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Saúde

Você sabe o que é a Síndrome de Grinch e o que ela tem a ver com o Natal?

Redação Informe 360

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Nem todo mundo está disposto a trocar presentes e decorar a casa no Natal. Muito pelo contrário, algumas pessoas desenvolvem um sentimento de estresse, apatia e até tristeza nessa parte do ano. Sobretudo, tais sentimentos se encaixam na categoria do Transtorno Afetivo Sazonal (SAD), segundo os psicólogos. Esse em específico, seria mais conhecido como a Síndrome de Grinch.

Embora não seja uma síndrome reconhecida oficialmente, esse termo é aplicado para descrever essa condição de quem não se sente bem com a tradicional festa de fim de ano: o Natal! Saiba agora, os motivos que podem desencadear essa síndrome e por que ganhou esse nome.

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O que é a Síndrome de Grinch?

O Natal é uma data comemorativa celebrada em todo o mundo, representando uma época de união, amor e solidariedade. No entanto, todo esse simbolismo que remete a festa em família, troca de presentes e a decoração que toda conta das ruas pode criar uma verdadeira aversão em algumas pessoas. Essa é a Síndrome de Grinch, que ganhou esse nome em homenagem a um personagem que é conhecido por odiar o Natal.

O Grinch (filme)

Grinch roubando uma árvore de natal sobre um fundo branco
Grinch roubando uma árvore de natal/ Shutterstock AI

O personagem Grinch foi criado pelo autor infantil Dr. Seuss em 1950 e já ganhou algumas animações no cinema. Na história, o rabugento Grinch, um monstro verde e peludo, faz de tudo para acabar com o Natal dos cidadãos de Quemlândia.

Dessa forma, ele tenta roubar os presentes e impedir a festividade. No entanto, ao conhecer uma menina chamada Cindy Lou Who o vilão é, aos poucos, tomado pela magia do Natal.

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Por que a Síndrome de Grinch acontece?

Contudo, isso não acontece na realidade e muitas pessoas acabam desenvolvendo esse sentimento de repulsa ao Natal sempre que a data se aproxima. Porém, os motivos podem ser diversos, como um acontecimento traumático próximo à data, como a falta de um familiar que já faleceu ou a ausência de uma família para a celebração.

Além disso, há também pessoas que relacionam a data ao consumismo excessivo. Outros veem a data como uma verdadeira hipocrisia, pois os atos de solidariedade são mais disseminados nessa época, ao invés de ser o ano todo. O fato é que existem muito mais pessoas que não gostam do Natal do que você imagina.

Grinch com seu icônico sorriso travesso. O Grinch é verde brilhante, com características exageradas, vestindo seu traje vermelho de Papai Noel com pelagem branca. Cercá-lo com elementos festivos de Natal: um cenário nevado.
Grinch com seu icônico sorriso travesso/Shutterstock AI

Sobretudo, o apelo emocional que a data representa, ao enfatizar um período de felicidade familiar e realizações de fim de ano pesam muito, já que que não é uma realidade de todos. É o que a psicóloga Daniele Leal, do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB) ao Correio Braziliense explica:

É comum que a época do Natal seja associada com encontros felizes, família reunida, amigos, jantar em volta de uma mesa farta de comida, pessoas sorridentes, decorações natalinas, numa imagem que seria o ideal de felicidade. O incentivo e o apelo emocional são muito grandes no sentido de interpelar as pessoas a estarem felizes e realizadas, como se o Natal promovesse um milagre em nossas vidas e tudo que não está bom tivesse um desfecho positivo. É quase como se as pessoas se sentissem obrigadas a estarem felizes e sorridentes, apenas porque é Natal.

Daniele Leal, do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB)

Não gosto do Natal, e agora?

Foto de jovem insatisfeito com suéter festivo estampado de rena na sala de estar da casa.
Foto de jovem insatisfeito com suéter festivo estampado de rena na sala de estar da casa/Shutterstock Roman Samborskyi

De acordo com profissionais de psicologia, em primeiro lugar não é preciso se martirizar porque você pensa diferente de todo mundo. Entenda que está tudo bem não gostar do Natal e não querer participar das festividades.

Contudo, é primordial procurar entender melhor esses sentimentos, sejam passageiros ou permanentes. Dessa forma, procurar orientação médica e cuidar da saúde mental é a melhor opção, segundo especialistas. Talvez você consiga ressignificar a data no futuro, assim como o próprio Grinch fez, experienciando um novo olhar sobre o Natal.

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Saúde

OMS identifica nova variante da mpox em dois países

Redação Informe 360

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Uma nova variante recombinante da mpox foi identificada em dois pacientes no Reino Unido e na Índia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Os casos foram detectados após análises genéticas mais detalhadas e indicam que o vírus pode estar circulando de forma mais ampla do que os registros atuais apontam. Ainda assim, a avaliação global de risco da entidade não foi alterada.

De acordo com a OMS, os dois pacientes apresentaram sintomas semelhantes aos já descritos anteriormente para a doença e não desenvolveram quadros graves. O rastreamento de contatos não identificou novas infecções associadas. No Brasil, o estado de São Paulo soma 44 casos confirmados de mpox em 2026, até esta sexta-feira (20), conforme o painel do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (Nies). Em 2025, foram 422 registros, e desde 2022 o total acumulado chega a 6.048 casos no estado.

mpox
Mpox teve nova variante identificada (Imagem: airdone / Shutterstock.com)

O que se sabe sobre a nova variante

A cepa identificada é resultado de um processo de recombinação viral, fenômeno natural que ocorre quando dois vírus relacionados infectam a mesma pessoa e trocam material genético. No caso descrito pela OMS, a variante reúne características dos clados Ib e IIb da mpox.

A análise genética mostrou que os dois pacientes foram infectados pela mesma variante recombinante, embora tenham apresentado sintomas com algumas semanas de diferença. Para a OMS, isso sugere a possibilidade de outros casos ainda não identificados.

O primeiro registro foi confirmado após o sequenciamento completo do genoma viral de uma amostra coletada de um viajante que retornou de um país da região Ásia-Pacífico, em outubro de 2025. Inicialmente, exames classificaram o vírus como pertencente ao clado Ib, mas análises posteriores revelaram regiões genéticas compatíveis com os clados Ib e IIb. Testes repetidos confirmaram que a nova cepa é capaz de se replicar.

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Já o caso na Índia foi notificado em janeiro de 2026, embora os sintomas tenham começado em setembro de 2025, quando o paciente trabalhava em um país da Península Arábica. Inicialmente classificado como clado II, o vírus foi reavaliado após atualização de bancos genômicos globais e identificado como a mesma variante recombinante. A similaridade genética entre as amostras dos dois países é superior a 99,9%, indicando origem evolutiva comum.

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A cepa identificada é resultado de um processo de recombinação viral (Imagem: Dotted Yeti / Shutterstock.com)

Transmissão, sintomas e diagnóstico da mpox

A mpox é causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus, o mesmo grupo da varíola humana. A transmissão ocorre principalmente por contato físico direto e próximo, inclusive durante relações sexuais, além de contato com objetos contaminados, partículas respiratórias em determinadas situações e de mãe para filho.

Os sintomas mais comuns incluem febre, aumento dos linfonodos e lesões na pele ou mucosas. O virologista Flavio Guimarães, da UFMG e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Poxvírus (INCT-Pox), explicou ao g1 que a doença costuma evoluir de forma benigna, e os óbitos registrados no Brasil e no mundo ocorreram em pessoas com comorbidades, como HIV.

“A infecção se inicia com sintomas inespecíficos, como febre e dor nos linfonodos. Eles ficam inchados e depois surgem os sinais mais evidentes, com vesículas que se transformam em pústulas e depois geram crostas, virando feridas com crostas. As crostas depois cicatrizam e caem, deixando cicatrizes”, explicou Guimarães.

A OMS alerta que testes de PCR usados para diferenciar clados podem não detectar variantes recombinantes. Nesses casos, o sequenciamento genômico completo é necessário para a identificação correta.

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Avaliação de risco e recomendações

Apesar da descoberta, a OMS afirma que ainda não há dados suficientes para indicar mudanças na transmissibilidade ou gravidade da doença. O risco global permanece moderado para homens que fazem sexo com homens com parceiros novos ou múltiplos e profissionais do sexo, e baixo para a população em geral sem fatores de risco específicos.

A organização recomenda que os países mantenham vigilância ativa, ampliem a capacidade de diagnóstico e sequenciamento genético, notifiquem rapidamente casos suspeitos e reforcem a vacinação para grupos de maior risco. Também orienta a integração das ações de mpox com programas de HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis.

Com as informações disponíveis, não há recomendação de restrições a viagens ou ao comércio envolvendo os países onde os casos foram identificados.

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Saúde

Exposição à poluição aumenta o risco de Alzheimer, revela estudo

Redação Informe 360

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A exposição prolongada à poluição do ar pode aumentar o risco de desenvolver doença de Alzheimer. A conclusão é de um estudo liderado por Yanling Deng, da Universidade Emory, nos Estados Unidos, publicado esta semana na revista científica PLOS Medicine.

O trabalho analisou dados de mais de 27,8 milhões de beneficiários com 65 anos ou mais do sistema de seguros de saúde Medicare, dos EUA, entre 2000 e 2018. Os pesquisadores cruzaram as informações sobre a exposição à poluição atmosférica com diagnósticos de Alzheimer. O estudo também avaliou o impacto de doenças crônicas frequentemente associadas à demência, como hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC) e depressão.

Os resultados indicam que pessoas expostas a maiores concentrações de poluentes apresentam probabilidade mais elevada de desenvolver Alzheimer. A relação foi observada mesmo quando consideradas outras condições de saúde. De acordo com o trabalho, o efeito da poluição parece ocorrer de forma direta sobre o cérebro, e não apenas como consequência de outras doenças crônicas intermediárias.

A associação entre poluição e Alzheimer foi ligeiramente mais intensa em indivíduos que já haviam sofrido um AVC. Já hipertensão e depressão mostraram impacto adicional reduzido nessa relação.

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Poluição já é considerada fator de risco para outras doenças, incluindo condições cardiovasculares e respiratórias (Imagem: zxvisual/iStock)

Poluição do ar como fator de risco para Alzheimer

A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência e afeta cerca de 57 milhões de pessoas em todo o mundo. A poluição do ar já é reconhecida como fator de risco para diversas doenças (incluindo hipertensão, derrame e transtornos depressivos), mas ainda restavam dúvidas sobre como esses fatores interagiam no desenvolvimento da demência.

Segundo os autores, os dados reforçam a hipótese de que partículas finas presentes na poluição atmosférica podem afetar diretamente a saúde cerebral. Eles destacam que pessoas com histórico de AVC podem ser ainda mais vulneráveis aos danos ambientais.

Entre as conclusões, os pesquisadores apontam que políticas voltadas à melhoria da qualidade do ar podem ter impacto positivo não apenas para doenças cardiovasculares e respiratórias, mas também na prevenção da demência entre idosos, incluindo o Alzheimer.

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Saúde

Anvisa deve decidir sobre versões nacionais do Ozempic ainda em fevereiro

Redação Informe 360

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve divulgar na próxima semana sua decisão sobre os pedidos de registro das versões nacionais das canetas à base de semaglutida, princípio ativo do Ozempic. Os pedidos em análise são das farmacêuticas EMS e Ávita Care, que aguardam a aprovação regulatória para iniciar a produção no Brasil.

A expectativa se intensifica porque a patente da semaglutida, desenvolvida pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, expira em 20 de março. A empresa tentou estender o prazo de exclusividade judicialmente, mas o pedido foi negado. Com o fim da proteção, outras farmacêuticas poderão produzir e comercializar medicamentos à base da substância no país, desde que recebam o aval da Anvisa.

A patente da semaglutida expira em 20 de março (Imagem: Corona Borealis Studio / Shutterstock.com)

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Avaliação regulatória e prioridade do Ministério da Saúde

Em 2025, o Ministério da Saúde solicitou que a Anvisa desse prioridade à análise de canetas nacionais de semaglutida. A agência vem seguindo essa orientação, e a expectativa é que os primeiros resultados apareçam nas próximas semanas. Apesar disso, a aprovação não é automática: a Anvisa pode solicitar informações adicionais às empresas antes de conceder o registro definitivo.

Anvisa determina recolhimento de creatina e suplementos após irregularidades
Anvisa deve dar prioridade à análise de canetas nacionais de semaglutida a pedido do Ministério da Saúde (Imagem: Blossom Stock Studio / Shutterstock.com)

Especialistas projetam que a chegada de versões nacionais ao mercado deve reduzir os preços gradualmente, com a concorrência pressionando o valor final dos medicamentos. No entanto, a queda nos custos não deve ocorrer de forma imediata, já que depende de fatores como produção e logística.

A EMS, até o momento, é o único laboratório brasileiro que já lançou canetas injetáveis para emagrecimento de geração anterior, baseadas em liraglutida. A empresa afirmou que possui estrutura industrial pronta para fabricar medicamentos à base de semaglutida, mas ainda não definiu cronograma de lançamento, nem detalhes sobre produto e política de preços. Qualquer avanço dependerá exclusivamente da aprovação regulatória.

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