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“Sempre fui determinada na minha carreira”, diz CEO da Pierre Fabre


Ana Paula Magri lidera um dos maiores mercados para a Pierre Fabre no mundo e faz parte de uma onda de alta liderança feminina nas Américas
Ana Paula Magri é intencional nos seus movimentos de carreira. Traçou metas e seguiu planos para chegar a cada um dos cargos que conquistou, inclusive o atual. “Literalmente chamei meu antigo chefe e falei: ‘eu quero a sua posição’”, lembra. Desde agosto de 2022, é CEO da Pierre Fabre, grupo francês que comercializa as marcas Avène, Darrow e Ducray no Brasil. É a primeira mulher e também a primeira pessoa brasileira no cargo. “O que eu sempre fiz foi determinar não uma linha reta, mas uma linha de chegada.”
Para chegar ao topo de uma empresa com faturamento global de 2,7 bilhões de euros, vice-líder em volume de vendas no Brasil, Ana Paula deixou uma carreira de quase duas décadas no maior grupo de beleza do mundo, a L’Oréal. “Fiz uma análise fria e entendi que podia ter mais oportunidades numa empresa menor, mas ainda uma multinacional, com potencial de crescimento.”
A carioca se formou em administração e sempre soube que queria ser uma alta executiva. “Achei que ficaria no mercado financeiro porque tinha uma amiga em banco e não conhecia outra realidade”, diz. Sua mãe era secretária e o pai a deixou quando era pequena. Boa aluna, estudou com bolsas e começou a trabalhar aos 13 anos para ajudar em casa, vendendo sanduíches e animando festas. Equilibrava estudos, trabalho e o cuidado com a irmã mais nova enquanto sua mãe se curava de um câncer. “Uma vida dura, como a de tantas outras mulheres, mas fui galgando.”
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Mercado a ser conquistado
Entrou na Pierre Fabre há seis anos, como a número dois da empresa, à frente da área comercial. Nesse período, ajudou a companhia a quadruplicar de tamanho e dobrar a participação no mercado. Hoje, o Brasil é um dos 10 maiores mercados do grupo e está no top 5 entre as maiores evoluções em termos de vendas ao consumidor.
Em 2024, deve lançar 20 novos produtos no país, onde espera crescer a uma taxa de 20% ao ano. “Temos a ambição de chegar a R$ 1 bilhão em vendas ao consumidor, o que será um grande marco na minha carreira.”
O país de fato tem um grande potencial: é o 4º no mundo em higiene e beleza, e vem crescendo a quase 30% ao ano da 7ª posição em dermocosméticos, com a 2ª maior população de dermatologistas no mundo. Fica em Areal, no Rio de Janeiro, a única fábrica de dermocosméticos do grupo fora da França, além de um centro de pesquisa e desenvolvimento focado no consumidor brasileiro. “A empresa pertence a uma fundação que destina 50% dos lucros para pesquisa e a outra metade financia programas culturais, sustentáveis e relacionados à saúde.”
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Mulheres no topo
A executiva faz parte de uma onda de liderança feminina no grupo Pierre Fabre nas Américas. Quando chegou à empresa, quase todas as filiais da região eram lideradas por homens. Hoje, 90% têm líderes mulheres. “Temos muitas mulheres dentro da organização, fazemos treinamento e capacitação e isso acontece de forma natural”, explica a CEO. No Brasil, 60% dos funcionários são mulheres, que ocupam 54% dos cargos de liderança.
A representatividade foi importante na sua trajetória. Como trainee da L’Oréal, passou por diferentes áreas da empresa, convivendo com muitas mulheres. “Ali, eu entendi que eu podia brilhar”, lembra. Até que passou para o comercial, onde era a única nas reuniões e salas de espera. “Muitas vezes, atuei de uma forma mais masculina para me encaixar. Luto contra isso até hoje.”
Mãe de gêmeas, a executiva viveu diferentes inseguranças ao longo da carreira – relacionadas à maternidade ou não – e hoje defende a construção de um ambiente diferente. “Depois de ser mãe, achei que minha carreira ia dar uma travada, mas isso não aconteceu”, diz. Pelo contrário, acabara de ser promovida antes da gravidez e recebeu outra promoção durante a licença-maternidade.
A igualdade de gênero e a diversidade como um todo também são parte da receita do sucesso da sua gestão. Em primeiro lugar, ajudam no engajamento – a filial brasileira ocupa o 3º lugar no ranking das mais engajadas do grupo, na casa dos 90% – e finalmente, nos negócios. “Traz uma pitada a mais de energia que nos coloca no topo dos resultados.”
A trajetória de Ana Paula Magri, CEO da Pierre Fabre
Primeiro cargo de liderança
“Foi como controller financeiro.”
Quem me ajudou
“Meu primeiro chefe na antiga empresa, um italiano que tinha uma visão muito interessante de que independente da área que você trabalhasse, você tinha que entender do business e para isso você tinha que entrar na área comercial. Foi ali que começou essa minha trajetória.”
Turning point
“Foram dois. Primeiro, a mudança para a área comercial. O que eu imaginava que iria durar um ano, foi uma grande mudança e muito acertada. Teve um encontro do meu perfil com o meu estilo de liderança e subiu muito a minha capacidade de entrega. E o segundo foi tomar uma decisão de sair do maior grupo de beleza no mundo e vir para uma empresa menor, mas onde eu tinha uma porta para ir para onde queria.”
O que ainda quero fazer
“Na minha carreira, eu quero terminar esse ciclo, tenho uma meta mais a longo prazo de em breve chegar a R$ 1 bilhão sell out no Brasil. Vai ser um marco na minha carreira. Quero fazer algo diferente, tenho um papel de gerar empregos e deixar um legado não só interno, mas também para a sociedade. E eu acho que numa etapa que mistura um pouco profissional e pessoal, queria poder doar um pouco dessa minha história e transformar vidas não só aqui dentro, mas também mostrar que não é fácil, mas é possível. Tenho muita vontade de ajudar outras pessoas no planejamento de carreira.”
Causas que abraço
“A causa da mulher, da diversidade e inclusão, porque todos temos o dever de trazer mais igualdade, e abraço bastante a causa da sustentabilidade. Realmente acho que é uma realidade, nós precisamos mudar hoje, não amanhã.”
Veja outras executivas do Minha Jornada
Quinzenalmente, a Forbes publica a coluna Minha Jornada, retratando histórias de mulheres que trilharam vidas e carreiras de sucesso.
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7 Mitos Que te Impedem de Alcançar o Sucesso

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Se você procurar a definição de sucesso na internet, encontrará milhões de resultados. Para alguns, pode ser definido como acumular riqueza; para outros, evoca a ideia de ajudar pessoas ou impactar positivamente o mundo. Embora cada um tenha sua própria interpretação, em um nível mais amplo, sucesso se refere a alcançar um resultado desejado.
Definir o que é sucesso é algo poderoso. Mas, se você estiver operando sob equívocos comuns, essa ideia pode acabar impedindo seu avanço profissional. Para aumentar as chances de realizar seus objetivos, confira sete mitos comuns sobre sucesso — e como superá-los.
7 mitos sobre o sucesso
1. Sucesso significa trabalhar sem parar
Acreditar que é preciso trabalhar 80 horas por semana para ser bem-sucedido é um mito comum. Para se tornar um profissional de alto desempenho, o ideal é trabalhar de forma mais inteligente — e não por mais horas. As pessoas mais produtivas do mundo têm o hábito de fazer pausas e até cochilos quando necessário. Para muitos, isso pode parecer preguiça. No entanto, programar momentos diários de descanso traz benefícios comprovados pela ciência.
Em um estudo publicado pelo NIH (National Institutes of Health), agência de pesquisa biomédica dos Estados Unidos, pesquisadores descobriram que pequenas pausas ajudam no aprendizado de novas habilidades. “Nossos resultados sustentam a ideia de que o descanso em estado de vigília desempenha um papel tão importante quanto a prática no aprendizado de uma nova habilidade. Parece ser o período em que nossos cérebros comprimem e consolidam memórias do que acabamos de praticar”, afirma Leonardo G. Cohen, médico e pesquisador sênior do Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e Derrame do NIH.
2. Sucesso é um destino
Se você já disse frases como “vou ser feliz quando eu…”, provavelmente encara o sucesso como um destino. O complemento pode ser “comprar um carro novo”, “conseguir um novo emprego” ou “ganhar meu primeiro milhão”. Na realidade, o sucesso é uma jornada em constante evolução. Alguns chegam a defini-lo como um estilo de vida.
Quando você vê o sucesso como a capacidade de viver o momento presente, pode ser feliz independentemente da fase da vida em que esteja. A chave é se desvincular do resultado final e aprender a apreciar o processo.
3. Fracassar faz de você um fracasso
Não é o fato de fracassar que importa, mas sim como você lida com isso. Em muitos casos, o fracasso é um degrau rumo ao sucesso — especialmente quando você aprende com os erros. Para ressignificar o fracasso, encare-o como uma experiência de aprendizado. Ao tratá-lo como um momento educativo, você adota uma mentalidade de crescimento. Assim, passa a ter a chance de refinar sua estratégia, se recuperar dos desafios e continuar evoluindo.
4. Pessoas bem-sucedidas não sentem medo
Muita gente acredita que, para ter sucesso, é preciso ser destemido. Isso não poderia estar mais longe da verdade. A chave do sucesso é saber administrar o medo para que ele não atrapalhe seus objetivos. O medo pode ser paralisante, mas, quando bem gerenciado, pode impulsionar o sucesso.
Pessoas bem-sucedidas geralmente lidam com o medo reconhecendo sua existência e agindo apesar dele. O medo é uma emoção humana normal. Ao aceitá-lo, em vez de evitá-lo, você aprende a reformular pensamentos negativos e a focar nos benefícios potenciais de suas ações.
5. Pessoas bem-sucedidas nunca desistem
Embora o sucesso dependa de perseverança, a chamada “garra” existe em um espectro. Em excesso, ela pode ser prejudicial e impedir que você reconheça quando é hora de seguir em frente. É o que aponta a autora e psicóloga clínica Melanie McNally.
Em sua pesquisa, McNally identificou o lado negativo da inflexibilidade. Se você está tão focado em um objetivo por causa do tempo e do esforço investidos que ignora uma oportunidade melhor, pode estar sendo “persistente demais”. Com isso, continua no mesmo caminho, sente-se desmotivado e pode acabar tendo um burnout. Às vezes, ter sucesso significa reconhecer que é hora de deixar um objetivo para trás e buscar um novo desafio. Ao se dar tempo e espaço, você se abre para novas experiências.
6. Pessoas bem-sucedidas focam em suas fraquezas
Ao contrário do que muitos acreditam, para alcançar bons resultados você deve focar em seus pontos fortes — e não em suas fraquezas. Se você se concentrar apenas no que faz mal, nunca atingirá seu potencial. Mas, se construir sua carreira com base em seus pontos fortes, terá mais chances de sucesso.
Pontos fortes não são apenas coisas em que você é bom, mas aquilo em que você se destaca e gosta de fazer. Pergunte a si mesmo:
- Você gosta de fazer isso?
- Isso te dá energia?
- Você perde a noção do tempo enquanto faz?
Se a resposta for “sim” para todas, trata-se de uma força única que vale a pena desenvolver. Para crescer pessoal e profissionalmente, invista no que você faz bem de forma natural.
7. Autoestima é um pré-requisito para o sucesso
Embora pareça contraditório, a baixa autoestima pode ser um forte motor para o desejo de sucesso. Uma das razões é que essas pessoas acreditam que seu valor está ligado às conquistas. Elas não se sentem bem consigo mesmas se não estiverem trabalhando duro ou realizando algo. Por isso, frequentemente precisam de provas constantes ou reconhecimento para se sentirem valorizadas.
Alguns dos autores, artistas e líderes mais famosos da história lidaram com a autossabotagem e a dúvida. Michelangelo, por exemplo, duvidou de sua capacidade de pintar a Capela Sistina porque se considerava, acima de tudo, um escultor. Apesar disso, ele acabou alcançando seu objetivo.
Independentemente da sua definição, o sucesso exige consistência, resiliência e determinação. Nunca é tarde para perseguir seus sonhos. Apenas lembre-se: antes de tudo, você precisa se permitir imaginar seu grande objetivo. Depois disso, pode se motivar para buscá-lo.
*Caroline Castrillon é colaboradora da Forbes USA. Ela é mentora de liderança corporativa e ajuda mulheres a lidar com mudanças em suas carreiras.
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Como Criar Resoluções de Ano Novo Que Realmente Funcionam

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Com a chegada do ano novo, é natural começar a pensar em tudo o que você quer fazer, experimentar e mudar. Na sua lista de resoluções para 2026, podem aparecer mais do que os objetivos habituais, como se exercitar regularmente. Neste ano, você pode decidir elevar o nível, assumindo desafios maiores — como correr uma maratona, conquistar um cargo mais alto, aprender francês, praticar paraquedismo e ler um livro por semana.
Mas existe um obstáculo importante: o tempo. Ninguém dispõe de horas ilimitadas para dar conta de tudo. Em vez de se frustrar, é preciso direcionar seu tempo e sua energia para aquilo que é prioritário. O resultado serão resoluções mais eficazes, que tragam aprendizados e avanços concretos em 2026.
Como otimizar seu plano para 2026 dentro da semana
Independentemente da sua profissão, de onde você mora, do quão produtivo você é ou de quantas tarefas consegue fazer ao mesmo tempo, você enfrenta o mesmo limite de tempo que todo mundo: 168 horas em uma semana. Esse dado imutável exige que você priorize, especialmente nas áreas em que deseja evoluir mais. Caso contrário, corre o risco de fracassar e se juntar à maioria das pessoas que abandona as resoluções logo após um ou dois meses. Mas este ano pode ser diferente.
Tudo começa com uma grade simples, com quatro colunas: “1. Atividade”, “2. Horas Desejadas”, “3. Horas Reais” e “4. Diferença”.
Em “Atividade”, liste onde você costuma gastar seu tempo — como trabalho, momentos com família e amigos, exercícios e sono, lazer e leitura, espiritualidade, e voluntariado ou impacto social. Essa lista deve refletir como sua vida é hoje.
Uma grade semanal de alocação de tempo ajuda a visualizar como suas 168 horas estão sendo realmente utilizadas e onde suas prioridades podem estar desalinhadas.
Em seguida, pense nas “Horas Desejadas” — quanto tempo você gostaria de dedicar a cada atividade por semana, de acordo com a importância que ela tem para você. Se a soma ultrapassar 168 horas, ajuste até contemplar 100% do seu tempo.
Agora vem o verdadeiro choque de realidade. Registre, ao longo de algumas semanas, quantas horas você realmente dedica a cada atividade. Ao comparar as horas desejadas com as horas reais, é natural que haja variações semana a semana. Por exemplo, se você viajar a trabalho em uma semana, passará muito mais tempo trabalhando e menos com família e amigos. Na semana seguinte, talvez tire um dia de folga e o tempo com pessoas queridas aumente. Ou então, maratonar séries pode consumir muito mais horas do que você gostaria de admitir.
Ao encarar essa realidade sobre como você usa suas 168 horas, fica claro que, para adicionar tempo a qualquer atividade — como meditar ou aprender um novo idioma — será necessário retirar tempo de outra.
Transforme suas resoluções de ano novo em um plano de ação
As resoluções podem começar como uma lista de desejos, mas se transformam em um plano de ação por meio da autorreflexão. Além de ser uma prática saudável e útil para estimular o autoconhecimento, ela é a base de uma liderança orientada por valores, capaz de melhorar a qualidade da sua vida pessoal e profissional.
Veja quatro formas pelas quais a autorreflexão pode tornar suas resoluções mais eficazes:
1. Reflita sobre suas prioridades
Afaste-se do ruído e das distrações e faça perguntas para entender o que realmente importa:
- Quais são meus valores? Quais são minhas prioridades?
- Se digo que algo é prioridade (como família ou saúde), estou realmente dedicando tempo suficiente a isso?
- Onde existe um desalinhamento entre o que digo e o que faço?
Quinze minutos de autorreflexão já são suficientes para enxergar suas prioridades com mais clareza — e avaliar o quanto você as respeita na prática.
2. Estabeleça metas que façam sentido
Com a ajuda da autorreflexão, você consegue definir metas realistas e alcançáveis. Exercitar-se com mais regularidade é uma resolução comum. Em vez de criar expectativas irreais — como ir à academia por duas horas, sete dias por semana — que tal começar com treinos de uma hora, três vezes por semana? Pode parecer pouco diante de um plano grandioso, mas metas realistas são muito mais eficazes para criar hábitos saudáveis.
O mesmo vale para a carreira. Talvez este seja o ano em que você quer um cargo maior, mais dinheiro ou mais responsabilidades. Em vez de tentar dar um único grande salto, trace um plano com projetos desafiadores, mentorias e conversas frequentes com seu gestor sobre metas e acompanhamento. Assim, além de buscar a promoção, você estará mais preparado quando ela acontecer.
3. Foque no progresso, não na perfeição
Metas precisam ser ambiciosas o suficiente para gerar impacto, mas possíveis de serem alcançadas. Imagine que você lidera uma divisão de R$ 20 milhões e quer chegar a R$ 100 milhões em faturamento anual. Para isso, é necessário um plano — por exemplo, crescer 50% no ano seguinte, alcançando R$ 30 milhões. Com esse impulso, o crescimento pode continuar até atingir o objetivo maior. O mesmo raciocínio vale para metas pessoais, como correr uma maratona: se hoje você corre apenas um ou dois quilômetros, um objetivo intermediário pode ser treinar para uma prova de 5 km, depois 10 km, até chegar à meia-maratona e, eventualmente, à maratona.
4. Se não der certo de primeira, tente novamente (e de novo)
Você decide acordar às 5h30 para meditar por 20 minutos e correr por 40. Porém, já na segunda semana de janeiro, o botão “soneca” vence. Não desista. Use a autorreflexão para entender o que está atrapalhando o plano e como ajustá-lo. Talvez os dias quentes de janeiro sejam melhores para começar apenas com a meditação, deixando a corrida para quando o clima melhorar. Ou talvez você precise de uma companhia.
As resoluções de ano novo serão apenas palavras no papel se não forem realistas e significativas. Com mais consciência sobre suas prioridades e sobre como você realmente usa seu tempo, será possível definir resoluções muito mais eficazes e alcançar aquilo que de fato importa para você.
*Harry Kraemer é colaborador da Forbes USA. Também é professor de liderança na Kellogg School of Management, ex-CEO da Baxter International e autor de best-sellers sobre liderança.
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Em 2026, Alinhe Suas Ações Aos Seus Valores

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Com frequência reconhecemos isso quando vemos nos outros: a distância entre o que as pessoas dizem valorizar e a forma como de fato se comportam.
Talvez seja um subordinado direto que afirma querer progredir na carreira, mas não tomou nenhuma iniciativa para se desenvolver. Ou um chefe que escreve “minha porta está sempre aberta”, mas segue cancelando reuniões individuais.
Ou ainda uma equipe de projeto cujos integrantes concordam que o grupo deveria ser um “espaço seguro” para novas ideias, mas em que todas as reuniões são dominadas por vozes mais seniores e a contribuição real dos demais é rara.
O relatório Worklife Trends 2026, do Glassdoor, mostra o quanto essa lacuna entre valores e ações está moldando a experiência de trabalho. Menções a desalinhamento em avaliações de funcionários sobre a alta liderança dispararam: o uso do termo “desalinhado” cresceu 149% de 2024 para 2025.
Outros sinais de desconexão, como palavras associadas a “falha de comunicação” com aumento de 25%, “desconfiança” com alta de 26% e “hipocrisia” com crescimento de 18%, também se intensificaram, evidenciando um distanciamento crescente entre o que os funcionários esperam e o que vivenciam na gestão.
Os funcionários não estão apenas descrevendo atritos organizacionais. Eles estão sinalizando algo mais profundo: a erosão da confiança quando líderes deixam de agir de acordo com os valores que afirmam defender.
Esse cenário ocorre em um contexto no qual esgotamento, excesso de trabalho, tensões interpessoais e mudanças impulsionadas pela inteligência artificial no escopo das funções e na segurança do emprego já estão pressionando o limite emocional das pessoas.
Quando o ambiente externo é difícil, o desalinhamento de valores torna tudo ainda mais pesado. As pessoas recorrem à liderança formal e informal para dar sentido à ambiguidade, oferecer direção quando o caminho não está claro e sustentar o funcionamento saudável quando ansiedade, tensão e dificuldades se impõem.
Os valores são um dos poucos pontos de ancoragem estáveis de que líderes dispõem, o que torna este um bom momento para avaliar o alinhamento entre valores e ações.
Liderança e compromisso
James March, um dos fundadores do campo do comportamento organizacional, oferece uma lente poderosa em parceria com Johan Olsen: líderes agem segundo uma lógica de consequência ou uma lógica de adequação. A segunda é fundamentada em identidade, papéis e compromissos, e não em resultados calculados.
A lógica de consequência funciona como um cálculo de custo-benefício. Escolhemos a opção que promete o melhor retorno, mais receita, menos risco, execução mais simples. Grande parte de nossas decisões diárias segue essa lógica, que é plenamente funcional.
A lógica do compromisso é diferente. Agimos porque a escolha é coerente com quem somos, com nossos valores mais profundos e nossa identidade. O ponto de referência não é o retorno imediato, mas o alinhamento. Fazemos porque é a coisa certa a fazer, mesmo quando as consequências são incertas ou desconfortáveis.
Nem sempre é possível identificar qual lógica está em jogo a partir de uma única decisão. Duas pessoas podem fazer a mesma escolha de carreira por motivos completamente distintos. As motivações se revelam em padrões ao longo do tempo.
É por isso que isso importa para o alinhamento de valores: valores só se tornam combustível para a liderança quando se transformam em compromissos, obrigações conscientes e relevantes que você assume. Esses compromissos funcionam como um contrato não escrito com os outros.
Tornam suas escolhas mais previsíveis, o que constrói confiança e reduz o custo de coordenação ao seu redor. Quando as pessoas sabem que podem contar com você para manter uma posição, tornam-se mais dispostas a investir, assumir riscos e seguir sua liderança.
Os líderes mais inspiradores são ancorados no compromisso. Pense em figuras que agiram movidas por obrigações com ideais, e não por ganhos pessoais. O compromisso não substitui a execução. Ainda é necessário organizar, comunicar e entregar.
Mas ele é o ponto de partida. Sob pressão, o compromisso mantém palavras e ações alinhadas. Esse alinhamento visível sustenta a confiança e convida outros a se engajarem.
Como esclarecer seus valores
Priorizar valores antes das escolhas aumenta a probabilidade de comportamentos coerentes com eles. E alinhar valores às ações fortalece a credibilidade. Um estudo conduzido por pesquisadores da Columbia Business School e da William & Mary Business School sobre “afirmação de valores” mostra que líderes que conscientemente fundamentam suas decisões em seus valores são percebidos como mais autênticos por colegas e liderados.
Se você não esclareceu seus valores recentemente, ou nunca, este é um bom momento para fazê-lo. As conversas de Adam Grant e Brené Brown sobre repensar convidam você a tratar valores como hipóteses de trabalho: escrevê-los, testá-los diante de dilemas reais, buscar deliberadamente feedback que os questione e refinar a linguagem até que ela reflita comportamentos pelos quais você está disposto a ser cobrado.
Aqui estão alguns exercícios adicionais para experimentar:
O workbook Dare to Lead, de Brené Brown, transforma essa ideia em prática ao começar com uma lista ampla de valores possíveis, reduzir para dois valores inegociáveis, definir como cada um se manifesta na prática, identificar comportamentos “escorregadios” que os enfraquecem e assumir pequenos compromissos diários.
O Co-Active Training Institute, que integra formação em coaching com desenvolvimento de liderança, oferece um exercício estruturado de descoberta que começa com uma lista curada de valores, orienta a escolha e a definição pessoal dos principais valores, pede que você avalie o quanto os honra atualmente e ajuda a criar rituais, limites e experimentos para elevar esses indicadores.
O Schwartz Portrait Values Questionnaire utiliza breves descrições de pessoas para mapear suas prioridades dentro de um modelo amplamente estudado, como autodireção, benevolência, realização e segurança, criando uma linha de base que pode ser revisitada ao longo do tempo.
Como Brown e Grant destacam em sua conversa sobre liderar com autenticidade e vulnerabilidade, viver seus valores centrais alimenta coragem, resiliência e liderança autêntica, além de oferecer estabilidade e impulso para alinhar o que você diz ao que faz. Nas palavras de Brown, viver seus valores e lidar com a vulnerabilidade significa ser capaz de estar na incerteza, no risco e na exposição, mantendo-se centrado, lúcido, emocionalmente regulado e capaz de tomar boas decisões.
Liderar todos os dias é desafiador, e a percepção de desalinhamento torna isso ainda mais difícil. Encare 2026 com a coragem e a confiança que nascem de agir de acordo com seus valores. O trabalho contínuo de alinhamento exige esforço, mas é o que torna a liderança autêntica, consistente e sustentável.
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