Tecnologia
Moscas podem cavar até 2 metros em busca de cadáveres

Os animais desenvolveram uma série de capacidades ao longo dos séculos para conseguir se alimentar. Um dos exemplos mais incríveis é o da mosca. Este pequeno inseto é capaz de cavar até 2 metros de profundidade e até entrar em caixões para comer e colocar ovos nos cadáveres.
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“Mestras da infiltração”
- A espécie mosca-do-caixão (Conicera tibialis) é a responsável por tamanho feito.
- As fêmeas são consideradas verdadeiras “mestras da infiltração” e conseguem buscar corpos enterrados tão fundo.
- Relatos históricos dão conta que cadáveres enterrados por até 18 anos já mostraram sinais de atividade dos animais quando foram exumados.
- Além disso, restos desta espécie foram encontrados em túmulos dos tempos do Império Romano.

Moscas podem farejar um cadáver a até sete quilômetros de distância
Especialistas explicam que o corpo de qualquer animal morto, quando deixado ao ar livre, se decompõe de maneira previsível na natureza. Neste cenário, diversas criaturas necrófagas, ou seja, que se alimentam de cadáveres, sentem o cheiro e iniciam a caçada em busca de comida. As moscas, no entanto, costumam vencer esta corrida.
Em entrevista ao IFLScience, a Curadora Sênior de Diptera (ordem de insetos que inclui as moscas e os pernilongos) no Museu de História Natural de Londres, Erica McAlister, afirma que as moscas conseguem farejar um cadáver a até sete quilômetros de distância em caso de condições de vento favoráveis. Nem mesmo corpos enterrados escapam.
A primeira espécie a aparecer é a das moscas-varejeiras (Calliphoridae), seguidas, em geral, pelas moscas-domésticas (Musca domestica) e moscas-da-carne (Sarcophagidae), com a probabilidade de alguns besouros e mariposas, talvez percevejos. Por fim, há algumas espécies que preferem ossos e pele, e que acabam chegando por último.
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Confira o Olhar Digital News na íntegra (03/09/2026)
Veja os destaques do Olhar Digital News desta quinta-feira (03/09).
El Niño deve atingir pico no fim do ano, alerta ONU
Um novo alerta da Organização Meteorológica Mundial reforça a possibilidade de formação de um Super El Niño. De acordo com o órgão, ligado à ONU, o fenômeno climático já está estabelecido e deve ganhar força nos próximos meses, podendo chegar a uma intensidade muito forte.
Apagão digital? ChatGPT, Claude e Grok ficam fora do ar simultaneamente
Você tentou usar algum chatbot de IA nesta quinta-feira (03) e não conseguiu? Pois saiba que o problema não foi a sua rede. O ChatGPT, o Claude e o Grok saíram do ar quase ao mesmo tempo, desencadeando um travamento em cadeia na web.
GPT-6 Astra: OpenAI lança IA “superpoderosa”
A OpenAI apresentou nesta quinta-feira (03) o GPT-6 Astra, novo modelo de inteligência artificial que, segundo a empresa, representa um salto de geração. Greg Brockman, presidente da companhia, afirmou que a ferramenta pode marcar a chegada da inteligência artificial geral.
Missão BepiColombo inicia fase decisiva rumo a Mercúrio
A missão BepiColombo chegou a uma etapa decisiva de sua jornada rumo a Mercúrio nesta quinta-feira (03). Após quase oito anos viajando pelo Sistema Solar interno, o módulo MTM foi separado com sucesso do conjunto da espaçonave, a mais de 200 milhões de quilômetros da Terra.
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O que muda com a aprovação do Redata para os data centers no Brasil?
O Senado aprovou nesta semana o projeto de lei que cria o Redata, Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center. Ele prevê um pacote de incentivos fiscais, suspendendo impostos federais na compra de equipamentos voltados ao armazenamento e processamento de dados, à inteligência artificial e à computação em nuvem.
O texto agora depende de sanção do presidente Lula para entrar em vigor. Sobre o assunto, o Olhar Digital News conversou com Luis Tossi, vice-presidente da Associação Brasileira de Data Center.
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Anthropic muda política de dados após pressão de clientes empresariais

A Anthropic anunciou, nesta terça-feira (1), que vai mudar uma controversa política de retenção de dados para clientes empresariais após receber “muitos comentários” de usuários. Em seu lugar, a empresa pretende implementar uma nova solução chamada Enterprise Frontier Safeguards.
A política de retenção existente foi apresentada em junho, junto com o lançamento do Claude Fable 5 e do Mythos 5, dois dos modelos de inteligência artificial (IA) mais avançados da companhia. Na época, a Anthropic informou que exigiria a retenção de todo o tráfego desses modelos por 30 dias como forma de ajudar a combater usos indevidos e ataques cibernéticos “complexos e novos”.
A empresa havia se comprometido a não utilizar os dados para nenhuma finalidade que não estivesse relacionada à segurança, incluindo o treinamento de modelos. Ainda assim, muitos clientes empresariais demonstraram preocupação com a medida.
Segundo Kate Jensen, chefe da Anthropic para as Américas, a companhia passou centenas de horas trabalhando com clientes para desenvolver uma alternativa.
Nova solução dá mais controle às empresas
- Com o lançamento do Enterprise Frontier Safeguards, as empresas poderão controlar como seus dados são analisados, armazenados e gerenciados. A solução também permitirá realizar monitoramento automatizado de segurança sem a necessidade de revisão humana por parte da Anthropic;
- A empresa afirmou que não cobrará pelo recurso e que os controles funcionarão tanto para clientes que acessam diretamente as tecnologias da Anthropic quanto para aqueles que utilizam os modelos por meio de provedores de nuvem;
- “Podemos fazer a análise de que realmente precisamos para ajudar todos a se sentirem confiantes, mas isso fica nos sistemas e nos dados deles, para que não precisem comprometer sua própria postura de privacidade”, disse Jensen em entrevista à CNBC;
- A política de retenção de dados anunciada em junho continuará valendo para assinantes que não são clientes empresariais e utilizam os modelos da linha Mythos.

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Empresas são fundamentais para a Anthropic
Fundada em 2021, a Anthropic obtém a maior parte de sua receita com a venda de produtos e serviços para empresas. O mercado corporativo é considerado especialmente importante para a companhia enquanto ela se prepara para uma possível oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).
A Anthropic também disputa espaço com concorrentes, como a OpenAI, que apresentou, no início deste mês, sua própria solução de retenção zero de dados para modelos avançados.
Na semana passada, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, havia antecipado o Enterprise Frontier Safeguards durante uma entrevista à CNBC sobre a expansão da parceria da companhia com a Salesforce.
Amodei afirmou que a solução ajuda a garantir que os dados dos clientes da Salesforce permaneçam privados e que os modelos da Anthropic “não saiam do controle”. Segundo ele, a empresa dedicou uma “enorme quantidade de esforço” ao gerenciamento das permissões da integração entre as duas companhias.
Jensen afirmou estar “muito confiante” de que a Anthropic verá uma aceleração na adoção de seus produtos após o anúncio, especialmente em tarefas que envolvem os dados mais sensíveis dos clientes.
A empresa também anunciou nesta terça-feira seus dois novos modelos, Claude Fable 5.1 e Mythos 5.1, que, segundo a Anthropic, apresentam melhorias em programação, trabalho de conhecimento e pesquisa.
O Enterprise Frontier Safeguards será disponibilizado em fases, e a Anthropic pretende ampliar sua disponibilidade ao longo do outono no hemisfério Norte.
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