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Nova York Quer Que Empresas Meçam o Impacto da IA nos Empregos, Um Desafio Maior do Que Parece
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A inteligência artificial está roubando os empregos das pessoas. Pelo menos, é o que um número crescente de anúncios de demissões parece sugerir.
Empregadores americanos citaram a IA como o motivo de 10.970 cortes de empregos anunciados em julho deste ano, de acordo com a consultoria de recursos humanos Challenger, Gray & Christmas. A IA foi a principal causa dos cortes anunciados pelo quinto mês consecutivo. Até junho, os empregadores haviam atribuído mais de 100.000 cortes de empregos à IA em 2026.
Esses números parecem contar uma história clara sobre o impacto da IA nos empregos. Com um olhar mais atento, no entanto, surge uma questão mais completa: como realmente sabemos quando a IA causou a demissão de alguém? É o que Nova York tenta descobrir.
No início deste ano, parlamentares de Nova York aprovaram uma legislação para exigir das empresas um relatório anual sobre como a IA afetou suas equipes. O Projeto de Lei A9581B foi aprovado em ambas as câmaras em junho e, até o momento da redação deste texto, ainda não havia sido entregue à governadora do estado, Kathy Hochul.
Se assinada, a legislação pode criar um dos esforços mais ambiciosos para medir o que a IA realmente faz com os empregos. Ela também pode revelar o quão difícil é quantificar isso.
Nova York já começou a contar
O esforço não começou com o A9581B. Em seu planejamento do governo estadual para 2025, Hochul instruiu o Departamento de Trabalho de Nova York a exigir das empresas sujeitas às notificações da Lei de Ajuste e Retreinamento do Trabalhador (WARN, na sigla em inglês) — uma regra americana específica para demissões em massa — que divulguem se um corte tem relação com o uso de IA. A administração descreveu a iniciativa como uma maneira de entender os efeitos das novas tecnologias por meio de “dados reais”.
A Lei WARN de Nova York geralmente exige que as empresas enquadradas notifiquem com 90 dias de antecedência o fechamento de fábricas, demissões em massa, realocações e reduções na jornada de trabalho. Adicionar a IA ao sistema de relatórios WARN do estado criou um experimento relativamente simples: quando os empregadores realizarem demissões cobertas pela lei, basta perguntar se a IA desempenhou algum papel na decisão.
Os dados do WARN de Nova York em 2026 incluem atualmente uma movimentação de pessoal que identifica expressamente a inteligência artificial como um dos motivos. A Nespresso, por exemplo, registrou um aviso sobre um corte que afeta 46 profissionais em sua unidade na cidade de Nova York. O Departamento de Trabalho lista as causas como “Realocação de Negócios, Inteligência Artificial”.
O registro cria tantas dúvidas quanto esclarece. O documento público não indica qual proporção da medida administrativa resultou da realocação e quanto resultou da IA. Também não explica se a IA substituiu diretamente determinados funcionários, se viabilizou uma reestruturação mais ampla ou se contribuiu de alguma outra forma.
Decisões sobre o quadro de funcionários raramente têm uma causa única, o que torna complicada a contagem das perdas de vagas relacionadas à IA.
O projeto de lei na prática
O A9581B levaria o esforço de Nova York muito além das demissões cobertas pelo WARN. O projeto de lei se aplica a empresas que atuam em Nova York e que empregam mais de 50 pessoas, bem como a empresas de capital aberto. Uma versão anterior estabelecia o limite em mais de 100 funcionários, mas os legisladores expandiram a cobertura da proposta antes de aprová-la.
As empresas abrangidas teriam que enviar um relatório ao Departamento de Trabalho até 1º de março de cada ano sobre o impacto da IA durante o ano anterior.
Os dados exigidos incluiriam estimativas do número de funcionários dispensados ou que tiveram suas horas reduzidas devido à IA, funcionários contratados ou que tiveram suas horas aumentadas e cargos anteriormente ocupados que a empresa decidiu não preencher por causa da inteligência artificial. O projeto de lei repete a frase: “devido, total ou parcialmente, ao uso” da inteligência artificial.
Os empregadores também teriam que relatar informações sobre como usam a IA. Isso abrange seus objetivos, supervisão humana, frequência e duração do uso, acesso a dados pessoais sensíveis e medidas de supervisão e redução de riscos. O Departamento de Trabalho consolidaria os dados e publicaria um relatório anual para analisar os efeitos da IA nos empregos por setor, geografia e tamanho da empresa. Companhias que não cumprirem a regra poderão enfrentar multas de até US$ 500 (R$ 2,5 mil) por dia.
A IA pode mudar uma equipe sem causar demissões
Os avisos na legislação atual capturam apenas uma das maneiras pelas quais a tecnologia pode afetar os empregos. Suponha que um funcionário deixe uma empresa voluntariamente e a IA permita que a equipe restante absorva o trabalho dessa pessoa. A empresa decide não substituir o funcionário que saiu. Ninguém foi demitido, e a saída por si só não acionaria normalmente o WARN.
Ainda assim, um cargo que existia antes desapareceu. A IA eliminou um emprego?
Efeitos semelhantes podem aparecer de outras maneiras. Um empregador pode reduzir as contratações, realocar o trabalho entre os funcionários existentes ou criar novos cargos para implementar e supervisionar a IA. As funções e os horários de trabalho das pessoas também podem mudar.
Nenhum desses cenários produz necessariamente uma demissão em massa. O A9581B parece ter sido projetado para capturar essas mudanças menos visíveis.
Grande parte das políticas sobre IA no ambiente de trabalho prioriza a forma como os empregadores usam ferramentas algorítmicas para tomar decisões sobre candidatos e funcionários. O A9581B adota uma abordagem diferente, pois pede às empresas que quantifiquem como a IA afetou o tamanho e a composição das equipes após a sua implantação.
O desafio, no entanto, é determinar quando e em que medida essas mudanças ocorreram por causa da IA.
Quando a IA “causa” o desaparecimento de um emprego?
Considere uma empresa que introduza IA generativa em todas as suas operações. A produtividade melhora. Ao mesmo tempo, as condições econômicas enfraquecem e a administração lança uma iniciativa de corte de custos.
No ano seguinte, 100 funcionários saem. A empresa preenche apenas 70 dessas posições porque os gerentes concluem que os funcionários atuais, auxiliados pela IA, podem dar conta de parte do trabalho.
Quantas posições ficaram sem preenchimento devido à IA? Talvez 30. Uma parte dessas posições poderia ter desaparecido de qualquer maneira devido à condição financeira da empresa. A IA também pode ter sido apenas um fator em uma decisão de reestruturação maior.
O A9581B antecipa parte dessa complexidade ao pedir estimativas e capturar os efeitos causados “total ou parcialmente” pela IA. No entanto, a investigação mais ampla também introduz uma considerável margem de julgamento subjetivo nos dados resultantes.
Duas empresas que passam por mudanças semelhantes poderiam chegar a conclusões diferentes sobre se a IA contribuiu para isso. Uma pode atribuir uma posição vazia à IA porque a automação permitiu a outros funcionários absorver o trabalho. Outra poderia caracterizar a mesma decisão como desgaste natural, reestruturação ou redução de custos. A maneira como a gestão classifica essas decisões pode se tornar outra variável nos dados.
A metodologia a ser desenvolvida pelo Departamento de Trabalho poderá, portanto, ser quase tão importante quanto a própria obrigação do relatório.
O projeto de lei orienta o departamento a criar formulários e processos padronizados e permite que desenvolva exigências adicionais. Definições claras e metodologias consistentes podem determinar se os dados estaduais resultantes fornecerão um quadro significativo do impacto da IA.
O que exatamente será medido?
A dificuldade já é visível nos dados dos EUA. A Challenger relatou que os empregadores citaram a IA como motivo de 54.836 cortes de empregos anunciados em 2025. Até o final de junho de 2026, esse número já havia atingido 101.743 no ano. Em julho, os empregadores atribuíram outros 10.970 cortes anunciados à IA.
A própria consultoria recomendou não tratar esses números como uma medida precisa de causalidade. No início deste ano, a empresa observou a dificuldade em determinar o impacto específico da IA nas demissões, à medida que as companhias discutem cada vez mais a implantação da tecnologia e os mercados reagem a esses anúncios.
Contar o número de vagas cortadas que as empresas associam à IA é uma forma de medir. Determinar quantos empregos existiriam sem a IA é um desafio muito maior.
A proposta de Nova York tenta se aproximar da segunda questão ao capturar demissões, contratações, horas e vagas diretamente com os líderes. Ainda assim, a administração terá de fazer o julgamento de causa e efeito subjacente.
As eventuais estatísticas do estado dependerão, portanto, de milhares de decisões individuais sobre o que conta como uma mudança no mercado de trabalho por conta da IA.
A próxima fase da regulamentação dos empregos
A abordagem de Nova York reflete uma evolução mais ampla no debate político sobre a IA. A governadora tem buscado investimentos na tecnologia e sua adoção pelos profissionais, ao mesmo tempo que enfatiza o potencial de ruptura da IA para a classe trabalhadora. Em abril, ela descreveu a inovação como uma grande mudança no mercado de trabalho ao anunciar uma iniciativa estadual voltada para os seus efeitos sobre as pessoas. O estado também expandiu o treinamento em IA para mais de 100.000 funcionários públicos.
O A9581B se enquadra nesse esforço ao tentar criar algo que atualmente falta aos formuladores de políticas: um conjunto de dados recorrente que mostra como as empresas dizem que a IA muda o emprego.
Se o projeto virar lei e o sistema funcionar como planejado, Nova York poderá, eventualmente, oferecer uma visão mais detalhada desses efeitos do que as estatísticas tradicionais de demissões fornecem. Os legisladores poderiam ver se a substituição de profissionais pela IA se concentra em determinados setores ou regiões, se as empresas criam funções paralelamente às que eliminam e se o maior impacto se dá por meio de demissões diretas ou de vagas silenciosamente esquecidas.
Esses dados poderiam moldar futuros debates sobre retreinamento de pessoas, educação, desenvolvimento econômico e regulamentação da IA.
*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com
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Chef de Cave: um dos Cargos Mais Complexos do Vinho, Explicado por um dos Grandes Nomes de Champagne

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Em Champagne, algumas das decisões mais importantes de uma garrafa são tomadas anos antes de ela chegar à mesa. Quando colher, quais vinhos separar, quanto reservar de safras anteriores, se haverá fermentação malolática, por quanto tempo envelhecer e, em determinados anos, se aquela colheita merece ou não virar um vintage. No centro dessas escolhas está o chef de cave.
Dominique Demarville conhece bem o peso do cargo. Com mais de duas décadas em posições de comando em algumas das principais casas de Champagne, tornou-se um dos nomes mais respeitados da área. Aos 31 anos, chegou a ser o mais jovem profissional a assumir a função em uma grande maison. Passou pela Veuve Clicquot, onde ocupar o posto costuma significar construir uma carreira longa dentro da própria casa, mas escolheu outro caminho: em 2021 assumiu as caves e a direção-geral da Lallier, uma operação de menor escala.
A mudança ajuda a explicar a maneira como Demarville enxerga a profissão. Para ele, o chef de cave está para o Champagne assim como um chef está para a cozinha. “Você pode entregar os mesmos ingredientes a dois chefs e eles vão criar coisas diferentes. No Champagne é exatamente igual”, afirmou Demarville à Forbes Brasil, em sua primeira entrevista à imprensa brasileira desde 2018.
As uvas disponíveis são semelhantes, assim como o território e as condições de uma determinada safra. A diferença está em como cada profissional interpreta esse material.
“O blend é a verdadeira criatividade do chef de cave”, diz. A escolha do momento da colheita, a condução das fermentações e o envelhecimento entram no conjunto de ferramentas que define o resultado. Mas há uma limitação importante à autoria. Diferentemente de um chef de restaurante, que pode mudar completamente a própria cozinha, o responsável por uma maison herda também uma identidade.
“É a nossa criatividade, mas, ao mesmo tempo, precisamos respeitar o estilo da casa”, afirma. A tarefa inclui preservar esse código e, um dia, transmiti-lo ao sucessor.
Decisões que levam anos
Poucas escolhas representam tão bem a responsabilidade do cargo quanto declarar uma safra vintage, em que a garrafa tem o espumanete de apenas um ano específico. Demarville diz que é uma das decisões mais difíceis de sua carreira. Não acontece depois de uma única degustação. Pode levar aproximadamente um ano e envolve avaliar toda a estação, a colheita, os vinhos produzidos e, principalmente, antecipar como aquele Champagne poderá evoluir depois de sete, oito ou nove anos de envelhecimento.
E ele evita decidir sozinho. “Eu nunca degusto sozinho e não tomo sozinho a decisão de fazer um vintage. É uma decisão de equipe”, afirma. Depois de tomada, porém, a escolha deixa de ser discutida. “A decisão foi tomada. Vamos até o fim.”
Essa lógica se estende à forma como lidera. Para Demarville, “a pior decisão é aquela que não tomamos”. Em situações difíceis, defende transparência e contato direto com a equipe — não e-mail, mensagem ou videoconferência. “Quando a decisão não é fácil, você precisa olhar as pessoas nos olhos.” Dominique Demarville
O clima também mudou o trabalho
A função de chef de cave ganhou uma nova camada com as mudanças climáticas. Quando Demarville começou a trabalhar, no início dos anos 1990, a análise se concentrava principalmente no açúcar e na acidez das uvas. Hoje, os produtores também observam a maturação fenólica, porque o ciclo das plantas se acelerou.
Segundo ele, no passado a colheita em Champagne acontecia aproximadamente 95 a 100 dias depois da floração. Agora, esse intervalo caiu para algo entre 75 e 80 dias.
Isso obriga o chef de cave a adaptar técnicas sem simplesmente alterar o perfil do vinho. Uma das possibilidades é evitar, em determinados casos, a fermentação malolática para conservar mais acidez e frescor. Novas variedades e formas de trabalhar os vinhedos também entram nessa equação.

Champagne além do brinde
É nesse contexto que a Lallier funciona como pano de fundo da nova fase de Demarville. A maison, fundada há mais de um século e controlada em 80% pelo Grupo Campari desde 2020, começou a ampliar sua presença no Brasil há cerca de um ano com dois rótulos (brut e rosé) inicialmente posicionados na faixa de R$ 420 a R$ 520.
Demarville já esteve algumas vezes no país e diz enxergar duas características particularmente favoráveis ao Champagne: a cultura da celebração e a relação dos brasileiros com a gastronomia.
Para ele, porém, o desafio é fazer a bebida sair apenas do brinde e ocupar também a mesa. Nesse caso, até a maneira de servir muda: em vez da taça estreita e da temperatura mais baixa típica das comemorações, ele recomenda uma taça mais aberta e alguns graus a mais para favorecer os aromas durante uma refeição.
Depois de mais de 23 anos ocupando algumas das posições mais importantes de Champagne, Demarville continua descrevendo seu trabalho menos como o de alguém que segue uma receita e mais como o de quem interpreta um conjunto de elementos.
Ele compara o chef de cave também a um músico: duas pessoas podem tocar o mesmo instrumento e provocar emoções diferentes. No Champagne, talvez seja justamente aí que esteja o poder — e a responsabilidade — de quem assina uma garrafa.
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A Escala 5×2 Chegou. E Muda Mais do Que o Custo da Folha
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Está decidido. A Emenda Constitucional 141, promulgada na última sexta-feira (20), encerra a escala 6×1. Em 60 dias, todo trabalhador CLT passa a ter duas folgas semanais e jornada máxima de 42 horas. Catorze meses após a publicação, o teto cai para 40 horas, sem redução de salário.
A primeira leitura é de custo, e ela não está errada. Como não será permitida a redução de salários e haverá redução de 44 para 40 horas semanais, cada hora vale 10% a mais. E isso encarece também a hora extra e os adicionais, que são calculados sobre o valor da hora.
Em operações que funcionam sete dias por semana, como varejo e serviços, manter a cobertura exige reforço de quadro. Nas simulações que tenho acompanhado, esse reforço fica entre 10% e 20%, e pesa mais nas unidades menores, que têm menor margem para remanejar gente.
Mas tratar a 5×2 apenas como aumento de folha é desperdiçar a oportunidade de rever a estratégia de remuneração como um todo.
Eficiência de escala
Comecemos pelo fixo. Com a hora mais cara, a pressão será por conter reajustes. Esse é um erro tentador. Mas antes de pensar em trocar equipes com salários reduzidos, será importante avaliar reservas escondidas na própria escala.
Empresas que passaram a montar turnos a partir da curva de movimento por hora descobriram horas extras desnecessárias e gente parada nos horários errados. Eficiência de escala é a primeira fonte de financiamento da nova jornada.
Onde mora a oportunidade
O variável é onde mora a oportunidade mais clara. Se o objetivo é produzir o mesmo, ou mais, em menos horas, a remuneração variável precisa apontar para isso. Prêmios por produtividade, metas de venda por hora trabalhada, bônus por cobertura nos picos ou por redução de absenteísmo transformam a exigência legal em alinhamento: a empresa ganha eficiência e o colaborador participa do ganho.
A experiência internacional reforça a lógica. Quando Portugal reduziu a jornada de 44 para 40 horas, em 1996, estudos registraram ganho de produtividade próximo de 8%. O Chile está no meios de uma transição gradual até 2028, e o México aprovou a sua até 2030. A redução funciona melhor quando vem acompanhada de esforço deliberado de produtividade, e incentivo bem desenhado é parte desse esforço.
Recompensas intangíveis
Há ainda uma camada que raramente entra na planilha: as recompensas intangíveis. Duas folgas, previsibilidade de escala e fins de semana inteiros com a família são valor percebido. Gente descansada e motivada erra menos, falta menos e atende melhor. Empresas que comunicarem isso como parte da proposta de valor ao empregado vão reter melhor do que as que tratarem a mudança como obrigação.
Rotatividade pode diminuir
Há também uma economia que raramente aparece na conta da transição: a da rotatividade. No varejo, ela já é altíssima. Levantamento do Sindilojas-SP mostra que a rotatividade no varejo paulista chegou a 56,6% em 2025, o maior nível desde 2020. Em alguns segmentos, como lojas de conveniência, passou de 90%.
Isso significa recontratar, quase todo ano, boa parte da equipe. Cada saída tem um custo que vai além da rescisão: recrutamento, treinamento e os meses em que o novo funcionário ainda não rende o que rendia quem saiu. O cliente percebe essa curva de aprendizado no caixa e no atendimento. Se a 5×2 for bem implementada, com escalas previsíveis e folgas que de fato descansam, as pessoas tendem a ficar mais tempo. Parte do custo da nova jornada pode voltar como economia em turnover.
E há a carreira. Mais turnos e escalas mais complexas exigem novas funções de controle: líderes de turno, coordenadores de escala, analistas de operação. É uma chance real de promover quem já conhece a operação e o cliente. A pergunta incômoda é se essa base está preparada. Quem sempre executou nem sempre foi treinado para planejar, ler indicadores ou liderar colegas. Sem trilha de capacitação e uma estrutura de cargos que reconheça esses degraus, a promoção vira armadilha.
Além disso, pessoas que estavam na informalidade podem voltar a se interessar pelo modelo CLT nesta nova configuração de escala.
Muitos empreendedores lerão tudo isso pensando na própria rotina, que está mais para 7×0 do que para 5×2. É verdade. A diferença é que, nesse caso, cada hora a mais constrói patrimônio próprio. Para quem trabalha numa estrutura que não é sua, o que se constrói é outra coisa: vínculo, ou a falta dele. Numa geração que cobra cada vez mais qualidade das relações de trabalho, a 5×2 talvez seja menos uma imposição e mais a formalização de algo que o mercado já vinha pedindo.
*Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.
Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.
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Stephen Curry Passa de US$ 200 Milhões; Veja os Jogadores Mais Bem Pagos da NBA

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Stephen Curry foi o primeiro MVP (jogador mais valioso) unânime da NBA, em 2016. O primeiro jogador a liderar a liga em bolas de três pontos quatro vezes, depois cinco, depois seis, sete e oito vezes. O primeiro jogador a tentar 10.000 arremessos de além do arco — e o primeiro a converter 4.000 deles.
Mas, apesar de todas as formas pelas quais o arremessador de 38 anos do Golden State Warriors transformou o basquete, ele é igualmente revolucionário financeiramente.
Já o primeiro jogador da NBA a receber um salário de US$ 40 milhões, em 2019-20, e de US$ 50 milhões, em 2023-24, Curry deve ultrapassar a marca de US$ 60 milhões nesta temporada, embolsando US$ 62,6 milhões dentro de quadra.
Enquanto isso, depois de romper com sua patrocinadora de longa data Under Armour no outono passado e anunciar um novo acordo com a marca chinesa de calçados Li-Ning em junho, Curry deve ganhar estimados US$ 141 milhões com patrocínios e outros negócios — pulverizando o recorde da NBA de US$ 100 milhões que ele recebeu fora de quadra em 2024-25.
Somando os dois valores, Curry está a caminho de ganhar US$ 203,6 milhões no próximo ano, tornando-se o primeiro jogador em atividade da NBA a ultrapassar US$ 200 milhões.
Na verdade, desde que a Forbes começou a acompanhar a renda de atletas em 1990, apenas outras três estrelas do esporte ultrapassaram essa marca no período de 12 meses, sem ajuste pela inflação: o boxeador Floyd Mayweather, a lenda do futebol Cristiano Ronaldo e o golfista Jon Rahm.
O ganho histórico mantém Curry no topo da lista da Forbes dos jogadores mais bem pagos da NBA pelo segundo ano consecutivo. LeBron James, que liderou o ranking por 11 temporadas consecutivas antes de cair para o segundo lugar em 2025, agora desce para a quarta posição, com ganhos estimados em US$ 93,9 milhões, depois de assinar com o Philadelphia 76ers em julho pelo salário mínimo para veteranos, de US$ 3,9 milhões nesta temporada.
O ala do Houston Rockets Kevin Durant, que deve receber estimados US$ 104,9 milhões, e Giannis Antetokounmpo, que embolsará um total de US$ 103,5 milhões depois de ter sido negociado com o Miami Heat durante o verão, aparecem à frente de James na lista deste ano.
Juntos, os dez jogadores mais bem pagos da NBA devem receber US$ 958 milhões nesta temporada antes de impostos e comissões de agentes, alta de 6% em relação ao recorde de US$ 902 milhões da lista de 2025 e mais que o dobro dos US$ 449 milhões registrados há uma década.
Os US$ 469 milhões em renda fora de quadra combinados pelo grupo ficam quase US$ 90 milhões acima do recorde de US$ 380 milhões do ano passado — e muito à frente dos números comparáveis dos dez atletas mais bem pagos de outros esportes, como futebol, com US$ 281 milhões; MLB, com US$ 144 milhões; NFL, com US$ 84 milhões; e NHL, com US$ 16 milhões.
E embora os US$ 489 milhões que o top 10 deste ano recebe dentro de quadra representem uma queda em relação às duas temporadas anteriores, isso se deve quase inteiramente à “última decisão” de James, de 41 anos, de aceitar menos dinheiro em troca de uma chance de conquistar outro título enquanto sua ilustre carreira se aproxima do fim.
O teto salarial da NBA está fixado em US$ 165 milhões nesta temporada, alta de 75% em relação a dez anos atrás, à medida que o forte crescimento dos negócios da liga eleva o valor da parcela de aproximadamente 50% da receita relacionada ao basquete destinada aos jogadores, conforme garantido pelo acordo coletivo de trabalho.
Há uma década, enquanto alguns observadores da liga temiam que um salto de um ano no teto salarial tivesse produzido contratos fora de proporção, James tinha o maior salário da NBA, de US$ 31 milhões.
Nesta temporada, 59 jogadores da NBA devem superar essa marca, segundo o Spotrac. Ainda assim, depois que um pacote nacional de transmissão de 11 anos e US$ 76 bilhões, assinado em 2024 e iniciado na temporada passada, levou algumas pessoas dentro da liga a presumirem que o teto salarial subiria pelo máximo de 10% no futuro próximo, a realidade foi um pouco menos robusta.
Nesta temporada, o teto subiu 6,7%, e a projeção é de um avanço semelhante em 2027-28. O crescimento está sendo prejudicado pela turbulência no mercado de mídia local, depois que o colapso da operadora de redes esportivas regionais Main Street Sports Group custou a 16 times da NBA dezenas de milhões de dólares em receita anual — para cada um deles.
Não espere, porém, que esse obstáculo interrompa a arrancada financeira dos jogadores. Embora o salário de Curry deva cair novamente para menos de US$ 60 milhões na próxima temporada, depois de ele ter dado um alívio financeiro aos Warriors com a extensão contratual de dois anos e US$ 116 milhões assinada em setembro — US$ 20,7 milhões abaixo do máximo que estava disponível para ele —, há mais marcos financeiros no futuro da NBA.
Para começar, a liga está a caminho de ultrapassar a barreira dos US$ 70 milhões em 2029-30 — com pelo menos três jogadores diferentes.
Os Jogadores Mais Bem Pagos da NBA em 2026
1. US$ 203,6 milhões
Stephen Curry
Idade: 38 | Posição: armador | Time: Golden State Warriors | Dentro de quadra: US$ 62,6 milhões • Fora de quadra: US$ 141 milhões

Depois de se tornar, em julho, o primeiro jogador em atividade a ser tema de uma exposição dedicada no Naismith Basketball Hall of Fame, Curry entra em sua 18ª temporada profissional ainda capaz de dominar uma partida.
Na pesquisa anual da NBA com os general managers, o tetracampeão foi recentemente eleito o melhor arremessador puro da liga, com 97% dos votos, e, apesar dos joelhos desgastados que acompanham os 38 anos, foi apontado como o melhor em movimentação sem a bola por 80% dos votantes.
Curry também está fazendo seu impacto ser sentido no varejo: sua nova parceria com a chinesa Li-Ning vale, segundo relatos, US$ 400 milhões por dez anos, com um tênis de assinatura previsto para ser lançado no início do próximo ano.
Enquanto isso, a Under Armour, antiga casa dos tênis Curry Brand, afirmou em maio que esperava uma queda de 1% em sua receita anual por causa da separação da empresa de seu antigo principal rosto no negócio de basquete.
Curry, cujos outros patrocinadores incluem Chase, Rakuten e a recém-chegada Glaukos, é um de apenas cinco atletas em atividade que já alcançaram US$ 100 milhões em renda fora de quadra em um único ano, ao lado do golfista Tiger Woods, do tenista Roger Federer, do lutador de MMA Conor McGregor e do fenômeno de duas funções do Los Angeles Dodgers Shohei Ohtani.
Ele também foi destaque no documentário Portrait of an Artist: Stephen Curry, lançado neste mês em telas IMAX e que retrata o jogo de 2025 no qual ele converteu a 4.000ª bola de três pontos de sua carreira.
2. US$ 104,9 milhões
Kevin Durant
Idade: 38 | Posição: ala | Time: Houston Rockets | Dentro de quadra: US$ 43,9 milhões • Fora de quadra: US$ 61 milhões
Durant assinou em outubro passado uma extensão contratual de dois anos e US$ 90 milhões, abrindo mão de cerca de US$ 30 milhões para dar ao Houston Rockets flexibilidade financeira para montar seu elenco, mas ainda está a caminho de superar LeBron James como o maior ganhador em quadra da história da NBA em 2027-28, quando chegará a US$ 591 milhões em ganhos de carreira.
O ala de 38 anos também pode ampliar ainda mais a diferença ao recusar sua opção de jogador para a próxima temporada e retornar ao mercado de agentes livres no verão de 2027.
Fora de quadra, Durant possui contratos de patrocínio com marcas que incluem CeraVe, Dick’s Sporting Goods e FanDuel e investe por meio de seu family office 35V, que, segundo relatos, teve recentemente um grande acerto quando a Nvidia concordou em adquirir a plataforma de inteligência artificial Hugging Face por US$ 12,9 bilhões.
Durant também é cofundador da empresa de mídia Boardroom, que chegou a um acordo de distribuição e venda de publicidade com a Wondery em junho; a partir do início do próximo ano, os podcasts da Boardroom estarão disponíveis nos serviços da Amazon, incluindo Amazon Music, Prime Video e Fire TV Channels.
3. US$ 103,5 milhões
Giannis Antetokounmpo
Idade: 31 | Posição: ala | Time: Miami Heat | Dentro de quadra: US$ 58,5 milhões • Fora de quadra: US$ 45 milhões
Negociado com o Miami Heat durante o verão depois de 13 anos com o Milwaukee Bucks, Antetokounmpo disse recentemente sobre jogar diante de uma nova torcida: “Eu me sinto energizado. Eu me sinto vivo.”
Outro benefício da mudança: sair de Wisconsin para a Flórida, que não possui imposto estadual sobre renda, pode economizar milhões de dólares ao ala de 31 anos em seu próximo contrato, que ele poderá assinar como extensão a partir de janeiro. (Alternativamente, ele poderá recusar sua opção de jogador para 2027-28 e se tornar agente livre no próximo verão.)
Com parcerias com mais de uma dúzia de marcas, incluindo acordos recentes com Gopuff, Kalshi e Superpower que incluem participações acionárias, os estimados US$ 45 milhões de renda fora de quadra de Antetokounmpo foram superados por apenas sete estrelas do esporte na lista da Forbes dos atletas mais bem pagos do mundo em 2026.
Antetokounmpo também investiu no time feminino de futebol do Chelsea em fevereiro e, apesar de sua saída de Milwaukee, ainda pode conquistar outro título para a cidade: ele possui uma pequena participação no Brewers, classificado para a World Series, desde 2021.
4. US$ 93,9 milhões
LeBron James
Idade: 41 | Posição: ala | Time: Philadelphia 76ers | Dentro de quadra: US$ 3,9 milhões • Fora de quadra: US$ 90 milhões
A mudança de James para o 76ers neste verão, depois de oito temporadas com o Los Angeles Lakers, fará com que ele ganhe menos dentro de quadra do que em qualquer outro momento de sua carreira profissional — incluindo sua temporada de estreia, em 2003-04, quando seu salário era de US$ 4 milhões.
Mas o ala de 41 anos também está ganhando mais fora de quadra do que nunca, com patrocínios lucrativos de marcas como Hennessy, Louis Vuitton e a recente adição Polymarket, que, segundo a Front Office Sports, pagará a ele US$ 15 milhões por ano.
Seu acordo com a Fanatics também viria, segundo relatos, com um benefício além do dinheiro: o uso de um helicóptero da empresa para fazer o trajeto entre Filadélfia e Nova York.
Além de seus patrocínios, James apresenta o podcast Mind the Game ao lado do integrante do Basketball Hall of Fame Steve Nash e lançou neste ano seu quarto livro infantil, chamado Happy Spooky Halloween!.
Ele também lançou um canal no YouTube em agosto, atraindo 650.000 inscritos com vídeos focados em golfe, e sua fundação está fazendo parceria com o PGA Tour para realizar um torneio em sua cidade natal, Akron, Ohio, no próximo ano.
5. US$ 87,9 milhões
Anthony Edwards
Idade: 25 | Posição: ala-armador | Time: Minnesota Timberwolves | Dentro de quadra: US$ 48,9 milhões • Fora de quadra: US$ 39 milhões
Entrando na terceira temporada de um contrato de cinco anos com valor projetado de US$ 244,6 milhões, Edwards é o líder de uma equipe reformulada do Timberwolves, que adquiriu LaMelo Ball em julho.
“Eu não espero”, disse neste mês à Associated Press o armador de 25 anos, que chegou aos playoffs por cinco anos consecutivos. “Eu não desejo nada. É pura força de vontade e determinação. E vamos mostrar isso todas as noites.”
Edwards, presença frequente em campanhas da Adidas e Sprite, anunciou recentemente uma parceria com a PrizePicks e transmitiu a segunda edição de seu Believe That Awards em seu canal no YouTube.
Produzido pela Three Fifths Media, de Edwards, o programa distribuiu prêmios como “personagem principal do ano” e o “stood on bidness award” e teve aparições de vencedores como Coco Gauff, Michael B. Jordan e Justin Bieber, que foi nomeado “garoto branco do ano”.
6. US$ 86,5 milhões
Jayson Tatum
Idade: 28 | Posição: ala | Time: Boston Celtics | Dentro de quadra: US$ 58,5 milhões • Fora de quadra: US$ 28 milhões
Tatum fez um retorno um tanto surpreendente às quadras em março, menos de dez meses depois de romper o tendão de Aquiles — recuperação que foi tema de um documentário de cinco partes da NBC chamado The Quiet Work, além de anúncios para a Amica Insurance e o analgésico Journavx.
“É um tipo diferente de alegria que tenho agora em comparação com minhas primeiras oito temporadas”, disse o ala de 28 anos no training camp, descrevendo sua mudança de perspectiva enquanto entra na segunda temporada de um contrato de cinco anos e US$ 314 milhões.
Tatum, apoiado por marcas que incluem AT&T, Coach e SoFi e cofundador da fabricante de doces Enjoy Small Wins, terá de se adaptar a uma nova realidade no Celtics, porém, depois que Boston negociou seu companheiro de longa data Jaylen Brown com o Philadelphia 76ers em julho em troca de Paul George e um pacote de escolhas de draft.
7. Empate — US$ 70,8 milhões
Jimmy Butler
Idade: 37 | Posição: ala | Time: Golden State Warriors | Dentro de quadra: US$ 56,8 milhões • Fora de quadra: US$ 14 milhões
Butler está afastado desde que rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito em janeiro, mas, segundo relatos, pretende retornar no início de 2027.
“Robin vai voltar daqui a pouco”, disse o ala de 37 anos à NBC Sports neste mês, acrescentando que estava ansioso para fazer bloqueios para seu Batman, o armador dos Warriors Stephen Curry.
Butler, que se tornará agente livre depois desta temporada, também é companheiro de Curry na lista de embaixadores da Li-Ning e é patrocinado por outras marcas, incluindo Alo Yoga, os óculos inteligentes Specs da Snap e Cheez-It, que comercializou uma caixa de colecionador dos biscoitos decorada com uma foto de Butler acompanhada de um pacote de café da Big Face, empresa fundada por ele.
7. Empate — US$ 70,8 milhões
Shai Gilgeous-Alexander
Idade: 28 | Posição: armador | Time: Oklahoma City Thunder | Dentro de quadra: US$ 40,8 milhões • Fora de quadra: US$ 30 milhões
Bicampeão consecutivo do prêmio de MVP, Gilgeous-Alexander está se adaptando a novas diretrizes de arbitragem criadas para combater jogadores de ataque que empurram os defensores, mas o armador de 28 anos acredita estar melhor e mais versátil nos dois lados da quadra depois de um verão de muito trabalho.
“Acho que sou o melhor jogador da NBA”, disse ele à Time, enquanto busca se recuperar de uma derrota nos playoffs para o San Antonio Spurs.
Gilgeous-Alexander, que no ano passado assinou uma extensão de quatro anos e US$ 285 milhões com o Thunder que começa em 2027-28, complementa sua renda com parcerias como Levi’s e YSL Beauty.
Embora tenha assinado em 2024 um contrato plurianual para uma linha de tênis com a Converse, pertencente à Nike, Gilgeous-Alexander sinalizou em junho que passaria a representar diretamente a marca do Swoosh.
Enquanto isso, neste mês, ele se juntou ao grupo de proprietários do time espanhol de futebol Atlético de Madrid.
9. US$ 68,1 milhões
Devin Booker
Idade: 29 | Posição: ala-armador | Time: Phoenix Suns | Dentro de quadra: US$ 57,1 milhões • Fora de quadra: US$ 11 milhões
Booker assinou no ano passado uma extensão contratual de dois anos e US$ 145 milhões com o Suns, dando a ele a opção de se tornar agente livre em 2029 ou 2030, e depois liderou Phoenix a uma surpreendente vaga nos playoffs.
Enquanto busca melhorar a campanha de 45 vitórias e 37 derrotas, o cinco vezes All-Star afirma que quer ser mais agressivo nos arremessos e que não está preocupado com o fato de completar 30 anos neste mês.
“À medida que você envelhece, aprende novas formas de treinar, novas formas de cuidar do corpo”, disse ele a jornalistas em setembro. “Tenho absorvido muito de vários caras que tiveram sucesso e jogaram por muitos anos.”
Fora do basquete, Booker lançou recentemente uma coleção de copos da Stanley, além de duas versões especiais de seu tênis de assinatura da Nike: uma criada pelo artista de grafite Futura e outra com o logotipo do McDonald’s.
Ele também viu a Coco5, fabricante de bebida esportiva à base de água de coco da qual é coproprietário, levantar US$ 10 milhões em janeiro.
10. US$ 68 milhões
Joel Embiid
Idade: 32 | Posição: pivô | Time: Philadelphia 76ers | Dentro de quadra: US$ 58 milhões • Fora de quadra: US$ 10 milhões
Embiid emagreceu e passou a levantar pesos pesados com mais frequência em uma tentativa de se manter saudável para um time do 76ers com grandes expectativas depois das contratações de LeBron James e Jaylen Brown na offseason.
O resultado é que Embiid participou integralmente do início do training camp, feito nada pequeno para o pivô de 32 anos, frequentemente lesionado, que disputou 96 de 246 jogos possíveis de temporada regular nos últimos três anos.
“Seria tolice dizer que esta temporada não será diferente, por causa das expectativas e da atenção”, disse recentemente à GQ Embiid, que está na primeira temporada de um contrato de três anos e US$ 187,9 milhões. “Mas, na minha cabeça, tudo é igual porque toda a minha carreira sempre foi sobre uma coisa: vencer.”
Fora de quadra, Embiid é mais seletivo com patrocínios do que era no início de sua carreira, mas continua sendo o rosto da divisão de basquete da Skechers.
Metodologia
O ranking de 2026 da Forbes dos jogadores mais bem pagos da NBA reflete os salários da temporada 2026-27 para contratos assinados até 19 de outubro de 2026. Os valores dentro de quadra são arredondados para os US$ 100 mil mais próximos.
Incentivos baseados no desempenho individual ou coletivo em 2026-27 não estão incluídos. As estimativas de ganhos fora de quadra são determinadas por meio de conversas com fontes do setor e arredondadas para o US$ 1 milhão mais próximo.
Os valores refletem dinheiro anual proveniente de patrocínios, licenciamento, aparições e memorabilia, além de retornos em dinheiro de negócios nos quais o atleta possui participação significativa.
Rendimentos de investimentos, como pagamentos de juros ou dividendos, não são incluídos, mas a Forbes considera pagamentos provenientes de participações acionárias que os atletas tenham vendido. A Forbes não desconta impostos nem comissões de agentes.
*Reportagem originalmente publicada em Forbes.com
O post Stephen Curry Passa de US$ 200 Milhões; Veja os Jogadores Mais Bem Pagos da NBA apareceu primeiro em Forbes Brasil.
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