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De P. Diddy a Joe Biden: os Maiores Fracassos de Carreira de 2024

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Uma queda significativa no preço das ações, acusações criminais ou até mesmo erros estratégicos podem causar o colapso de uma carreira de sucesso.
Abaixo está nossa lista anual dos maiores fracassos de carreira de 2024, organizada em ordem alfabética. Também compilamos uma lista dos retornos mais marcantes, com líderes empresariais que, graças a alianças políticas, recuperação no mercado de ações e investimentos milionários, estão novamente no topo.
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Joe Biden
O presidente de 82 anos em breve deixará a Casa Branca. Apesar de seu histórico econômico invejável e do desempenho impressionante do mercado de ações, a tentativa de reeleição de Biden foi marcada por controvérsias, com eleitores e membros do Partido Democrata pedindo sua renúncia. Uma performance desastrosa no primeiro debate presidencial do último ano marcou o início do fim para Biden. Isso levou a vice-presidente Kamala Harris a assumir a candidatura presidencial democrata, sendo derrotada de forma decisiva por Donald Trump.
Dave Calhoun
Quando Dave Calhoun depôs em junho de 2024 perante legisladores sobre problemas de segurança com o Boeing 737 Max, ele começou pedindo desculpas às famílias das vítimas dos acidentes com aviões da Boeing, antes de detalhar as falhas no processo de fabricação e admitir que os denunciantes da empresa foram retaliados. O CEO de 68 anos já havia anunciado que deixaria o cargo até o final do ano, mas em julho, um novo CEO, Kelly Ortberg, já estava no comando.
Calhoun foi contratado como CEO em 2020 para reverter a situação da Boeing após dois acidentes fatais que mataram 346 pessoas. No entanto, a empresa continuou enfrentando problemas de segurança e fabricação. No primeiro semestre de 2024, um incidente envolvendo uma porta que se abriu em pleno voo em um Boeing 737 Max 9 provocou audiências no Senado dos EUA e auditorias que expuseram falhas de controle de qualidade. Em março, um denunciante da empresa foi encontrado morto. Em julho, a Boeing se declarou culpada por enganar o governo americano sobre questões de segurança, mas um juiz federal do Texas rejeitou o acordo. Os problemas da Boeing persistiram, com um de seus aviões 737-800, operado pela Jeju Air, da Coreia do Sul, caindo no final de dezembro.
Sean Combs (P. Diddy)
A carreira do produtor musical, rapper e empresário do hip-hop Sean Combs, também conhecido como P. Diddy, entrou em colapso após uma série de acusações de abuso e tráfico sexual. Combs foi preso pela primeira vez em setembro do ano passado, acusado de tráfico sexual, conspiração para extorsão e transporte para prostituição em Nova York. Ele se declarou inocente, mas passou o Natal em uma prisão federal no Brooklyn, onde permanecerá até o julgamento, marcado para maio.
No auge de sua carreira, Combs acumulava uma fortuna de US$ 740 milhões (R$ 4,5 bilhões) em 2019, com empresas de moda, fragrâncias e uma parceria com a vodka Ciroc. Em junho, após gastos com honorários legais e o impacto em sua reputação, sua fortuna foi estimada em US$ 400 milhões.
Em 2023, o vencedor de três Grammys recebeu o MTV Global Icon Awards. No auge de sua carreira, o superastro do rap tinha em seu portfólio profissional a gravadora Bad Boy Records e vários negócios de lifestyle, incluindo linhas de moda e fragrâncias, uma parceria com a vodka Ciroc e uma rede de TV. No total, a Forbes estimou sua fortuna em US$ 740 milhões (R$ 4,5 bilhões) em 2019. Em junho de 2024, após pagar taxas legais e com o impacto na reputação de suas marcas, a seu patrimônio foi avaliado em US$ 400 milhões (R$ 2,4 bilhões).
Matt Gaetz
O deputado da Flórida Matt Gaetz, de 42 anos, foi indicado pelo presidente eleito Donald Trump a Procurador-Geral dos EUA. No entanto, a indicação foi ofuscada por uma investigação da Comissão de Ética da Câmara sobre acusações de sexo com menores e uso de drogas. Gaetz retirou sua candidatura uma semana depois.
Embora sua carreira política tenha sido abalada, Gaetz já olha além de Washington. Em janeiro, ele estreia um programa noturno no canal conservador One America News Network.
Claudine Gay
A ex-presidente da Universidade de Harvard anunciou sua renúncia no dia 2 de janeiro após enfrentar uma pressão crescente de legisladores e doadores da universidade para que deixasse o cargo ou fosse demitida.
Sua gestão enfrentou duras críticas devido à forma como lidou com o antissemitismo no campus e a acusações de plágio. Os bilionários Bill Ackman e Len Blavatnik se juntaram ao pedido de sua renúncia, com Blavatnik pausando suas doações para a universidade.
Gay – que foi a primeira presidente negra de Harvard e a única segunda mulher negra a liderar uma instituição da Ivy League – assumiu o cargo dois dias depois que a Suprema Corte derrubou a ação afirmativa para admissões universitárias. Sua nomeação foi marcada por alegações de que ela havia obtido o cargo por causa de sua cor de pele. Apesar das críticas que recebeu, ativistas proeminentes saíram em defesa de Gay.
Emad Mostaque
A Stability AI, empresa fundada por Emad Mostaque, foi um gigante no setor de IA generativa, mas a má gestão, incluindo gastos excessivos, fez com que Mostaque perdesse o controle da empresa. Ele renunciou ao cargo de CEO em junho e foi comprado como acionista majoritário em outubro.
A empresa ganhou fama com o Stable Diffusion, modelo de IA que cria imagens, vídeos e músicas a partir de texto. No entanto, o crescimento da startup foi marcado por exageros e falsas promessas, como a criação de modelos de IA personalizados para governos e supostos acordos com empresas como a Amazon. Além disso, houve falhas em impedir que a ferramenta gerasse conteúdo impróprio. A startup ficou sem dinheiro, e pesquisadores importantes pediram demissão.
Pat Gelsinger
Após três anos e meio de resultados abaixo do esperado, Pat Gelsinger deixou o cargo de CEO da Intel. Enquanto concorrentes como Nvidia e AMD aproveitaram o boom da inteligência artificial, a Intel ficou para trás. Durante o último trimestre de Gelsinger, a empresa reportou um prejuízo de US$ 16,6 bilhões (R$ 103 bilhões), o maior de sua história.
Analistas preveem que 2024 será o primeiro ano de prejuízo anual da Intel desde 1986. Além disso, um grupo de acionistas está processando Gelsinger por má gestão da Intel Foundry, subsidiária de fabricação de chips, e exige o reembolso de três anos de salário.
Karen Lynch
A ex-CEO da CVS, uma das mulheres líderes mais poderosas dos EUA, perdeu o cargo após uma sequência de resultados financeiros negativos. Os investidores de Wall Street já estavam perdendo a confiança na liderança de Lynch em agosto, após um período de revisões para baixo das expectativas de lucros. Em outubro, Lynch deixou o cargo de CEO. Ela foi substituída pelo executivo David Joyner.
Dan Schneider
O produtor da Nickelodeon foi alvo de duras críticas após um documentário de março, “Quiet on Set: O Lado Sombrio da TV Infantil” revelar alegações de ambiente de trabalho tóxico e comportamento inadequado com jovens atores. O programa incluiu depoimentos de ex-estrelas infantis e membros da equipe que trabalharam com Schneider ao longo de sua carreira.
Ele se desculpou por seu comportamento, mas processou os produtores do documentário por difamação, afirmando que as acusações de abuso sexual eram falsas. Apesar da controvérsia, Schneider ainda está na ativa com seus projetos, incluindo um filme baseado na série “Henry Danger,” previsto para janeiro de 2025.
Carlos Tavares
Carlos Tavares, ex-CEO da Stellantis, renunciou abruptamente em dezembro devido a divergências com o conselho de administração. Tavares foi criticado por uma abordagem focada em lucros de curto prazo, que levou a cortes de custos, aumento de preços e uma relação tensa com fornecedores e sindicatos.
Sua gestão resultou em cortes de empregos e ameaça de greve pelo sindicato dos trabalhadores automotivos dos EUA. Apesar de seu foco em margens de lucro, a pressão do sindicato e problemas trabalhistas acabaram desgastando sua liderança.
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Os Melhores Filmes Sobre os Maiores Inovadores dos EUA

Muitos inventores americanos lendários alcançaram grande sucesso nos negócios, mas apenas alguns atravessaram a fronteira para o entretenimento com bons filmes sobre suas trajetórias de vida e carreira.
Aqui está uma curadoria de produções inspiradas em inovadores icônicos — e o desempenho que tiveram em premiações e nas bilheterias nos Estados Unidos.
9 filmes sobre grandes inovadores dos EUA
Edison, O Mago da Luz (1940)
Thomas Edison

Três meses depois de Mickey Rooney estrelar “O Jovem Thomas Edison”, em 1940, Spencer Tracy interpretou o “Mago de Menlo Park” em “Edison, O Mago da Luz”. O filme foi indicado ao Oscar de Melhor História Original (mas não ao prêmio de Melhor Roteiro) e arrecadou quase US$ 1,8 milhão (R$ 91,3 milhões) nas bilheterias – cerca de US$ 42 milhões (R$ 217 milhões) em valores atuais.
O Aviador (2004)
Howard Hughes

A aclamada cinebiografia dirigida por Martin Scorsese também destacou os anos de Hughes como produtor de cinema — e foi recompensada com 11 indicações ao Oscar (venceu cinco). Embora Leonardo DiCaprio não tenha levado a estatueta por sua interpretação de Hughes, o longa arrecadou US$ 213 milhões (R$ 1,1 bilhão) nas bilheterias – US$ 365 milhões (R$ 1,8 bilhão) em valores atuais –, o equivalente a cerca de 0,02% do patrimônio que Hughes possuía quando morreu, em 1976 (ajustado pela inflação).
Temple Grandin (2010)
Temple Grandin

Estrelado por Claire Danes e dirigido por Mick Jackson, o filme de 2010 conta a história real de Temple Grandin, que superou as limitações impostas pelo autismo para tornar-se uma reconhecida cientista, conhecida por ter melhorado a eficiência — e a humanidade — dos sistemas de manejo de animais.
Produzido pela HBO, foi um sucesso de crítica e de audiência na TV, ganhando sete prêmios Emmy e um Globo de Ouro para Danes como Melhor Atriz.
A Rede Social (2010)
Mark Zuckerberg

Aaron Sorkin venceu o Oscar pelo roteiro de 2010 sobre os primeiros dias do Facebook, e Jesse Eisenberg foi indicado a Melhor Ator por sua atuação como o imprevisível fundador Zuckerberg. Sabe o que é mais legal do que um filme sobre sua vida? Dois filmes.
Como continuação de “A Rede Social”, que arrecadou US$ 224 milhões (R$ 1,1 bilhão) nas bilheterias – US$ 333 milhões (R$ 1,7 bilhão) em valores atuais – Sorkin está escrevendo e dirigindo a sequência “The Social Reckoning“, estrelado por Jeremy Strong, da série Succession, no papel de Zuckerberg. O filme será lançado em outubro.
Jobs (2013)
Steve Jobs

Assim como Edison, Jobs inspirou duas cinebiografias. A primeira foi “Jobs” (2013), com Ashton Kutcher no papel principal, que arrecadou US$ 42,1 milhões (R$ 217,5 milhões) – cerca de US$ 58 milhões (R$ 299,6 milhões) em valores atuais.
Dois anos depois, Aaron Sorkin voltou ao Vale do Silício para escrever o roteiro de “Steve Jobs” (estrelado por Michael Fassbender), mas o desempenho nas bilheterias não foi melhor: o filme arrecadou apenas US$ 34,4 milhões (R$ 177,7 milhões).
Fome de Poder (2016)
Ray Kroc

Kroc não foi, de fato, o fundador do McDonald’s — esse título pertence aos irmãos Dick McDonald e Mac McDonald —, mas isso não impediu Hollywood de contar a história de como ele transformou a marca como visionário agente de franquias.
Os “Arcos Dourados”, porém, não renderam muito ouro nas bilheterias: “Fome de Poder” arrecadou modestos US$ 24 milhões (R$ 124 milhões) – ou US$ 32 milhões (R$ 165,3 milhões) em valores atuais.
A Guerra dos Sexos (2017)
Billie Jean King

Emma Stone protagoniza o filme dirigido por Jonathan Dayton e Valerie Faris sobre a histórica partida de tênis de 1973, entre a campeã Billie Jean King e o ex-campeão Bobby Riggs (Steve Carell). A tenista impulsionou os esportes profissionais femininos com a criação da Women’s Tennis Association.
Tesla (2020)
Nikola Tesla

O gênio da eletricidade (e das transmissões sem fio) não é tão famoso quanto seu rival, Thomas Edison, mas ainda assim ganhou uma cinebiografia estrelada por Ethan Hawke.
“Tesla”, o filme, entrou em curto-circuito nas bilheterias, arrecadando menos de US$ 500 mil (R$ 2,5 milhões). Já Tesla, o homem, pode se consolar por ter um carro elétrico batizado em sua homenagem.
Deu Match: A Rainha de Apps de Namoro (2025)
Whitney Wolfe Herd

Inspirado na história real de Whitney Wolfe, fundadora do aplicativo de relacionamentos Bumble, “Deu Match” mostra como sua garra e criatividade a impulsionaram no universo masculino da tecnologia. Lançado no streaming Disney+ em 2025, o longa é estrelado por Lily James e dirigido por Rachel Goldenberg.
Veja a lista dos 250 Maiores Inovadores dos EUA aqui.
*Matéria originalmente publicada em Forbes.com e adaptada
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No Ritmo do Carnaval, Veja Como Fazer Seu Cérebro Sair do Modo Trabalho
Você saiu do trabalho às 18h. Então por que ainda está resolvendo problemas profissionais no chuveiro? Foi viajar no feriado, mas não consegue se desligar do trabalho?
A maioria das pessoas descreve o equilíbrio entre vida pessoal e profissional como uma questão de agenda: sair do escritório no fim do expediente, não checar e-mails nos fins de semana, tirar todos os dias de férias.
Mas aqui está o problema: você pode sair do trabalho pontualmente às 18h, mas se está pensando em soluções no banho, revivendo conversas difíceis enquanto prepara o jantar ou ensaiando mentalmente a apresentação do dia seguinte antes de dormir, você não está equilibrado. Você ainda está trabalhando. Seu cérebro nunca bateu o ponto.
O verdadeiro equilíbrio entre vida e trabalho não é sobre gestão do tempo. É sobre algo que os psicólogos chamam de “desligamento psicológico do trabalho”. Isso significa se desconectar mentalmente das atividades, pensamentos, problemas e oportunidades relacionadas ao trabalho durante o tempo livre.
A pergunta não é “Como posso trabalhar menos?”. É “Como posso realmente desligar minha mente quando meu dia de trabalho termina?” Especialistas sugerem alguns hábitos:
Crie rituais que sinalizem ao seu cérebro o fim do dia de trabalho
Se você se desloca até um escritório, o trajeto de volta para casa funciona como uma zona de transição para o cérebro, um sinal automático de que o trabalho acabou. Se trabalha de casa, perdeu essa separação entre os ambientes. Sua mesa da cozinha virou sua mesa de trabalho, e seu cérebro não tem ideia de quando o expediente realmente termina.
Pesquisas sugerem que quem trabalha em home office tem mais dificuldade de se desligar do que quem trabalha presencialmente, justamente por essa razão: não há uma fronteira clara entre o espaço de trabalho e o espaço pessoal.
O ritual não precisa ser elaborado. Escolha algo simples e faça a mesma coisa todos os dias, no mesmo horário. Uma diretora de marketing contou que fecha o laptop, guarda na gaveta e depois dá uma volta no quarteirão antes de “chegar em casa”. Um desenvolvedor de software troca a roupa do “expediente” pela roupa de “fim de tarde” pontualmente às 18h.
Mas quem trabalha no escritório também precisa de rituais. Só porque você saiu fisicamente do prédio não significa que seu cérebro saiu do modo trabalho. Uma gestora fica sentada no carro por dois minutos antes de ligar o motor e olha fotos no celular — nada relacionado ao trabalho. Uma consultora tira o crachá assim que entra no carro e o guarda no porta-luvas — um pequeno lembrete físico de que o dia acabou. O deslocamento já oferece uma vantagem, mas é preciso usá-lo ativamente como transição, e não apenas como tempo passivo entre dois lugares.
Redirecione pensamentos intrusivos sobre o trabalho
Tentar não pensar no trabalho praticamente garante que você continuará pensando nele. Quanto mais você luta contra os pensamentos, mais insistentes eles se tornam.
Dê à sua mente algo que exija atenção de verdade, e não apenas ocupe o tempo. Preparar uma receita nova obriga você a prestar atenção às medidas e ao tempo de preparo; esquentar sobras não. Uma conversa genuína exige escuta e resposta; rolar o feed das redes sociais deixa espaço para a ruminação. Brincar com seus filhos mantém você totalmente presente; apenas ficar de olho neles permite que a mente volte ao trabalho. A chave é substituir momentos passivos por atividades que exijam atenção sem te deixar ainda mais exausto.
Algumas pessoas também utilizam a estratégia da “janela de preocupação”: reservar 15 minutos após o expediente para pensar deliberadamente nas questões de trabalho e anotá-las. Reconhecer os pensamentos, em vez de reprimi-los, facilita deixá-los ir depois.
Avalie a cultura real, não o que o RH diz
Essas estratégias individuais ajudam, mas só funcionam se a cultura da organização permitir. É por isso que o “fit cultural” é tão importante durante a busca por emprego. Você não está avaliando se gosta de mesa de pingue-pongue ou de snacks gratuitos. Está investigando quais são, na prática, os limites em torno do trabalho. Quando as pessoas realmente param de trabalhar? As lideranças dão o exemplo de desconexão ou de disponibilidade constante? Tirar todos os dias de férias é algo incentivado ou silenciosamente penalizado?
Converse com funcionários atuais e pergunte diretamente. Observe o que os líderes fazem, não apenas o que o RH diz na entrevista. Se o vice-presidente envia e-mails à meia-noite e a equipe responde em minutos, essa é a resposta. Se as pessoas mencionam casualmente que trabalham nos fins de semana como se fosse normal, acredite nelas. Um desalinhamento cultural em relação aos limites do trabalho causa problemas reais que força de vontade individual não resolve.
Estabeleça limites mesmo quando você ama o que faz
Mesmo para profissionais altamente motivados, a recuperação é essencial. Pesquisas que analisaram a motivação no trabalho mostram que colaboradores com alta motivação intrínseca tendem a se desligar menos do trabalho, partindo do pressuposto de que seus sentimentos positivos tornam o engajamento constante inofensivo. A diferença é que, nesses casos, quando pensam em trabalho, geralmente é de forma positiva, e não relacionada a estresse.
Ainda assim, seu cérebro precisa de descanso genuíno para manter a criatividade e o desempenho, independentemente de quanto você ame o que faz. Paixão sem limites pode levar ao burnout tanto quanto o ressentimento. A solução não é amar menos o seu trabalho. É reconhecer que até mesmo o engajamento positivo consome energia, e que seu entusiasmo vai durar mais se você incluir períodos reais de recuperação.
A verdadeira medida do equilíbrio entre vida e trabalho não é o horário em que você sai do escritório. É se você consegue parar de pensar no trabalho quando está fora do expediente.
*Andy Molinsky é colaborador da Forbes USA. Ele é especialista em comportamento organizacional, palestrante, professor na Brandeis University e autor de quatro livros.
*Matéria originalmente publicada em Forbes.com
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Controller: O Que Faz o Profissional Entre os Mais Bem Pagos e Demandados
É possível que você não conheça um controller, ou talvez nunca tenha ouvido falar dessa profissão, que está entre os cargos não executivos mais bem remunerados e demandados do país. “O controller atua como um elo entre contabilidade, finanças e gestão, apoiando diretamente a liderança na tomada de decisões baseadas em dados”, explica Daniel Brito, gerente de recrutamento da Robert Half.
Segundo um relatório da empresa global de RH, essa é uma das profissões que mais crescem no Brasil, impulsionada pela pressão crescente das empresas por eficiência, governança, compliance e decisões orientadas por dados. “A posição vive um momento de alta demanda, com um grande volume de contratações efetivas observadas no mercado.”
A questão é que a oferta de profissionais não tem acompanhado esse crescimento. “Existe uma escassez de controllers mais completos, que reúnam domínio técnico, visão estratégica e capacidade de atuar de forma integrada entre contabilidade, área fiscal e gestão.” “O controller se tornou um parceiro direto da liderança, e esse perfil leva tempo para ser formado, o que ajuda a explicar a lacuna existente no mercado.”
Esse desequilíbrio entre demanda e oferta se reflete nos salários, que podem chegar a R$ 40 mil mensais, dependendo do porte da empresa e da senioridade do profissional.
A seguir, Daniel Brito, gerente de recrutamento da Robert Half, explica o que é um controller, detalhando principais funções, potencial de ganhos, progressão de carreira e cursos para se especializar.
O que faz um controller?
O controller é o profissional responsável por assegurar a integridade, a confiabilidade e a leitura estratégica das informações financeiras da empresa. Atua como um elo entre contabilidade, finanças e gestão, apoiando diretamente a liderança na tomada de decisão baseada em dados.
Quais são as funções de um controller?
Entre suas principais atribuições estão o fechamento gerencial, o controle orçamentário, a análise de resultados, o cumprimento de obrigações contábeis, fiscais e de compliance, além do acompanhamento de indicadores. Mais do que reportar números, o controller transforma dados em insights, explicando o que aconteceu, por que aconteceu e quais caminhos a empresa pode seguir a partir disso.
Quais as diferenças entre controller, contador e gerente financeiro?
A diferença está, principalmente, no foco de atuação. O contador é responsável pela conformidade contábil e fiscal, garantindo registros corretos, cumprimento de normas, apuração de impostos e elaboração das demonstrações financeiras. O gerente financeiro, por outro lado, atua na gestão do caixa e da liquidez, cuidando de fluxo de caixa, capital de giro, crédito, relacionamento bancário e execução financeira da estratégia no curto e médio prazo.
Já o controller tem um papel mais transversal e estratégico, integrando contabilidade, finanças e gestão. Enquanto o contador olha para o passado e o gerente financeiro para a execução do presente, o controller conecta essas informações à visão futura do negócio.
Quanta ganha um controller?
De acordo com o Guia Salarial da Robert Half, a remuneração de um controller varia entre R$ 18.050 a R$ 25.650 em pequenas e médias empresas e até R$ 39.850 em grandes companhias. A progressão salarial depende de fatores como nível de senioridade, experiência prévia, certificações, formação acadêmica e porte da empresa.
Qual o potencial de ascensão de cargos iniciais até posições de liderança?
Muitos profissionais iniciam a trajetória em posições como analista financeiro ou contábil e evoluem gradualmente até a controladoria. Com o amadurecimento técnico e estratégico, é comum que avancem para cargos de liderança, como head da área, diretoria, CFO ou posições mais seniores dentro da própria controladoria, a depender da estrutura da empresa.
Inclusive, dentro de finanças e contabilidade, o cargo já figura entre os mais bem remunerados fora do nível executivo, ao mesmo tempo em que oferece forte exposição ao corpo diretivo, conselhos e C-levels.
Qual o perfil de um controller?
Do ponto de vista técnico, o controller precisa ter base sólida em contabilidade, finanças, custos, orçamento, demonstrações financeiras, normas contábeis, tributação e ferramentas de BI (Business Intelligence), que vêm ganhando cada vez mais relevância. No aspecto comportamental, destacam-se pensamento analítico, senso crítico, organização, ética e, sobretudo, capacidade de comunicação. É preciso saber transitar bem entre áreas financeiras e não financeiras, dialogando com diferentes níveis da organização, especialmente com a alta liderança.
Qual a formação acadêmica de um controller?
Os cursos mais comuns são Ciências Contábeis, Administração, Economia e Engenharia, geralmente complementados por pós-graduação ou MBA em Finanças, Controladoria ou Gestão Empresarial. A formação em Contabilidade costuma sair na frente, já que, em muitas empresas, o controller é responsável por assinar o balanço, o que exige CRC ativo.
Quais cursos complementares são indicados para um controller?
O mercado valoriza cursos de pós-graduação em Controladoria, Finanças Corporativas, Gestão Estratégica e Planejamento Financeiro. Certificações e formações práticas, como MBA em Finanças, especialização em IFRS (International Financial Reporting Standards), cursos de FP&A (Financial Planning and Analysis), domínio de Excel, Power BI e sistemas ERP, também são diferenciais relevantes.
O inglês tem se tornado cada vez mais indispensável, especialmente para quem busca oportunidades em empresas de maior porte ou multinacionais. Mais do que o diploma em si, o que pesa é a capacidade de aplicar esse conhecimento no dia a dia da empresa.
Como fazer uma transição de carreira para controller?
Uma transição bem-sucedida passa por três pilares. O primeiro é o fortalecimento da base técnica, especialmente em contabilidade, análise de custos, orçamento e demonstrações financeiras. O segundo é a experiência prática. Assumir projetos, funções temporárias, posições híbridas ou de apoio à controladoria ajuda a desenvolver o “mão na massa” que o mercado exige. O terceiro pilar é a visão de negócio. As empresas buscam controllers que entendam como as decisões operacionais e estratégicas impactam os resultados financeiros, indo além do fechamento de números.
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