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Cientistas identificam novo risco associado a nanoplásticos

Redação Informe 360

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Pedaços de plástico com menos de mil nanômetros de diâmetro são conhecidos como nanoplásticos — apesar de sua miudeza, os danos ao meio ambiente e à saúde humana podem ser potencialmente perigosos.

Um novo estudo da Universidade Nacional Cheng Kung (Taiwan) descobriu que o consumo de nanoplásticos pode comprometer a integridade intestinal em camundongos, alterando as interações entre o microbioma intestinal e o hospedeiro.

Até então, as pesquisas se concentravam apenas em como a absorção afetava a microbiota intestinal, mas sem explorar efeitos subjacentes. Os resultados mais recentes foram publicados na revista Nature Communications.

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Acúmulo de partículas no intestino está ligado à expressão alterada de duas proteínas (Imagem: Kriengsak Tarasri/iStock)

Nanoplásticos: descoberta inédita

  • Utilizando sequenciamento de RNA, análise transcriptômica e perfil microbiano, a equipe analisou os efeitos de nanoplásticos de poliestireno no microambiente intestinal de camundongos;
  • Eles descobriram que o acúmulo dessas partículas no intestino estava ligado à expressão alterada de duas proteínas envolvidas na integridade da barreira intestinal (ZO-1 e MUC-13), o que poderia prejudicar a permeabilidade intestinal;
  • Além disso, os nanoplásticos de poliestireno criaram desequilíbrio na microbiota intestinal ao alterar a secreção de exossomos pelas células caliciformes intestinais, proliferando a bactéria Ruminococcaceae — associada à disfunção gastrointestinal;
  • Outra preocupação é com a possível “captação” de nanoplásticos pela bactéria Lachnospiraceae, que podem secretar vesículas extracelulares, inibindo a secreção de muco intestinal.
Nanoplásticos de poliestireno criam desequilíbrio na microbiota intestinal (Imagem: peshkov/iStock)

“Este estudo é o primeiro a demonstrar que partículas de plástico podem interferir no microRNA transportado por vesículas extracelulares entre células intestinais de camundongos e micróbios intestinais específicos, interrompendo a comunicação hospedeiro-micróbio e alterando a composição microbiana de maneiras que podem prejudicar a saúde intestinal dos camundongos”, afirma Wei-Hsuan Hsu, primeiro autor do estudo.

Leia mais:

  • Seu intestino fala: por que cuidar dele melhora seu corpo e mente
  • A Ciência acaba de encontrar um uso para os terríveis microplásticos
  • Microplásticos podem ameaçar as plantas

Pesquisa com limitações

Apesar de os mecanismos revelados neste estudo fornecerem insights cruciais sobre como os nanoplásticos afetam a saúde intestinal, os autores ponderam que a pesquisa tem limitações, já que camundongos e humanos diferem em seus perfis microbianos intestinais.

Autores pedem novas pesquisas para analisar efeitos na saúde humana (Imagem: magicmine/iStock)

Por isso, são necessários estudos de exposição a longo prazo e de dose-resposta para inferir diretamente sobre os riscos de nanoplásticos à saúde humana. A equipe desenvolveu um simulador que pode ajudar a compreender essa dinâmica futuramente.

“Os níveis de exposição utilizados neste estudo foram muito superiores aos normalmente encontrados em humanos. Portanto, o público não precisa se preocupar excessivamente nem fazer mudanças imediatas em sua dieta com base nessas descobertas”, escrevem.

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AGU muda de ideia e pede ao STF que derrube marco legal das bets

Redação Informe 360

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A Advocacia-Geral da União (AGU) mudou de posição sobre a regulamentação das apostas online e pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que declare inconstitucional o núcleo das leis que permitiram e disciplinaram a exploração das chamadas bets no Brasil.

A manifestação foi apresentada nesta sexta-feira (2) em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) relatada pelo ministro Luiz Fux. A mudança ocorre uma semana depois de o governo editar uma medida provisória que proibiu a exploração, a oferta e a publicidade das apostas de quota fixa em todo o território nacional.

Em manifestação anterior, apresentada em outra ação sobre o tema, a AGU havia defendido que a legislação era “ainda constitucional, sujeita a processo de progressiva inconstitucionalização”. Na ocasião, o órgão argumentou que a regulamentação era recente e que seus efeitos ainda precisavam ser acompanhados.

Agora, a Advocacia-Geral afirma que o período de monitoramento mostrou que as medidas adotadas pelo Executivo não foram suficientes para corrigir as fragilidades do modelo.

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Segundo a nova manifestação, os indicadores disponíveis apontam para a persistência e o agravamento de danos que a legislação deveria evitar. Entre os problemas citados estão impactos sobre a saúde pública, o endividamento das famílias, a proteção dos consumidores e a utilização das plataformas de apostas para lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas.

Impactos sobre saúde e famílias

  • A AGU cita informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social sobre os efeitos das apostas;
  • “Informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social apontam impactos sobre insegurança alimentar, endividamento e vulnerabilidade, além da fragilização de vínculos familiares e sociais”, afirma o documento;
  • A manifestação também menciona crescimento de 140% nos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados ao jogo patológico e à mania de jogos e apostas entre 2018 e 2025;
  • Outro dado citado pelo órgão é uma estimativa de que as apostas tenham retirado aproximadamente R$ 62,5 bilhões dos orçamentos familiares em 2025;
  • Ao final da manifestação, a AGU pede que o STF declare inconstitucionais os dispositivos das leis de 2018 e 2023 que formam a base jurídica da exploração das apostas de quota fixa no país.
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, com a estátua da Justiça em primeiro plano
AGU cita informações apresentadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social sobre os efeitos das apostas em sua solicitação ao STF – Imagem: Patricia dos Santos / Shutterstock

Quais leis estão em discussão

A manifestação questiona dispositivos de duas leis federais que estruturaram o mercado de apostas de quota fixa. A primeira é a Lei nº 13.756/2018, aprovada pelo Congresso e sancionada durante o governo de Michel Temer. A norma criou a modalidade de aposta de quota fixa no Brasil.

A AGU pede que sejam declarados inconstitucionais os artigos 29 a 35 da legislação, responsáveis por instituir a modalidade e estabelecer regras relacionadas à sua exploração.

A segunda é a Lei nº 14.790/2023, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A norma regulamentou o setor, estabelecendo regras para autorização das empresas, funcionamento das plataformas, publicidade, direitos dos apostadores, prevenção à lavagem de dinheiro e mecanismos de jogo responsável.

Na avaliação atual da AGU, porém, esse conjunto de regras não criou salvaguardas suficientes para conter os riscos associados às apostas.

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O órgão afirma que, mesmo depois das medidas complementares adotadas pelo Executivo a partir de 2024, permaneceram problemas relacionados à saúde, ao endividamento das famílias, à publicidade e ao mercado clandestino.

Leia mais:

  • Fim das Bets e do ‘Jogo do Tigrinho’: veja o que fazer agora
  • Pix: transações caem 10% após proibição de bets
  • Fim das bets: governo quer bloqueio de 5,2 mil sites de apostas ilegais

Pedido é diferente da ação contra a proibição das bets

A manifestação da AGU ocorre em ação que discute a própria base legal das apostas de quota fixa e é diferente dos processos que questionam diretamente a medida provisória editada pelo governo na semana passada. A MP proibiu a exploração, a oferta e a publicidade das apostas de quota fixa em todo o país.

Entidades do setor também recorreram ao STF contra a medida provisória. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) pediram a suspensão da proibição.

Segundo a AGU, o órgão ainda apresentará uma manifestação específica nessas ações quando for formalmente intimado.

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Confira o Olhar Digital News na íntegra (01/10/2026)

Redação Informe 360

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Veja os destaques do Olhar Digital News desta quinta-feira (01/10).

Aconteceu de novo: agentes de IA tentaram invadir site do governo do Canadá

A empresa de pesquisa em inteligência artificial Transluce revelou que agentes de IA tentaram acessar um site ligado ao governo do Canadá. As investidas ocorreram em 28 de maio e 9 de junho, sem indicação de que os sistemas públicos tenham sido comprometidos.

Redes sociais são vistas como ameaça à democracia, revela pesquisa

Um número crescente de pessoas acredita que as redes sociais manipulam e dividem a população. É o que revela uma pesquisa do Pew Research Center divulgada nesta quinta-feira (01). Segundo o levantamento, cidadãos de países mais ricos tendem a ter uma percepção pior das plataformas.

SpaceX lança chips de IA do Google em teste para futuros data centers espaciais

A SpaceX lançou, nesta quinta-feira (01), um protótipo de satélite equipado com chips de inteligência artificial do Google. O dispositivo foi enviado à órbita a bordo de um foguete Falcon 9 durante a missão Transporter-18, realizada a partir da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia.

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NASA e SpaceX lançam astronautas à Estação Espacial Internacional

A NASA e a SpaceX lançaram nesta quinta-feira (01) a missão Crew-13. Com destino à Estação Espacial Internacional, ela decolou da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, por volta de 12h11, pelo horário de Brasília.

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Eleições: posso perguntar para a IA em que votar?

Redação Informe 360

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Em meio a planos de governo extensos, sabatinas diárias e um volume avassalador de propagandas políticas, a tentação de buscar um atalho é grande. Para a parcela de indecisos que costuma deixar a escolha para a reta final, o celular oferece uma consulta rápida e tentadora: pedir uma indicação direta aos assistentes virtuais de Inteligência Artificial.

Mas o que esses chatbots de IA realmente podem responder nessas horas? O Olhar Digital News desta quarta-feira (30) convidou Ricardo Souza, advogado especialista em direito digital, para analisar o que pode e o que não pode.

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