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Saúde

Chá verde emagrece mesmo? Veja o que diz a ciência

Redação Informe 360

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Quem busca emagrecer muitas vezes procura soluções rápidas para acelerar esse processo. Entre os métodos mais populares está o chá verde, uma bebida bastante conhecida por quem quer perder peso.

Mas será que o chá verde realmente ajuda no emagrecimento? E como essa bebida age no organismo? Neste artigo, explicamos como o chá verde funciona e se ele pode ser um aliado eficaz na perda de peso.

Tomar chá verde realmente emagrece?

Chá verde refrescante em xícara sobre mesa de madeira, visão superior. / Crédito: New Africa (Shutterstock)

O chá verde contém substâncias como catequinas e cafeína, que podem elevar ligeiramente o gasto calórico (em média, cerca de 4%) e aumentar a queima de gordura por algumas horas. Esse efeito termogênico, porém, é modesto e bastante variável, pois depende de fatores como:

  • A quantidade de chá ingerida;
  • A sensibilidade individual à cafeína;
  • A prática regular de exercícios físicos;
  • A qualidade da alimentação.

Em alguns casos, o consumo de 3 a 7 xícaras de chá verde por dia, aliado a uma dieta hipocalórica e atividades físicas, pode contribuir para a redução de peso. No entanto, se o restante do estilo de vida não favorece um déficit calórico, o impacto do chá verde na balança tende a ser muito pequeno ou inexistente.

Vale lembrar que o chá verde é considerado um termogênico natural. Ou seja, um produto que aumenta levemente a taxa metabólica do corpo, promovendo a queima de calorias e acelerando o metabolismo. Ainda assim, ele não faz milagres: deve ser visto como um complemento, e não como o principal recurso para emagrecer.

Composição do chá verde

Chá verde japonês. / Crédito: nascenthealthclinics (reprodução)

Derivado das folhas da Camellia sinensis, o chá verde passa por mínima oxidação durante o processamento, preservando:

  • Catequinas (especialmente EGCG): potentes antioxidantes e possíveis agentes termogênicos.
  • Cafeína: estimulante do sistema nervoso central, responsável por parte do aumento de gasto energético.
  • Flavonoides, taninos e vitaminas (B2, C, K): que contribuem para ação anti-inflamatória e vasodilatadora.
  • Traços de minerais como manganês, potássio e magnésio.

Em comparação, chás branco, amarelo, oolong (vermelho) e preto vêm da mesma planta, mas se diferenciam pelo grau de fermentação: quanto maior o tempo de oxidação, menor o teor de catequinas e maior o de cafeína.

Como o chá verde age no corpo

Chá verde refrescante em xícaras com folhas sobre mesa de madeira, close-up. / Crédito: New Africa (Shutterstock)

O chá verde pode ajudar o organismo de várias maneiras:

  • Aumenta a queima de calorias: a combinação de cafeína e catequinas (substâncias naturais do chá verde) estimula a liberação de noradrenalina, um hormônio que faz o corpo gastar mais energia mesmo em repouso.
  • Ajuda a queimar gordura por mais tempo: a EGCG, um dos principais compostos do chá, bloqueia uma enzima que “desliga” os hormônios que quebram a gordura. Com isso, esses hormônios continuam agindo por mais tempo.
  • Melhora a resposta à insulina: o chá verde pode ajudar o corpo a controlar melhor os níveis de açúcar no sangue, evitando picos que favorecem o acúmulo de gordura.
  • Tem ação antioxidante: ajuda a combater os radicais livres produzidos durante o exercício ou o metabolismo, o que contribui para a recuperação muscular e proteção do coração.

Apesar desses efeitos, é importante lembrar: o chá verde não substitui uma boa alimentação nem a prática de exercícios físicos. Seus benefícios são modestos e funcionam melhor como complemento de um estilo de vida saudável.

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Quais os benefícios do chá verde além do peso?

Chá verde japonês. / Crédito: Penn State (World History Encyclopedia)

O chá verde não serve apenas para ajudar no emagrecimento, ele também pode trazer outros benefícios importantes para a saúde:

  • Coração mais saudável: estudos mostram que tomar de 2 a 4 xícaras por dia pode estar ligado a um menor risco de pressão alta e problemas com colesterol.
  • Mais foco e concentração: a cafeína, combinada com um composto chamado L-teanina, pode ajudar a melhorar a atenção e o estado de alerta – sem causar aquele pico de agitação típico do café.
  • Possível proteção contra o câncer: as catequinas presentes no chá verde podem dificultar o crescimento de células cancerígenas. Embora as pesquisas ainda estejam em andamento, os resultados são animadores.
  • Ação anti-inflamatória e proteção do fígado: em doses moderadas, o chá verde ajuda a combater inflamações e pode proteger o fígado. Mas atenção: em quantidades exageradas, ele pode justamente prejudicar esse órgão.

Importância da dieta adequada e estilo de vida

(Imagem: bernardbodo/iStock)

O chá verde pode ajudar no emagrecimento, mas não faz efeito sozinho. Para funcionar, deve fazer parte de um estilo de vida saudável, que inclui alimentação equilibrada, prática de exercícios, sono de qualidade, controle do estresse e um leve déficit calórico (de 300 a 500 kcal por dia). Esses hábitos em conjunto são fundamentais para uma perda de peso gradual e sustentável.

Riscos e contraindicações do chá verde

Ilustração de chá verde. / Crédito: Stock vector (VectorPortal)

Apesar dos benefícios, o chá verde também apresenta riscos quando consumido em excesso ou sem orientação adequada.

  • Excesso de cafeína: doses muito altas (acima de 400 mg por dia) podem causar efeitos colaterais como insônia, taquicardia, tremores e irritabilidade.
  • Interferência na absorção de ferro e cálcio: o chá verde pode dificultar a absorção desses minerais. Por isso, o ideal é consumi-lo longe das refeições principais.
  • Risco para o fígado: doses elevadas de extrato concentrado (a partir de 800 mg de EGCG por dia) já foram associadas à elevação de enzimas hepáticas e, em alguns casos, a lesões hepáticas agudas.
  • Atenção especial em casos específicos: pessoas grávidas, em fase de amamentação, com hipertensão ou arritmias devem consultar um profissional de saúde antes de consumir o chá.
  • Interações com medicamentos: o chá verde pode interferir nos efeitos de remédios como anticoagulantes, ansiolíticos e beta-bloqueadores.

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Saúde

Execução com injeção letal falha após duas doses de droga nos EUA

Redação Informe 360

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Uma tentativa de execução por injeção letal falhou nesta quarta-feira (30), no Tennessee, nos Estados Unidos. Mesmo após receber duas doses de pentobarbital, a condenada Christa Gail Pike continuou respirando e precisou ser levada a um hospital.

Pike, de 50 anos, seria a primeira mulher executada no estado em mais de 200 anos. Após o procedimento malsucedido, o governador Bill Lee determinou uma investigação independente e suspendeu as execuções no Tennessee até o fim do ano.

Sala de injeção letal
O procedimento que envolveu Christa Pike foi suspenso após a condenada continuar respirando depois da aplicação do pentobarbital. – Imagem criada por inteligência artificial: Manus/Olhar Digital

Sobrevivência após aplicação da droga

O procedimento estava marcado para as 10h, mas foi suspenso temporariamente por uma série de decisões judiciais. Uma hora antes do horário previsto, um tribunal de apelações interrompeu a execução. Horas depois, a Suprema Corte dos EUA derrubou a decisão, e o procedimento foi realizado à noite.

Após a aplicação do pentobarbital, porém, Pike continuou respirando. Às 20h05, quando as persianas da sala foram fechadas pela segunda vez, testemunhas disseram que ela ainda respirava e, em alguns momentos, roncava.

O jornalista John North, da emissora WBIR, estava entre as testemunhas e descreveu o que viu:

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“A respiração dela não estava bem. Estava meio forçada, ofegante.”

Pike foi levada ao hospital, mas não foram divulgadas informações posteriores sobre seu estado de saúde. Segundo Robin M. Maher, diretora-executiva do Death Penalty Information Center, o episódio não tem precedente conhecido. Ela afirmou que outras sete pessoas sobreviveram a execuções malsucedidas nos Estados Unidos, mas, nesses casos, as equipes não conseguiram acessar uma veia para aplicar os medicamentos.

O que aconteceu com o pentobarbital

O pentobarbital pertence à classe dos barbitúricos, medicamentos que reduzem a atividade do sistema nervoso central. Durante décadas, essas substâncias foram usadas como sedativos, anestésicos e no controle de convulsões, antes de serem substituídas pelos benzodiazepínicos por causa dos riscos associados ao uso.

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Em doses maiores, os barbitúricos podem provocar sono e anestesia. Nas quantidades utilizadas em execuções e eutanásia, o efeito esperado é interromper funções essenciais do organismo, como respiração e circulação.

A defesa de Pike afirma que os problemas já haviam surgido antes da aplicação. Em comunicado, os advogados mencionaram acesso venoso difícil, veias rompidas, pentobarbital degradado e ausência de atendimento médico de emergência. Também disseram que todo o procedimento ocorreu sob um protocolo mantido em sigilo pelo estado.

Durante a noite, os defensores recorreram à Justiça para tentar interromper a execução. Eles alegaram que Pike estava sendo submetida a uma “agonia desnecessária” e que seus direitos contra punições cruéis e incomuns estavam sendo violados.

Prisioneiro algemado à morte por injeção letal, frasco com tiopental sódico e seringa em cima de uma mesa, imagem conceitual
O pentobarbital reduz a atividade do sistema nervoso central e, em doses elevadas, pode interromper funções vitais. – Imagem: digicomphoto/iStock

Crime de 1995 e investigação

Pike foi condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, cometido em Knoxville em 1995. Ela tinha 18 anos na época. Pike e o então namorado foram condenados pelo espancamento e esfaqueamento da jovem, que era colega dos dois em uma instituição de treinamento profissional.

O caso ganhou repercussão nacional por detalhes como um pentagrama gravado no corpo da vítima. Esses elementos alimentaram o chamado “pânico satânico”, onda de temor sobre cultos satânicos que marcou os Estados Unidos nas décadas de 1980 e 1990.

O episódio desta quarta-feira não foi o primeiro problema do Tennessee com a aplicação do pentobarbital neste ano. Em maio, a execução de Tony Carruthers foi cancelada depois de mais de uma hora de tentativas frustradas para encontrar uma veia.

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Agora, a investigação independente deverá esclarecer em que ponto o procedimento falhou. Entre as questões estão a aplicação do medicamento, sua condição e o protocolo adotado pelo estado. A única outra execução prevista para o período também fica suspensa durante a pausa determinada pelo governador.

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Saúde

Japão realiza 1ª cirurgia do mundo com células-tronco no coração

Redação Informe 360

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Um hospital no Japão realizou a primeira cirurgia cardíaca do mundo utilizando lâminas de células do músculo cardíaco derivadas de células iPS. O procedimento foi feito em uma paciente de 50 anos com insuficiência cardíaca grave.

Liderada pelo cirurgião Yoshiki Sawa, a equipe implantou três lâminas de cardiomiócitos no coração da paciente. A terapia recebeu aprovação condicional do governo japonês em março e foi desenvolvida para pessoas que já esgotaram outras opções de tratamento.

Procedimento de uma hora abre caminho para tratar casos graves de insuficiência cardíaca antes considerados irreversíveis. Imagem: PorporLing – Shutterstock

Lâminas de células reprogramadas chegam aos hospitais

A operação durou cerca de uma hora e foi realizada no Hospital Osaka Keisatsu. Os cardiomiócitos são as células que formam o músculo do coração e permitem que ele se contraia a cada batimento, bombeando sangue para o organismo. No tratamento, essas células são produzidas a partir de células-tronco pluripotentes induzidas, conhecidas como iPS.

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As células iPS são obtidas pela reprogramação de células adultas especializadas, que retornam a um estado semelhante ao de células jovens. A partir delas, os pesquisadores conseguem produzir diferentes tipos de células, incluindo os cardiomiócitos usados na terapia.

A tecnologia foi desenvolvida por Sawa em parceria com o cientista Shinya Yamanaka, vencedor do Prêmio Nobel de 2012 por suas pesquisas com células iPS. A proposta é melhorar a função do músculo cardíaco e, com isso, favorecer o desempenho do coração e a capacidade de realizar atividades físicas.

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Após a cirurgia, Sawa falou sobre a expectativa para a paciente: “Esperamos que isso melhore a qualidade de vida da paciente.”

Frasco com células-tronco
A equipe médica japonesa planeja realizar procedimentos com tecidos regenerativos em até 75 pacientes até o ano de 2033. – Imagem: Lightspring/Shutterstock

O que os primeiros testes mostraram

A aprovação condicional da terapia veio depois de testes com oito pacientes que tinham doença cardíaca isquêmica, causada pelo estreitamento das artérias coronárias. Todos apresentaram redução dos sintomas, enquanto quatro também tiveram melhora na função cardíaca.

Os resultados iniciais ajudam a explicar por que a equipe pretende ampliar o número de procedimentos. O plano é realizar operações semelhantes em 75 pacientes até 2033 e acompanhar os resultados para avaliar a eficácia e a segurança da técnica.

Para essa nova etapa, alguns pontos serão especialmente importantes:

  • acompanhar os pacientes por um período prolongado;
  • verificar se os benefícios observados nos primeiros testes se repetem em um grupo maior;
  • avaliar a segurança da terapia ao longo do acompanhamento;
  • reunir dados que permitam uma análise mais ampla dos resultados.

A expectativa é que a terapia seja autorizada de forma definitiva depois que seus benefícios e sua segurança forem comprovados ao longo dos próximos sete anos.

O Japão também concedeu aprovação condicional, em março, a outro tratamento baseado em células iPS, desta vez para a doença de Parkinson. A terapia utiliza as células transplantadas no cérebro.

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A cirurgia cardíaca inicia uma nova etapa para o uso clínico dessa tecnologia regenerativa no país. Os próximos procedimentos devem fornecer mais informações sobre a segurança e os efeitos do tratamento.

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Saúde

Cheiro do umbigo pode carregar sinais de doenças, como Parkinson e declínio cognitivo

Redação Informe 360

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O cheiro do umbigo pode esconder mais informações sobre a saúde do que se imaginava. Um estudo preliminar descobriu que os perfis químicos presentes em amostras coletadas da região podem apresentar diferenças entre pessoas saudáveis e indivíduos com doença de Parkinson, comprometimento cognitivo leve ou Covid-19.

A pesquisa envolveu apenas 24 participantes e foi conduzida como prova de conceito. Os resultados, portanto, ainda não permitem afirmar que o umbigo possa ser utilizado para diagnosticar doenças.

A região do umbigo funciona naturalmente como um reservatório de células mortas da pele, sebo e suor, além de abrigar bactérias que se alimentam desse material. A combinação desses elementos produz compostos que contribuem para o odor característico da região.

Esses compostos fazem parte de um conjunto de compostos orgânicos voláteis (VOCs), moléculas pequenas que contêm carbono e evaporam facilmente quando entram em contato com o ar. Elas podem deixar o organismo por meio do suor, da respiração, da urina, da saliva e dos óleos produzidos pela pele.

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O perfil desses compostos pode variar de acordo com diferentes fatores, como alimentação e medicamentos. Doenças também podem alterar a composição química dos odores produzidos pelo corpo.

Pesquisadores analisaram o cheiro do corpo

  • Para investigar se essas diferenças poderiam ajudar a identificar doenças, pesquisadores utilizaram uma técnica de análise chamada espectroscopia fotoacústica baseada em laser;
  • O método foi aplicado a amostras coletadas de três regiões do corpo: interior do nariz, área próxima à concha da orelha e umbigo;
  • Os pesquisadores recrutaram 24 pessoas, divididas em quatro grupos de seis participantes: pessoas com Parkinson, pessoas com comprometimento cognitivo leve, indivíduos com Covid-19 e um grupo de controle saudável;
  • Cada participante teve as três regiões coletadas durante aproximadamente dez segundos com um cotonete estéril. As amostras foram então seladas e congeladas até o momento da análise.

No laboratório, os pesquisadores colocaram os cotonetes em um suporte especialmente desenvolvido e passaram ar sintético altamente purificado sobre eles. O procedimento transportou os compostos orgânicos voláteis para um espectrômetro fotoacústico baseado em laser.

Quando os VOCs absorvem a luz infravermelha emitida pelo laser, a energia absorvida aquece o gás ao redor das moléculas. Isso provoca uma expansão que produz pequenas ondas de pressão, semelhantes a sons, que podem ser detectadas por um sensor extremamente sensível.

Como diferentes moléculas absorvem a luz infravermelha com intensidades diferentes em determinados comprimentos de onda, os pesquisadores conseguiram criar uma espécie de “impressão digital” espectral da mistura química presente em cada amostra.

Depois, uma técnica estatística chamada análise de componentes principais foi utilizada para procurar padrões e verificar se amostras de pessoas com a mesma condição apresentavam características semelhantes.

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Umbigo apresentou diferenças entre os grupos

As diferenças mais claras apareceram nas amostras do nariz e do umbigo. No caso do umbigo, os perfis químicos apresentaram padrões distintos entre os grupos. A maior separação ocorreu entre participantes saudáveis e aqueles com comprometimento cognitivo leve.

As amostras de pessoas com Parkinson e Covid-19 ficaram entre esses grupos, com alguma sobreposição entre os padrões.

Os pesquisadores também tiveram a oportunidade de verificar se um dos padrões permanecia estável ao longo do tempo.

Duas semanas depois das primeiras medições, foram coletadas amostras de outras três pessoas com Parkinson. Quando esses novos dados foram acrescentados à análise, eles ficaram agrupados junto às amostras originais de participantes com Parkinson.

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Os pesquisadores, porém, ressaltam que o resultado é preliminar, já que foram apenas três participantes adicionais. Ainda assim, a concentração das novas amostras no mesmo grupo sugere que o padrão observado pode não ser apenas uma característica de pessoas específicas em um determinado dia.

uma mão segurando um desenho de uma cabeça com o cérebro representado por uma árvore sob o vento para demonstrar as condições de um paciente com Alzheimer.
Parkinson e outras doenças poderiam ser identificadas pelo umbigo – Imagem: Berit Kessler/Shutterstock

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Análise pode ficar mais simples no futuro

A experiência também indicou que um equipamento mais simples poderia ser suficiente para identificar os padrões.

Na análise inicial, os pesquisadores percorreram uma ampla faixa de comprimentos de onda infravermelha. Ao procurar quais comprimentos carregavam as informações mais úteis, descobriram que apenas cinco comprimentos de onda individuais conseguiam separar os grupos de maneira quase tão eficiente quanto a faixa mais informativa do espectro.

Isso significa que equipamentos desenvolvidos futuramente poderiam ser menores, mais simples e potencialmente mais baratos do que o sistema completo utilizado no experimento.

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Estudo ainda tem limitações importantes

Apesar dos resultados, os pesquisadores destacam limitações significativas.

A primeira é o número reduzido de participantes. Com apenas 24 pessoas, o estudo serve como prova de conceito, mas não permite concluir que o umbigo possa ser usado para diagnosticar problemas de saúde.

A idade dos participantes também representa uma questão importante. Os pesquisadores observaram que a idade estava associada a diferenças nas impressões digitais espectrais. Além disso, dentro do pequeno grupo analisado, idade e diagnóstico estavam muito relacionados, o que impediu separar completamente os efeitos de cada um.

Com uma amostra maior, seria possível investigar se os padrões associados às doenças permanecem independentemente do envelhecimento.

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Outro ponto é que o experimento foi realizado em condições rigorosamente controladas de laboratório. No mundo real, fatores, como sabonete, perfume, higiene pessoal e contaminantes ambientais, poderiam alterar a composição química das amostras.

Por isso, estudos maiores, com grupos pareados por idade e realizados em condições mais próximas da vida cotidiana, ainda serão necessários para verificar se os padrões observados realmente estão associados às doenças.

Por enquanto, os pesquisadores tratam os resultados como uma indicação de que os compostos presentes no odor do corpo podem representar uma possível área de investigação para métodos não invasivos de identificação de doenças.

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