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Dormir mais pode “limpar” o seu cérebro do que não é útil

Redação Informe 360

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Já sabemos há muito tempo a importância de ter oito horas de sono. Porém, sempre surgem mais motivos para valorizar um sono de qualidade e com todas as horas necessárias. Dormir bem e durante as horas suficientes pode deixar seu cérebro mais “limpo”, conforme descoberto em um estudo da revista Nature.

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Os nossos neurônios continuam ativos durante o sono. Podemos não perceber, mas o cérebro aproveita esse período de recarga para se livrar do “lixo” que se acumulou durante as horas que ficamos acordados.

O sono é algo como uma reinicialização na nossa cabeça. Já era de conhecimento científico que as ondas cerebrais lentas tinham algo a ver com um sono reparador; e pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Washington, em St. Louis, descobriram agora o porquê.

sono
Imagem: Gorodenkoff/Shutterstock

Como o cérebro elimina o “lixo” produzido durante o dia enquanto dormimos

  • Quando estamos acordados, nossos neurônios precisam de energia para alimentar tarefas complexas, como resolver problemas e guardar informações na memória.
  • O problema é que a cada tarefa dessas, “detritos” ficam para trás, ainda no cérebro.
  • Enquanto dormimos, os neurônios usam ondas rítmicas para mover o líquido cefalorraquidiano através do tecido cerebral, eliminando resíduos metabólicos no processo.

Em outras palavras, durante o sono, os neurônios precisam “retirar o lixo” do dia, para que não se acumule e potencialmente contribua para doenças neurodegenerativas. “Os neurônios servem como mestres organizadores da limpeza cerebral”, afirma a equipe da pesquisa.

Os cérebros humanos evoluíram para ter bilhões de neurônios no tecido funcional, ou parênquima, do cérebro, protegidos pela barreira hematoencefálica.

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Tudo o que estes neurônios fazem cria resíduos metabólicos, muitas vezes sob a forma de fragmentos de proteínas. Outros estudos descobriram que estes fragmentos podem contribuir para doenças neurodegenerativas como a doença de Alzheimer.

O cérebro tem de eliminar este “lixo” de alguma forma, e o faz através do chamado sistema glinfático, que transporta o líquido cefalorraquidiano que move os detritos para fora do parênquima via canais localizados perto dos vasos sanguíneos.

Para confirmar o que faz o sistema glinfático eliminar este lixo, os pesquisadores realizaram experiências em ratos, inserindo sondas nos seus cérebros e plantando eletrodos nos espaços entre os neurônios. Os ratos foram anestesiados para ter o sono induzido.

Imagem: Shutterstock/Ground Picture

Como resposta, os neurônios dispararam fortes correntes carregadas depois que os animais adormeceram. Embora as ondas cerebrais sob anestesia fossem em sua maioria longas e lentas, elas induziam ondas de corrente correspondentes no líquido cefalorraquidiano.

O fluido então fluiria através da dura-máter, a camada externa de tecido entre o cérebro e o crânio, levando consigo o lixo.

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Já pensou em escolher o nome de uma lua? Agora você pode!

Redação Informe 360

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Um concurso organizado pela União Astronômica Internacional (IAU) e pelo programa de rádio Radiolab, dos EUA, te dá a chance de sugerir um novo nome para uma futura quase-lua da Terra. O objeto em questão foi descoberto em abril de 2004 e é atualmente denominado 164207 (2004 GU9) – que, convenhamos, não é muito carismático.

Entenda:

  • Um concurso está aceitando sugestões de nome para uma quase-lua da Terra;
  • O objeto em questão, atualmente denominado 164207 (2004 GU9), tem 360 metros de diâmetro e é considerado um asteroide potencialmente perigoso;
  • As quase-luas são objetos que orbitam um planeta e, apesar de possuírem características semelhantes às de uma lua comum, não apresentam a estrutura necessária para serem categorizados como tal;
  • O nome sugerido deve estar relacionado a alguma mitologia, e não pode estar em uso por outros objetos espaciais;
  • A sugestão também não deve ter mais de 16 caracteres ou ser um número;
  • Os nomes devem ser enviados até setembro pelo site do concurso, acompanhados de uma descrição e do motivo da escolha;
  • O resultado será divulgado em janeiro de 2025.
Quase-lua da Terra foi descoberta em 2004. (Imagem: Saurabh13/Shutterstock)

Também chamadas de quase-satélites, essas rochas espaciais são encontradas na órbita de um planeta. Apesar de possuírem características semelhantes às de uma lua comum, elas não apresentam a estrutura necessária para serem categorizadas como um satélite natural.

Com cerca de 360 metros de diâmetro, o 164207 (2004 GU9) é considerado um asteroide potencialmente perigoso, e os cientistas estimam que ele deve se tornar uma quase-lua da Terra até 2600.

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Como funciona o concurso para dar nome à quase-lua?

Para participar do concurso, algumas regras devem ser seguidas. A primeira delas é que o nome sugerido precisa, obrigatoriamente, estar relacionado a alguma mitologia – ou seja, nada de nomes próprios (não pode chamar de João ou Maria!), genéricos e nem apelidos de animais de estimação (esqueça Rex e Totó).

Sugestões devem ser enviadas até setembro. Resultado será divulgado em janeiro de 2025. (Imagem: buradaki/Shutterstock)

O nome também não pode estar sendo usado por outros objetos espaciais (é possível conferir a lista aqui), possuir mais do que 16 caracteres ou ser um número. As sugestões devem ser enviadas diretamente pelo site do concurso, acompanhadas de uma breve descrição do nome e o motivo de sua escolha.

O concurso vai até setembro, e a escolha do nome acontece em outubro. O resultado será divulgado em janeiro de 2025. Vale lembrar que a Radiolab também foi responsável pela nomeação de Zoozve, quase-lua de Vênus descoberta em 2002.

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Qualidade do ar: Brasil vai adotar padrão de medição da OMS

Redação Informe 360

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A qualidade do ar no Brasil precisará se adequar aos parâmetros estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O objetivo da mudança é garantir a proteção da saúde da população brasileira, bem como reduzir os impactos causados pela poluição ao meio ambiente.

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Maioria da população mundial respira um ar inadequado (Imagem: chayanuphol/Shutterstock)

Normas brasileiras foram consideradas inadequadas

  • De acordo com dados de 2022 da OMS, 99% da população mundial respira níveis insalubres de material particulado fino e dióxido de nitrogênio.
  • Estas substâncias são capazes de causar impactos cardiovasculares, cerebrovasculares e respiratórios.
  • Diante deste cenário, motivado por uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, o Supremo Tribunal Federal considerou muito permissivos os padrões de qualidade do ar adotados no país.
  • Segundo o entendimento do STF, eles favorecem altos níveis de contaminação atmosférica.
  • Por isso, a entidade determinou a revisão do quadro em 24 meses.
Poluição de ar em cidade grande
Poluição do ar pode gerar problemas graves de saúde (Imagem: hxdbzxy/Shutterstock)

Novo padrão de medição da qualidade do ar será adota em fases

Após a determinação, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou uma resolução que define as datas em que padrões intermediários de emissão de poluentes serão tolerados até que o padrão de qualidade nacional (seguindo os parâmetros da OMS) entre em vigor.

A primeira etapa ocorrerá até 31 de dezembro de 2024 e as três etapas seguintes estão previstas, respectivamente, para os dias 1º de janeiro dos anos de 2025, 2033 e 2044. A última fase considera a possível antecipação ou prorrogação de até quatro anos e será determinada após a efetivação da quarta etapa.

A nova medição deverá quantificar substâncias como fumaça, monóxido de carbono, partículas suspensas, materiais particulados, dióxido de enxofre, dióxido de nitrogênio, ozônio e chumbo. Para isso ficou estabelecida a unidade de medida padrão serpa micrograma por metro cúbico (µg/m³), com exceção do monóxido de carbono, que deverá ser medido por partes por milhão (ppm).

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Após a publicação da resolução no Diário Oficial da União, as autoridades brasilerias terão até 18 meses para atualizar e publicar o Guia Técnico para Monitoramento e Avaliação da Qualidade do Ar. O documento determina métodos, periodicidade e localização da coleta de amostras para consolidação dos dados que constarão em relatórios de avaliação da qualidade do ar.

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Você tem gastrite? Pílula inteligente funciona como um GPS no seu estômago

Redação Informe 360

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Pesquisadores da Escola de Engenharia Viterbi, localizada na Universidade do Sul da Califórnia (USC Viterbi), desenvolveram uma pílula inteligente que pode ser rastreada em tempo real no trato gastrointestinal e é capaz de detectar gases estomacais relacionados à gastrite e ao câncer de estômago.

Entenda:

  • Pesquisadores criaram uma pílula inteligente que pode ser rastreada em tempo real no trato gastrointestinal;
  • O dispositivo também é capaz de detectar gases estomacais relacionados à gastrite e ao câncer de estômago;
  • A pílula conta com um sistema vestível – que consiste em uma rede neural treinada e uma ‘camiseta’ com bobina que gera um campo magnético – para monitoramento de precisão;
  • As pílulas também contam com uma “membrana de detecção óptica” que funciona em contato com o gás amoníaco;
  • Os próximos testes serão voltados para aplicar a pílula ao monitoramento da saúde do cérebro através do eixo intestino-cérebro;
  • O estudo foi publicado na revista Cell Reports Physical Science.
câncer de estômago
Pílula inteligente pode ajudar a detectar câncer de estômago. (Imagem: PopTika/shutterstock)

Descrita pela equipe como uma espécie de “Fitbit para o intestino”, a pílula conta com um sistema vestível de monitoramento de precisão – que consiste em uma rede neural treinada e uma ‘camiseta’ com bobina que gera um campo magnético. O estudo foi publicado na revista Cell Reports Physical Science.

Leia mais:

  • Pílula inovadora impede progressão de câncer de pulmão
  • Pílula pode revolucionar tratamento de ELA, doença que acometeu Stephen Hawking
  • Pílula diária ajuda a combater o câncer metastático, aponta pesquisa

Pílula inteligente também pode ajudar a monitorar o cérebro

Além do sistema de localização, as pílulas também contam com uma “membrana de detecção óptica seletiva para gases”, composta por materiais que, em contato com amônia, apresentam alterações nos elétrons. O gás é produzido pela bactéria intestinal H. pylori – que, quando encontrada em níveis elevados no organismo, pode apontar quadros como úlcera péptica, câncer de estômago ou síndrome do intestino irritável.

Novas pílulas podem ajudar a monitorar a saúde do cérebro. (Imagem: nito/Shutterstock)

A pílula foi testada em diversas situações, incluindo ambientes líquidos e simulando um intestino bovino. Em breve, a equipe deve começar a testar o dispositivo em modelos suínos. “O sistema é compacto e prático, oferecendo um caminho claro para aplicação na saúde humana ”, diz Yasser Khan, professor-assistente de Engenharia Elétrica e Computação na USC Viterbi.

A equipe ainda explica que a pílula pode, no futuro, ajudar a monitorar a saúde do cérebro através do eixo intestino-cérebro. Como explica Khan, os neurotransmissores residem no intestino e “a forma como são regulados positiva e negativamente tem uma correlação com doenças neurodegenerativas”. Os próximos passos da pesquisa serão voltados à detecção de neurotransmissores relacionados ao Parkinson e Alzheimer.

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