Tecnologia
5 filmes para conhecer o cinema japonês

Para quem deseja explorar o rico e diversificado cinema japonês, há uma série de filmes emblemáticos que oferecem uma visão profunda da cultura, história e criatividade do Japão. De clássicos intemporais a obras contemporâneas influentes, aqui estão cinco filmes essenciais que todo apreciador de cinema deveria conhecer:
5 filmes para conhecer o cinema Japonês
- 5. Godzilla / Gojira (1954)
- 2. Drive My Car / Doraibu mai kā ( 2021)
- 3. Harakiri (1962)
- 4. A Viagem de Chihiro / Sen to Chihiro no Kamikakushi (2001)
- 5. Os 7 Samurais / Shichinin no Samurai (1954)
5. Godzilla / Gojira (1954)

“Godzilla” é mais do que apenas um filme de monstros; é um marco no cinema japonês que aborda temas profundos enquanto captura a ansiedade da era nuclear pós-Segunda Guerra Mundial. Lançado em 1954, o filme introduziu o icônico monstro Godzilla, que se tornou um símbolo cultural não apenas no Japão, mas globalmente.
Além dos efeitos especiais inovadores para a época, “Godzilla” explorou a reflexão sobre os traumas da guerra e os perigos da tecnologia descontrolada, influenciando não apenas o cinema japonês, mas também o gênero de filmes de monstros em todo o mundo.
2. Drive My Car / Doraibu mai kā (2021)

“Drive My Car”, dirigido por Ryusuke Hamaguchi é o filme mais recente dessa lista e demonstra muito do cinema Japonês atual. O filme é adaptado do conto de Haruki Murakami e a história acompanha Yusuke Kafuku, um diretor de teatro que enfrenta o luto pela morte de sua esposa, Oto, uma roteirista misteriosa.
Dois anos após a perda, Kafuku aceita dirigir uma peça em Hiroshima e embarca em seu carro Saab 900 rumo a cidade, onde conhece Misaki Watari, uma jovem motorista que fica responsável por seu carro. Apesar das reservas iniciais, uma conexão especial se desenvolve entre eles, explorando temas de perda, perdão e autoconhecimento através da arte e da intimidade compartilhada.
Leia também:
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3. Harakiri (1962)

“Harakiri” é um drama histórico que examina as tradições samurais e as injustiças sociais no período Edo. O filme narra a história de um samurai desempregado que busca vingança contra um clã que o forçou a uma morte honrosa (seppuku). Com sua cinematografia meticulosa e um enredo que mistura suspense com críticas sociais afiadas, “Harakiri” é um exemplo marcante do cinema japonês que desafia as convenções e examina a moralidade em tempos de rigidez hierárquica.
4. A Viagem de Chihiro / Sen to Chihiro no Kamikakushi (2001)

“A Viagem de Chihiro” é uma animação lendária do Studio Ghibli e de Hayao Miyazaki, um dos mais importantes diretores do Japão e do mundo. O Filme transcende o público infantil para tocar corações de todas as idades. O filme conta a jornada de uma jovem chamada Chihiro em um mundo mágico, onde ela encontra seres estranhos e enfrenta desafios para salvar seus pais e descobrir sua própria identidade.
Com sua imaginação deslumbrante, temas de crescimento pessoal e uma animação meticulosa, “A Viagem de Chihiro” captura a essência do talento de Miyazaki em contar histórias que ressoam profundamente com questões universais de coragem, identidade e amizade.
5. Os 7 Samurais / Shichinin no Samurai (1954)

Considerado um dos maiores filmes já feitos, “Os 7 Samurais” é uma obra-prima de Akira Kurosawa, um lendário diretor de cinema, que define o gênero do filme de samurai e influencia gerações de cineastas ao redor do mundo. Situado no Japão feudal, o filme narra a história de um grupo de samurais contratados para proteger uma aldeia rural de bandidos.
Com sua narrativa épica, personagens complexos e sequências de ação magistralmente coreografadas, “Os 7 Samurais” não é apenas um feito técnico impressionante, mas também uma meditação sobre honra, sacrifício e a natureza da liderança.
Esses cinco filmes representam apenas uma pequena amostra da vasta e rica tradição cinematográfica do Japão, com obras clássicas que moldaram o cenário e também obras atuais. Cada um oferece uma experiência única que não só entretém, mas também educa sobre os valores, história e estética que moldaram o cinema japonês ao longo das décadas.
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CEO da Anthropic: rejeição à IA é crise de confiança no setor

A percepção do público em geral sobre a inteligência artificial virou centro de um debate no setor. Dario Amodei, presidente executivo da Anthropic — desenvolvedora do assistente Claude —, respondeu publicamente a críticas que o acusam de alimentar um clima de desconfiança em relação ao avanço da tecnologia nos Estados Unidos.
A reação do executivo ocorreu após declarações do investidor Gavin Baker. O investidor afirmou que os alertas de Amodei sobre os riscos potenciais da IA ajudaram a motivar a rejeição popular à expansão da infraestrutura do setor, como a construção de novos centros de dados. Para Baker, o líder da Anthropic deveria atuar como um defensor mais otimista da própria indústria.

Equilíbrio entre riscos e benefícios
Amodei rebateu a ideia de que sua comunicação seja focada apenas nos cenários negativos. O executivo apontou que busca manter o discurso equilibrado entre os perigos reais e as oportunidades da tecnologia.
Como exemplo, citou o ensaio Machines of Loving Grace, publicado por ele com o objetivo de apresentar uma visão positiva sobre como a inteligência artificial pode transformar diferentes áreas da sociedade.
Leia mais:
- Qual é o modelo aberto de IA mais popular do mundo? Não é nenhum feito nos EUA
- Como a Anthropic vai marcar textos do Claude para cumprir lei da União Europeia
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Ainda assim, o CEO reconheceu que a percepção pública sobre a IA é predominantemente negativa. Para ele, no entanto, a origem desse cenário não está nos avisos dados pelos executivos das empresas do setor.
Crise de confiança e entrega de resultados
Na visão de Amodei, a rejeição decorre de uma crise de confiança acumulada ao longo de décadas entre a população, o governo e a indústria de tecnologia. Segundo o executivo, o público teme que as novidades corporativas tragam prejuízos ao usuário comum.
Amodei também destacou que a crítica mais justa que as empresas de IA enfrentam é a falta de entregas concretas proporcional ao tamanho das promessas feitas.
- Falta de benefícios perceptíveis: O executivo admitiu que a indústria ainda não entregou todas as transformações positivas que prometeu para a sociedade.
- Foco no produto: Para ele, a cobrança do público e do mercado deveria focar na entrega real dessas melhorias, e não nas estratégias de marketing das empresas.
O debate sobre a regulamentação do setor
O papel do governo na fiscalização da inteligência artificial é outro ponto central da discussão. A Anthropic apoiou projetos de lei nos Estados Unidos, como a proposta da Califórnia que exige regras de transparência para modelos de grande porte.
Em resposta a quem defende que regulamentar o setor serve apenas para concentrar o mercado nas mãos das maiores companhias, Amodei classificou essa visão como simplista. O executivo afirmou que as propostas de políticas públicas elaboradas pela Anthropic buscam impor exigências mais rigorosas às grandes empresas de ponta, sem criar barreiras que impeçam o crescimento de concorrentes menores.
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Patinete elétrico é mais perigoso do que parece, alerta estudo

Os patinetes elétricos se tornaram uma opção prática e popular para o transporte urbano. No entanto, um estudo recente aponta que quedas com esse veículo causam lesões graves na cabeça com uma frequência muito maior do que se imagina.
A pesquisa, publicada na revista Nature no começo de agosto, analisou dados de mais de 15 mil feridos atendidos em hospitais da Inglaterra e do País de Gales. Os resultados mostram que o próprio design do patinete e a falta de capacete transformam tombos aparentemente simples em traumas graves.
Entre os adultos gravemente feridos no estudo, mais de um terço sofreu traumatismo craniano. O levantamento indica que os acidentados de patinete elétrico tiveram 3,5 vezes mais lesões cerebrais do que os motociclistas e 1,7 vez mais do que os ciclistas.
Por que o tombo de patinete é tão grave?
A explicação para esse tipo de machucado está na estrutura do veículo (que deixa o condutor em pé), com centro de gravidade alto e rodas pequenas. Jerry Tsang, professor clínico sênior da Queen Mary University of London, explica, num artigo publicado no The Conversation nesta semana, que essa combinação é perigosa em vias irregulares.
“Ao atingir um buraco, meio-fio ou pedaço de entulho, a pequena roda dianteira pode parar de repente e o condutor continua se movendo para a frente, podendo ser arremessado por cima do guidão em direção à pista, com pouquíssima proteção entre a cabeça e o chão”, escreve Tsang.

A gravidade dos acidentes é reforçada pela ausência de equipamentos de segurança entre os usuários. Apenas 6% dos condutores de patinete gravemente feridos usavam capacete no momento do impacto. O índice é muito inferior ao registrado entre ciclistas (45%) e motociclistas (76%).
Outro dado marcante do estudo é a presença frequente de jovens nos prontuários médicos. Cerca de 16% dos feridos em patinetes elétricos no banco de dados tinham menos de 18 anos, proporção substancialmente maior do que a observada entre ciclistas ou motociclistas.
Apesar dos riscos, o patinete elétrico é uma alternativa conveniente para substituir viagens curtas de carro. Mas especialistas reforçam que o condutor não deve tratar o veículo como diversão inofensiva.
“Um patinete elétrico pode parecer mais com um patinete infantil do que com uma motocicleta, mas os ferimentos vistos nos hospitais mostram que cair de um deles não é necessariamente um evento banal”, alerta Tsang.
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EUA: estados vão pedir R$ 1,05 trilhão da Meta em julgamento

Uma coalizão de estados estadunidenses vai pedir US$ 193 bilhões (aproximadamente R$ 1,05 trilhão) à Meta em um julgamento contra a empresa que terá início na próxima terça-feira (18). A companhia é acusada de ter desenvolvido intencionalmente o Facebook e o Instagram para tornar crianças dependentes das redes sociais.
O julgamento será realizado em Oakland, na Califórnia (EUA), e terá duração prevista de seis semanas. A Meta, que possui mais de três bilhões de usuários em seus aplicativos, terá de se defender das acusações apresentadas pelos estados.
Caso a gigante das redes sociais perca a ação, as autoridades também pedirão que um juiz determine mudanças no funcionamento de seus dois principais aplicativos, além da aplicação de multa.
Estados negam pedido de R$ 7,6 trilhões
O valor que será solicitado pelos estados é bem inferior aos US$ 1,4 trilhão (cerca de R$ 7,6 trilhões) mencionados anteriormente no processo.
Durante audiência realizada na quinta-feira (13), um advogado dos estados fez questão de esclarecer que as autoridades não pedirão esse valor.
“Não pedimos US$ 1,4 trilhão”, afirmou o advogado, segundo o qual a Meta teria calculado essa cifra “para causar impacto”. O representante confirmou que a indenização reivindicada pelos estados será de US$ 193 bilhões.

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Acusações contra Facebook e Instagram
- O processo teve origem em 2023, quando um grupo de estados estadunidenses acionou a Meta por suspeitar que a empresa havia criado funções potencialmente viciantes para crianças em seus aplicativos e violado leis estaduais;
- Agora, os promotores que representam Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey tentarão provar que a Meta violou leis federais e estaduais relacionadas à segurança e à privacidade de menores;
- As autoridades sustentam que a empresa desenvolveu seus aplicativos de maneira intencionalmente voltada a tornar crianças dependentes das plataformas;
- Se a acusação for acolhida, além da indenização, os estados querem que a Meta seja obrigada a modificar o Facebook e o Instagram.
Meta nega acusações
A Meta rejeita as acusações apresentadas pelos estados. Em declaração à AFP, um porta-voz da companhia afirmou que a empresa “nega categoricamente essas acusações” e que acredita que “as provas vão mostrar seu compromisso de longa data com o apoio aos jovens”.
O julgamento, que começa na próxima semana e deve durar seis semanas, será realizado em Oakland e representa mais uma disputa envolvendo as práticas das grandes plataformas de redes sociais e a proteção de crianças e adolescentes.
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