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Veja as vantagens e desvantagens de comprar um carro 4×4

O carro 4×4 é o sonho de muitos motoristas brasileiros por conta de sua potência e outros requisitos atrativos. Entretanto, na hora de adquirir o veículo, é muito importante colocar na balança as suas vantagens e desvantagens.
Para ajudá-lo nessa missão, o Olhar Digital separou quais são os aspectos que elevam a qualidade destes automóveis e quais são aqueles que podem fazer você pensar duas vezes antes de comprar o veículo.
Confira as vantagens de ter um carro 4×4
Além de bastante conforto e de se destacar sua potência, um carro 4×4 ainda entrega outras vantagens que podem colocá-lo em um patamar acima de veículos convencionais.

Capacidade de rebocar outros veículos
Se você é uma pessoa que precisa fazer o reboque de outros veículos, como trailers, equipamentos pesados e até barcos, saiba que o carro 4×4 pode ajudá-lo muito nessa tarefa.
Maior segurança
Esse tipo de carro entrega maior segurança para o motorista. A explicação para isso é bem simples: ele tem tração em suas quatro rodas, o que dá a ele mais estabilidade. Isso o diferencia de automóveis comuns, por exemplo, que possuem tração apenas em duas rodas.
Alinhado a isso, há a sua excelente aderência em estradas com areia solta, água, lama e até neve. Esse aspecto reduz a possibilidade do carro derrapar, por exemplo.
Conforto
Se você está pensando em comprar um veículo 4×4 moderno, com certeza poderá contar com bastante conforto.

Isso porque os automóveis atuais possuem molas e suspensões de última geração para entregar maior aconchego ao motorista e passageiros. Além disso, eles são fabricados com bancos macios e revestidos com materiais de qualidade.
Versatilidade
A tração 4×4 auxilia o carro a percorrer, sem muitos problemas, terrenos acidentes ou irregulares, como: estradas com terra, lama, neva e areia; rodovias esburacadas ou com diferentes tipos de níveis.
Isso possível graças à otimização do sistema do veículo, que distribui muito bem a força do motor para cada uma das quatro rodas.
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Veja as desvantagens de ter um carro 4×4
Apesar dos vários pontos positivos citados, um carro 4×4 também apresenta algumas desvantagens que devem ser levadas em consideração, pois podem afetar o seu bolso e atrapalhá-lo no dia a dia.

Consumo de combustível
Por conta de seu sistema 4×4, que coloca ainda mais peso e apresenta grande complexidade mecânica, esse carro acaba tendo um consumo de combustível mais elevado do que veículos que têm tração apenas em duas rodas.
Preço
Os carros 4×4 também costumam apresentar preços mais elevados em relação aos automóveis com tração 4×2. Para se ter uma ideia, por exemplo, a Fiat Toro Volcano 2.2 Turbodiesel 4X4, que está entre as picapes mais baratas do Brasil, custa atualmente R$ 206.990,00.
Custo elevado de manutenção
Como o sistema 4×4 é bem complexo, ele conta com vários componentes a mais do que o 4×2. Estes itens extras precisam de uma manutenção específica, o que pode elevar o custo de manutenção em caso de falhas nas peças.
Tração 4×4 não é para todo mundo
Esse tipo de carro é excelente para estradas desniveladas e problemáticas, contudo, em rodovias asfaltadas, pode ter alguns problemas.
Por exemplo: se você deseja um veículo 4×4 para rodar no asfalto pela maior parte do tempo, então é melhor repensar sua escolha. Isso porque a tração 4×4 exige muito do motor, o que gasta mais gasolina e ainda promove um desgaste mais acentuado e rápido dos pneus.
Para rodar em pistas estáveis e bem asfaltadas, o melhor é escolher um carro que não drene o seu tanque de combustível ao levar tração para cada roda quando isso sequer é necessário numa rodovia sem obstáculos.
Caso o seu carro ofereça a opção de desligar a tração em duas rodas e mantê-la apenas nas outras duas, isso pode ajudar, mas ainda o fará consumir mais combustível do que um veículo convencional. Além disso, os pneus ainda arriscam se desgastarem mais rápido, quando falamos na tração que continuará nas outras duas rodas.
Em resumo, o carro 4×4 para rodar apenas em pista asfaltada pode pesar no orçamento do combustível e em custos extras na manutenção. Isso pode desagradar alguns condutores que gostariam de economizar mais no fim do mês.
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Patinete elétrico é mais perigoso do que parece, alerta estudo

Os patinetes elétricos se tornaram uma opção prática e popular para o transporte urbano. No entanto, um estudo recente aponta que quedas com esse veículo causam lesões graves na cabeça com uma frequência muito maior do que se imagina.
A pesquisa, publicada na revista Nature no começo de agosto, analisou dados de mais de 15 mil feridos atendidos em hospitais da Inglaterra e do País de Gales. Os resultados mostram que o próprio design do patinete e a falta de capacete transformam tombos aparentemente simples em traumas graves.
Entre os adultos gravemente feridos no estudo, mais de um terço sofreu traumatismo craniano. O levantamento indica que os acidentados de patinete elétrico tiveram 3,5 vezes mais lesões cerebrais do que os motociclistas e 1,7 vez mais do que os ciclistas.
Por que o tombo de patinete é tão grave?
A explicação para esse tipo de machucado está na estrutura do veículo (que deixa o condutor em pé), com centro de gravidade alto e rodas pequenas. Jerry Tsang, professor clínico sênior da Queen Mary University of London, explica, num artigo publicado no The Conversation nesta semana, que essa combinação é perigosa em vias irregulares.
“Ao atingir um buraco, meio-fio ou pedaço de entulho, a pequena roda dianteira pode parar de repente e o condutor continua se movendo para a frente, podendo ser arremessado por cima do guidão em direção à pista, com pouquíssima proteção entre a cabeça e o chão”, escreve Tsang.

A gravidade dos acidentes é reforçada pela ausência de equipamentos de segurança entre os usuários. Apenas 6% dos condutores de patinete gravemente feridos usavam capacete no momento do impacto. O índice é muito inferior ao registrado entre ciclistas (45%) e motociclistas (76%).
Outro dado marcante do estudo é a presença frequente de jovens nos prontuários médicos. Cerca de 16% dos feridos em patinetes elétricos no banco de dados tinham menos de 18 anos, proporção substancialmente maior do que a observada entre ciclistas ou motociclistas.
Apesar dos riscos, o patinete elétrico é uma alternativa conveniente para substituir viagens curtas de carro. Mas especialistas reforçam que o condutor não deve tratar o veículo como diversão inofensiva.
“Um patinete elétrico pode parecer mais com um patinete infantil do que com uma motocicleta, mas os ferimentos vistos nos hospitais mostram que cair de um deles não é necessariamente um evento banal”, alerta Tsang.
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EUA: estados vão pedir R$ 1,05 trilhão da Meta em julgamento

Uma coalizão de estados estadunidenses vai pedir US$ 193 bilhões (aproximadamente R$ 1,05 trilhão) à Meta em um julgamento contra a empresa que terá início na próxima terça-feira (18). A companhia é acusada de ter desenvolvido intencionalmente o Facebook e o Instagram para tornar crianças dependentes das redes sociais.
O julgamento será realizado em Oakland, na Califórnia (EUA), e terá duração prevista de seis semanas. A Meta, que possui mais de três bilhões de usuários em seus aplicativos, terá de se defender das acusações apresentadas pelos estados.
Caso a gigante das redes sociais perca a ação, as autoridades também pedirão que um juiz determine mudanças no funcionamento de seus dois principais aplicativos, além da aplicação de multa.
Estados negam pedido de R$ 7,6 trilhões
O valor que será solicitado pelos estados é bem inferior aos US$ 1,4 trilhão (cerca de R$ 7,6 trilhões) mencionados anteriormente no processo.
Durante audiência realizada na quinta-feira (13), um advogado dos estados fez questão de esclarecer que as autoridades não pedirão esse valor.
“Não pedimos US$ 1,4 trilhão”, afirmou o advogado, segundo o qual a Meta teria calculado essa cifra “para causar impacto”. O representante confirmou que a indenização reivindicada pelos estados será de US$ 193 bilhões.

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Acusações contra Facebook e Instagram
- O processo teve origem em 2023, quando um grupo de estados estadunidenses acionou a Meta por suspeitar que a empresa havia criado funções potencialmente viciantes para crianças em seus aplicativos e violado leis estaduais;
- Agora, os promotores que representam Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey tentarão provar que a Meta violou leis federais e estaduais relacionadas à segurança e à privacidade de menores;
- As autoridades sustentam que a empresa desenvolveu seus aplicativos de maneira intencionalmente voltada a tornar crianças dependentes das plataformas;
- Se a acusação for acolhida, além da indenização, os estados querem que a Meta seja obrigada a modificar o Facebook e o Instagram.
Meta nega acusações
A Meta rejeita as acusações apresentadas pelos estados. Em declaração à AFP, um porta-voz da companhia afirmou que a empresa “nega categoricamente essas acusações” e que acredita que “as provas vão mostrar seu compromisso de longa data com o apoio aos jovens”.
O julgamento, que começa na próxima semana e deve durar seis semanas, será realizado em Oakland e representa mais uma disputa envolvendo as práticas das grandes plataformas de redes sociais e a proteção de crianças e adolescentes.
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Hackers afirmam ter roubado dados de dezenas de empresas

Um grupo de hackers conhecido por explorar vulnerabilidades de softwares para realizar ataques simultâneos afirmou ter roubado grandes volumes de dados de quase 50 empresas em todo o mundo, incluindo Shell, Philips, GE e Fiserv. A alegação foi publicada no próprio site do grupo, segundo a Reuters.
As empresas citadas confirmaram que foram alvo ou que estão investigando as alegações, mas não há confirmação independente sobre quais dados teriam sido roubados ou sobre a quantidade de informações comprometidas.
A Reuters também não conseguiu verificar de forma independente as alegações do grupo. Os hackers não responderam aos pedidos de comentário enviados pela agência.
Empresas confirmam ataques ou investigação
- A Philips confirmou ter sido alvo do grupo Cl0p. Segundo a companhia, foi identificada e contida uma tentativa de comprometimento de um servidor corporativo específico relacionado a dados internos;
- “A Philips identificou e conteve uma tentativa de comprometimento de segurança de um servidor corporativo específico relacionado a dados internos”, afirmou a empresa;
- A companhia acrescentou que o incidente não afeta ambientes de clientes;
- A Shell, por sua vez, disse estar ciente de um possível incidente recente, confirmando uma informação divulgada anteriormente pela imprensa holandesa BNR;
- “Estamos trabalhando com nossas equipes de segurança e especialistas relevantes para investigar a situação”, afirmou um porta-voz da Shell;
- A Fiserv também confirmou que está ciente das alegações feitas pelo grupo. A empresa, porém, disse não ter encontrado evidências de comprometimento de dados.
Segundo um porta-voz, “com base em nossa análise abrangente até o momento”, não foram identificados indícios de que dados de clientes, bancários, transações ou informações pessoais tenham sido comprometidos. A companhia também afirmou não ter encontrado evidências de impacto em seu ambiente operacional.
A GE disse estar ciente da alegação e informou que iniciou seus protocolos de resposta a incidentes cibernéticos. “Iniciamos nossos protocolos de resposta cibernética e estamos trabalhando para avaliar o possível problema”, afirmou um porta-voz.

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Grupo pode ter explorado vulnerabilidades em softwares industriais
Ainda não está claro como os hackers teriam conseguido acessar as empresas. Uma possível pista está em vulnerabilidades encontradas nos softwares Windchill e FlexPLM, da empresa PTC. As duas plataformas são utilizadas para auxiliar processos de engenharia e manufatura.
O Ransom-ISAC, grupo especializado em compartilhamento de informações sobre ransomware e ameaças cibernéticas, publicou um alerta em 22 de julho, afirmando que o Cl0p estava explorando vulnerabilidades nesses produtos.
A PTC, com sede em Boston (EUA), não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters. A empresa, porém, publicou diversos avisos de segurança em seu site desde 18 de junho, recomendando que clientes instalassem uma correção para uma vulnerabilidade e divulgando informações sobre um atacante não identificado que estaria explorando seus produtos.
Cl0p mira vulnerabilidades, não empresas específicas
Brandon Parsons, gerente de inteligência de ameaças da Ascent Solutions e autor do alerta do Ransom-ISAC, afirmou que algumas empresas começaram a receber notificações do Cl0p em 19 ou 20 de julho. Segundo ele, o grupo não costuma escolher empresas específicas como alvo. Em vez disso, procura vulnerabilidades em softwares amplamente utilizados e tenta explorá-las em diversas organizações.
Parsons classificou os integrantes do grupo como “profissionais de extorsão de dados”. “Eles não têm como alvo uma empresa específica; eles têm como alvo uma vulnerabilidade específica de dia zero e vão atrás dela”, afirmou.
O termo zero-day (ou dia-zero, em português) é usado para vulnerabilidades ainda desconhecidas ou para as quais os fornecedores de software ainda não disponibilizaram uma correção. A estratégia permite que um mesmo grupo explore uma falha presente em diferentes organizações, potencialmente obtendo acesso a grandes quantidades de dados em uma única campanha.
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