Negócios
O Que Fazer (e o Que Não Fazer) na Festa de Fim de Ano da Firma

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Na reta final do ano, chegam as festas de confraternização da firma. Seja em um grande evento com toda a empresa ou em um happy hour com colegas e chefes da sua área, é importante não se esquecer de que você ainda está em um ambiente de trabalho. “As festas são para confraternizar e se relacionar principalmente com quem não é do seu dia a dia. Mas lembre que o dia seguinte existe”, diz Martha Leonardis, fundadora e CEO da New Connect, empresa de networking internacional.
Sim, esse é um bom momento para comemorar as metas batidas e os projetos entregues, se aproximar de líderes ou conhecer pessoas de outros setores, mas cuidado com o que for falar depois de um drink ou outro. “A confraternização da empresa não é uma festa com os amigos, embora possa parecer”, afirma Raphael Rezende, palestrante e LinkedIn Top Voice, conhecido nas redes como Rapha do RH. “Existem regras de conduta subliminares a serem respeitadas”, diz Eliete Gomes, head de coaching na LHH, uma das maiores empresas globais de consultoria de carreira.
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A chance rara de ver os colegas em um contexto mais descontraído pode levar muitos a ultrapassar os limites. Suas atitudes e interações durante o evento podem impactar a forma como você é percebido por colegas e superiores. Leonardis define as melhores práticas para esse tipo de evento: “Roupas discretas, pouca bebida e sem romance”.
O ideal para conseguir curtir esses eventos pessoal e profissionalmente é encontrar equilíbrio. É possível interagir de forma descontraída e até se soltar um pouco sem ultrapassar os limites profissionais. “Em um ambiente mais leve, as histórias se conectam e podem abrir portas, tanto no lado profissional quanto no pessoal”, diz Rapha do RH.
Veja 10 dicas do que fazer – e o que não fazer – na festa de fim de ano da empresa
1. Não deixe de ir
Mesmo que você não tenha muita afinidade com o chefe ou os colegas, é recomendável comparecer à festa, já que ela costuma ser vista como uma “obrigação social” no ambiente corporativo.
2. Pense na melhor roupa para a ocasião
Informe-se sobre o dress code para saber se o evento será formal ou mais casual e escolha uma roupa adequada à ocasião. A imagem também conta. “Siga o código de vestimenta indicado no convite. Se não houver um, opte por algo elegante e profissional, mas confortável”, diz Eliete Gomes, Master Coaching Latam na LHH.
3. Pode beber?
Beber um drink, uma cerveja ou uma taça de vinho é perfeitamente aceitável, mas o mais importante é beber com moderação. Ninguém quer dar vexame na frente do chefe. “Nada é pior do que um colaborador embriagado e inconveniente”, afirma a consultora da LHH.
4. Fure a bolha
Na festa, foque em participar de conversas educadas e amigáveis com pessoas diferentes do seu convívio no dia a dia. “Durante o expediente, acabamos conversando só com colegas da nossa área, o que limita trocas, novas ideias e nos impede de ampliar a visão de negócio”, diz Rapha do RH. “Saia da zona de conforto e troque com pessoas diferentes”, sugere Martha Leonardis.
5. Nada de falar de trabalho
Não transforme a festa em uma reunião de trabalho. Faça perguntas, compartilhe histórias leves e evite assuntos polêmicos, como política ou temas que possam gerar desconforto. “Em um ambiente social, você pode aproveitar para falar de viagens, hobbies, lifestyle. Isso conecta e aproxima”, sugere a CEO da New Connect. “Nas conversas, seja claro e direto, sem monopolizar o tempo dos outros. Preste atenção ao que os outros estão dizendo e faça perguntas pertinentes”, diz a executiva da LHH.
6. Não se isole
Se você não conhece muitas pessoas na festa, especialmente em tempos de trabalho remoto, algumas estratégias podem ajudar. Se estiver sozinho, busque pessoas com quem já conversou ou que gostaria de conhecer. “Não tenha medo de se apresentar a pessoas que você ainda não conhece, especialmente líderes e colegas de outros departamentos”, diz Eliete Gomes, head de coaching na LHH. “Se a conversa fluir bem, sugira trocar contatos para continuar a conversa em outro momento. Isso pode ser feito de maneira casual, como adicionar no LinkedIn.”
Pense em temas em comum para iniciar uma conversa ou fale da própria festa. Evite perguntas de “sim” ou “não”, tente abordar temas mais amplos. Momentos de silêncio podem ser constrangedores, mas fazem parte. “Interagir, mesmo que de forma leve, é importante para evitar interpretações negativas”, diz Rapha do RH. Para os mais introvertidos, como ele, a sugestão é já pensar em assuntos e se preparar antes de chegar ao evento.
7. Reforce relacionamentos
Além de buscar novas conexões, valorize e reforce as relações com colegas e superiores. É o momento de se aproximar mais e falar de outros temas além do trabalho. “Para quem trabalha remotamente, é a chance perfeita de interagir pessoalmente”, afirma o especialista. Nada como o olho no olho.
8. Evite flertes e ultrapassar limites pessoais
Mesmo que o ambiente seja informal, esse ainda é um evento de trabalho. Comportamentos inadequados podem ser mal interpretados e até levar a demissões. “Mantenha uma distância confortável e evite ser invasivo. Observe as reações das pessoas para garantir que elas estejam à vontade”, diz Eliete Gomes.
9. Fuja de fofocas
Não participe de conversas que envolvam fofocas sobre colegas, críticas ao chefe ou comentários negativos sobre a empresa. O que é dito na festa pode se espalhar pelo escritório, prejudicando sua reputação.
10. Não exagere nas redes sociais
De novo, a festa da firma não é uma festa com seus amigos. Então cuidado ao postar fotos e vídeos. “Respeite a privacidade dos colegas e do ambiente. O evento é social, mas ainda vinculado à empresa”, diz o especialista em carreira.
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Geração Z Investe em Habilidades de IA para Ampliar Seu Potencial de Ganhos
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Para a ex-gerente de produto da Microsoft Mariana Antaya, de 25 anos, ter domínio da inteligência artificial é uma das habilidades mais importantes para ampliar seu potencial de ganhos. “A quantidade de coisas e tarefas que consigo fazer, e a velocidade com que consigo realizá-las, aumenta e eleva, no fim das contas, a maneira como posso criar valor para outras pessoas e para os acionistas”, afirma a empreendedora de Nova York. Sua fintech, a quantifAI, ajuda usuários a criar e testar modelos confiáveis de aprendizado de máquina.
Mariana aprendeu os fundamentos de IA na universidade, onde estudou matemática e ciência da computação. Ela começou a utilizar modelos de linguagem de grande escala, como o ChatGPT, assim que surgiram, usando-os para prever resultados de corridas de Fórmula 1 ou antecipar qual time venceria a Premier League. Seu principal uso da tecnologia, no entanto, foi na programação.
Depois de se formar, em 2023, ela se candidatou a dezenas de vagas no setor de tecnologia — incluindo posições em gestão, engenharia de software e design — antes de conseguir um estágio na Microsoft, onde trabalhou com recursos de voz e, posteriormente, desenvolveu estruturas e ferramentas de avaliação para modelos de IA de voz.
Hoje, Mariana desenvolve produtos voltados para IA e compartilha com seus seguidores nas redes sociais como os criou — habilidades que, segundo ela, têm mais valor do que credenciais por si só.
“Se você tem uma prova concreta do que construiu e consegue publicá-la online, outras pessoas podem enxergá-la como uma evidência útil do que você é capaz de fazer”, afirma. “Isso vale muito mais do que qualquer tipo de certificado.”
Hoje, usa IA para agendar tarefas, elaborar respostas para todos os e-mails que recebe, analisar grandes volumes de dados e coletar métricas de webinars no Zoom. Saber usar a tecnologia fará com que você se torne indispensável, diz ela. “Foi isso que eu fiz. E, honestamente, isso me levou a muito mais oportunidades do que eu jamais poderia ter imaginado.”
IA e Geração Z
Em comparação com as gerações mais velhas, os jovens tendem a estar mais entusiasmados com o impacto que a IA terá em suas carreiras. Uma pesquisa da PwC de 2025 com mais de 2 mil jovens profissionais no Reino Unido mostrou que 67% da Geração Z espera que a IA aumente sua produtividade, enquanto quase metade acredita que a tecnologia elevará seus salários e sua segurança no emprego.
Matthew Chancey, planejador financeiro certificado e fundador da Tax Alpha Companies, afirma que treinamentos gratuitos em IA podem oferecer um valor significativo para os profissionais. “Conteúdos que antes ficavam atrás de uma barreira de pagamento agora são gratuitos e, muitas vezes, publicados pelas próprias empresas que desenvolvem as ferramentas”, diz.
Ao avaliar um curso, ele recomenda verificar quem o criou, se o conteúdo está atualizado e, principalmente, se o treinamento resulta em um projeto concluído, em vez de apenas um questionário.
Para quem decide pagar por uma capacitação, Matthew recomenda verificar primeiro se o empregador pode arcar com o custo, observando que muitas empresas oferecem esse tipo de benefício, embora os funcionários raramente aproveitem a oportunidade.
Como desenvolver habilidades em IA
Invista tempo antes de gastar dinheiro. Aprimorar suas habilidades em IA pode ser um investimento de longo prazo na carreira, e o tempo muitas vezes pode ser mais valioso do que as mensalidades ou taxas de cursos. Verifique se seu empregador oferece apoio para treinamentos ou benefícios educacionais.
Priorize projetos em vez de certificados. Projetos práticos que melhoram processos de trabalho podem ter mais peso para os empregadores.
Transforme ganhos maiores em segurança financeira no longo prazo. Se a IA ajudar a aumentar sua renda, considere poupar ou investir o dinheiro extra antes de elevar seus gastos. Criar uma reserva de emergência, quitar dívidas e contribuir para a aposentadoria podem fortalecer sua situação financeira ao longo do tempo.
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Pela 1ª Vez, USP Está entre as 150 Melhores Universidades do Mundo
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Pela primeira vez na história, o Brasil tem uma representante entre as 150 melhores instituições de ensino superior no THE (Times Higher Education) World University Ranking. A USP (Universidade de São Paulo) alcançou a 141ª posição na lista, considerada um dos principais levantamentos internacionais sobre educação.
Na edição do ano passado, a instituição paulista figurava entre o 201º e o 250º lugares. Com o resultado, a USP se consolida como a universidade ibero-americana mais bem avaliada do mundo.
O Brasil garantiu o seu melhor desempenho de todos os tempos e lidera na América Latina em número total de universidades classificadas, somando 58 instituições. A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) também registrou sua melhor marca e entrou no grupo das 350 melhores (posição 326-350). Outros destaques federais e estaduais incluem a UFRJ (no grupo 601-650) e a Unesp (651-700).
O cenário global
O topo global segue com Estados Unidos e Reino Unido, que dominam as dez primeiras posições. A Universidade de Oxford lidera o ranking pelo 11º ano consecutivo, seguida pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e pelas universidades de Princeton e Stanford.
Para a edição de 2027, o THE avaliou 2.297 instituições de ensino superior de 118 países. A classificação é elaborada a partir de 18 indicadores de desempenho, distribuídos em cinco pilares: ensino, ambiente de pesquisa, qualidade da pesquisa, perspectiva internacional e indústria.
Confira as 10 melhores universidades do mundo
- University of Oxford (Reino Unido)
- Massachusetts Institute of Technology – MIT (Estados Unidos)
- Princeton University (Estados Unidos)
- Stanford University (Estados Unidos)
- University of Cambridge (Reino Unido)
- Harvard University (Estados Unidos)
- California Institute of Technology – Caltech (Estados Unidos)
- Imperial College London (Reino Unido)
- University of California, Berkeley (Estados Unidos)
- Yale University (Estados Unidos)
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Investimento por Aluno no Brasil É de 1/3 da Média dos Países da OCDE
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
No Brasil, o gasto anual por aluno desde o ensino fundamental até o ensino superior foi de US$ 4.133 em 2023. O valor corresponde a cerca de um terço (30,39%) da média gasta pelos demais países avaliados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (US$ 13.601 por estudante).
Os dados divulgados na terça-feira (29) fazem parte do relatório Panorama da Educação 2026 (Education at a Glance 2026), publicado pela OCDE. O documento traça um quadro dos principais desafios de sistemas educacionais ao redor do mundo e traz dados de 50 países, incluindo o Brasil.
Na comparação dos gastos anuais por estudante, o investimento brasileiro também ficou abaixo da média de alguns países da América Latina. O Chile, por exemplo, registrou o gasto anual por estudante de US$ 5.794 e a Costa Rica, US$ 7.028/aluno. Os valores foram ajustados para neutralizar as diferenças no custo de vida entre os países.
Investimento público
Apesar do gasto por aluno ser inferior à média dos países, o Brasil investe uma parcela maior do PIB em comparação à média da organização. Em 2023, o gasto público com educação foi de 4,5% do PIB, enquanto entre os países-membros da OCDE o patamar foi de 4%.
Em nota, o MEC (Ministério da Educação) destacou que o relatório aponta queda dos investimentos em educação ao longo de oito anos em todas as localidades. “Entre 2015 e 2023, o indicador [PIB] passou de 5,5% para 4,6% no Brasil e de 4,4% para 4,2%, na média dos países da organização com dados disponíveis para os dois anos”, diz a nota do MEC.
Ricardo Henriques, superintendente-executivo do Instituto Unibanco, entende que o gasto por aluno abaixo da média dos demais países da OCDE compromete os resultados na aprendizagem, apesar da proporção do investimento ser maior. “O Brasil já investe mais em proporção do PIB do que a média da OCDE, mas quando se traduz em gasto por aluno, ficamos em um patamar muito abaixo. Esse é um dado a ser lembrado sempre quando se cobra, de forma irrealista, que o desempenho seja igual.”
Investimento na educação
O relatório mostra também que os gastos governamentais com educação no Brasil e nos demais países tendem a aumentar conforme o nível de ensino. No Brasil, em 2023, o valor investido por aluno/ano no ensino fundamental 1 (1º ao 5º ano) foi de US$ 4.064, enquanto no fundamental 2 (6º ao 9º ano) passou para US$ 4.390. Nos países da OCDE, a média gasta por estudante do ensino fundamental1 foi de US$ 12.893; e no fundamental 2, a média alcançada foi de US$ 14.291.
Despesas correntes
No relatório, os gastos em educação foram divididos em despesas de capital (investimentos como infraestrutura) e despesas correntes, que cobrem os custos operacionais regulares das atividades.
O Brasil tem a remuneração de pessoal docente como maior componente das despesas correntes: 75% do orçamento operacional no ensino fundamental é destinado ao salário de professores e demais profissionais da educação. O percentual fica abaixo do registrado na média dos países da OCDE (79%).
Education at a Glance 2026
O Panorama da Educação 2026 (Education at a Glance 2026) apresenta dados sobre educação de todos os países da OCDE e do Brasil, que é parceiro do programa INES (Indicators of Educational Systems). O relatório também inclui informações de membros do G20 e países em processo de adesão à OCDE, mas que não são membros do INES.
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