Saúde
Sabia que a sua cama pode ser o lugar mais nojento da casa? Entenda

As camas costumam ser um tipo de zona de conforto para muitas pessoas, seja para descansar da exaustão física ou mental. Também é onde passamos boa parte do nosso dia, enquanto dormimos.
Entretanto, apesar de confortável, as camas não são tão limpas quanto parecem. Há uma combinação de suor, saliva, caspa, células mortas da pele e muitas outras partículas que a tornam o ambiente ideal para o crescimento de bactérias, fungos, vírus e até mesmo pequenos insetos.
As roupas de cama, inclusive lençóis e fronhas, podem acumular uma quantidade significativa de bactérias ao longo do tempo se não forem limpas regularmente. De acordo com dados da Amerisleep, depois de apenas uma semana de uso, os lençóis podem acumular até 5 milhões de bactérias.
E se esse é o número potencial de bactérias em lençóis lavados regularmente, imagine quantas bactérias existem em seu colchão.

Pois bem, em média, um colchão com sete anos de uso pode ser lar para mais de 16 milhões de bactérias. Além disso, quanto mais velho for o colchão, mais tipos de bactérias ele poderá abrigar – o que, de modo geral, também se aplica a travesseiros.
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Por que a cama é tão nojenta?
São diversos os fatores que tornam sua cama um lugar propício para proliferação de bactérias, fungos, mofo e insetos. Por exemplo, um adulto perde cerca de 15 gramas de células da pele todos os dias. Com o tempo, muitas dessas células se acomodam nas fendas e rachaduras do colchão, assim, a pele morta se torna um banquete para ácaros. Esses pequenos insetos e suas fezes podem desencadear alergias ou asma.
Além disso, transpiração, lágrimas e outros fluidos corporais fazem da cama um lar quente e úmido para mofo, fungos e bactérias, como S. aureus e E. coli – que se alojam e se espalham pelo colchão e podem causar problemas de pele, entre outros sintomas.
Também é possível levar germes para a sua cama por meio de itens domésticos contaminados, como roupas e toalhas que tiveram contato com o vaso sanitário, superfícies da cozinha ou até mesmo animais de estimação.

E, falando em animais, seus pelos e células de pele também podem se acumular no colchão, causando problemas similares em relação a ácaros. Ademais, ao passearmos com cães ou gatos na rua, suas patas acabam carregando diversos germes para o colchão quando eles se deitam na cama para descansar.
Caso seus sapatos entrem em contato com a cama, por qualquer motivo que seja, os mesmos germes das patas dos animais infiltram a cama. Isso porque as solas dos calçados podem abrigar mais de 400.000 colônias de bactérias após apenas duas semanas de uso.
Como prevenir possíveis doenças?
A lavagem adequada e regular de lençóis e fronhas é fundamental para garantir que os germes não se tornem uma grande ameaça à saúde. Dado que seria inviável lavar as roupas de cama todos os dias, uma coisa que você pode fazer diariamente é arejar o lençol pelas manhãs – em outras palavras, nunca é uma boa ideia arrumar a cama logo depois de acordar.
Lavar a roupa de cama toda semana, ou até mesmo com mais frequência, também é recomendado. Especialmente caso você passe muito tempo na cama, durma nu ou sue muito à noite. As fronhas dos travesseiros, por sua vez, devem ser trocadas a cada dois ou três dias.

Idealmente, as roupas de cama devem ser lavadas em temperaturas mornas (em torno de 40 graus Celsius) para ajudar a matar os germes. Além disso, certifique-se de que as roupas de cama estejam completamente secas antes do uso.
Por fim, recomenda-se tomar banho antes de dormir, e evitar deitar na cama enquanto estiver suado – ou com roupas sujas da academia ou transporte público. Lembre-se que remover a maquiagem e evitar loções, cremes e óleos na pele antes de dormir também podem ajudar a manter a roupa de cama mais limpa entre as lavagens.
Para mais, como é difícil lavar um colchão, usar uma capa lavável pode ajudar a reduzir o número de micróbios que vivem nele – desde que você a lave a cada uma ou duas semanas. Passar aspirador de pó no colchão todos os meses também ajuda a remover alérgenos e poeira.
Com informações de Deccan Herald e The Science Times.
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Saúde
Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).![]()
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Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).
Mpox
A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.
Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.
Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.
Saúde
Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê

Um estudo divulgado na revista The Lancet aponta que os problemas relacionados à obesidade podem ser ainda mais graves do que se pensava. De acordo com o trabalho, 1 em cada 10 mortes relacionadas a infecções são atribuídas ao excesso de peso.
A doença, que já é considerada uma epidemia nos dias de hoje, pode impactar a resposta imunológica do corpo, tornando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Cientistas de diversas partes do mundo estão investigando essa conexão e buscando entender as razões por trás desse fenômeno alarmante.
Trabalho pode ajudar a reduzir número de mortes
Estudos anteriores já mostraram que indivíduos com obesidade tendem a desenvolver complicações mais graves quando contaminados por vírus e bactérias. Agora, com essa nova pesquisa, a preocupação aumenta, buscando soluções que possam ajudar a mitigar esses riscos.
Uma das teorias que está ganhando força sugere que a inflamação crônica associada à obesidade pode prejudicar a eficácia do sistema imunológico. Essa condição cria um ambiente no corpo que pode favorecer a proliferação de infecções.

Excesso de peso pode prejudicar resposta imunológica do organismo (Imagem: grinvalds/iStock)
Portanto, entender essa dinâmica é crucial para criar estratégias de saúde pública que ajudem a prevenir complicações relacionadas à obesidade.
Além disso, os pesquisadores estão se perguntando se as vacinas têm a mesma eficácia em indivíduos com excesso de peso. Essa dúvida é ainda mais pertinente considerando o contexto atual, onde a vacinação se tornou uma prioridade global.
Leia mais
- Obesidade infantil ultrapassa desnutrição no mundo, diz Unicef
- Obesidade abdominal e perda muscular aumentam mortalidade
- Como bactérias na boca podem indicar risco de obesidade
Desafio global
- A ligação entre obesidade e mortes por infecções representa um desafio significativo para a saúde global.
- À medida que os cientistas continuam a desvendar os mecanismos por trás dessa relação, novas informações podem surgir.
- E estes dados são considerados fundamentais para possibilitar intervenções mais eficazes para proteger os grupos mais vulneráveis.
- Para isso, no entanto, novos estudos são necessários.
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Saúde
Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet

Um novo medicamento experimental chamado orforgliprona, da Eli Lilly, demonstrou resultados significativos para adultos que enfrentam a obesidade e o diabetes tipo 2. Em testes que duraram 72 semanas, os pacientes que utilizaram a substância conseguiram reduzir o peso corporal em até 9,6%.
Os dados, publicados na revista científica The Lancet, mostram que o remédio foi muito mais eficiente que o placebo. A grande vantagem prática é que se trata de uma pílula oral que não exige restrições de horário para comer ou beber água, o que torna o tratamento muito mais simples de seguir no dia a dia.
Além de emagrecer, o medicamento, que pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, ajudou a controlar o açúcar no sangue e melhorou indicadores da saúde do coração.
Orforgliprona supera semaglutida oral no controle do diabetes
Um estudo, chamado ACHIEVE-3, comparou diretamente o novo fármaco com a semaglutida oral (famosa versão em comprimido de tratamentos para diabetes) em 1.698 adultos. Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de 12 mg ou 36 mg de orforgliprona, ou doses de 7 mg ou 14 mg de semaglutida, sempre acompanhados de mudanças no estilo de vida.

Os números mostram uma vantagem clara: a dose de 36 mg da orforgliprona promoveu uma perda de peso de 8,9 kg, enquanto a semaglutida de 14 mg ficou em 5 kg. Isso significa que o medicamento experimental foi 73,6% mais potente para emagrecer do que o concorrente já disponível no mercado. No controle da glicose, a orforgliprona também venceu, reduzindo a hemoglobina glicada em 2,2%, contra 1,4% da semaglutida.
No entanto, o tratamento exige atenção aos efeitos colaterais. Assim como outros remédios da mesma família, a orforgliprona causa náuseas, diarreia e vômitos, principalmente no início do ajuste das doses. Um ponto de alerta é que o número de pessoas que desistiram do tratamento por não suportarem esses efeitos foi maior no novo medicamento (entre 8,7% e 9,7%) do que na semaglutida (cerca de 4,5% a 4,9%).
Apesar do desconforto gástrico, a substância trouxe melhorias no colesterol e na pressão arterial dos voluntários. Quanto à segurança, as mortes registradas durante os testes globais não tiveram relação comprovada com o uso do remédio. A fabricante Eli Lilly agora aguarda a decisão do FDA, a Anvisa dos Estados Unidos, para liberar o uso contra a obesidade no próximo trimestre. O pedido para o tratamento específico de diabetes tipo 2 deve ficar para o fim de 2026.
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