Informe 360
  • Geral
    • Destaque
  • Negócios
    • Desenvolvimento
  • Política
  • Cidades
    • Cultura
  • Economia
  • Educação
  • Esporte
  • Fé
  • Justiça
  • Mundo
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Colunas
Ligue-se a nós
Informe 360 Informe 360

Informe 360

Depressão, ansiedade, pânico: como está a saúde mental no Vale do Silício

  • Geral
    • Destaque
      • Governo do ES anuncia aumento de 100% no valor do auxílio alimentação

      • Lideranças querem manter alfândega no ES

      • Morre pai dos quíntuplos do ES, após luta contra câncer

      • Cariacica: 813 vagas de emprego são abertas na Agência do Trabalhador do município

      • Ministros querem “trégua” de Lula em falas contra Sérgio Moro

  • Negócios
    • Desenvolvimento
      • Porto Central vai interditar trecho que liga praias das Neves e Marobá no ES nesta segunda(10)

      • Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar entregam Ponte da Integração

      • Construção da ferrovia EF 118 passará dentro de São Francisco de Itabapoana

      • Prefeitura de São João da Barra participa de audiências públicas sobre a EF-118

      • Porto Central: obras terá início no próximo dia 4 em Presidente Kennedy (ES)

  • Política
    • Assessor de Rodrigo Bacellar é exonerado de cargo na Alerj

    • Brasileiro está falando menos de política no WhatsApp, mostra estudo

    • Deputados votam pela soltura de Bacellar

    • Reunião da CCJ da Alerj para avaliar prisão de Bacellar é adiada

    • Presidente Bacellar anuncia repasse de R$ 220 milhões para ajudar os 92 municípios fluminenses

  • Cidades
    • Cultura
      • “Ainda Estou Aqui” vence Oscar de melhor filme estrangeiro

      • Fernanda Torres leva Globo de Ouro por atuação em Ainda Estou Aqui

      • Campos: “A Convivência é uma Ilha” de sexta a domingo no Teatro de Bolso Procópio Ferreira

      • SJB: evento com enfoque na cultura urbana acontece neste sábado

      • Carnaval 2024: Governo do Rio investe mais de R$ 26,5 milhões em escolas de samba do Grupo Especial

  • Economia
    • Petrobras amplia participação em áreas do pré-sal após leilão

    • FundeTáxi já liberou R$ 300 mil para renovação da frota em Campos

    • Italva lança moeda local “Pedra Branca” para aquecer economia e valorizar o comércio da cidade

    • Banco Central informa que total de chaves Pix vazadas chega a 46,8 milhões

    • Trump contra o Pix: saiba o que pode ter motivado críticas dos EUA

  • Educação
    • Aberto período de pré-matrícula para novos alunos na rede municipal de ensino

    • Prefeitura de Campos avança na realização do concurso público da Educação

    • Lula inaugura prédios da UFF em Campos e anuncia edital para cursinhos populares

    • Detecção precoce do autismo ajuda na alfabetização e inclusão escolar

    • Publicadas diretrizes que detalham o uso de celulares e meios digitais em sala de aula

  • Esporte
    • Flamengo perde para PSG e vê sonho do bi mundial ser adiado

    • Vasco se classifica e enfrentará o Corinthians na final da Copa do Brasil

    • Flamengo vence Pyramids e vai encarar PSG na final do Mundial

    • Arrascaeta brilha e Flamengo avança à semi da Copa Intercontinental

    • Brasil abre Copa do Mundo contra Marrocos em Nova Jersey em 13 de junho

  • Fé
    • Missa no Cristo Redentor celebra aniversário do santuário

    • Aline Barros se apresenta nesta quinta na 40ª Expoagro de SFI

    • Do sonho de jogador a compositor gospel; Mc Dedé de Deus está de volta!

    • “Com Maria, Peregrinos de Esperança”: Festa de Nossa Senhora das Neves celebra 275 anos em Presidente Kennedy-ES

    • Igreja Resgatando Vidas para Jesus é inaugurada na praia de Manguinhos

  • Justiça
    • Laudo da PF confirma que Bolsonaro usou solda para romper tornozeleira

    • O ex-presidente Jair Bolsonaro é preso pela Polícia Federal

    • STF publica nesta terça acórdão do julgamento de Bolsonaro

    • Crime organizado demanda articulação nacional, diz procurador do RJ

    • STF forma maioria para tornar Eduardo Bolsonaro réu no tarifaço

  • Mundo
    • China propõe nova ordem mundial ao lado da Rússia e da Índia

    • Trump declara emergência na fronteira e fala em taxar países e em expansionismo: ‘A era de ouro começa agora’

    • Na Cúpula do Futuro, Lula fala em “falta de ousadia” da ONU

    • Internet é cortada na Faixa de Gaza após ataques aéreos de Israel

    • Brasileiro é encontrado morto em rave em Israel em ataque do Hamas

  • Saúde
    • O que é Sarcopenia, problema enfrentado por usuários do Ozempic e Mounjaro?

    • Beber água com limão em jejum faz bem ou é apenas mito?

    • O que acontece com seu corpo quando você dorme menos de 5 horas por dia?

    • O hábito saudável de beber água pode virar um problema sem você notar

    • Tomar café todo dia faz bem ou mal para sua saúde?

  • Tecnologia
    • Por que focas dão tapas na própria barriga?

    • 7 insetos encontrados no corpo humano durante uma colonoscopia

    • Estrelas hipervelozes revelam o mapa oculto da matéria escura na Via Láctea

    • Máquina de lavar batendo muito? Entenda por que acontece e o que fazer

    • Quais as principais estreias no cinema em janeiro de 2026?

  • Colunas

Negócios

Depressão, ansiedade, pânico: como está a saúde mental no Vale do Silício

Redação Informe 360

Publicado

2 anos atrás

no

31/10/2023

Por

Redação Informe 360
  • Share
  • Tweet
Ilustração: Yunjia Yuan/Forbes
Ilustração: Yunjia Yuan/Forbes

72% dos empreendedores dizem que o trabalho afetou sua saúde mental, segundo pesquisa

Jason Gardner, o fundador e CEO da startup de processamento de pagamentos Marqeta, estava passando por outro surto de depressão. Era o início de 2016 e ele lutava para dormir e comer em sua casa em Oakland, nos Estados Unidos. Às vezes, apenas se deitava no chão e olhava para o teto. “Eu mal conseguia sair da cama e não conseguia sorrir. Senti que as coisas estavam desmoronando ao meu redor, mas precisava encontrar os meios para continuar levantando fundos e construindo a empresa”, diz ele. A Marqeta estava a semanas de ficar sem dinheiro.

Ele e sua esposa Jocelyne haviam estourado o limite de seus cartões de crédito e estavam até colocando o pagamento da hipoteca no cartão de crédito, enquanto criavam o filho de 15 anos e a filha de 8 anos. “Não sei como sobrevivi. Não por causa de algo que eu faria comigo mesmo, mas devido ao colapso do meu corpo e da minha mente”, diz. Mas ele ergueu a empresa, fez o IPO e, finalmente, deixou o cargo de CEO em janeiro de 2023.

Hoje, Gardner fala abertamente sobre as dificuldades que enfrentou como fundador – um tema que, mesmo numa época em que as pessoas partilham detalhes íntimos sobre si próprias nas redes sociais, ainda não é discutido o bastante.

Anúncio

Saúde mental nos números

Quase todos os empresários enfrentam sérios desafios de saúde mental. De acordo com uma pesquisa de abril de 2023 da Startup Snapshot, 72% dos fundadores dizem que o trabalho afetou sua saúde mental. Mais: 38% sofreram ou sofrem de depressão, ansiedade, transtorno bipolar, TDAH ou abuso de substâncias, de acordo com um estudo de 2022 feito pelos pesquisadores Richard Hunt, da Universidade da Virginia, e Michael Freeman, um psiquiatra que treina empreendedores desde 2000.

Nos últimos cinco anos, vários estudos mostraram que os empreendedores têm significativamente mais problemas de saúde mental em comparação com diferentes grupos, acrescentou Freeman.

Os fundadores muitas vezes têm medo de mostrar um pingo de fraqueza em si mesmos ou nas suas empresas, em grande parte por medo de como isso pode afetar a reputação da sua startup e o moral dos funcionários.

Ryan Caldbeck, fundador e antigo CEO da startup fintech CircleUp, lembra-se de ter sido convidado por investidores de risco há vários anos para se reunir com outros CEOs cujas empresas estavam em dificuldades, para lhes dar alguns conselhos. “Eu tomo café com os CEOs – e me lembro disso ter acontecido duas ou três vezes – e o CEO só fala sobre como sua empresa está arrasando, mesmo que tenham me contado que eles estão com muitos problemas”, diz. “Em poucas palavras, isso é o Vale do Silício. Um lugar onde se ergue uma fachada.”

Anúncio

Depressão também é assunto de empreendedores

Nos últimos anos, atletas de elite como Naomi Osaka e Simone Biles, celebridades como Demi Lovato e Selena Gomez e o senador norte-americano John Fetterman discutiram publicamente como lidar com doenças mentais. E os empreendedores estão começando a seguir o exemplo.

Em fevereiro de 2022, Pedro Franceschi, cofundador da startup de cartão de crédito Brex, escreveu um comovente post em seu blog sobre seus problemas de saúde mental, que resultaram em um ataque de pânico, embora a empresa estivesse crescendo rapidamente e se tornando uma queridinha do Vale do Silício. Alguns meses depois, Andy Dunn, cofundador e ex-CEO da marca de roupas masculinas Bonobos, publicou um livro, “Burn Rate”, narrando seus desafios assustadores com o transtorno bipolar.

Embora os coaches de desempenho já existam há décadas, o interesse em serviços de saúde mental mais básicos está agora crescendo rapidamente. Michael Freeman diz que conversa com investidores de risco uma vez por semana sobre o assunto, ao passo que, há alguns anos, não recebia nenhuma chamada sobre o assunto. No relatório anual de Andreessen Horowitz sobre as maiores startups de mercado voltadas para o consumidor e empresas privadas lançado em março de 2023, a saúde mental foi, de longe, o tema que mais cresceu.

A Forbes USA conversou com mais de uma dúzia de CEOs e meia dúzia de psicólogos, coaches e capitalistas de risco para ter uma melhor compreensão dos desafios de saúde mental que os fundadores enfrentam. Desde terapia e meditação até grupos de conversa, ou o simples fato de mostrar mais vulnerabilidade diante dos funcionários, os fundadores estão começando a se abrir sobre seus desafios de saúde mental. Veja as estratégias que estão usando para gerenciá-los.

Anúncio

Vida profissional desequilibrada

Uma das partes mais difíceis de administrar uma startup é enfrentar um fluxo interminável de problemas assustadores, que podem fazer com que até os bons momentos sejam ruins. Alguns exemplos comuns: você tem um grande desentendimento com seu cofundador; você perdeu um cliente importante; um de seus principais vendedores saiu; há um sério problema de recursos humanos entre dois funcionários; um concorrente lançou um novo produto promissor. “Se a sua startup está fracassando, parece que alguém está dando um soco na sua cara”, diz Michael Seibel, diretor administrativo e sócio da aceleradora de startups Y Combinator. “Mas quando sua startup está funcionando, parece que alguém está dando um soco na sua cara também.”

As emoções dos fundadores muitas vezes aumentam ou despencam no decorrer de uma tarde. “Eu sabia que havia altos e baixos. Eu simplesmente não sabia a frequência”, diz Anita Hossain Choudhry, coach executiva e CEO da The Grand, uma startup de coaching em grupo. “Isso pode acontecer literalmente em minutos quando você pensa: ‘Tudo é incrível. Isso está indo muito bem.’ E então você recebe um e-mail e pensa: ‘Isso não vai funcionar. Isso é horrível. Por que estamos fazendo isso?’”

Pressão de todos os lados

Os empreendedores sentem intensa pressão de investidores, clientes e de seus próprios funcionários. “Quase se espera que você seja um sobre-humano”, diz Aditi Shekar, cofundadora e CEO da startup de banco digital Zeta. “Há uma pressão constante para entregar muito, superar o desempenho, ser excessivamente compreensiva, excessivamente politicamente correta, excessivamente tudo. E não é uma pressão temporária. É uma pressão persistente que invariavelmente tem um impacto mental.”

A dinâmica social e cultural pode piorar as coisas. Shekar diz que as fundadoras enfrentam um obstáculo único: espera-se que sejam “empáticas, gentis, amáveis ​​e legais, mas ao mesmo tempo cruéis e competitivas”. Ryan Williams, o CEO da plataforma de investimento imobiliário Cadre, diz que, enquanto crescia, não sabia o que era depressão ou ansiedade porque o assunto nunca foi abordado. “Existem certas comunidades onde a saúde mental é algo que as pessoas veem – especialmente se você reconhece que está tendo alguns problemas – como uma fraqueza real e quase um defeito pessoal, especialmente na comunidade negra”, diz ele. “Não quero generalizar, mas foi assim onde cresci e com a minha família.”

Anúncio

O excesso de trabalho muitas vezes faz com que os fundadores atinjam pontos baixos. Durante os seus primeiros anos como empresário, o cofundador do Brex, Pedro Franceschi, sentiu a necessidade de “ser produtivo a cada segundo”. Ele trabalhava de 80 a 100 horas por semana, dormindo apenas seis horas por noite, e se sentia culpado por tirar férias. Em outubro de 2019, a Brex lançou um novo produto importante, uma conta bancária empresarial chamada Brex Cash. Mas em vez de se sentir animado, Franceschi sentiu-se ansioso, e seu desespero culminou em um ataque de pânico na manhã seguinte a uma festa de Halloween com amigos em Nova York. Ele descreve a sensação como “muito desesperadora, especialmente quando você não sabe o que está acontecendo… Você não sabe se está tendo um ataque cardíaco”.

Um mês depois, ele tirou uma semana de folga, desligou e começou a se sentir melhor. Ele começou a consultar um terapeuta semanalmente e um psiquiatra trimestralmente, tomando medicamentos e consultando um coach a cada duas semanas. Hoje, ele dorme entre sete e meia e oito horas. “Acho que não sabia onde estava o limite para mim”, diz ele hoje. Seu terapeuta o ajudou a compreender melhor a si mesmo e por que tem certos sentimentos, e agora ele pode reconhecer sinais de ansiedade muito mais cedo. Em novembro de 2022, a Brex anunciou a Catarse, uma iniciativa que visa normalizar as conversas sobre saúde mental e oferecer descontos em serviços de saúde mental para clientes da empresa.

Entre o pessoal e o profissional

Momentos em que os contratempos pessoais e profissionais coincidem podem ser particularmente debilitantes para os fundadores. Em meados de 2016, Ryan Caldbeck, então CEO da CircleUp, fez uma série de demissões depois que a empresa fez uma mudança estratégica. Naquela época, ele e sua esposa começaram a ter problemas de fertilidade – eles queriam ter um segundo filho, mas não conseguiam engravidar – e ainda por cima, ele foi diagnosticado com câncer. Apesar de um investidor lhe ter dito para tirar seis semanas de folga no final de 2017, ele continuou trabalhando. “Depois de uma vida inteira resolvendo as coisas, disse a mim mesmo que não precisava fazer uma pausa”, escreveu ele mais tarde em uma postagem no seu blog, acrescentando que foi o maior erro da sua carreira.

No ano seguinte, ele tuitou sobre como a saúde mental não era discutida o suficiente. “Me sinto totalmente consumido. O tempo todo. É difícil para mim me sentir presente em conversas fora do trabalho. No meu encontro de sexta à noite com minha esposa, muitas vezes tenho dificuldade para me concentrar em nós – minha mente começa a trabalhar. Eu odeio isso.” Outro tuíte sobre o mesmo tópico dizia: “Me sinto incrivelmente solitário. Como CEO, é difícil me abrir totalmente sobre minha empresa e é difícil encontrar outros CEOs que estejam dispostos a ser vulneráveis ​​e falar honestamente sobre as coisas difíceis.”

Anúncio

Em 2019, veio a gota d’água. Sua filha de cinco anos olhou para ele e disse: “Papai, você sempre parece tão triste”. Ela disse isso duas vezes, e ele não conseguia tirar o comentário da cabeça. Um ano depois, ele anunciou que estava deixando o cargo de CEO.

Estratégias para gerenciar a saúde mental

Existem grandes incentivos financeiros para os fundadores permanecerem em suas empresas. De acordo com um estudo de 2010 do professor Babson Joel Shulman, os retornos do investimento foram 10 a 20 vezes melhores para empresas públicas lideradas por fundadores do que para empresas lideradas por CEOs profissionais.

Para se prepararem para a difícil jornada, os fundadores devem configurar a sua “infraestrutura” de saúde mental o mais cedo possível, argumenta Ryan Caldbeck, especialmente porque pode levar algum tempo para encontrar a ajuda profissional certa. “Eu gostaria de ver o mundo tratar a saúde mental como a saúde bucal: preventivamente”, diz Brad Baum, cocriador do Founder Mental Health Pledge, uma iniciativa para desestigmatizar a saúde mental e incentivar os empreendedores e seus apoiadores a investirem na saúde mental.

Terapia, coaching e meditação

A terapia é uma das formas mais populares pelas quais os fundadores estão começando a gerenciar sua saúde mental de forma mais proativa. Para Pedro Franceschi, terapia é “como ter um profissional capacitado investindo no seu bem-estar”. Isso o ajuda a controlar o estresse e a responder perguntas como: “Quais são os seus valores? Quem são as pessoas de quem você deseja se cercar?”

Anúncio

Jackie Reses, ex-chefe da Square Capital e CEO do Lead Bank, fala semanalmente com seu terapeuta e já faz isso há anos. “É uma forma de melhorar a forma como você está no mundo e, em última análise, é o presente mais hedonista que você pode dar a si mesmo.”

O cofundador da Bonobos, Andy Dunn, acredita que todo fundador deveria fazer terapia por pelo menos seis meses seguidos, a cada dois ou três anos. Ele também defende que as empresas estabeleçam uma bolsa de US$ 2.000 por ano, por funcionário, para despesas de saúde mental do próprio bolso. “As taxas de reembolso do seguro são terrivelmente baixas.”

A terapia de casal também pode ser útil. Anos atrás, Jocelyne Gardner sentiu-se frustrada porque seu marido Jason parecia estar sempre pensando na Marqeta. “Mesmo que ele estivesse na sala, muitas vezes ele não estava – sua mente estava em outro lugar”, diz. A terapia também a ajudou a ter mais compaixão pela intensa pressão que Jason sentia no trabalho.

Para os fundadores que escolhem entre um coach ou um terapeuta, a psicóloga Sherry Walling diz que os coaches de negócios geralmente fornecem “uma visão prática sobre a mentalidade e o foco. Eles trabalham para o bem-estar do negócio.”

Anúncio

Já um terapeuta se concentra mais no “bem-estar do ser humano. Eles têm um trabalho muito mais profundo e mais longo e uma visão sobre como as questões familiares da sua infância, por exemplo, afetam a maneira como você lidera sua equipe.”

Terapeutas também são obrigados a ter determinada formação e um número mínimo de horas de treinamento clínico supervisionado com pacientes. Não há requisitos ou qualificações oficiais para ser um coach de vida ou de negócios.

A meditação tornou-se uma prática amplamente utilizada durante décadas, e muitos fundadores bilionários famosos, incluindo Marc Benioff, da Salesforce, o titã dos fundos de hedge Ray Dalio e Oprah Winfrey atestam seus benefícios.

Jackie Reses, do Lead Bank, medita por 20 minutos todos os dias. “Cada vez mais, tenho pessoas vindo até mim de todos os lugares e preciso de um tempo de descanso e silêncio para acalmar meu cérebro, reiniciá-lo e me trazer de volta a um lugar criativo”, diz ela.

Anúncio

Veja também: 

  • Medite enquanto você trabalha: a nova receita de bem-estar
  • Especialista em meditação conquista executivos e atletas famosos

Sono, exercício e definir limites

Apesar do espírito da correria e da vida agitada que está na moda no Vale do Silício, onde os fundadores se gabam de dormir cinco horas ou menos por noite, tem havido um novo movimento no sentido de dormir mais.

O livro de 2017 do professor de neurociência da Universidade da Califórnia em Berkeley, Matthew Walker, “Por que nós dormimos”, contém extensas evidências científicas sobre os benefícios para a saúde e a produtividade de dormir mais de sete horas por noite.

Franceschi diz que o livro teve um grande impacto em sua vida. Oito dos 13 CEOs com quem conversamos neste artigo dormem de sete a oito horas por noite. Mark Zuckerberg também.

Grupos de empreendedores

Em meados de 2021, o pai da CEO da Zeta, Aditi Shekar, faleceu de Covid e ela começou a estabelecer mais limites. Priorizou ver a família com mais frequência e parou de trabalhar na maioria dos finais de semana, o que, segundo ela, ajuda na criatividade e evita que sua empresa se torne sua vida inteira. Kathleen Stetson, coach executiva e ex-CEO de startups, ficou deprimida depois que sua empresa de tecnologia faliu em 2017. “Percebi que o cerne dessa depressão realmente era este: eu tinha feito da startup minha identidade. Foram necessárias pessoas dizendo: ‘Ei, você não é a Trill, você é a Kathleen’”.

Anúncio

Muitos fundadores dizem que os grupos de pares lhes permitem partilhar privadamente as suas situações com outros empreendedores. E que estão entre as ferramentas mais úteis de que dispõem para gerir a saúde mental. O CEO da Cadre, Ryan Williams, diz que esses grupos foram essenciais para ele durante os primeiros meses do isolamento da Covid em 2020, quando todos estavam se adaptando ao trabalho remoto.

Organizações como YPO (que reúne jovens CEOs) criaram grupos em que fundadores, executivos e funcionários podem discutir abertamente os desafios que estão enfrentando.

Abertura aos funcionários

Cada empreendedor tem um nível de conforto diferente para demonstrar vulnerabilidade com os funcionários. “Durante os primeiros cinco anos como CEO, fui bastante fechado em termos do que expressaria sobre os meus medos e inseguranças, profissionalmente e pessoalmente”, diz Ryan Caldbeck. “Esse foi um dos muitos fatores que contribuíram para a solidão e a depressão.” Desde então, ele descobriu que se abrir mais – por exemplo, dizer algo como “Estou preocupado por não termos acertado nossa estratégia e estou determinado a fazer isso” – o ajuda a construir confiança e a se sentir mais conectado com seus colegas.

Andy Dunn acredita na “divulgação seletiva e estratégica de vulnerabilidade”. Ele sugere que os fundadores aproveitem oportunidades como um breve e-mail ou um bate-papo ao ar livre para discutir um desafio que estão enfrentando. “Pode ser rápido, e então você segue em frente e volta ao trabalho”, diz.

Anúncio

Dunn dá um exemplo de e-mail que um fundador pode mandar: “Ei, você talvez esteja percebendo que estou com uma energia um pouco mais baixa, que ando um pouco deprimido. Tenho histórico de depressão, tomo remédios e vou ao médico. Mas estou superando isso e sou muito grato pelo trabalho que todos vocês estão fazendo. Obrigado por operar em um nível tão alto. Estarei com você em breve.’”

“As pessoas ficarão fascinadas quando você fizer isso”, diz Dunn. “E você acabou de criar um espaço seguro para qualquer pessoa na organização compartilhar seus próprios sentimentos.” Ele acrescenta que, ao demonstrar tal vulnerabilidade, é importante compartilhar simultaneamente o plano de ação para enfrentar o desafio.

O que investidores e empresas podem fazer

De certa forma, os empreendedores são mais responsáveis ​​perante os investidores que os apoiam do que qualquer outra pessoa, por isso os VCs (venture capitalists) “têm a voz mais alta na sala”, diz Brad Baum, co-criador do Founder Mental Health Pledge. Uma coisa que os investidores podem fazer é simplesmente entrar em contato com os empreendedores e perguntar como eles estão em um determinado dia. Nigel Morris diz: “Trata-se de ligar para as pessoas e dizer: ‘Como você está se sentindo? O que tem em mente? Com o que você está preocupado? Como você está pessoalmente?”

Em 2018, a empresa de capital de risco Felicis, sediada no Vale do Silício, iniciou um programa onde, para cada cheque de investimento inicial emitido para uma startup, a Felicis adiciona 1% em capital que os fundadores podem gastar em despesas de saúde mental. Mais de 50 fundadores aproveitaram, diz Dasha Maggio, co-COO da Felicis, que criou e lidera o programa.

Anúncio

A startup de pagamentos Orum dá aos funcionários uma folga na primeira sexta-feira de cada mês para cuidar de sua saúde mental. Os funcionários ainda estão de plantão com os clientes, mas não atendem ligações de vendas ou reuniões externas e ficam longe do e-mail e do Slack, diz a CEO Stephany Kirkpatrick. A empresa também fecha os escritórios entre o Natal e o Ano Novo e paga 100% do seguro saúde dos funcionários. No Treasury Prime, Chris Dean incentiva os funcionários a falarem caso estejam com problemas de saúde mental e às vezes lhes diz para tirar alguns dias ou uma semana de folga, e eles voltam se sentindo melhor, segundo ele.

Amigos, passeios na natureza e psicodélicos 

O psiquiatra Michael Freeman diz que é fundamental ficar perto de amigos e familiares para ter uma forte rede de apoio social de pessoas que não estão associadas ao seu negócio. Ele acrescenta que a “exposição regular a ambientes naturais como montanhas, rios e riachos” pode ter um efeito restaurador e eleva a criatividade.

O uso de drogas como MDMA (também conhecido como ecstasy), psilocibina (cogumelos mágicos) e cetamina para controlar a saúde mental é uma tendência recente. “Muitos dos meus clientes empreendedores estão interessados ​​em falar sobre o uso de psicodélicos, tanto na otimização mental quanto no tratamento”, diz a psicóloga Sherry Walling. “Isso já está acontecendo muito no Vale do Silício.” Ela ocasionalmente usa psicoterapia apoiada por cetamina com pacientes e espera que o MDMA e a psilocibina sejam eventualmente aprovados pelo FDA (a Anvisa dos EUA) para uso médico.

Veja também: 

Anúncio
  • Drogas para aumentar a produtividade acabam trazendo efeito contrário

Os CEOs com quem conversamos neste artigo dizem que não tentaram usar nenhum desses medicamentos para melhorar sua saúde mental, mas também não os descartam. Franceschi diz que está “consciente da extensa pesquisa que está sendo conduzida neste campo e considero interessante e promissora”. Caldbeck diz que conhece pessoas que experimentaram e que “elogiam os efeitos”. Elon Musk tem, supostamente usado cetamina para tratar a depressão (ele não respondeu à Forbes). E tuitou, em junho. que a cetamina “é uma opção melhor” para tratar a depressão do que os antidepressivos amplamente prescritos no mercado.

Walling adverte que os riscos da utilização de estratégias experimentais, quando feitas de forma inadequada,podem ser problemáticas. O sócio da Y Combinator, Michael Seibel, também observa os riscos, dizendo: “Seus mecanismos para lidar com o estresse não podem ser mais prejudiciais do que o estresse”. Eles têm que melhorar sua saúde a curto e longo prazo.

(traduzido por Fabiana Corrêa)

Com informações da* Forbes Brasil.

Anúncio
Tópicos Relacionados:
Até A Próxima

Natura é a única brasileira entre as melhores empresas para mulheres; veja top 10

Não Perca

Calcular nutrientes ao preparar uma refeição ficou mais fácil

Continuar Lendo
Anúncio

Você pode gostar

Negócios

7 Mitos Que te Impedem de Alcançar o Sucesso

Redação Informe 360

Publicado

1 dia atrás

no

04/01/2026

Por

Redação Informe 360

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Se você procurar a definição de sucesso na internet, encontrará milhões de resultados. Para alguns, pode ser definido como acumular riqueza; para outros, evoca a ideia de ajudar pessoas ou impactar positivamente o mundo. Embora cada um tenha sua própria interpretação, em um nível mais amplo, sucesso se refere a alcançar um resultado desejado.

Definir o que é sucesso é algo poderoso. Mas, se você estiver operando sob equívocos comuns, essa ideia pode acabar impedindo seu avanço profissional. Para aumentar as chances de realizar seus objetivos, confira sete mitos comuns sobre sucesso — e como superá-los.

Leia também

  • jameela jamil
    Colunas

    Jameela Jamil e o Superpoder de Não Ter Vergonha

  • Forbes Saúde

    Por Que a Autossabotagem Atrapalha Seu Progresso Profissional

  • serena williams
    Forbes Mulher

    10 Frases de Serena Williams sobre Superação, Determinação e Sucesso

  • julie andrews
    Forbes Mulher

    50 Over 50: Mulheres Mostram o Poder da Maturidade na Vida e na Carreira

  • forbes estresse carreira
    Carreira

    Por Que Aprender a Gerenciar o Estresse Desde Cedo É Essencial

  • Em passagem pelo Brasil, Viola Davis participou de painel durante o VTEXDay
    Carreira

    Viola Davis: “A Definição de Coragem é Contar a História da Sua Vida”

7 mitos sobre o sucesso

1. Sucesso significa trabalhar sem parar

Acreditar que é preciso trabalhar 80 horas por semana para ser bem-sucedido é um mito comum. Para se tornar um profissional de alto desempenho, o ideal é trabalhar de forma mais inteligente — e não por mais horas. As pessoas mais produtivas do mundo têm o hábito de fazer pausas e até cochilos quando necessário. Para muitos, isso pode parecer preguiça. No entanto, programar momentos diários de descanso traz benefícios comprovados pela ciência.

Em um estudo publicado pelo NIH (National Institutes of Health), agência de pesquisa biomédica dos Estados Unidos, pesquisadores descobriram que pequenas pausas ajudam no aprendizado de novas habilidades. “Nossos resultados sustentam a ideia de que o descanso em estado de vigília desempenha um papel tão importante quanto a prática no aprendizado de uma nova habilidade. Parece ser o período em que nossos cérebros comprimem e consolidam memórias do que acabamos de praticar”, afirma Leonardo G. Cohen, médico e pesquisador sênior do Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e Derrame do NIH.

Anúncio

2. Sucesso é um destino

Se você já disse frases como “vou ser feliz quando eu…”, provavelmente encara o sucesso como um destino. O complemento pode ser “comprar um carro novo”, “conseguir um novo emprego” ou “ganhar meu primeiro milhão”. Na realidade, o sucesso é uma jornada em constante evolução. Alguns chegam a defini-lo como um estilo de vida.

Quando você vê o sucesso como a capacidade de viver o momento presente, pode ser feliz independentemente da fase da vida em que esteja. A chave é se desvincular do resultado final e aprender a apreciar o processo.

3. Fracassar faz de você um fracasso

Não é o fato de fracassar que importa, mas sim como você lida com isso. Em muitos casos, o fracasso é um degrau rumo ao sucesso — especialmente quando você aprende com os erros. Para ressignificar o fracasso, encare-o como uma experiência de aprendizado. Ao tratá-lo como um momento educativo, você adota uma mentalidade de crescimento. Assim, passa a ter a chance de refinar sua estratégia, se recuperar dos desafios e continuar evoluindo.

4. Pessoas bem-sucedidas não sentem medo

Muita gente acredita que, para ter sucesso, é preciso ser destemido. Isso não poderia estar mais longe da verdade. A chave do sucesso é saber administrar o medo para que ele não atrapalhe seus objetivos. O medo pode ser paralisante, mas, quando bem gerenciado, pode impulsionar o sucesso.

Anúncio

Pessoas bem-sucedidas geralmente lidam com o medo reconhecendo sua existência e agindo apesar dele. O medo é uma emoção humana normal. Ao aceitá-lo, em vez de evitá-lo, você aprende a reformular pensamentos negativos e a focar nos benefícios potenciais de suas ações.

5. Pessoas bem-sucedidas nunca desistem

Embora o sucesso dependa de perseverança, a chamada “garra” existe em um espectro. Em excesso, ela pode ser prejudicial e impedir que você reconheça quando é hora de seguir em frente. É o que aponta a autora e psicóloga clínica Melanie McNally.

Em sua pesquisa, McNally identificou o lado negativo da inflexibilidade. Se você está tão focado em um objetivo por causa do tempo e do esforço investidos que ignora uma oportunidade melhor, pode estar sendo “persistente demais”. Com isso, continua no mesmo caminho, sente-se desmotivado e pode acabar tendo um burnout. Às vezes, ter sucesso significa reconhecer que é hora de deixar um objetivo para trás e buscar um novo desafio. Ao se dar tempo e espaço, você se abre para novas experiências.

6. Pessoas bem-sucedidas focam em suas fraquezas

Ao contrário do que muitos acreditam, para alcançar bons resultados você deve focar em seus pontos fortes — e não em suas fraquezas. Se você se concentrar apenas no que faz mal, nunca atingirá seu potencial. Mas, se construir sua carreira com base em seus pontos fortes, terá mais chances de sucesso.

Anúncio

Pontos fortes não são apenas coisas em que você é bom, mas aquilo em que você se destaca e gosta de fazer. Pergunte a si mesmo:

  • Você gosta de fazer isso?
  • Isso te dá energia?
  • Você perde a noção do tempo enquanto faz?

Se a resposta for “sim” para todas, trata-se de uma força única que vale a pena desenvolver. Para crescer pessoal e profissionalmente, invista no que você faz bem de forma natural.

7. Autoestima é um pré-requisito para o sucesso

Embora pareça contraditório, a baixa autoestima pode ser um forte motor para o desejo de sucesso. Uma das razões é que essas pessoas acreditam que seu valor está ligado às conquistas. Elas não se sentem bem consigo mesmas se não estiverem trabalhando duro ou realizando algo. Por isso, frequentemente precisam de provas constantes ou reconhecimento para se sentirem valorizadas.

Alguns dos autores, artistas e líderes mais famosos da história lidaram com a autossabotagem e a dúvida. Michelangelo, por exemplo, duvidou de sua capacidade de pintar a Capela Sistina porque se considerava, acima de tudo, um escultor. Apesar disso, ele acabou alcançando seu objetivo.

Independentemente da sua definição, o sucesso exige consistência, resiliência e determinação. Nunca é tarde para perseguir seus sonhos. Apenas lembre-se: antes de tudo, você precisa se permitir imaginar seu grande objetivo. Depois disso, pode se motivar para buscá-lo.

Anúncio

*Caroline Castrillon é colaboradora da Forbes USA. Ela é mentora de liderança corporativa e ajuda mulheres a lidar com mudanças em suas carreiras.

Escolhas do editor

  • rubens menin
    Carreira

    Rubens Menin: “Negócio Bom Tem Propósito, Escala e Futuro”

  • Mega da Virada / Loteria / Mega-Sena
    Escolhas do editor

    Mega da Virada: Os Números Mais Sorteados em 16 Anos

  • Neozelandês de 31 Anos Está Transformando a Pecuária com Coleiras Inteligentes para Vacas
    Escolhas do editor

    Neozelandês de 31 Anos Revoluciona a Pecuária com Coleiras Inteligentes para Vacas

  • Escolhas do editor

    IA Criou Mais de 50 Novos Bilionários em 2025

  • Rebeca Mello/Getty Images
    Escolhas do editor

    TRXF11 Capta R$ 3 Bilhões na Maior Emissão da História dos FIIs na B3

  • Escolhas do editor

    Lista Forbes Under 30 2025: Veja Destaques das 15 Categorias

O post 7 Mitos Que te Impedem de Alcançar o Sucesso apareceu primeiro em Forbes Brasil.

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo

Negócios

Como Criar Resoluções de Ano Novo Que Realmente Funcionam

Redação Informe 360

Publicado

3 dias atrás

no

02/01/2026

Por

Redação Informe 360

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Com a chegada do ano novo, é natural começar a pensar em tudo o que você quer fazer, experimentar e mudar. Na sua lista de resoluções para 2026, podem aparecer mais do que os objetivos habituais, como se exercitar regularmente. Neste ano, você pode decidir elevar o nível, assumindo desafios maiores — como correr uma maratona, conquistar um cargo mais alto, aprender francês, praticar paraquedismo e ler um livro por semana.

Mas existe um obstáculo importante: o tempo. Ninguém dispõe de horas ilimitadas para dar conta de tudo. Em vez de se frustrar, é preciso direcionar seu tempo e sua energia para aquilo que é prioritário. O resultado serão resoluções mais eficazes, que tragam aprendizados e avanços concretos em 2026.

Leia também

  • Forbes Saúde

    3 Formas Eficazes de Cumprir Suas Metas de Ano Novo em 2026

  • Forbes Saúde

    4 Grandes Mudanças na Vida Que te Transformaram em 2025

  • O Melhor Champagne do Mundo Segundo o Champagne & Sparkling Wine World Championships 2025
    Forbes WSB – Wine, Spirits and Beers

    O Melhor Champagne do Mundo Segundo o Champagne & Sparkling Wine World Championships 2025

  • ForbesLife

    As 10 Melhores Cidades do Mundo para Comemorar o Ano Novo, Segundo Estudo

  • Patricia Bonaldi, fundadora da PatBo
    Forbes Mulher

    Os Rituais de Ano Novo de Mulheres de Sucesso

  • ForbesLife

    De Bezos a Eric Schmidt: os Iates dos Bilionários Que Passam as Festas no Caribe

Como otimizar seu plano para 2026 dentro da semana

Independentemente da sua profissão, de onde você mora, do quão produtivo você é ou de quantas tarefas consegue fazer ao mesmo tempo, você enfrenta o mesmo limite de tempo que todo mundo: 168 horas em uma semana. Esse dado imutável exige que você priorize, especialmente nas áreas em que deseja evoluir mais. Caso contrário, corre o risco de fracassar e se juntar à maioria das pessoas que abandona as resoluções logo após um ou dois meses. Mas este ano pode ser diferente.

Tudo começa com uma grade simples, com quatro colunas: “1. Atividade”, “2. Horas Desejadas”, “3. Horas Reais” e “4. Diferença”.

Anúncio

Em “Atividade”, liste onde você costuma gastar seu tempo — como trabalho, momentos com família e amigos, exercícios e sono, lazer e leitura, espiritualidade, e voluntariado ou impacto social. Essa lista deve refletir como sua vida é hoje.

Uma grade semanal de alocação de tempo ajuda a visualizar como suas 168 horas estão sendo realmente utilizadas e onde suas prioridades podem estar desalinhadas.

Em seguida, pense nas “Horas Desejadas” — quanto tempo você gostaria de dedicar a cada atividade por semana, de acordo com a importância que ela tem para você. Se a soma ultrapassar 168 horas, ajuste até contemplar 100% do seu tempo.

Agora vem o verdadeiro choque de realidade. Registre, ao longo de algumas semanas, quantas horas você realmente dedica a cada atividade. Ao comparar as horas desejadas com as horas reais, é natural que haja variações semana a semana. Por exemplo, se você viajar a trabalho em uma semana, passará muito mais tempo trabalhando e menos com família e amigos. Na semana seguinte, talvez tire um dia de folga e o tempo com pessoas queridas aumente. Ou então, maratonar séries pode consumir muito mais horas do que você gostaria de admitir.

Anúncio

Ao encarar essa realidade sobre como você usa suas 168 horas, fica claro que, para adicionar tempo a qualquer atividade — como meditar ou aprender um novo idioma — será necessário retirar tempo de outra.

Transforme suas resoluções de ano novo em um plano de ação

As resoluções podem começar como uma lista de desejos, mas se transformam em um plano de ação por meio da autorreflexão. Além de ser uma prática saudável e útil para estimular o autoconhecimento, ela é a base de uma liderança orientada por valores, capaz de melhorar a qualidade da sua vida pessoal e profissional.

Veja quatro formas pelas quais a autorreflexão pode tornar suas resoluções mais eficazes:

1. Reflita sobre suas prioridades

Afaste-se do ruído e das distrações e faça perguntas para entender o que realmente importa:

Anúncio
  • Quais são meus valores? Quais são minhas prioridades?
  • Se digo que algo é prioridade (como família ou saúde), estou realmente dedicando tempo suficiente a isso?
  • Onde existe um desalinhamento entre o que digo e o que faço?

Quinze minutos de autorreflexão já são suficientes para enxergar suas prioridades com mais clareza — e avaliar o quanto você as respeita na prática.

2. Estabeleça metas que façam sentido

Com a ajuda da autorreflexão, você consegue definir metas realistas e alcançáveis. Exercitar-se com mais regularidade é uma resolução comum. Em vez de criar expectativas irreais — como ir à academia por duas horas, sete dias por semana — que tal começar com treinos de uma hora, três vezes por semana? Pode parecer pouco diante de um plano grandioso, mas metas realistas são muito mais eficazes para criar hábitos saudáveis.

O mesmo vale para a carreira. Talvez este seja o ano em que você quer um cargo maior, mais dinheiro ou mais responsabilidades. Em vez de tentar dar um único grande salto, trace um plano com projetos desafiadores, mentorias e conversas frequentes com seu gestor sobre metas e acompanhamento. Assim, além de buscar a promoção, você estará mais preparado quando ela acontecer.

3. Foque no progresso, não na perfeição

Metas precisam ser ambiciosas o suficiente para gerar impacto, mas possíveis de serem alcançadas. Imagine que você lidera uma divisão de R$ 20 milhões e quer chegar a R$ 100 milhões em faturamento anual. Para isso, é necessário um plano — por exemplo, crescer 50% no ano seguinte, alcançando R$ 30 milhões. Com esse impulso, o crescimento pode continuar até atingir o objetivo maior. O mesmo raciocínio vale para metas pessoais, como correr uma maratona: se hoje você corre apenas um ou dois quilômetros, um objetivo intermediário pode ser treinar para uma prova de 5 km, depois 10 km, até chegar à meia-maratona e, eventualmente, à maratona.

4. Se não der certo de primeira, tente novamente (e de novo)

Você decide acordar às 5h30 para meditar por 20 minutos e correr por 40. Porém, já na segunda semana de janeiro, o botão “soneca” vence. Não desista. Use a autorreflexão para entender o que está atrapalhando o plano e como ajustá-lo. Talvez os dias quentes de janeiro sejam melhores para começar apenas com a meditação, deixando a corrida para quando o clima melhorar. Ou talvez você precise de uma companhia.

Anúncio

As resoluções de ano novo serão apenas palavras no papel se não forem realistas e significativas. Com mais consciência sobre suas prioridades e sobre como você realmente usa seu tempo, será possível definir resoluções muito mais eficazes e alcançar aquilo que de fato importa para você.

*Harry Kraemer é colaborador da Forbes USA. Também é professor de liderança na Kellogg School of Management, ex-CEO da Baxter International e autor de best-sellers sobre liderança.

Escolhas do editor

  • rubens menin
    Carreira

    Rubens Menin: “Negócio Bom Tem Propósito, Escala e Futuro”

  • Mega da Virada / Loteria / Mega-Sena
    Escolhas do editor

    Mega da Virada: Os Números Mais Sorteados em 16 Anos

  • Neozelandês de 31 Anos Está Transformando a Pecuária com Coleiras Inteligentes para Vacas
    Escolhas do editor

    Neozelandês de 31 Anos Revoluciona a Pecuária com Coleiras Inteligentes para Vacas

  • Escolhas do editor

    IA Criou Mais de 50 Novos Bilionários em 2025

  • Rebeca Mello/Getty Images
    Escolhas do editor

    TRXF11 Capta R$ 3 Bilhões na Maior Emissão da História dos FIIs na B3

  • Escolhas do editor

    Lista Forbes Under 30 2025: Veja Destaques das 15 Categorias

O post Como Criar Resoluções de Ano Novo Que Realmente Funcionam apareceu primeiro em Forbes Brasil.

Powered by WPeMatico

Anúncio
Continuar Lendo

Negócios

Em 2026, Alinhe Suas Ações Aos Seus Valores

Redação Informe 360

Publicado

4 dias atrás

no

01/01/2026

Por

Redação Informe 360

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Com frequência reconhecemos isso quando vemos nos outros: a distância entre o que as pessoas dizem valorizar e a forma como de fato se comportam.

Talvez seja um subordinado direto que afirma querer progredir na carreira, mas não tomou nenhuma iniciativa para se desenvolver. Ou um chefe que escreve “minha porta está sempre aberta”, mas segue cancelando reuniões individuais.

Leia também

  • Brain Rot saúde mental
    Forbes Tech

    Por Que o YouTube se Tornou a Principal Fonte sobre Saúde Mental para Jovens Adultos?

  • Forbes Saúde

    Ressentimentos Ocultos Que Relacionamentos Longos Carregam

  • Forbes Saúde

    Como Quebrar Ciclos Emocionais e se Abrir para o Amor Verdadeiro

  • Escolhas do editor

    Idosos Solitários Estão Recorrendo a Robôs de IA para Companhia

  • Especialistas veem o “Gen Z Stare” como reflexo da falta de interações sociais durante os anos formativos da Geração Z
    Carreira

    O Que o “Gen Z Stare” Revela sobre Desconexão no Trabalho

  • Forbes Saúde

    Os Perigos do “Efeito de Vida Paralela”

Ou ainda uma equipe de projeto cujos integrantes concordam que o grupo deveria ser um “espaço seguro” para novas ideias, mas em que todas as reuniões são dominadas por vozes mais seniores e a contribuição real dos demais é rara.

O relatório Worklife Trends 2026, do Glassdoor, mostra o quanto essa lacuna entre valores e ações está moldando a experiência de trabalho. Menções a desalinhamento em avaliações de funcionários sobre a alta liderança dispararam: o uso do termo “desalinhado” cresceu 149% de 2024 para 2025.

Anúncio

Outros sinais de desconexão, como palavras associadas a “falha de comunicação” com aumento de 25%, “desconfiança” com alta de 26% e “hipocrisia” com crescimento de 18%, também se intensificaram, evidenciando um distanciamento crescente entre o que os funcionários esperam e o que vivenciam na gestão.

Os funcionários não estão apenas descrevendo atritos organizacionais. Eles estão sinalizando algo mais profundo: a erosão da confiança quando líderes deixam de agir de acordo com os valores que afirmam defender.

Esse cenário ocorre em um contexto no qual esgotamento, excesso de trabalho, tensões interpessoais e mudanças impulsionadas pela inteligência artificial no escopo das funções e na segurança do emprego já estão pressionando o limite emocional das pessoas.

Quando o ambiente externo é difícil, o desalinhamento de valores torna tudo ainda mais pesado. As pessoas recorrem à liderança formal e informal para dar sentido à ambiguidade, oferecer direção quando o caminho não está claro e sustentar o funcionamento saudável quando ansiedade, tensão e dificuldades se impõem.

Anúncio

Os valores são um dos poucos pontos de ancoragem estáveis de que líderes dispõem, o que torna este um bom momento para avaliar o alinhamento entre valores e ações.

Liderança e compromisso

James March, um dos fundadores do campo do comportamento organizacional, oferece uma lente poderosa em parceria com Johan Olsen: líderes agem segundo uma lógica de consequência ou uma lógica de adequação.  A segunda é fundamentada em identidade, papéis e compromissos, e não em resultados calculados.

A lógica de consequência funciona como um cálculo de custo-benefício. Escolhemos a opção que promete o melhor retorno, mais receita, menos risco, execução mais simples. Grande parte de nossas decisões diárias segue essa lógica, que é plenamente funcional.

A lógica do compromisso é diferente. Agimos porque a escolha é coerente com quem somos, com nossos valores mais profundos e nossa identidade. O ponto de referência não é o retorno imediato, mas o alinhamento. Fazemos porque é a coisa certa a fazer, mesmo quando as consequências são incertas ou desconfortáveis.

Anúncio

Nem sempre é possível identificar qual lógica está em jogo a partir de uma única decisão. Duas pessoas podem fazer a mesma escolha de carreira por motivos completamente distintos. As motivações se revelam em padrões ao longo do tempo.

É por isso que isso importa para o alinhamento de valores: valores só se tornam combustível para a liderança quando se transformam em compromissos, obrigações conscientes e relevantes que você assume. Esses compromissos funcionam como um contrato não escrito com os outros.

Tornam suas escolhas mais previsíveis, o que constrói confiança e reduz o custo de coordenação ao seu redor. Quando as pessoas sabem que podem contar com você para manter uma posição, tornam-se mais dispostas a investir, assumir riscos e seguir sua liderança.

Os líderes mais inspiradores são ancorados no compromisso. Pense em figuras que agiram movidas por obrigações com ideais, e não por ganhos pessoais. O compromisso não substitui a execução. Ainda é necessário organizar, comunicar e entregar.

Anúncio

Mas ele é o ponto de partida. Sob pressão, o compromisso mantém palavras e ações alinhadas. Esse alinhamento visível sustenta a confiança e convida outros a se engajarem.

Como esclarecer seus valores

Priorizar valores antes das escolhas aumenta a probabilidade de comportamentos coerentes com eles. E alinhar valores às ações fortalece a credibilidade. Um estudo conduzido por pesquisadores da Columbia Business School e da William & Mary Business School sobre “afirmação de valores” mostra que líderes que conscientemente fundamentam suas decisões em seus valores são percebidos como mais autênticos por colegas e liderados.

Se você não esclareceu seus valores recentemente, ou nunca, este é um bom momento para fazê-lo. As conversas de Adam Grant e Brené Brown sobre repensar convidam você a tratar valores como hipóteses de trabalho: escrevê-los, testá-los diante de dilemas reais, buscar deliberadamente feedback que os questione e refinar a linguagem até que ela reflita comportamentos pelos quais você está disposto a ser cobrado.

Aqui estão alguns exercícios adicionais para experimentar:

O workbook Dare to Lead, de Brené Brown, transforma essa ideia em prática ao começar com uma lista ampla de valores possíveis, reduzir para dois valores inegociáveis, definir como cada um se manifesta na prática, identificar comportamentos “escorregadios” que os enfraquecem e assumir pequenos compromissos diários.

Anúncio

O Co-Active Training Institute, que integra formação em coaching com desenvolvimento de liderança, oferece um exercício estruturado de descoberta que começa com uma lista curada de valores, orienta a escolha e a definição pessoal dos principais valores, pede que você avalie o quanto os honra atualmente e ajuda a criar rituais, limites e experimentos para elevar esses indicadores.

O Schwartz Portrait Values Questionnaire utiliza breves descrições de pessoas para mapear suas prioridades dentro de um modelo amplamente estudado, como autodireção, benevolência, realização e segurança, criando uma linha de base que pode ser revisitada ao longo do tempo.

Como Brown e Grant destacam em sua conversa sobre liderar com autenticidade e vulnerabilidade, viver seus valores centrais alimenta coragem, resiliência e liderança autêntica, além de oferecer estabilidade e impulso para alinhar o que você diz ao que faz. Nas palavras de Brown, viver seus valores e lidar com a vulnerabilidade significa ser capaz de estar na incerteza, no risco e na exposição, mantendo-se centrado, lúcido, emocionalmente regulado e capaz de tomar boas decisões.

Liderar todos os dias é desafiador, e a percepção de desalinhamento torna isso ainda mais difícil. Encare 2026 com a coragem e a confiança que nascem de agir de acordo com seus valores. O trabalho contínuo de alinhamento exige esforço, mas é o que torna a liderança autêntica, consistente e sustentável.

Anúncio

Escolhas do editor

  • rubens menin
    Carreira

    Rubens Menin: “Negócio Bom Tem Propósito, Escala e Futuro”

  • Mega da Virada / Loteria / Mega-Sena
    Escolhas do editor

    Mega da Virada: Os Números Mais Sorteados em 16 Anos

  • Neozelandês de 31 Anos Está Transformando a Pecuária com Coleiras Inteligentes para Vacas
    Escolhas do editor

    Neozelandês de 31 Anos Revoluciona a Pecuária com Coleiras Inteligentes para Vacas

  • Escolhas do editor

    IA Criou Mais de 50 Novos Bilionários em 2025

  • Rebeca Mello/Getty Images
    Escolhas do editor

    TRXF11 Capta R$ 3 Bilhões na Maior Emissão da História dos FIIs na B3

  • Escolhas do editor

    Lista Forbes Under 30 2025: Veja Destaques das 15 Categorias

Web Stories

  • grecia

    Os 10 Melhores Países para Morar no Exterior em 2026

  • 5 Joias do Uísque Escocês Que Valem a Pena Provar

    5 Joias do Uísque Irlandês Que Valem a Pena Provar

  • aumento salarial

    4 Passos para Negociar um Aumento Salarial

  • Os Pilotos Mais Bem Pagos da Fórmula 1 em 2025

O post Em 2026, Alinhe Suas Ações Aos Seus Valores apareceu primeiro em Forbes Brasil.

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo
Anúncio
  • Recente
  • Popular
  • Vídeos
Saúde8 horas atrás

O que é Sarcopenia, problema enfrentado por usuários do Ozempic e Mounjaro?

Tecnologia8 horas atrás

Por que focas dão tapas na própria barriga?

Internacional1 dia atrás

Trump indica diálogo com vice e descarta líder da oposição venezuelana

Negócios1 dia atrás

7 Mitos Que te Impedem de Alcançar o Sucesso

Tecnologia1 dia atrás

7 insetos encontrados no corpo humano durante uma colonoscopia

Cidades2 anos atrás

Eleições 2024: quem são os pré-candidatos a prefeito de SFI; Confira

Entretenimento4 anos atrás

Sexo em banheiro público, embaixo do viaduto e chifruda: Simaria conta tudo

Justiça3 anos atrás

Advogados ganham liminar que garante licença maternidade remunerada para mãe não gestante em união homoafetiva

Fé2 anos atrás

Domingo de Páscoa celebra a ressurreição de Jesus Cristo

Cultura3 anos atrás

Luciano Huck anuncia morte de um dos participantes de quadro do Domingão

Em Alta

  • Tecnologia1 semana atrás

    Os 10 melhores jogos do Nintendo Switch 2 para você curtir nestas férias

  • Tecnologia1 semana atrás

    Conheça a “vida estranha” que mora nas profundezas do Ártico

  • Saúde1 semana atrás

    Tomar café todo dia faz bem ou mal para sua saúde?

  • Tecnologia1 semana atrás

    O que é rabdomiólise? Entenda por que a urina ficou preta depois de treinar

  • Tecnologia5 dias atrás

    7 alimentos da Amazônia que fazem bem à saúde

  • Negócios5 dias atrás

    Dança das Cadeiras: As Principais Movimentações Executivas de 2025

  • Negócios1 semana atrás

    Rubens Menin: “Negócio Bom Tem Propósito, Escala e Futuro”

  • Geral6 dias atrás

    Copacabana promete drones e queima de fogos mais longa na virada

Informe 360

Copyright © 2023 - Todos os Direitos Reservados

Vá para versão mobile