfort e Brilhante têm produção suspensa pela Anvisa em fábrica da Unilever

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão temporária da fabricação de produtos saneantes na unidade da Unilever em Vinhedo (SP). A decisão foi publicada nesta quarta-feira (2) após uma inspeção realizada entre 24 e 28 de agosto identificar descumprimento das regras de boas práticas de fabricação.
A resolução da Anvisa determina a suspensão da fabricação de “todos os produtos saneantes” produzidos na unidade de Vinhedo. A medida atinge linhas de produtos das marcas Omo, Comfort e Brilhante, incluindo sabão líquido para lavar roupas e amaciante líquido.
A suspensão é preventiva e impede temporariamente a fabricação dos produtos abrangidos pela medida enquanto as irregularidades são corrigidas. A decisão, porém, não determinou a suspensão da comercialização, distribuição ou uso dos produtos que já foram fabricados e estão disponíveis no mercado.
A inspeção foi realizada conjuntamente pela Anvisa, pelo Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo e pela Vigilância Sanitária do Município de Vinhedo. Segundo a agência, o descumprimento envolve a Resolução RDC nº 47, de 2013, que estabelece o Regulamento Técnico de Boas Práticas de Fabricação para Produtos Saneantes.

Unilever tem linhas de fabricação suspensas em SP
A inspeção ocorreu entre 24 e 28 de agosto e foi realizada pela Anvisa, pelo Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e pela Vigilância Sanitária de Vinhedo.
A suspensão impede temporariamente a fabricação dos produtos abrangidos pela medida. Segundo a Unilever, as demais linhas de produção da unidade seguem operando normalmente.
Não há determinação para recolher produtos que já estejam à venda ou interromper seu uso. A Anvisa também informou que a avaliação não indicou contaminação microbiológica ou outros problemas nos lotes produzidos na fábrica.
A decisão da agência não detalha, na resolução, quais irregularidades foram encontradas. Segundo a Unilever, a medida está relacionada às linhas de sabão líquido para lavar roupas e amaciante líquido para roupas.
Saneantes são produtos usados para limpeza, desinfecção e higienização de ambientes e superfícies.
Comunicado da Unilever
A Unilever enviou o seguinte comunicado ao Olhar Digital:
A Unilever Brasil Industrial Ltda. informa que recebeu a equipe da Anvisa em sua fábrica em Vinhedo (SP) para uma fiscalização na unidade de produtos de cuidados com a casa. A inspeção resultou em oportunidades de melhorias em processos de documentação e controle, conforme publicado no Diário Oficial do dia 2/9/2026, relacionadas às linhas de sabão líquido para lavar roupas e amaciante líquido para roupas.
Todos os produtos de cuidados com a casa fabricados na unidade, de todos os lotes, seguem liberados para comercialização e uso pelos consumidores. Em nota publicada no site, a Anvisa diz que a avaliação ‘não indicou contaminação microbiológica ou outros problemas sobre os lotes produzidos na fábrica. Por esse motivo, não foi determinada a suspensão da comercialização, da distribuição ou do uso dos produtos já fabricados e disponíveis no mercado, nem seu recolhimento.’
Por determinação da Anvisa, de forma preventiva, as linhas de fabricação destes produtos foram temporariamente suspensas para implementação das melhorias operacionais requeridas. Todas as ações foram prontamente iniciadas e já estão sendo implementadas. As demais linhas de produção da unidade seguem operando normalmente.
A Unilever continua atuando em colaboração com a Anvisa e considera os apontamentos parte importante para a evolução contínua de seus processos produtivos e de todo o setor. A empresa reafirma seu compromisso inegociável com o rigor de seus padrões de qualidade em seus 96 anos de atuação no Brasil e reitera sua prioridade absoluta com a segurança dos consumidores.
Unilever em comunicado à imprensa
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