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Gabriel Leone: 8 filmes e séries online para conhecer o trabalho do ator

Redação Informe 360

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Gabriel Leone é um dos atores brasileiros mais promissores, conquistando o público com atuações marcantes tanto no cinema quanto na TV. Com versatilidade e carisma, o ator se destacou em papéis variados, desde personagens intensos em dramas até protagonistas em produções biográficas. 

Se você deseja explorar o trabalho de Gabriel Leone, aqui estão oito filmes e séries disponíveis em plataformas de streaming para mergulhar em sua carreira.

imagem mostra o ator GABRIEL LEONE pousando para uma foto que dá capa a série SENNA da netflix
Senna (2024) / Crédito: Gullane Entretenimento (divulgação)

Filmes e Séries com Gabriel Leone

  • Dom (2021 – 2024)
  • Senna (2024)
  • Verdades Secretas (2015)
  • Ferrari (2023)
  • Eduardo e Mônica (2022)
  • Minha Fama de Mau (2019)
  • O Rio do Desejo (2023)
  • Duetto (2022)

Dom (2021 – 2024)

Nesta série baseada em fatos reais, Gabriel Leone interpreta Pedro Dom: um jovem da classe média carioca que, após ser exposto à cocaína na adolescência, se torna líder de uma gangue criminosa nos anos 2000. 

imagem mostra a capa da série DOM do prime video
Dom (2021 – presente) / Crédito: Conspiração Filmes (divulgação)

Paralelamente, seu pai, Victor Dantas (Flavio Tolezani), ingressa no serviço de inteligência policial nos anos 70, dedicando-se ao combate às drogas. As trajetórias opostas de pai e filho se cruzam em uma trama com drama intenso.

Onde assistir: 

  • Prime Video

Senna (2024)

Na série biográfica do lendário piloto brasileiro, Gabriel Leone dará vida ao próprio Ayrton Senna. 

gabriel leone caracterizado como ayrton senna para a série senna da netflix
Senna (2024) / Crédito: Gullane Entretenimento (divulgação)

A série explora não apenas sua trajetória nas pistas, mas também aspectos mais íntimos de sua vida.

Onde assistir: 

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  • Netflix

Verdades Secretas (2015)

Na novela de Walcyr Carrasco, Gabriel faz parte do universo cheio de segredos e ambição do “book rosa”.  Ele interpreta “Gui”, um jovem rico sustentado pelos pais que se envolve nesse mundo de glamour e corrupção.

capa da novela verdades secretas da globo
Verdades Secretas (2015 – 2021) / Crédito: Estúdios Globo (divulgação)

A história acompanha uma mãe batalhadora que se muda com a filha para São Paulo, onde a jovem inicia carreira como modelo numa agência. 

Sob o nome artístico de Angel, a jovem é introduzida ao controverso book rosa, que conecta modelos à prostituição de luxo. 

Onde assistir: 

  • Globoplay

Ferrari (2023)

Em uma produção internacional, Gabriel Leone integra o elenco de Ferrari, com direção do renomado Michael Mann (Fogo contra Fogo). O elenco conta com nomes como Adam Driver e Penélope Cruz.

imagem mostra uma cena tirada do filme ferrari de 2023
Ferrari (2023) / Crédito: STXfilms (divulgação)

O filme retrata a vida do fundador da icônica marca de automóveis. Leone interpreta Alfonso de Portago, um jovem piloto da Ferrari.

Onde assistir: 

  •  Amazon Prime Video

Eduardo e Mônica (2022)

Filme inspirado na clássica canção da Legião Urbana, Eduardo e Mônica traz Gabriel Leone como o jovem Eduardo, que se apaixona por Mônica (Alice Braga), uma mulher mais velha. Os dois se conhecem em uma festa em Brasília, nos anos 80, dando início a uma história de amor inesperada.

imagem mostra os protagonistas da série eduardo e monica, série inspirada na música de mesmo nome da banda brasileira legião urbana
Eduardo e Mônica (2020) / Crédito: Gávea Filmes (divulgação)

Apesar da diferença de idade, personalidade e interesse, o casal enfrenta desafios para superar preconceitos e amadurecer a relação.

Onde assistir: 

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  •  Amazon Prime Video

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Minha Fama de Mau (2019)

Neste longa biográfico, Gabriel Leone dá vida a Roberto Carlos, revivendo os primórdios da Jovem Guarda.

imagem mostra o personagem de gabriel leone na capa do filme MINHA FAMA DE MAU
Minha Fama de Mau (2019) / Crédito: Indiana Produções (divulgação)

O filme ainda acompanha a trajetória de Erasmo Carlos (Chay Suede): um jovem apaixonado por rock and roll que sonha em viver de música. Determinado a alcançar seu objetivo, ele conquista a atenção de um influente apresentador de TV.

Através dessa conexão, Erasmo conhece Roberto Carlos (Gabriel Leone), iniciando uma parceria musical que se torna um marco na história da música brasileira.

Onde assistir: 

  • Netflix

O Rio do Desejo (2023)

Drama baseado na obra de Milton Hatoum. A história acompanha Dalberto (Daniel de Oliveira), que abandona a carreira policial para viver com Anaíra (Sophie Charlotte) às margens do Rio Negro, na casa que divide com seus dois irmãos. 

minha mostra o personagem de gabriel leone no filme O RIO DO DESEJO
O Rio do Desejo (2023) / Crédito: RT Features (divulgação)

Durante uma longa viagem de Dalberto, seus irmãos, Dalmo (Rômulo Braga) e Armando (Gabriel Leone), se vêem envolvidos por Anaíra, gerando um triângulo amoroso cheio de tensão. 

O retorno de Dalberto reúne todos sob o mesmo teto, complicando ainda mais a relação entre eles.

Onde assistir: 

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  • Globoplay

Duetto (2022)

Filme de drama histórico ambientado na Itália em 1965, Duetto acompanha a história de Cora (Luisa Arraes), uma adolescente brasileira que, após a trágica morte de seu pai (Rodrigo Lombardi), viaja com sua avó Lúcia (Marieta Severo) para Apúlia, na Itália.

imagem mostra os principais personagens do filme duetto, reunidos numa mesa de jantar
Duetto (2022) / Crédito: Indiana Produções (divulgação)

Enquanto enfrenta o luto e tenta se reconectar com sua família, Cora conhece o cantor italiano Marcello Bianchini (Michele Morrone), iniciando um relacionamento controverso.

Gabriel Leone também integra o grande elenco deste emocionante filme.

Onde assistir: 

  •  Amazon Prime Video

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Nova taxa de Trump não contempla minerais críticos e outros; confira

Redação Informe 360

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta sexta-feira (20), a aplicação de uma nova tarifa de 10% sobre importações provenientes de todos os países em resposta à decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que derrubou o “tarifaço” que vigorava há alguns meses. Segundo a Casa Branca, as novas taxas entram em vigor na terça-feira (24).

A medida se baseia na Seção 122, mecanismo criado em 1974 que autoriza a imposição de tarifas em casos de “problemas fundamentais de pagamentos internacionais”. Pela regra, as taxas podem ser mantidas por até 150 dias, período que, de acordo com o anúncio oficial, será utilizado integralmente.

O que não será taxado por Trump

  • O governo estadunidense informou que alguns produtos ficarão isentos da nova tarifa, entre eles carne bovina, tomates e laranjas;
  • Também não serão sobretaxados itens considerados estratégicos ou essenciais, como minerais críticos, energia, fertilizantes, medicamentos, eletrônicos, veículos, produtos aeroespaciais e materiais informativos, incluindo livros;
  • Bens originários do Canadá e do México que estejam em conformidade com o USMCA — acordo comercial entre os três países — também ficam fora da nova cobrança;
  • Estão excluídos ainda produtos já sujeitos a tarifas impostas com base na Seção 232, que permite ao presidente investigar se importações específicas representam ameaça à segurança nacional, além de determinados têxteis provenientes de países da América Central.

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Donald Trump falando
Trump reagiu à queda do tarifaço na Suprema Corte (Imagem: Joshua Sukoff/Shutterstock)

Outras medidas

Ainda nesta sexta-feira (20), Trump determinou que o USTR amplie investigações fundamentadas na Seção 301 contra práticas comerciais classificadas como “irracionais ou discriminatórias”. O regulamento permite que o governo dos EUA adote retaliações tarifárias e não tarifárias contra nações estrangeiras cujas políticas sejam consideradas injustificadas e prejudiciais ao comércio estadunidense.

O Brasil é alvo de investigação desde julho do ano passado por suspeitas de práticas comerciais desleais. O processo busca avaliar se políticas brasileiras seriam irracionais ou discriminatórias e se oneram ou restringem o comércio dos Estados Unidos. Na noite desta sexta-feira (20), o USTR afirmou que as apurações em andamento, incluindo as que envolvem o Brasil e a China, continuam.

O órgão também declarou que pretende abrir novas investigações, sem especificar contra quais países, e informou que os processos terão tramitação acelerada, podendo resultar na aplicação de tarifas adicionais.

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Na nota divulgada, o USTR criticou a decisão da Suprema Corte e afirmou que a IEEPA — base usada por Trump para impor tarifas globalmente — foi essencial para enfrentar crises relacionadas ao fentanil, à imigração e ao déficit comercial.

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Artemis 2: NASA conclui teste final de foguete que vai lançar astronautas à Lua

Redação Informe 360

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Nesta quinta-feira (19), a NASA executou pela segunda vez um teste crucial para a Artemis 2 – a missão histórica vai levar a humanidade à órbita da Lua novamente após mais de meio século – o chamado “ensaio geral molhado”.

Esse teste simulou praticamente todo o processo de decolagem, mas sem acionar os motores. O objetivo era verificar se o foguete, os sistemas de abastecimento e a cápsula Orion funcionam de forma integrada e segura.

Foguete SLS, da missão Artemis 2, posicionado na plataforma de lançamento, na Flórida. Crédito: NASA

Durante o ensaio, as equipes reproduziram a contagem regressiva como se fosse um lançamento real, com o cronômetro avançando até poucos segundos antes da ignição.

No início do mês, a primeira tentativa enfrentou dificuldades técnicas. Vazamentos no abastecimento de hidrogênio líquido interromperam a simulação, que acabou sendo suspensa. Após análises e ajustes, engenheiros revisaram conexões e reforçaram procedimentos para evitar novos problemas.

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Desta vez, houve apenas uma anomalia na tensão do sistema de aviônica do foguete auxiliar, corrigida sem grandes problemas, permitindo que a contagem fosse reiniciada.

Artemis 2: o que foi testado

  • A parte mais sensível do ensaio desta quinta-feira (19) começou por volta das 22h30 (horário de Brasília), nos instantes finais antes da decolagem simulada;
  • Nesse momento, os sistemas foram testados sob as condições mais próximas de um lançamento real;
  • A sequência durou cerca de quatro horas e incluiu o carregamento de aproximadamente 3,18 milhões de litros de oxigênio e hidrogênio líquidos no foguete Space Launch System (SLS);
  • O abastecimento, no entanto, começou às 13h, cerca de dez horas antes dessa etapa decisiva;
  • Essa é uma das fases mais delicadas da operação, porque o hidrogênio líquido precisa ser mantido a temperaturas extremamente baixas. Qualquer pequeno vazamento pode interromper o processo para inspeção e ajustes, como ocorreu no ensaio anterior.
A cápsula Orion, onde os astronautas vão viajar para a Lua, está acoplada ao lançador SLS. Crédito: NASA

A cápsula Orion também participou do procedimento. Ela foi ligada, teve suas baterias carregadas e passou por checagens de vedação, exatamente como ocorrerá no dia do lançamento. Uma válvula relacionada à pressurização da escotilha foi substituída recentemente e passou por novo aperto após ajustes detectados no teste anterior.

Nos minutos finais da simulação, a atenção se concentrou nos últimos dez minutos da contagem regressiva. O cronômetro avançou até T-1 minuto e 30 segundos. Em seguida, foi feita uma pausa de cerca de três minutos, etapa prevista nos protocolos oficiais.

Em um lançamento real, se a interrupção durar menos de três minutos, a contagem pode continuar normalmente. Caso ultrapasse esse tempo, o relógio retorna para T-10 minutos. Esse procedimento foi repetido no primeiro e no segundo ensaio para garantir que funcione sem falhas.

Depois disso, a contagem avançou até T-33 segundos e foi pausada outra vez. Em seguida, o sistema reiniciou para dez minutos antes da decolagem e toda a sequência foi repetida. A ideia é treinar a equipe para lidar com diferentes cenários, incluindo imprevistos de última hora.

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Como o teste correu como se esperava, a agência pode lançar a missão no dia 6 de março. Também estão reservadas datas alternativas nos dias 7, 8, 9 e 11, caso as condições técnicas ou climáticas exijam ajustes no calendário.

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Conheça a tripulação que será lançada à Lua pela NASA 

A missão Artemis 2 será o primeiro voo tripulado do novo programa de exploração lunar da NASA, um passo essencial para levar astronautas de volta à superfície da Lua pela primeira vez desde 1972 – algo previsto para acontecer futuramente, com a Artemis 3. 

Composta por quatro membros, a tripulação da Artemis 2 vai sobrevoar a Lua a bordo da cápsula Orion, com o objetivo de testar sistemas e garantir que toda a infraestrutura humana e tecnológica esteja pronta para as próximas fases do programa. Integram a Artemis 2 os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch (todos da NASA) e Jeremy Hansen (da Agência Espacial Canadense). Saiba mais sobre eles aqui. 

A missão histórica prevê recordes. A tripulação deve alcançar a maior distância já percorrida por seres humanos no espaço. No retorno à Terra, a nave deverá atingir velocidades elevadas, o que pode torná-los os humanos mais rápidos já enviados ao espaço. Com duração prevista de dez dias, o voo permitirá observar regiões da Lua nunca vistas diretamente por pessoas. Além disso, será a primeira vez que uma pessoa negra e uma mulher viajarão tão longe no espaço.

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Artemis 1 teve quatro testes de abastecimento

Caso ocorram novos adiamentos, as datas passarão a ser avaliadas diariamente, de acordo com resultados técnicos e climáticos. Na missão não tripulada Artemis 1, quatro ensaios tiveram de ser repetidos devido a vazamentos e falhas, que obrigaram o retorno do SLS ao edifício de montagem em três ocasiões.

Enquanto isso, a tripulação da missão Artemis 2 segue em quarentena em Houston, no Texas. A NASA avalia o momento adequado para o deslocamento dos astronautas até a Flórida, respeitando protocolos de saúde e segurança.

Durante o período de frio intenso, a espaçonave Orion permaneceu ligada, com aquecedores ajustados para proteger sistemas sensíveis. A agência, que mantém uma transmissão ao vivo permanente do foguete na plataforma, divulgará atualizações em tempo real sobre o teste.

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Armazenamento por 10 mil anos: Microsoft avança em técnica que grava dados em vidro

Redação Informe 360

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Um estudo, divulgado nesta quarta-feira (18) na revista Nature, apresentou novos avanços do Projeto Silica, iniciativa de pesquisa da Microsoft voltada ao desenvolvimento de um sistema de armazenamento digital em placas de vidro capaz de preservar informações por milênios.

O projeto, iniciado em 2019, busca criar um método mais durável e energeticamente eficiente que os dispositivos atuais, cujos suportes têm vida útil limitada e exigem cópias periódicas de segurança.

A tecnologia utiliza vidro de silício — material muito puro e comum, empregado, por exemplo, em tubos de lâmpadas halógenas e espelhos de telescópios — conhecido por resistir a variações de temperatura, umidade e interferências eletromagnéticas.

Essas características contrastam com centros de dados tradicionais, que consomem grande quantidade de energia e dependem de ambientes altamente controlados para preservar discos rígidos e outras mídias.

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Segundo o estudo, o sistema desenvolvido pela divisão de pesquisa Microsoft Research constitui uma “solução de armazenamento de arquivos” completa, abrangendo desde o registro e conservação até a restituição dos dados, com potencial de mantê-los intactos por dezenas de milhares de anos.

Parte de mídia do Projeto Silia com dados gravados
Parte de mídia do Projeto Silica com dados gravados (Imagem: Divulgação/Microsoft)

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Como funciona o armazenamento em vidro da Microsoft

O processo do Silica é dividido em quatro etapas: gravação, armazenamento, leitura e decodificação. Os dados são registrados diretamente dentro da placa de vidro com um laser ultrarrápido multifásico — um laser de femtossegundo — que cria pixels tridimensionais chamados voxels.

De acordo com a descrição técnica, “os dados do usuário chegam sob a forma de uma série de bits, que depois são agrupados em símbolos. Cada símbolo corresponde a um voxel”. Esses voxels são gravados camada por camada dentro do material, “de baixo para cima ao longo da espessura da placa de vidro, até que fique completamente preenchida”.

Após a gravação, as placas podem ser armazenadas em bibliotecas sem necessidade de condições atmosféricas especiais. Para recuperar as informações, o sistema usa um microscópio automatizado com câmera capaz de captar imagens de cada camada de voxels. Em seguida, essas imagens são decodificadas — principalmente com auxílio de inteligência artificial (IA) — para restaurar os dados em seu formato original.

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Capacidade e durabilidade

O estudo aponta que o método alcança velocidade de gravação de 65,9 megabits por segundo e densidade de armazenamento de 1,59 gigabits por milímetro cúbico. Isso equivale a cerca de 4,84 terabytes em um fragmento de vidro de 12 centímetros quadrados e apenas dois milímetros de espessura. Nesse espaço reduzido, afirmam os pesquisadores, caberiam “cerca de dois milhões de livros impressos ou cinco mil filmes em 4K de ultra-alta definição”.

Entre os principais atrativos está a longevidade. Os cientistas calculam que “os dados poderiam continuar legíveis dentro de dez mil anos”, mesmo se submetidos a temperaturas de até 290 °C. As projeções, porém, não consideram possíveis danos físicos ou corrosão química que possam degradar o suporte ao longo do tempo.

Outra vantagem apontada é a segurança: como os dados ficam armazenados offline, não podem ser alvo de ataques de hackers, a menos que as placas sejam fisicamente roubadas.

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Maquinário utilizado para gravação dos dados a laser
Apesar das vantagens do novo sistema de armazenamento, maquinário para gravação e recuperação dos dados é “complexo” (Imagem: Divulgação/Microsoft)

Novo material reduz custos e amplia viabilidade

Um dos avanços descritos na publicação é a possibilidade de usar vidro borossilicatomaterial comum encontrado em utensílios de cozinha e portas de forno — em vez de sílica fundida de alta pureza, antes necessária para a técnica. Essa mudança reduz custos e aumenta a disponibilidade do meio de armazenamento, superando obstáculos importantes para eventual comercialização.

A pesquisa também mostrou melhorias na velocidade de gravação e simplificação do hardware. O leitor das placas agora necessita apenas de uma câmera, e não três ou quatro, diminuindo tamanho e preço. Já os dispositivos de escrita passaram a ter menos componentes, facilitando fabricação, calibração e operação.

Os cientistas relataram ainda descobertas técnicas relevantes, como:

  • Redução do número de pulsos necessários para formar voxels birefringentes;
  • Desenvolvimento de escrita “pseudo-pulso único” para gravação mais rápida;
  • Criação de um novo método de armazenamento chamado “phase voxels” (voxels de fase, em tradução literal), que modifica a fase do vidro em vez da polarização e pode ser formado com apenas um pulso;
  • Capacidade de gravar vários voxels simultaneamente com sistema de múltiplos feixes;
  • Uso de aprendizado de máquina para otimizar codificação de símbolos e decodificação de dados;
  • Novo método óptico não destrutivo para avaliar o envelhecimento das gravações.

Como iniciativa de pesquisa, o Projeto Silica já realizou provas de conceito para demonstrar a tecnologia. Entre elas, o armazenamento do filme “Superman”, da Warner Bros. Discovery, em vidro de quartzo; a parceria com o Global Music Vault para preservar músicas sob gelo por dez mil anos; e um projeto educacional chamado “Golden Record 2.0”, um arquivo digital colaborativo com imagens, sons, músicas e falas destinado a representar a diversidade humana ao longo dos milênios.

CEO da Microsoft
Big tech, liderada por Satya Nadella, investe no projeto desde 2019 e vem obtendo avanços significativos (Imagem: QubixStudio/Shutterstock)

Desafio global de armazenamento

O estudo destaca que a quantidade de dados gerados pela atividade humana “quase duplicam a cada três anos”, reforçando a necessidade de métodos alternativos e sustentáveis de preservação digital. Soluções atuais, como fitas magnéticas e discos rígidos, degradam em poucas décadas e possuem vida útil limitada, o que dificulta a conservação de informações para gerações futuras.

Segundo os pesquisadores, o armazenamento em vidro com lasers de femtossegundo está entre as poucas tecnologias em desenvolvimento com potencial de oferecer armazenamento durável, imutável e de longa duração. A fase de pesquisa foi concluída e os resultados foram publicados para que outros cientistas possam expandir o trabalho.

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