Saúde
Ozempic pode ajudar no vício contra o álcool e o cigarro? Veja o que diz esse estudo

A semaglutida (vendida como Ozempic ou Wegovy) foi inicialmente desenvolvida para tratar diabetes. A droga funciona estimulando a produção de insulina para manter os níveis de açúcar no sangue sob controle. Mas também provoca a sensação de saciedade – por isso começou a ser adotada em dietas.
Você já deve ter ouvido falar em algum desses tratamentos, se é que não usou ou conheça alguém que tenha utilizado. Muitos famosos já aderiram às “canetas”: é o caso da apresentadora americana Oprah Winfrey.
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E quando eu falo caneta é porque o formato do remédio é justamente esse. E ela vem com uma pequena agulha na ponta, e você precisa injetar o produto no seu corpo. Conheço pessoas que usaram e elas garantem que não dói… tanto. Afinal, trata-se de uma picada na barriga. Mas não é o fim do mundo.
Agora, além do uso para diabéticos e para controle de peso, alguns pacientes relatam diminuição na vontade de tomar bebidas alcoólicas e diminuição na vontade de fumar cigarros e até mesmo outras drogas.
Mas será que a semaglutida tem mesmo esse efeito? Ou é só a sensação de saciedade, que tira a vontade de outras coisas, mas depois essa vontade volta?
O Olhar Digital lista, a partir de agora, o que a ciência diz sobre essa hipótese.
Ozempic pode ajudar com vícios? O que dizem os estudos:
- Antes de tudo, é preciso destacar que esses remédios só podem ser usados com acompanhamento médico.
- E, para quem usa para emagrecer, ele pode ser eficaz, mas não é mágico.
- O ideal é que o tratamento seja acompanhado de dieta e uma rotina de exercícios.
- Dito isso, vamos às pesquisas que falam sobre o Ozempic e o vício.
- Para começo de conversa, o assunto ainda foi pouco abordado pela ciência.
- Existem cerca de 30 ensaios pré-clínicos e a grande maioria deles aponta para uma redução do consumo ou desejo de drogas e álcool, principalmente do segundo.
- Esses estudos, porém, foram feitos em animais.
- Em humanos, a literatura é menor ainda.
- A maior pesquisa feita até agora mostrou que a exenatida, que também atua como um agonista do hormônio GLP-1, assim como a semaglutida, não teve efeitos para combater o vício.
- Não houve diferença no comportamento de quem tomou o remédio e quem tomou o placebo.
- Outro estudo, porém, realizado com a dulaglutida, mostrou que as pessoas que tomaram o medicamento beberam 29% menos álcool que as outras.

Como você leu acima, a ciência ainda não tem uma resposta definitiva sobre o uso do Ozempic para tratar o vício em álcool, drogas ou cigarro.
O relato de pacientes pode ter a ver com as partes do corpo onde o medicamento atua.
A semaglutida é uma substância que substitui a ação de um hormônio chamado GLP-1, produzido naturalmente no intestino. Ela atua no hipotálamo, no fígado e no pâncreas.
Apesar da sensação de algumas pessoas de que dá certo, ainda é preciso esperar novos estudos. E, por enquanto, seguir com os outros tratamentos já aprovados e comprovados pelos cientistas.
E não recomendamos o uso irresponsável do Ozempic. Até por que existem contraindicações, como pessoas com pancreatite e grávidas. Existem ainda vários efeitos colaterais, como náusea e vômito.
O ideal, portanto, é conversar com seu médico. E saber que estamos falando de um tratamento caro.
As informações são do Science Alert.
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Saúde
Cogumelo pode ajudar a reduzir o sal da comida sem perder sabor

O aumento do sódio nos alimentos tem se tornado um problema cada vez maior na saúde humana. Levantamentos da OMS apontam que em 2023, cerca de 1,7 milhão de mortes no mundo estiveram diretamente ligadas ao alto consumo de sódio. Isso é acompanhado por outros dados da instituição que apontam que 1,4 bilhão de adultos possuem hipertensão e problemas relacionados ao excesso de sal.
E esses problemas podem estar perto de serem mitigados. Pesquisadores da Universidade Médica de Gannan, na China, identificaram um peptídeo derivado do cogumelo Hypsizygus marmoreus, mais conhecido como Shimeji-branco, capaz de aumentar em 70,59% a percepção de sabor salgado em testes. O estudo foi publicado na revista Nature em sua seção de “ciência da comida” no início deste mês.
Para quem tem pressa:
- Pesquisadores da Universidade Médica de Gannan, na China, identificaram peptídeos derivados do cogumelo shimeji-branco capazes de aumentar a percepção do sabor salgado em testes;
- Entre os compostos analisados, o peptídeo ASHGEGF apresentou o maior resultado, aumentando a percepção de salinidade em até 70,59%. Os outros dois peptídeos selecionados tiveram aumentos de 49,02% e 47,06%;
- A pesquisa busca desenvolver alternativas para reduzir o sódio nos alimentos sem comprometer o sabor. Os próximos testes vão avaliar o desempenho dos peptídeos em alimentos e soluções com baixo teor de sódio.
Extração de diversos peptídeos
A seleção do Hypsizygus marmoreus não foi aleatória. Sua rica presença de bioativos e realçadores de sabor tornou o shimeji-branco o favorito para a pesquisa.
Para identificar os peptídeos presentes no alimento, os autores do estudo misturaram o cogumelo em pó, água e algumas enzimas para quebrar as proteínas. Os resultados mostraram mais de seis mil peptídeos.
Com auxílio de ferramentas de IA e sistemas computacionais, os pesquisadores identificaram e reduziram o número de compostos relevantes e estáveis para apenas cinco. Produzidos sinteticamente, os peptídeos passaram por testes primários, nos quais três se destacaram: ASHGEGF, GDDWT e LDDGF.

Entre eles, o que mais se mostrou significativo foi o ASHGEGF. O peptídeo em questão potencializou a sensação de salinidade da solução de NaCl a 3 mg/mL, em até 70,59%, enquanto o LDDGF apresentou um aumento de 49,02% e por fim o GDDWT com 47,06%.
Os testes foram feitos primeiramente com humanos que indicaram o aumento do sabor salgado. Em seguida, os compostos passaram por uma “língua eletrônica” que apontou resultados mais específicos. A vantagem do experimento com o equipamento também foi relevante para evitar erros causados pela possível fadiga sensorial humana.
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Teste prático na alimentação

Os próximos passos da pesquisa visam analisar a performance dos peptídeos em alimentos e soluções com baixo nível de sódio.
Esse processo busca explorar a reação dos compostos com pouco sódio, entendendo mais a fundo sua capacidade de potencialização e se eles podem ser uma solução relevante para a substituição dos altos níveis salinos nos alimentos, sem que eles percam o sabor.
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Saúde
Caminhada da Saúde acontece no sábado em Chapéu de Sol

A décima edição da Caminhada da Saúde acontece no sábado, 24, em Chapéu de Sol, segundo distrito de São João da Barra, com previsão de mais de 100 pessoas participando e início às 8h30. O objetivo do evento, organizado pela Secretaria Municipal de Saúde e parceria com a iniciativa privada, é incentivar a prática de atividades físicas, promover a saúde, prevenir doenças e conscientizar a população sobre a importância da adoção de hábitos de vida saudáveis.
A concentração, ponto de largada e ponto de chegada será no Bar do Eraldo Pomada. Os participantes receberão camisa e garrafa d’água para a hidratação durante o percurso. Haverá aquecimento e alongamento antes da caminhada com profissional de educação física e, ao final, será servido um lanche com frutas. O percurso será de 2 Km saindo da Rua Vitor Nogueira, passando pelo Posto 4 na Avenida Atlântica e retornando pela Vitor Nogueira.
A organizadora da caminhada é a agente comunitária de saúde Maria das Graças Gomes da Silva, que atua há 17 anos na Estratégia Saúde da Família (ESF) Carrapicho. “Essa caminhada faz parte da culminância do trabalho que desenvolvemos junto aos moradores locais e já virou uma tradição. Fico muito feliz com a adesão da comunidade. Porém todas as pessoas que buscam uma vida mais saudável estão convidados à participar”, disse.
Saúde
Negacionismo impulsiona sarampo nos EUA e representa ameaça ao Brasil

Mudanças recentes no calendário vacinal dos Estados Unidos, impulsionadas por discursos antivacinação do governo Donald Trump, ajudam a explicar por que o país está passando pelo pior surto de sarampo em mais de três décadas. Mais de 4,4 mil casos já foram confirmados este ano, com três mortes. Entre os infectados, 98% não estavam totalmente vacinados. ![]()
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A avaliação do diretor do Programa Nacional de Imunizações do Brasil, Eder Gatti, é que os Estados Unidos passam por um período de retrocessos que ameaça todo o continente.
“O governo americano, além de chancelar discursos negacionistas, tem um secretário de Saúde, que é o equivalente ao nosso ministro, declaradamente antivacina”, destaca.
“Espero que o mundo não olhe isso como exemplo. Eles estão colhendo frutos. A vacina contra o sarampo é uma vacina de bloqueio. Quem se vacina não pega nem transmite. O descontrole de casos lá [nos EUA] está muito relacionado a esse discurso crescente negacionista”, complementa o diretor do PNI.

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