Negócios
Do amor ao escritório: love bombing e gaslighting podem migrar para o trabalho


Love bombing é uma estratégia de manipulação que pode ter impacto na produtividade e segurança psicológica de um profissional
O termo “love bombing” é usado para descrever relações amorosas em que um parceiro dá atenção e carinho de forma exagerada à outra pessoa, geralmente no início do relacionamento. Mas logo depois corta essa “explosão de amor” e se afasta, dá um ghosting, criando uma confusão como forma de exercer controle.
Essa estratégia de manipulação não está restrita aos relacionamentos românticos e também se faz presente no ambiente profissional. O love bombing no trabalho envolve gestores que elogiam e recompensam seus funcionários de forma excessiva para criar um senso de lealdade e comprometimento. O objetivo pode ser atrair, reter, controlar e até explorar os profissionais.
Siga o canal da Forbes e de Forbes Money no WhatsApp e receba as principais notícias sobre negócios, carreira, tecnologia e estilo de vida
Pode até parecer legal num primeiro momento, mas tem um impacto negativo sobre os trabalhadores e a própria empresa. O excesso de afeto é usado como uma tática sorrateira para tirar vantagem da pessoa e ter influência sobre ela. Curiosamente, alguns grupos religiosos também usam esse termo para atrair novos fiéis.
Depois de um tempo, quando acorda para a situação, a pessoa percebe os problemas de saúde mental que pode estar enfrentando. Mas não apenas isso, no ambiente de trabalho, a manipulação também prejudica a produtividade e pode levar o profissional a deixar a organização por causa de estresse e ansiedade.
Leia também:
- “Quiet Ambition”: a tendência que ameaça a sucessão nas empresas
- Como identificar uma cultura tóxica em um anúncio de emprego
- “Coffee badging”: profissionais usam “momento cafezinho” para resistir ao presencial
Como o love bombing ajuda e depois prejudica o trabalho
O excesso de atenção e elogios faz com que um profissional se sinta valorizado e confiante. Embora haja consequências graves, a curto prazo, pode proporcionar um ambiente positivo, melhor envolvimento com os colegas de trabalho e com a empresa e um sentimento de pertencimento. Estar feliz no trabalho aumenta a produtividade, o que é reconhecido e recompensado pela liderança.
Mas essa tática de manipulação cria expectativas irrealistas e leva a uma sensação de decepção quando o empregador não cumpre suas promessas ou deixa de agir como antes. Isso promove uma cultura de medo e intimidação, em que os funcionários temem falar abertamente ou sair da empresa. Pode levar ao esgotamento e ao estresse, pois as pessoas se sentem obrigadas a expressar emoções positivas que provavelmente não são genuínas.
Como funciona na prática
Aqui está um exemplo de como o love bombing pode acontecer no ambiente de trabalho.
Um recrutador entra em contato com um potencial candidato para uma vaga aberta, elogiando essa pessoa e dizendo como suas habilidades, formação e experiências fariam dela uma excelente opção para a função. O recrutador explica que a remuneração é boa e que há um caminho rápido de crescimento na organização.
Quase todas as pessoas que o candidato conhece durante o processo de contratação também se mostram entusiasmadas e falam como ele é especial e como agregaria para a empresa.
Após meses de entrevistas, o diretor de recursos humanos diz que gostaria de fazer uma oferta de emprego. O candidato revisou previamente a descrição do cargo para saber a faixa salarial e conversou com os entrevistadores antes sobre como seria a remuneração total, benefícios, stock options e outros assuntos.
A oferta é menor do que o esperado. Como o candidato viveu essa “explosão de amor” durante todo o processo, ele acha que ainda vale a pena aceitar a oferta e se sente um pouco pressionado a fazê-lo.
À medida que o tempo passa, o trabalho não é o que o recrutador e os entrevistados disseram que seria. Em vez de pedirem desculpas, eles culpam o novo funcionário por não ter ouvido ou entendido direito o que foi dito nas discussões. Isso se chama gaslighting.
Gaslighting e breadcrumbing
Esse é outro termo retirado do universo da paquera e que chegou ao mercado de trabalho. É uma forma de manipulação psicológica em que uma pessoa ou grupo atribui a culpa de tudo à vítima e tenta fazer com que a pessoa duvide da sua percepção da realidade.
Isso acontece especialmente com as mulheres e os sinais podem ser sutis, levando a pessoa a se questionar sobre a sua memória e sanidade.
Quando você está em um longo processo seletivo, fazendo entrevistas com diferentes pessoas durante meses e sem nenhum objetivo certo à vista, você está sofrendo breadcrumbing, outro termo contemporâneo do mundo dos relacionamentos que pode ser emprestado para o universo do trabalho.
Significa levar alguém adiante quando não se tem a intenção de se comprometer com essa pessoa. O breadcrumber tem uma comunicação inconsistente e esporádica – como se espalhasse “migalhas” de atenção e afeto – para manter o interesse da outra pessoa.
Também é breadcrumbing quando seu chefe te faz acreditar que você vai receber aquele aumento, promoção ou bônus ou vai ganhar uma sala própria – mas sempre existe uma razão pela qual isso não pode acontecer agora.
Ele vai te oferecendo migalhas para te segurar, com informações sobre um novo projeto que te interessa, por exemplo, e as promessas vão ficando esquecidas. Por necessidade ou, muitas vezes, por falta de autoconhecimento e de leitura da situação, os profissionais aceitam essas migalhas.
O post Do amor ao escritório: love bombing e gaslighting podem migrar para o trabalho apareceu primeiro em Forbes Brasil.
Negócios
Bancos Globais Adotam Home Office no Oriente Médio em Meio À Escalada de Tensões
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Profissionais do JPMorgan e do Citigroup no Oriente Médio foram orientados a trabalhar em casa à medida que as tensões aumentam em meio à guerra aérea entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, disseram duas fontes com conhecimento do assunto à Reuters nesta segunda-feira (2).
Ambos os bancos norte-americanos não esperam interrupções em suas operações na região, afirmaram as fontes, que pediram para não ser identificadas por se tratar de informações confidenciais. “Continuamos a adotar medidas para ajudar a manter nossos funcionários e suas famílias seguros”, disse o Citigroup em comunicado, acrescentando que possui planos de contingência para continuar atendendo os clientes.
As tensões no Oriente Médio aumentaram depois que ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã provocaram o lançamento de mísseis de retaliação por Teerã, direcionados a países do Golfo e outros aliados de Washington na região.
A Arábia Saudita fechou sua maior refinaria após ataques com drones causarem um incêndio, enquanto fortes explosões foram ouvidas em Dubai e Samha, nos Emirados Árabes Unidos, e também em Doha, capital do Catar.
Problemas localizados de energia afetaram a Amazon Web Services nos Emirados Árabes Unidos e no vizinho Bahrein após “objetos” não identificados atingirem um data center da Amazon, provocando um incêndio.
Atividade nos mercados de capitais em risco
As hostilidades levaram a uma ampla interrupção das viagens aéreas, já que grandes áreas do espaço aéreo em importantes centros do Oriente Médio permanecem fechadas, fazendo com que ações de empresas de viagens em todo o mundo caíssem.
O conflito ameaça interromper captações planejadas nos mercados de capitais e negócios transfronteiriços na região, à medida que negociadores e banqueiros reduzem viagens por preocupações com segurança e interrupções nos negócios, disseram fontes do setor.
O Standard Chartered, o Sumitomo Mitsui Financial Group, do Japão, e o Mitsubishi UFJ Financial Group pediram a seus funcionários que adiem viagens ao Oriente Médio.
O banco japonês Mizuho, que possui escritórios em Dubai e Riad, disse à Reuters que uma evacuação voluntária para seus funcionários é possível.
O post Bancos Globais Adotam Home Office no Oriente Médio em Meio À Escalada de Tensões apareceu primeiro em Forbes Brasil.
Powered by WPeMatico
Negócios
100 Horas Diante das Telas? 3 Ações para Proteger Sua Saúde no Trabalho
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Profissionais que trabalham em escritório acumulam 99,2 horas de tempo de tela por semana, acima das 97 horas registradas no ano passado. Mas mesmo os que não trabalham em frente ao computador relatam quase o mesmo volume (87,6 horas por semana).
A maioria dos profissionais afirma sentir desconforto visual relacionado às telas. Entre os sintomas, olhos cansados ou doloridos, visão embaçada ou dupla e dificuldade para manter o foco após uso prolongado.
Esses dados aparecem no terceiro relatório anual Workplace Vision Health Report, uma pesquisa da empresa americana de seguro oftalmológico VSP Vision Care em parceria com a Workplace Intelligence, realizada com 800 líderes de recursos humanos e 1.200 funcionários nos Estados Unidos.
Embora o estudo foque especificamente na saúde dos olhos, o ambiente de trabalho hiperconectado de hoje também favorece lesões por esforço repetitivo, excesso de tempo sentado e a prática de não tirar férias. Cabe a você garantir que seu trabalho não esteja prejudicando sua saúde, física e mental.
Como evitar que o trabalho afete sua saúde
1. Mantenha atenção contínua e regular à sua saúde
Você sabe quanto tempo passa em frente às telas? Essa pesquisa sobre visão é um alerta específico para a saúde ocular, mas também é importante prestar atenção constante à sua saúde como um todo. Como?
Mantenha um diário de saúde
Reserve alguns minutos ao fim do dia (ou várias vezes ao dia, se possível) para registrar como está se sentindo. Avalie seu nível de energia. Identifique se há partes do corpo com dor. Observe se sua saúde mental está em baixa. Por exemplo, se tem sentido ansiedade, frustração ou sensação de sobrecarga.
Ao manter esse registro, você faz check-ins regulares consigo mesmo e pode perceber padrões de comportamento que ajudam (como se alimentar bem) ou hábitos que precisam ser mudados (como dormir pouco).
Agende check-ups de saúde para o ano
Seu diário funciona como uma lista contínua de pontos para discutir com seu médico de rotina e pode indicar se algum problema específico deve se tornar prioridade. Enquanto isso, agende consultas preventivas — como exame físico anual e limpezas dentárias. Assim, você já deixa tudo marcado e só precisa se lembrar na data programada. Você pode até criar agora um lembrete para o próximo ano, quando fará a nova rodada de agendamentos.
Programe suas férias para o ano
Além das consultas médicas, agende também seus dias de folga remunerada. Isso ajuda tanto você quanto a empresa a se planejarem com antecedência. Saber que você terá um tempo de descanso pela frente também traz motivação — especialmente se der um passo além e planejar viagens ou atividades específicas para esse período.
2. Peça ajuda à sua empresa
Algumas melhorias de saúde, como ampliar benefícios ou mudar rotinas de trabalho, exigem apoio da empresa.
Defina o que pedir
Você precisa de mais controle sobre sua agenda para poder fazer pausas quando necessário? Há benefícios específicos que a empresa não oferece? Algum tipo de treinamento (como yoga na cadeira ou exercícios para os olhos) seria útil? Não faça apenas uma lista genérica de sugestões. Pense no que é mais importante para você, avalie o que a empresa já oferece e planeje seu pedido como se fosse uma negociação.
Comece por você e sua equipe
Sugira reuniões ao ar livre (quando o clima permitir) ou reuniões caminhando, para incluir alguma atividade física. Implemente dias sem reuniões ou proponha encontros presenciais ou mesmo por telefone, sem vídeo, para reduzir o tempo de tela. Use alarmes para incluir pausas regulares: descansar os olhos, beber água ou até conversar rapidamente com colegas.
Construa o argumento financeiro para a liderança
De acordo com o Workplace Vision Health Report, um em cada quatro funcionários relata ter se afastado do trabalho devido a desconfortos associados ao uso prolongado de telas, o que representa, em média, 4,5 dias de ausência por ano.
Perder quase uma semana por colaborador é um dado concreto que você pode apresentar ao seu gestor, ao RH e à liderança sênior. Se sua jornada de bem-estar identificar outros problemas de saúde que a empresa possa enfrentar, essa perda de produtividade pode ser ainda maior.
3. Otimize seu tempo pessoal
Além de melhorar sua rotina profissional, organize seu tempo pessoal de forma estratégica para proteger sua saúde.
Escolha hobbies analógicos
Leia livros físicos ou ouça audiolivros, em vez de usar um leitor digital. Prefira um jantar colaborativo ou uma noite de jogos a uma maratona de séries. Escolha atividades que não exijam telas — como montar quebra-cabeças, dançar ou pintar. Como bônus, ter hobbies interessantes rende ótimos assuntos para entrevistas de emprego e encontros de networking.
Inclua atividade física no lazer
Assim como reuniões podem acontecer ao ar livre, encontre amigos em um parque ou museu. Dê voltas extras no mercado ou no estacionamento quando estiver resolvendo tarefas do dia a dia. Escolha um “guilty pleasure” (como rolar o feed infinitamente nas redes sociais) e permita-se fazê-lo apenas em pé — pelo menos você reduz o tempo sentado.
Agende uma meta divertida e desafiadora
Assim como programar suas férias com antecedência, planejar parte do seu tempo pessoal pode beneficiar sua saúde e ainda criar expectativa positiva. Uma corrida de 5 km no bairro (caminhando, correndo ou até em grupo) pode envolver atividade física, oportunidade de networking e contato com o ar livre.
Trabalhar como voluntário em algum projeto é outra atividade com benefícios sociais e emocionais. Escolha algo que já desperte seu interesse e marque a data, para não cair na rotina de apenas ficar em casa — ou pior, continuar trabalhando de casa.
*Caroline Ceniza-Levine é colaboradora da Forbes USA. Ela é consultora executiva, palestrante e escreve sobre tendências no mercado de trabalho.
*Matéria originalmente publicada em Forbes.com
O post 100 Horas Diante das Telas? 3 Ações para Proteger Sua Saúde no Trabalho apareceu primeiro em Forbes Brasil.
Powered by WPeMatico
Negócios
Volkswagen Anuncia Nova VP de Recursos Humanos
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A Volkswagen anunciou Angie Stelzer, atual diretora de recursos humanos do grupo na Argentina, como a nova vice-presidente de RH da marca no Brasil e América do Sul.
A partir de março, a executiva passa a se reportar diretamente a Ciro Possobom, presidente e CEO da Volkswagen do Brasil, e a Alexander Seitz, chairman executivo da marca na América do Sul.
Angie sucede Douglas Pereira, que deixa o cargo após quatro anos para assumir como chefe de pessoas, cultura e organização da Lamborghini, na Itália.
Na Volkswagen desde 1999, a executiva construiu carreira nas áreas jurídica, corporativa e de relações governamentais. Em 2015, assumiu a diretoria de assuntos corporativos, jurídicos e públicos da Volkswagen Argentina, liderando também imprensa, relações públicas e comunicação interna. Desde 2023, passou a gerir a área de recursos humanos.
Com 30 anos de carreira, iniciou sua trajetória como advogada no Estudio Jurídico Limonta antes de ingressar no grupo. É formada em direito e administração de empresas pela Pontificia Universidad Católica Argentina.
O post Volkswagen Anuncia Nova VP de Recursos Humanos apareceu primeiro em Forbes Brasil.
Powered by WPeMatico














