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Saúde

Clareamento faz mal aos dentes?

Redação Informe 360

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O clareamento dental tornou-se uma tendência cosmética popular, com muitas pessoas buscando um sorriso mais brilhante por meio de tratamentos odontológicos profissionais. Porém, enquanto por um lado os profissionais estão mais ocupados, surgem na internet várias soluções caseiras que podem trazer mais riscos do que benefícios. Sendo assim, quais os riscos do clareamento dental?

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O branco, natural dos nossos dentes, está ligada a composição do esmalte dentário. Essa camada externa dos dentes é composta principalmente por minerais, como hidroxiapatita. Mas o esmalte é translúcido e sua superfície permite a passagem da luz que ilumina a dentina. Ela possui uma tonalidade levemente amarelada, o que, combinado com a transparência do esmalte, contribui para a coloração natural dos dentes.

Porém, com tempo, devido ao consumo de alimentos e bebidas específicas ou hábitos como o tabagismo, essas cores podem se alterar. Para trazer os dentes de volta a sua coloração natural, muitas pessoas recorrem aos processos de clareamento dental. Que usam produtos químicos para trazer de volta a cor natural dos dentes.

Mas, de acordo com profissionais da odontologia, o procedimento deve ser planejado com cuidado,pois deve envolver considerações de idade, método e saúde individual. Em entrevista para o site norueguês forskning.no, Line Bjerklund Pedersen, dentista e chefe do conselho de ética da Associação Odontológica Norueguesa, afirma que o clareamento dental é principalmente para fins cosméticos e pode ser desnecessário.

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Ela levanta preocupações sobre possíveis danos ao esmalte, especialmente em pessoas mais velhas cujos dentes são mais suscetíveis a danos. Além disso, tentar clarear os dentes que naturalmente mudam de cor com a idade pode ser desafiador e pode levar a maior fragilidade, maior suscetibilidade a manchas e esmalte poroso.

Aida Mulic, pesquisadora sênior no Instituto Nórdico de Materiais Dentários, acrescenta que, embora os métodos modernos de clareamento dental sob condições controladas no consultório do dentista sejam geralmente suaves, o agente clareador utilizado é ácido. Mulic observa que algumas pessoas podem experimentar sensibilidade nos dentes como efeito colateral, que, embora não seja perigoso, pode ser desagradável.

Apesar dessas preocupações, Mulic reconhece os benefícios do clareamento dental por razões de saúde, em vez de apenas para fins estéticos. Em casos de dentes descoloridos devido a danos ou problemas no desenvolvimento do esmalte, o clareamento dental pode ser uma alternativa mais suave a restaurações, coroas, lâminas e facetas.

Imagem: Billion Photos/Shutterstock

Porém, um grande problema é a disponibilidade de produtos de clareamento dental para uso pessoal. Mulic expressa preocupação com os produtos ilegais que circulam no mercado e a falta de controle sobre o que as pessoas utilizam. Kits no estilo “faça você mesmo” (também conhecidos como “DIY”, isto é, “do it yourself”) frequentemente carecem da precisão e personalização fornecidas pelos dentistas, levando a possíveis queimaduras químicas e outros efeitos adversos.

A pesquisadora, sugere que a manutenção da saúde bucal deve ser a prioridade, e não a busca por dentes excessivamente brancos. Recomendando a escovação regular com creme dental com flúor. Além disso, ela aconselha cautela com cremes dentais abrasivos e recomenda buscar cuidados odontológicos profissionais para remover a descoloração superficial causada por alimentos e bebidas.

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A entrevista das pesquisadoras traz fatores muito importantes a serem levados em consideração quando pensamos em fazer um clareamento dental. O principal deles é a necessidade de colocar na balança os ganhos estéticos que serão temporários, contra os possíveis danos e incômodos que serão gerados tanto no curto quanto longo prazo.

As estratégias caseiras de clareamento também apresentam um grande perigo ao bem-estar das pessoas e podem causar mais danos do que trazer benefícios. Sendo assim, sempre se consulte com um profissional de odontologia antes de tentar fazer qualquer coisa por conta própria nos seus dentes.

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Saúde

Cientistas criam polímero que “descarta” proteínas do câncer

Redação Informe 360

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Pesquisadores da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, desenvolveram uma estratégia para eliminar proteínas associadas ao câncer que resistem às abordagens tradicionais de tratamento. Em vez de tentar bloquear sua atividade, a proposta é direcioná-las ao sistema interno de descarte das células, promovendo sua degradação e, como consequência, a morte das células tumorais.

O estudo foi publicado nesta terça-feira (24) na revista científica Nature Communications. A pesquisa apresenta uma nova classe de polímeros semelhantes a proteínas, chamados de PLPs, capazes de capturar proteínas cancerígenas e conduzi-las à maquinaria celular responsável por degradá-las.

Nova abordagem mira proteínas “indrogáveis”

Como prova de conceito, os cientistas testaram uma classe específica desses polímeros, denominada HYDRACs (HYbrid DegRAding Copolymers), contra duas proteínas consideradas especialmente difíceis de atingir: MYC e KRAS. Ambas estão associadas ao crescimento descontrolado de diversos tipos de câncer e, apesar de décadas de esforços, continuam resistentes à maioria das terapias disponíveis, incluindo pequenas moléculas e anticorpos.

Em culturas celulares, os HYDRACs localizaram e degradaram seletivamente as proteínas MYC e KRAS em diferentes linhagens de células cancerígenas. Em modelos animais com tumores impulsionados por MYC, os polímeros se acumularam nas massas tumorais, reduziram a proliferação celular e interromperam o crescimento do tumor.

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Os HYDRACs são polímeros projetados para se ligar a proteínas associadas ao câncer e levá-las ao sistema de degradação celular, acionando sua destruição por meio do proteassoma após marcação com ubiquitina (Imagem: Wang et al. / Nature Communications)

Segundo Nathan Gianneschi, que liderou o estudo na Northwestern, MYC e KRAS estão presentes em uma grande parcela dos cânceres humanos, frequentemente nos mais agressivos, e as opções terapêuticas eficazes ainda são limitadas. Ele afirma que a equipe desenvolveu uma solução baseada em química de polímeros capaz de conectar proteínas desordenadas ao sistema celular que as degrada, algo que não havia sido demonstrado antes nesses alvos.

Como funcionam os HYDRACs

Diferentemente de terapias que bloqueiam a função de uma proteína, os HYDRACs integram a classe dos degradadores de proteínas direcionados. Em vez de inibir, eles marcam a proteína para destruição. Enquanto degradadores convencionais dependem de pequenas moléculas, cuja eficácia é limitada quando a proteína não possui bolsões de ligação bem definidos, os HYDRACs adotam outra estratégia.

Cada polímero apresenta múltiplas cópias de peptídeos que reconhecem a proteína-alvo e sinais moleculares que recrutam a maquinaria de degradação da célula. De acordo com Gianneschi, o mecanismo funciona como se o polímero tivesse “duas mãos”: uma se liga à proteína e a outra ao sistema de descarte celular, aproximando ambos.

No caso da proteína KRAS, presente em cerca de 25% dos cânceres humanos, incluindo tumores pancreáticos e colorretais, os HYDRACs degradaram diferentes variantes mutadas em células cancerígenas. Os pesquisadores destacam que, como a estratégia elimina a proteína inteira, mutações que normalmente conferem resistência a medicamentos tendem a ter menos impacto.

Camundongos portadores de tumores Luc-MV4-11 receberam injeção de HYDRACs marcados com Cy5.5 e foram monitorados por IVIS ao longo de 72 horas. Os tumores e os HYDRACs foram acompanhados por luminescência e fluorescência (Imagem: Wang et al. / Nature Communications)

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Próximos passos

Embora o foco inicial tenha sido o câncer, a equipe planeja adaptar a tecnologia para proteínas relacionadas a doenças neurodegenerativas, inflamatórias e metabólicas. A empresa derivada da universidade, Grove Biopharma, licenciou a propriedade intelectual e trabalha no avanço da plataforma denominada Bionic Biologics, com o objetivo de acelerar o desenvolvimento terapêutico.

O estudo, intitulado “Heterobifunctional proteomimetic polymers for targeted degradation of MYC and KRAS”, recebeu apoio do Willens Center for Nano Oncology, do International Institute of Nanotechnology e do Liz and Eric Lefkofsky Innovation Research Award.

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Saúde

Mulher que nasceu sem útero dá à luz após transplante de doadora falecida

Redação Informe 360

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Grace Bell, uma mulher britânica que nasceu sem útero, deu à luz ao filho em dezembro de 2025. Ela se tornou a primeira mulher no Reino Unido a ter um filho após receber o órgão de uma doadora já falecida e a segunda no país a engravidar depois de um transplante de útero.

O procedimento faz parte do Estudo Investigativo do Reino Unido sobre Transplante de Útero (INSITU), um programa autorizado pelas autoridades de saúde britânicas e financiado pela instituição beneficente Womb Transplant UK. A pesquisa prevê a realização de dez transplantes com úteros de doadoras falecidas. O caso de Grace foi o primeiro dentro desse protocolo.

De acordo com os pesquisadores, cerca de uma em cada 5 mil mulheres no Reino Unido nasce sem um útero funcional, o que impede a gestação. Atualmente, o transplante de útero é considerado o único tratamento capaz de permitir que essas mulheres engravidem e deem à luz.

A cirurgia de transplante foi realizada em 2023, no Hospital Queen Charlotte’s and Chelsea, e durou pouco menos de sete horas. Diferentemente de órgãos como rins ou fígado, o útero não faz parte do cadastro padrão de doadores do NHS, o sistema público de saúde britânico. Por isso, cada caso exige consentimento específico da família da doadora, além da autorização convencional para doação de órgãos.

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No caso de Grace, os familiares da doadora aceitaram participar do estudo após já terem concordado com a doação de outros órgãos. Em nota, os pais da jovem afirmaram sentir “imenso orgulho pelo legado” deixado pela filha.

Após o transplante, Bell passou por tratamento de fertilização in vitro e transferência de embrião em uma clínica especializada em Londres. A gestação foi acompanhada por equipes médicas até o parto, que ocorreu sem complicações.

parto do primeiro bebê nascido após transplante de útero
Parto aconteceu sem complicações e bebê nasceu saudável (Imagem: Womb Transplant UK/Reprodução)

Equipe médica destacou o feito

Richard Smith, que co-lidera o programa britânico de transplante de útero, destacou o longo caminho até o nascimento. “Foi simplesmente maravilhoso estar presente no parto e ver o bebê Hugo chegar ao mundo, depois do percurso que fizemos com esta família e dos muitos anos de investigação que nos trouxeram até aqui”, afirmou, ressaltando a importância da decisão da família da doadora.

Para a cirurgiã Isabel Quiroga, também à frente do estudo, o caso representa um avanço decisivo. “Este é um marco importantíssimo, que dá mais esperança às mulheres que não têm útero e desejam formar uma família. Este é o único tratamento que lhes permite gestar e dar à luz o próprio filho, oferecendo mais uma opção além da adoção ou da barriga de aluguel”.

O nascimento de Hugo é resultado de mais de 25 anos de pesquisa na área. Embora o transplante de útero ainda seja considerado um procedimento experimental, a equipe envolvida espera que o sucesso do caso contribua para ampliar o acesso à técnica no futuro e consolidar o tratamento como alternativa viável para mulheres que nasceram sem o órgão ou o perderam ao longo da vida.

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Saúde

Municípios fluminenses começam a receber vacina contra a dengue

Redação Informe 360

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Os 92 municípios fluminenses começarão a receber, nesta segunda-feira (23), a nova vacina contra a dengue, produzida pelo Instituto Butantan. A distribuição será feita pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ). Ao todo, o estado recebeu 33.364 doses, das quais 12.500 vão para a capital fluminense.

Conforme determina o Ministério da Saúde, as primeiras doses do imunizante são destinadas a profissionais da Atenção Primária à Saúde do Sistema Único de Saúde (APS/SUS). Estão incluídos também trabalhadores administrativos e de apoio que atuam nas unidades.

Serão contemplados, nesse primeiro momento, profissionais que atuam diretamente nas unidades, englobando médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, odontólogos, integrantes das equipes multiprofissionais (como nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, educadores físicos, assistentes sociais e farmacêuticos), além de agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE). A ampliação para outros públicos ocorrerá posteriormente, informou a SES-RJ.

O gerente de Imunização da Secretaria, Keli Magno, explicou que a vacina contra a dengue do Instituto Butantan foi licenciada para uso na faixa etária de 12 a 59 anos. “Considerando que a vacina do laboratório Takeda está preconizada para a população de 10 a 14 anos, recomenda-se que a vacina do Instituto Butantan seja administrada na faixa etária de 15 a 59 anos de idade”.

“A estratégia será escalonada e gradativa, iniciando pelo grupo de profissionais da Atenção Primária à Saúde, e avançando progressivamente, conforme a disponibilidade de doses pelo fabricante, para demais grupos, até contemplarmos todos os adolescentes com 15 anos de idade que não foram vacinados com a vacina do laboratório Takeda”, acrescentou.

Vacinação

O desdobramento da vacinação levará em consideração a disponibilidade de doses e a situação epidemiológica dos municípios. A vacina tem dose única e protege contra os quatro sorotipos da doença. No estado do Rio de Janeiro, os sorotipos 1 e 2 têm aparecido com mais frequência.

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No entanto, a possibilidade de surgirem casos da dengue tipo 3 preocupa a SES-RJ, uma vez que não circula no estado desde 2007, o que pode levar a um cenário de vulnerabilidade para pessoas que não tiveram contato com esse sorotipo, esclareceu a Secretaria. Essa variante da dengue circula em estados vizinhos, mas não se propagou no Rio de Janeiro até agora.

Prevenção

Embora os indicadores da dengue continuem em níveis baixos, a Secretaria de Estado de Saúde alerta para a importância de ações de prevenção da doença após o Carnaval. Destacou que as chuvas intensas ocorridas dias antes do início da folia, associadas ao calor excessivo do verão, podem levar à reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e também da chikungunya e da zika. Além disso, há muita movimentação de turistas nesse período, no estado, que podem vir de localidades onde haja circulação do vírus.

Casos prováveis

Dados do Centro de Inteligência em Saúde da SES-RJ mostram que este ano, até o último dia 20, o estado registrou 1.198 casos prováveis e 56 internações por dengue, sem confirmação de óbitos. Até o momento, há 41 casos prováveis de chikungunya, com 5 internações. Não existem, contudo, casos confirmados de zika no território fluminense.

O monitoramento da dengue, arbovirose que mais circula, é realizado com um indicador composto que analisa atendimentos em UPAs, solicitações de leitos e taxa de positividade, informou a SES-RJ. Os dados podem ser visualizados em tempo real no MonitoraRJ (monitorar.saude.rj.gov.br). Os 92 municípios do estado encontram-se em situação de rotina.

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Como o mosquito Aedes aegypti tem uma alta capacidade de reprodução, a recomendação é que cada pessoa dedique dez minutos por semana para realizar uma varredura em suas casas, verificando a vedação da caixa d’água, limpeza de calhas, colocação de areia nos pratos de plantas e descarte de água de bandejas de geladeira.

A secretaria lembra ainda que, no verão, temporada que intercala chuvas e calor, o ciclo de reprodução do mosquito tem condições ideais. Os ovos do Aedes aegypti são depositados nos acúmulos de água e eclodem com a incidência do sol e calor.

Outras ações

O Ministério da Saúde iniciou, em 2023, o fornecimento da vacina Qdenga, de fabricação japonesa. Foram aplicadas mais de 758 mil doses do imunizante em todo o estado. Do público-alvo de 10 a 14 anos de idade, mais de 360 mil crianças e adolescentes receberam a primeira dose e 244 mil completaram o esquema com a segunda dose.

Videoaulas e treinamentos são utilizados também pela Secretaria, visando a qualificação da rede de saúde. O estado foi pioneiro ao criar uma ferramenta digital que uniformiza o manejo dos casos de dengue nas unidades de saúde. A aplicação também foi disponibilizada aos outros estados brasileiros.

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Além disso, o Laboratório Central Noel Nutels (Lacen-RJ) foi equipado para realizar até 40 mil exames por mês, garantindo detecção ágil para a dengue e também zika, chikungunya e a recém-introduzida febre do Oropouche, que é uma arbovirose não transmitida pelo Aedes aegypti, mas pelo Ceratopogonidae, mais conhecido como Maruim, informou a SES-RJ, por meio de sua assessoria de imprensa.

Agencia Brasil

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