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Quais os drones mais rápidos do mundo e a que velocidade podem chegar?

Redação Informe 360

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Os drones vêm se tornando cada vez mais populares e avançados, tanto no setor militar quanto no uso civil. Enquanto alguns modelos são desenvolvidos para filmagens, mapeamento e lazer, outros são projetados para missões estratégicas de alta velocidade, como reconhecimento, vigilância e até combates.

No mundo da tecnologia aeroespacial, a busca por drones mais rápidos tem impulsionado inovações significativas, permitindo que essas aeronaves alcancem velocidades impressionantes e desempenhem funções que antes eram exclusivas de aviões tripulados.

Uso agrícola é um dos mais importantes para os drones (Imagem Freepik by Standret)

Drones hipersônicos, por exemplo, são equipamentos de ponta utilizados principalmente por forças armadas para realizar missões de alto risco e interceptação. Já no setor civil, existem drones voltados para corridas, competições e filmagens dinâmicas, proporcionando uma experiência única aos pilotos e cinegrafistas.

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A velocidade é um fator essencial nesses dispositivos, pois impacta diretamente seu desempenho, estabilidade e aplicação no mundo real.

Quais os drones mais rápidos do mundo?

Vamos começar pelos mais “lentos” e de uso civil, ou seja, esses você pode adquirir para experimentar e tirar suas próprias conclusões, lembrando que, para uso profissional é necessário fazer um curso específico e ser devidamente credenciado e autorizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC)

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Autel Robotics EVO 2 Pro V3

Autel Robotics EVO 2 Pro V3, drone de uso civil (Imagem: Reprodução – Marcelo Valladão)
  • Fabricante: Autel Robotics, Estados Unidos;
  • Velocidade máxima: aproximadamente 72 km/h;
  • Especificações técnicas: tempo de voo de até 40 minutos; alcance de transmissão de até 25 km é equipado com câmera com sensor de 1” capaz de capturar vídeos em 6K;
  • Uso: voltado para uso civil em fotografia e videografia aérea profissional, mapeamento e inspeções;
  • Disponibilidade: disponível para compra em vários países, incluindo o Brasil, por cerca de R$ 18.100 na loja oficial.

DJI “Avata” Fly More

DJI FPV – Imagem: Reprodução Marcelo Valladão
  • Fabricante: DJI, China;
  • Velocidade máxima: aproximadamente 140 km/h;
  • Especificações técnicas: tempo de voo de até 20 minutos; alcance de transmissão de até 10 km e câmera com sensor CMOS de 1/2.3” e 12 MP, além de gravação de vídeo em 4k a 60 fps;
  • Uso: destinado ao público civil para experiências de voo em primeira pessoa (FPV), captura de imagens aéreas e competições de drones;
  • Disponibilidade: disponível para consumidores em diversos países, incluindo o Brasil, por cerca de R$ 13 mil na loja oficial.

MQ-9 Predator B

MQ-9 Predator B – Imagem: Wikipedia
  • Fabricante: General Atomics, Estados Unidos;
  • Velocidade máxima: aproximadamente 480 km/h;
  • Especificações técnicas: autonomia de voo superior a 27 horas, capacidade de transportar armamentos avançados, como mísseis ar-terra e é equipado com sensores e radares sofisticados;
  • Uso: empregado em missões de inteligência, vigilância, reconhecimento e ataques precisos;
  • Disponibilidade: utilizado por forças armadas de diversos países, incluindo os Estados Unidos e, futuramente, a Espanha.

Drones hipersônicos da série MD

Drone MD 19 com aerodinâmica arrojada (Foto: Reprodução Reddit/Marcelo Valladão
  • Fabricante: Instituto de Mecânica da Academia Chinesa de Ciências;
  • Velocidade máxima: Mach 7 (cerca de 8.595 km/h);
  • Especificações técnicas: alcance de 8.000 km; capacidade de carga útil de 600 kg; lançado a partir de balões de alta altitude;
  • Uso: destinado a missões de reconhecimento de longo alcance e potencialmente outras operações estratégicas;
  • Disponibilidade: uso restrito às forças armadas chinesas.

GDF-600

Drone Hipersônico GDF 600 chinês, capaz de chegar a Mach 7 (8600 km/h) – Reprodução Instagram/Marcelo Valladão
  • Fabricante: Academia de Pesquisa Aerodinâmica de Guangdong, China;
  • Velocidade máxima: Mach 7 (aproximadamente 8.600 km/h);
  • Especificações técnicas: Alcance de 600 km; capacidade de carga útil de 1,2 toneladas; opera a altitudes de até 40 km;
  • Uso: projetado para transportar múltiplas cargas, incluindo drones menores e mísseis, além de realizar operações de guerra eletrônica e missões de reconhecimento;
  • Disponibilidade: atualmente, este drone é de uso exclusivo das forças armadas chinesas.

Portanto, vemos que os drones hipersônicos, como o GDF-600 e os da série MD, são desenvolvidos para fins militares e não estão disponíveis para o público civil. Já modelos como o DJI FPV e o Autel Robotics EVO 2 Pro V3 são acessíveis ao mercado consumidor e oferecem altas velocidades adequadas para aplicações civis.

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Patinete elétrico é mais perigoso do que parece, alerta estudo

Redação Informe 360

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Os patinetes elétricos se tornaram uma opção prática e popular para o transporte urbano. No entanto, um estudo recente aponta que quedas com esse veículo causam lesões graves na cabeça com uma frequência muito maior do que se imagina.

A pesquisa, publicada na revista Nature no começo de agosto, analisou dados de mais de 15 mil feridos atendidos em hospitais da Inglaterra e do País de Gales. Os resultados mostram que o próprio design do patinete e a falta de capacete transformam tombos aparentemente simples em traumas graves.

Entre os adultos gravemente feridos no estudo, mais de um terço sofreu traumatismo craniano. O levantamento indica que os acidentados de patinete elétrico tiveram 3,5 vezes mais lesões cerebrais do que os motociclistas e 1,7 vez mais do que os ciclistas.

Por que o tombo de patinete é tão grave?

A explicação para esse tipo de machucado está na estrutura do veículo (que deixa o condutor em pé), com centro de gravidade alto e rodas pequenas. Jerry Tsang, professor clínico sênior da Queen Mary University of London, explica, num artigo publicado no The Conversation nesta semana, que essa combinação é perigosa em vias irregulares. 

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“Ao atingir um buraco, meio-fio ou pedaço de entulho, a pequena roda dianteira pode parar de repente e o condutor continua se movendo para a frente, podendo ser arremessado por cima do guidão em direção à pista, com pouquíssima proteção entre a cabeça e o chão”, escreve Tsang.

Homem sentado na rua, com cara de dor, após cair de patinete elétrico
Parte considerável dos feridos em quedas de patinete eram jovens sem equipamentos de segurança – Imagem: bbernard/Shutterstock

A gravidade dos acidentes é reforçada pela ausência de equipamentos de segurança entre os usuários. Apenas 6% dos condutores de patinete gravemente feridos usavam capacete no momento do impacto. O índice é muito inferior ao registrado entre ciclistas (45%) e motociclistas (76%).

Outro dado marcante do estudo é a presença frequente de jovens nos prontuários médicos. Cerca de 16% dos feridos em patinetes elétricos no banco de dados tinham menos de 18 anos, proporção substancialmente maior do que a observada entre ciclistas ou motociclistas.

Apesar dos riscos, o patinete elétrico é uma alternativa conveniente para substituir viagens curtas de carro. Mas especialistas reforçam que o condutor não deve tratar o veículo como diversão inofensiva. 

“Um patinete elétrico pode parecer mais com um patinete infantil do que com uma motocicleta, mas os ferimentos vistos nos hospitais mostram que cair de um deles não é necessariamente um evento banal”, alerta Tsang.

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EUA: estados vão pedir R$ 1,05 trilhão da Meta em julgamento

Redação Informe 360

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Uma coalizão de estados estadunidenses vai pedir US$ 193 bilhões (aproximadamente R$ 1,05 trilhão) à Meta em um julgamento contra a empresa que terá início na próxima terça-feira (18). A companhia é acusada de ter desenvolvido intencionalmente o Facebook e o Instagram para tornar crianças dependentes das redes sociais.

O julgamento será realizado em Oakland, na Califórnia (EUA), e terá duração prevista de seis semanas. A Meta, que possui mais de três bilhões de usuários em seus aplicativos, terá de se defender das acusações apresentadas pelos estados.

Caso a gigante das redes sociais perca a ação, as autoridades também pedirão que um juiz determine mudanças no funcionamento de seus dois principais aplicativos, além da aplicação de multa.

Estados negam pedido de R$ 7,6 trilhões

O valor que será solicitado pelos estados é bem inferior aos US$ 1,4 trilhão (cerca de R$ 7,6 trilhões) mencionados anteriormente no processo.

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Durante audiência realizada na quinta-feira (13), um advogado dos estados fez questão de esclarecer que as autoridades não pedirão esse valor.

“Não pedimos US$ 1,4 trilhão”, afirmou o advogado, segundo o qual a Meta teria calculado essa cifra “para causar impacto”. O representante confirmou que a indenização reivindicada pelos estados será de US$ 193 bilhões.

Julgamento. Ao fundo, logo da Meta na tela de um notebook; à frente, um martelo de juiz
Julgamento começa na próxima semana – Imagem: mundissima/Shutterstock

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Acusações contra Facebook e Instagram

  • O processo teve origem em 2023, quando um grupo de estados estadunidenses acionou a Meta por suspeitar que a empresa havia criado funções potencialmente viciantes para crianças em seus aplicativos e violado leis estaduais;
  • Agora, os promotores que representam Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey tentarão provar que a Meta violou leis federais e estaduais relacionadas à segurança e à privacidade de menores;
  • As autoridades sustentam que a empresa desenvolveu seus aplicativos de maneira intencionalmente voltada a tornar crianças dependentes das plataformas;
  • Se a acusação for acolhida, além da indenização, os estados querem que a Meta seja obrigada a modificar o Facebook e o Instagram.

Meta nega acusações

A Meta rejeita as acusações apresentadas pelos estados. Em declaração à AFP, um porta-voz da companhia afirmou que a empresa “nega categoricamente essas acusações” e que acredita que “as provas vão mostrar seu compromisso de longa data com o apoio aos jovens”.

O julgamento, que começa na próxima semana e deve durar seis semanas, será realizado em Oakland e representa mais uma disputa envolvendo as práticas das grandes plataformas de redes sociais e a proteção de crianças e adolescentes.

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Hackers afirmam ter roubado dados de dezenas de empresas

Redação Informe 360

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Um grupo de hackers conhecido por explorar vulnerabilidades de softwares para realizar ataques simultâneos afirmou ter roubado grandes volumes de dados de quase 50 empresas em todo o mundo, incluindo Shell, Philips, GE e Fiserv. A alegação foi publicada no próprio site do grupo, segundo a Reuters.

As empresas citadas confirmaram que foram alvo ou que estão investigando as alegações, mas não há confirmação independente sobre quais dados teriam sido roubados ou sobre a quantidade de informações comprometidas.

A Reuters também não conseguiu verificar de forma independente as alegações do grupo. Os hackers não responderam aos pedidos de comentário enviados pela agência.

Empresas confirmam ataques ou investigação

  • A Philips confirmou ter sido alvo do grupo Cl0p. Segundo a companhia, foi identificada e contida uma tentativa de comprometimento de um servidor corporativo específico relacionado a dados internos;
  • “A Philips identificou e conteve uma tentativa de comprometimento de segurança de um servidor corporativo específico relacionado a dados internos”, afirmou a empresa;
  • A companhia acrescentou que o incidente não afeta ambientes de clientes;
  • A Shell, por sua vez, disse estar ciente de um possível incidente recente, confirmando uma informação divulgada anteriormente pela imprensa holandesa BNR;
  • “Estamos trabalhando com nossas equipes de segurança e especialistas relevantes para investigar a situação”, afirmou um porta-voz da Shell;
  • A Fiserv também confirmou que está ciente das alegações feitas pelo grupo. A empresa, porém, disse não ter encontrado evidências de comprometimento de dados.

Segundo um porta-voz, “com base em nossa análise abrangente até o momento”, não foram identificados indícios de que dados de clientes, bancários, transações ou informações pessoais tenham sido comprometidos. A companhia também afirmou não ter encontrado evidências de impacto em seu ambiente operacional.

A GE disse estar ciente da alegação e informou que iniciou seus protocolos de resposta a incidentes cibernéticos. “Iniciamos nossos protocolos de resposta cibernética e estamos trabalhando para avaliar o possível problema”, afirmou um porta-voz.

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Logo da Philips na fachada de um prédio
Philips teria sido uma das empresas cujos dados foram roubados – Imagem: JHVEPhoto/Shutterstock

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Grupo pode ter explorado vulnerabilidades em softwares industriais

Ainda não está claro como os hackers teriam conseguido acessar as empresas. Uma possível pista está em vulnerabilidades encontradas nos softwares Windchill e FlexPLM, da empresa PTC. As duas plataformas são utilizadas para auxiliar processos de engenharia e manufatura.

O Ransom-ISAC, grupo especializado em compartilhamento de informações sobre ransomware e ameaças cibernéticas, publicou um alerta em 22 de julho, afirmando que o Cl0p estava explorando vulnerabilidades nesses produtos.

A PTC, com sede em Boston (EUA), não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters. A empresa, porém, publicou diversos avisos de segurança em seu site desde 18 de junho, recomendando que clientes instalassem uma correção para uma vulnerabilidade e divulgando informações sobre um atacante não identificado que estaria explorando seus produtos.

Cl0p mira vulnerabilidades, não empresas específicas

Brandon Parsons, gerente de inteligência de ameaças da Ascent Solutions e autor do alerta do Ransom-ISAC, afirmou que algumas empresas começaram a receber notificações do Cl0p em 19 ou 20 de julho. Segundo ele, o grupo não costuma escolher empresas específicas como alvo. Em vez disso, procura vulnerabilidades em softwares amplamente utilizados e tenta explorá-las em diversas organizações.

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Parsons classificou os integrantes do grupo como “profissionais de extorsão de dados”. “Eles não têm como alvo uma empresa específica; eles têm como alvo uma vulnerabilidade específica de dia zero e vão atrás dela”, afirmou.

O termo zero-day (ou dia-zero, em português) é usado para vulnerabilidades ainda desconhecidas ou para as quais os fornecedores de software ainda não disponibilizaram uma correção. A estratégia permite que um mesmo grupo explore uma falha presente em diferentes organizações, potencialmente obtendo acesso a grandes quantidades de dados em uma única campanha.

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