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A Carreira de Clint Eastwood: De Ator Subestimado a Mestre do Cinema

Redação Informe 360

Publicado

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Há os atores, há os bons atores, e há os excelentes atores, que podem dar vida a qualquer personagem de uma forma inesperada e tocante. Clint Eastwood passa ao largo de tudo isso. Ele não é sequer uma estrela, alguém cujo magnetismo pessoal se sobrepõe ao papel que exerce em algum filme.

Como escreveu o crítico de arte Louis Menand na revista New Yorker, alguns anos atrás, “um ator pode trabalhar por anos sem se tornar uma estrela, como aconteceu com John Wayne e Humphrey Bogart nos anos 1930”, e então, de repente, a aparência, o temperamento e o papel em um filme se conjugam e o público passa a enxergá-lo como a encarnação de seus desejos. “Ele se torna não apenas uma estrela, mas um mito”. Clint Eastwood é isso, um mito.

A gênese do mito, para Menand, ocorreu com o filme “Dirty Harry“, de 1971, em que ele interpretava um detetive justiceiro. Hoje em dia, com tantos filmes e séries retratando anti-heróis que desafiam as autoridades para fazer “o que é certo”, é difícil avaliar o impacto do personagem original. “Dirty Harry” (assim como suas sequências) acertou em cheio no que o público americano desejava ver naquele momento. “Por essa razão”, segue Menand, “Eastwood se tornou, como se fala, um ícone. Um homem menor, recebendo tamanha adoração, poderia ter seguido repetindo a si mesmo para sempre”.

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Passei anos admirando essa análise. É tão comum vermos atores aprisionados por algum papel, e Clint conseguiu escapar dessa armadilha (uma das muitas) do sucesso. Para dar uma ideia de como isso é difícil, o ator Matthew McConaughey conta que passou quase dois anos sem trabalho porque só lhe ofereciam papéis em comédias românticas (em que seguiria se repetindo).

Muito além de Dirty Harry

Mas aí veio esta mais recente biografia, “Clint: The Man and the Movies”, do escritor e ex-crítico de cinema Shawn Levy. E eu percebi que Clint jamais correria o risco de se repetir. Nem mesmo uma personagem tão forte quanto o detetive Harry Calahan seria capaz de aprisioná-lo. Porque desde o início, desde muito antes do sucesso, Clint seguiu um caminho único, que o levou a experimentar de forma inimitável os trabalhos de ator, diretor, produtor e até político (foi prefeito da cidade de Carmel, na Califórnia, onde mora).

O início de sua carreira, há sete décadas, foi em filmes tão inexpressivos que ele pensou seriamente em voltar aos trabalhos braçais que fazia antes de conseguir uma vaguinha em um curso de atuação do estúdio Universal Pictures – no qual entrou apenas por ter visto que a sala tinha cerca de 30 mulheres e que, portanto, “ali era o seu lugar”. Quando estava prestes a desistir da carreira, surgiu um papel em uma série de TV (“Rawhide”), que lhe dava um salário mais do que bom para a época. A série não tinha diretor fixo. Assim, Clint conviveu com diversos profissionais; e rondava as câmeras, já tentando aprender como dirigir.

Clint, para dizer o mínimo, não brilhava como ator. Mas seu agente – que possivelmente era atraído por ele – conseguiu-lhe um papel num faroeste filmado… na Itália. Ninguém imaginava na época, mas o diretor, Sergio Leone, e o músico, Ennio Morricone, revolucionariam o gênero western, com tomadas amplas e close-ups dramáticos. Clint se tornou um sucesso estrondoso na Itália, depois em boa parte da Europa, muito antes de ser reconhecido nos Estados Unidos. E absorveu um tanto do estilo de Leone.

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Clint Eastwood no papel central de
Getty ImagesClint Eastwood no papel central de “Por um Punhado de Dólares”, em 1964

Sim, o sucesso pode aprisionar. Para Clint, uma pessoa inquieta e com uma ética de trabalho extrema (“o sonho do meu pai era ter uma loja de ferragens; eu sou o filho dele”, dizia), o sucesso libertou. A partir da década de 1970, começou a dirigir. Dirigiu ou produziu 43 filmes; atuou em 67. Fez músicas (letra ou melodia) em 9. Como diretor, é lendário por jamais gritar “ação!”, por filmar ensaios e declarar que já está satisfeito, economizar no orçamento e cumprir prazos curtos.

No Oscar, fez dobradinha de melhor diretor e melhor filme duas vezes: “Os Imperdoáveis”, um faroeste que é a melhor autocrítica dos filmes de faroeste já feita; e “Menina de Ouro”, um drama sobre uma boxeadora (que rendeu o segundo Oscar a Hillary Swank, como melhor atriz). Nos dois casos, como em vários de seus filmes, Clint esmiúça sem receios nem rodeios temas polêmicos, pungentes e profundamente humanos. De convicções libertárias (como tantos de seus personagens, avesso à excessiva interferência de autoridades) e conservador (mas também conservacionista), vários de seus filmes transmitem mensagens progressistas. Ou no mínimo obrigam à reflexão.

Os dois Oscars por
Getty ImagesOs dois Oscars por “Os Imperdoáveis”, em 1993

O homem por trás da lenda

A biografia de Levy traz equilíbrio à figura de Clint. Os livros mais parrudos sobre ele haviam sido, o primeiro excessivamente condescendente; o segundo, extremamente ferino. Embora não tenha tido acesso a Clint, o autor consegue trilhar um tom ao mesmo tempo crítico – de suas inúmeras traições, da relativa frieza, dos filhos fora do casamento – e justamente embevecido. Seu trabalho de pesquisa resgata as histórias e a recepção (de crítica e bilheteria) dos principais filmes, e você se pega torcendo para chegar logo aos seus favoritos.

Clint Eastwood tinha 94 anos quando seu mais recente filme, “Jurado Nº 2”, estreou, em 2024. Na época, anunciou que já estava pensando no próximo. De lá para cá, o projeto esfriou; há rumores de que ele tenha finalmente, aos 96 anos, decidido curtir a aposentadoria. Mas, como diz Levy, com Clint nunca se sabe.

*Reportagem publicada na edição 141 da revista Forbes, em maio de 2026.

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As 10 Melhores Empresas dos EUA para Profissionais de Tecnologia

Redação Informe 360

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Nos Estados Unidos, o mercado de trabalho para profissionais de tecnologia deve crescer bem acima da média nacional na próxima década.

Segundo o escritório americano de estatísticas trabalhistas (Bureau of Labor Statistics), a projeção é de 280 mil novas vagas por ano, o que permite aos talentos do setor serem altamente seletivos em suas escolhas profissionais.

Para guiar essas decisões de carreira e oferecer às empresas uma visão de seus concorrentes, a Forbes mapeou os destaques na lista Melhores Empresas para Profissionais de Tecnologia dos EUA em 2026.

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Neste ano, a Nvidia lidera o ranking com 300 empresas, seguida pelo Google e pela Bridgestone. Nomes como Microsoft e Delta Air Lines também integram o top 10.

O que está por trás da lista

A terceira edição anual da lista, produzida em parceria com a empresa de pesquisa Statista, baseia-se nas respostas de mais de 50.000 profissionais de tecnologia de todos os setores em companhias com pelo menos 1.000 funcionários nos Estados Unidos.

Os participantes avaliaram suas empresas atuais, ex-empregadores e companhias conhecidas por indicação em critérios como remuneração, plano de carreira, estilo de gestão e ambiente de trabalho.

A nota final deu peso maior às opiniões recentes dos atuais colaboradores, cruzando os dados acumulados nos últimos três anos das pesquisas da Forbes com a Statista. As 300 companhias com as pontuações mais altas formaram a lista definitiva.

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A seguir, confira as 10 Melhores Empresas para Profissionais de Tecnologia dos EUA. Veja a lista completa aqui

1. NVIDIA

  • Setor: Semicondutores, Eletrônicos, Engenharia Elétrica
  • Sede: Santa Clara, Califórnia
  • Ano de Fundação: 1993

2. Google

google
Getty Images
  • Setor: Software e Serviços de TI
  • Sede: Mountain View, Califórnia
  • Ano de Fundação: 1998

3. Bridgestone

  • Setor: Automotivo (Indústria Automotiva e Fornecedores)
  • Sede: Nashville, Tennessee
  • Ano de Fundação: 1931

4. Microsoft

microsoft
Getty Images
  • Setor: Software e Serviços de TI
  • Sede: Redmond, Washington
  • Ano de Fundação: 1975

5. Texas Health Resources

  • Setor: Saúde e Serviços Sociais
  • Sede: Arlington, Texas
  • Ano de Fundação: 1997

6. Corning

  • Setor: Engenharia, Manufatura
  • Sede: Corning, Nova York
  • Ano de Fundação: 1851

7. Harley-Davidson

  • Setor: Automotivo (Indústria Automotiva e Fornecedores)
  • Sede: Milwaukee, Wisconsin
  • Ano de Fundação: 1903

8. Arizona State University

  • Setor: Educação
  • Sede: Tempe, Arizona
  • Ano de Fundação: 1885

9. Northwell Health

  • Setor: Saúde e Serviços Sociais
  • Sede: Great Neck, Nova York
  • Ano de Fundação: 1997

10. Delta Air Lines

delta
Getty Images
  • Setor: Transporte e Logística
  • Sede: Atlanta, Geórgia
  • Ano de Fundação: 1924

*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com

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Como Escolher uma Universidade na Era da IA

Redação Informe 360

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Na manhã de 2 de setembro, primeiro dia das aulas de outono nos Estados Unidos, o reitor do Harvard College, David Deming, enviou um e-mail aos alunos de graduação dizendo ser favorável a “incentivar ativamente o uso de IA quando ela puder aprofundar o aprendizado”.

Deming recomendou que os professores adotassem avaliações, como provas supervisionadas, nas quais os estudantes não pudessem recorrer à IA — isto é, usá-la para trapacear.

Também sugeriu incorporar a tecnologia às disciplinas de redação, em vez de tentar controlar seu uso. Alguns professores de humanidades, horrorizados, reagiram. A própria escrita, argumentou um deles, faz parte do processo de aprender a pensar.

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Outro demonstrou preocupação de que o uso de IA pudesse desencorajar os estudantes de “desenvolver suas próprias respostas a obras de arte, música, literatura e filosofia”. Por enquanto, os professores de Harvard continuam definindo suas próprias regras.

Bem-vindos à era da incerteza (e até do caos) que recebe os calouros universitários de hoje, a turma de 2030.

As universidades na era da IA

Faculdades e universidades estão sendo obrigadas a repensar algo fundamental: como os estudantes devem aprender e que tipo de educação vai prepará-los para prosperar nesse novo mundo?

Escolher uma universidade, que já era uma tarefa difícil, ficou ainda mais complicado à medida que as instituições adotam abordagens muito diferentes em relação à IA — e ninguém sabe ainda qual delas vai funcionar.

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No Amherst College, o presidente Michael Elliott está experimentando. No último ano, ele disse aos alunos de seu curso de literatura que poderiam usar IA em algumas atividades, desde que explicassem como haviam utilizado a tecnologia. “O que também foi uma experiência de aprendizado para mim, e não tenho certeza do que vou fazer este ano”, diz.

Segundo ele, os professores da Amherst estão “em todos os extremos” quando o assunto é IA: alguns estão voltando às provas em cadernos e aos exames orais, enquanto outros abraçam a tecnologia.

Por enquanto, a universidade pediu aos professores que deixem claro em seus planos de ensino o que é — e o que não é — permitido. “Ainda não temos uma grande estratégia para definir como vamos fazer isso.”

Como será o futuro do trabalho

Não é possível prever como serão o mercado de trabalho e o ensino superior daqui a quatro anos. “A única coisa com que podemos contar é que as coisas vão mudar”, diz Karen Brennan, professora Timothy E. Wirth de Prática em Tecnologias de Aprendizagem da Harvard Graduate School of Education.

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Diante dessa incerteza, faz sentido começar a busca por uma universidade com aquilo que já sabemos sobre o que determina o sucesso educacional e, depois, fazer algumas perguntas sobre o futuro da IA, que detalhamos mais adiante nesta reportagem.

As universidades, afirma a professor, continuam sendo “um lugar maravilhoso para desenvolver” a capacidade de lidar com essas mudanças. “A IA não está tornando isso obsoleto — está apenas nos dando uma nova maneira de pensar sobre a importância e a necessidade da adaptabilidade.”

O manual de uso da IA está sendo escrito e reescrito em tempo real. Mas universidades e famílias que pensam no futuro devem fazer as grandes perguntas agora e voltar a elas à medida que surgirem evidências sobre o que realmente funciona. Estas são algumas das questões que estudantes e seus pais devem considerar.

A universidade tem regras claras para o uso de IA?

As universidades podem não chegar às mesmas conclusões, mas deveriam ao menos estar desenvolvendo políticas claras para o uso de IA, para que os estudantes saibam o que esperar — mesmo que as regras variem de uma disciplina para outra.

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Por que a política de uma universidade importa? Porque os próprios estudantes estão exigindo isso. “A liderança estudantil tem pedido diretrizes e orientações”, diz Benjamin Hermalin, vice-chanceler e reitor acadêmico da University of California, Berkeley, onde os professores definem suas próprias regras para o uso de IA.

Embora não seja do “estilo de Berkeley” determinar como os professores devem lidar com uma nova tecnologia, ele afirma: “Acho que vamos evoluir lentamente para ter um pouco mais de padronização porque os estudantes realmente querem isso”. Em parte, acrescenta, eles querem essas regras porque temem que colegas que usam IA para trapacear levem vantagem.

Deming, de Harvard, levantou a mesma preocupação em seu e-mail aos alunos de graduação. Proibições de IA que não podem ser fiscalizadas, escreveu, criam “um dilema difícil para estudantes que não querem trapacear, mas também temem ficar para trás em relação aos colegas”. Harvard planeja desenvolver diretrizes neste ano.

A University of Michigan está tentando encontrar um meio-termo. Em 3 de setembro, a instituição divulgou um rascunho de princípios orientadores para o uso de IA em toda a universidade no ensino e na aprendizagem e convidou a comunidade acadêmica a fazer comentários antes da versão final.

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Os planos incluem o uso “responsável e centrado nas pessoas” da IA, além de atenção à ética, integridade, proteção da privacidade e outros aspectos.

A melhor maneira de descobrir como o uso de IA realmente funciona em uma universidade é perguntar aos estudantes, aconselha Steve Fitzpatrick, professor de história no ensino médio, colaborador da Forbes e autor da newsletter no Substack Teaching in the Age of AI.

“Você aprende muito mais fazendo perguntas aos estudantes porque eles vão revelar coisas que podem estar fora do roteiro da universidade”, afirma. “Por exemplo: ‘Até que ponto os alunos colam aqui?’”

Os professores recebem ajuda para entender como lidar com a IA?

Os estudantes não são os únicos que estão aprendendo a usar a nova tecnologia. As famílias que estão pesquisando universidades devem perguntar o que a instituição está fazendo para ajudar os professores a acompanhar essas mudanças. E é importante olhar além de treinamentos pontuais ou de uma lista de ferramentas aprovadas.

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Brennan afirma que os professores precisam de duas coisas: tempo para experimentar e apoio institucional que os ajude a aprender com o que outros professores estão fazendo, tanto dentro quanto fora da sala de aula.

“Pode parecer realmente assustador quando você não tem a oportunidade de experimentar as ferramentas, cometer erros ou praticar por conta própria”, diz. “Saber o que outras pessoas estão fazendo, poder compartilhar nossos experimentos, nossos sucessos e nossos fracassos — é isso que vai ajudar a ampliar nossa imaginação pedagógica.”

Os estudantes também devem fazer parte desse aprendizado e dessa experimentação. Em Harvard, os professores podem receber orientação individual e participar de workshops, enquanto, segundo ela, os próprios estudantes organizaram eventos e convidaram especialistas externos para o campus.

Durante uma visita à universidade, pergunte a um professor por um exemplo específico de como ele mudou uma atividade ou prova por causa da IA. Pergunte aos estudantes se os professores explicam os motivos por trás de suas regras para o uso da tecnologia, e se os alunos têm voz na definição dessas regras.

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Vou aprender a usar IA independentemente da minha área de estudo?

Os estudantes não deveriam precisar cursar ciência da computação para adquirir experiência com IA. A University of Florida oferece um modelo.

Depois de receber uma doação de US$ 70 milhões (R$ 356 milhões) de Chris Malachowsky, cofundador da Nvidia e ex-aluno da instituição, a universidade criou o que chama de “AI University”, com o objetivo de fazer com que todos os formandos saiam da instituição com algum conhecimento de inteligência artificial.

Atualmente, oferece mais de 200 disciplinas relacionadas à IA em diferentes áreas. Quase 70% dos estudantes que se formam fizeram pelo menos uma delas, afirma Hans van Oostrom, diretor da iniciativa acadêmica de IA. “Estudantes de todas as áreas precisam saber alguma coisa sobre IA”, diz. “Não é algo restrito à ciência da computação e à engenharia.”

Mas uma longa lista de disciplinas não significa necessariamente que os estudantes estejam aprendendo a usar a tecnologia de maneira responsável.

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A Arizona State University está avançando agressivamente na adoção de IA. “Acho que nossa filosofia, de forma bastante simples, tem sido nos envolver cedo e com frequência”, diz Anne Jones, vice-reitora de graduação da ASU.

Mas Jones afirma que simplesmente ter usado ChatGPT, Claude ou outra ferramenta de IA generativa não torna um estudante alfabetizado em IA. A ASU espera que os alunos compreendam como a tecnologia funciona, avaliem seus vieses e limitações e considerem se utilizá-la em determinada situação está de acordo com seus valores pessoais.

Da mesma forma, é importante que os estudantes aprendam a usar a IA de maneira eficaz dentro de suas próprias áreas — algo que será muito diferente para um estudante de química e para um roteirista.

Isso significa que os candidatos devem olhar além de saber se uma universidade oferece uma graduação relacionada à IA ou se divulga o desenvolvimento de um chatbot próprio.

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Jones sugere perguntar como é o debate mais amplo da instituição sobre IA, quais medidas concretas foram tomadas e como essas decisões afetarão um estudante na área que ele pretende estudar. “Ser capaz de entender tanto a filosofia institucional quanto obter alguns exemplos concretos é o que realmente dá às pessoas confiança de que existe conteúdo por trás do discurso”, afirma.

Vou desenvolver habilidades que continuam importantes ao lado da IA?

A necessidade de desenvolver “pensamento crítico” para ter sucesso na era da IA é tão mencionada que corre o risco de soar como um clichê. O mesmo vale para a necessidade de desenvolver habilidades de interação humana.

O orientador universitário Brennan Barnard sugere perguntar: “Quais são as formas pelas quais a universidade está preparando os estudantes para essas habilidades humanas duradouras?”

“Essas são as chamadas soft skills, mas elas não têm nada de fáceis. Na verdade, são incrivelmente difíceis”, diz Elliott, de Amherst, apontando para a capacidade de trabalhar com pessoas de diferentes origens, persuadir uma audiência e ouvir.

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“Você aprende essas coisas estando frente a frente, em comunidade, com outras pessoas”, afirma. “Meu conselho para as famílias seria perguntar: a instituição está tentando usar a IA como uma muleta, em vez de como uma ferramenta?”

Pergunte sobre disciplinas específicas voltadas ao desenvolvimento dessas habilidades. A Stanford University, por exemplo, está ampliando seu programa obrigatório Civic, Liberal and Global Education (COLLEGE) para os calouros, que passará de dois para três trimestres a partir de 2027.

Parte do currículo de formação geral, o programa convida os estudantes a refletir sobre “como ideias, evidências científicas e arte podem contribuir para seu desenvolvimento pessoal” e os coloca em contato com ideias que vão além das áreas que escolheram estudar. “A universidade é mais do que conseguir o primeiro emprego”, diz Dan Edelstein, diretor do programa. “É claro que isso é importante, mas não é tudo o que uma formação universitária pode fazer. Ela realmente prepara você para a vida.”

Esta universidade vai me preparar para um mercado de trabalho imprevisível?

Talvez não exista uma graduação à prova da IA. Elliott desconfia de qualquer pessoa que prometa que determinada área é um caminho garantido para o sucesso econômico. “O que você escolhe como graduação vai importar ainda menos no futuro do que importa hoje”, afirma.

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Barnard aconselha os estudantes a seguirem seus interesses genuínos, mas preservando “muitas possibilidades de escolha”. Isso pode significar fazer uma dupla graduação, cursar disciplinas de diferentes áreas ou desenvolver habilidades em pesquisa, escrita e análise de dados.

Antes de escolher uma universidade, pergunte quão fácil é mudar de curso, adicionar uma segunda graduação ou experimentar diferentes áreas sem atrasar a formatura.

O departamento de orientação profissional também merece uma visita. “Na minha opinião”, diz Barnard, “ele deveria ser uma parada obrigatória em qualquer visita a uma universidade”.

Pergunte como a instituição está respondendo às mudanças nas contratações para cargos de entrada e quais serviços oferece para conectar os estudantes a estágios muito antes da formatura.

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Na Drexel University, mais de 90% dos estudantes participam de seu programa de co-op, em que o estudante alterna períodos de aulas na universidade com períodos de trabalho remunerado em empresas ou outras organizações, afirma o presidente Antonio Merlo.

Os alunos podem realizar até três trabalhos remunerados de seis meses, a partir do segundo ano, alternando entre a sala de aula e o mercado de trabalho. À medida que os empregadores cortam vagas de entrada, Merlo argumenta: “Nossos estudantes [já] passaram pela porta de entrada”.

Melissa Loble é diretora acadêmica da Instructure, empresa responsável pelo Canvas — plataforma de aprendizagem on-line na qual os professores publicam tarefas e notas e os estudantes entregam seus trabalhos. Ela sugere questionar à universidade: “Como vocês usam a IA para me preparar melhor para o que vou fazer depois de me formar?”

Para Elliott, as famílias não devem confiar em uma universidade que finge saber a resposta. “Instituições que são honestas sobre o fato de estarmos vivendo um momento de incerteza, para mim, têm uma vantagem sobre instituições que afirmam ter clareza”, diz.

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E aprender a conviver com o desconforto de não saber a resposta também é uma parte importante da educação. “Descobrir como encontrar prazer na incerteza será uma habilidade valiosa para a vida.”

*Reportagem adicional de Asia Alexander.

*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com

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O Poder das Mudanças de Carreira em Qualquer Idade, Segundo a CEO da AARP

Redação Informe 360

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Nesta semana, compartilho um pouco de uma conversa que tive com a Dra. Myechia Minter-Jordan, CEO da AARP. Minter-Jordan é a primeira pessoa apresentada na minha nova série, The Career Switch, que destaca pessoas reais que fizeram mudanças bem-sucedidas de carreira diante de uma economia em transformação.

Minter-Jordan começou a carreira atendendo pacientes como médica de clínica médica, mas seu interesse pelos sistemas que moldam o atendimento ao paciente a levou da medicina para a gestão e, posteriormente, ao cargo máximo da AARP. Agora, aos 50 e poucos anos, Minter-Jordan afirma que sua trajetória profissional não linear é uma prova de que fazer uma grande mudança não significa começar do zero. A chave, segundo ela, é reconhecer as habilidades transferíveis que você já possui e estar aberto aos caminhos que elas podem levar você a seguir.

Veja abaixo alguns dos principais aprendizados que tirei dessa entrevista:

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1- Houve alguma lição específica que você precisou aprender ou desaprender ao fazer a transição de médica para executiva?

Eu precisei aprender como as decisões eram tomadas. Muitas vezes, elas não são tomadas ou influenciadas pela pessoa mais barulhenta da sala. São influenciadas por quem tem credibilidade, chega preparado para as reuniões, fala com autoridade, mas também sabe ouvir. Existem muitas nuances sobre ser um líder que não aprendemos em uma sala de aula e que descobrimos ao ocupar esses espaços onde pessoas com poder tomam decisões realmente impactantes. Foi nesses ambientes que aprendi essas habilidades mais sutis.

2- Como alguém que passou de trabalhar em um hospital para ser executiva de uma empresa de saúde e, agora, liderar uma organização sem fins lucrativos, que conselho você daria às pessoas que estão tentando decidir se este é o momento certo para mudar de carreira?

As coisas nem sempre são lineares. Algumas oportunidades chegam até você, e é preciso pensar não apenas na função específica, mas também nas habilidades que permitiram que você tivesse sucesso no cargo atual e em como elas podem ser transferidas para a próxima posição. Um exemplo disso é que, como médica, fui treinada para fazer triagem. Quando me deparo com uma situação, imediatamente penso no que é mais urgente e no que é menos urgente, e isso ajuda a orientar minha tomada de decisão. Então, levei essas habilidades comigo e as utilizo no que faço hoje.

Além disso, deixe seus valores guiarem quem você é como indivíduo. Meus valores são transparência, respeito, responsabilidade e comunicação. Peguei esses valores e essas habilidades e permiti que um leque de possibilidades se abrisse. Eu poderia ter pensado: “Só posso fazer o que os médicos fazem. Só posso seguir o caminho tradicional.” Mas percebi que meus valores e minhas habilidades me permitiam atuar em outros espaços que não seguiam uma trajetória linear. E acho que esse é um dos pontos que precisamos considerar hoje, à medida que carreiras e caminhos profissionais mudam.

3- O que significa sucesso para você hoje e o que mais a entusiasma enquanto continua liderando a AARP?

Acho que parte do que me deixa realmente orgulhosa é tentar viver de acordo com aquilo que digo. Então, por estar na casa dos 50 anos e vivendo este novo capítulo da minha vida, sou um exemplo do que significa fazer essas mudanças de carreira e levar habilidades transferíveis para a próxima oportunidade. Espero continuar representando o que significa envelhecer é viver. Não me vejo como velha. Vejo-me como experiente. Vejo-me evoluindo e entrando nesses novos espaços com muita energia, entusiasmo e disposição para aprender.

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Acho que parte do nosso objetivo é sempre reformular a maneira como pensamos sobre o envelhecimento e questionar algumas das formas antigas de caracterizá-lo. Porque todos nós estamos envelhecendo, certo? Então, acredito que criar esse espaço para fazer isso, compartilhar essas experiências e não se prender à idade é algo que me entusiasma muito em relação ao papel da AARP na condução dessas conversas.

*Por Courtney Connley-Hampton, Redatora de Carreiras na Equipe da Forbes

*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com

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