Saúde
O que é e como funciona o viagra eletrônico?

Embora quase todos os homens e pessoas designadas como do sexo masculino tenham disfunção erétil de vez em quando, pelo menos 150 milhões de pessoas ao redor do mundo a têm regularmente. Para ajudar com esse problema, um brasileiro criou uma espécie de viagra eletrônico, que pode ser ativado com um controle remoto.
Atualmente em fase de testes, o dispositivo funciona de forma semelhante a um marca-passo, sendo um neurotransmissor em que os eletrodos são inseridos por meio de intervenção cirúrgica. Quando ativado pelo controle remoto, o dispositivo emite estímulos nos nervos, causando a ereção.
O que é e como funciona o viagra eletrônico?
Existem vários tipos de disfunção erétil e, portanto, os médicos envolvidos no caso buscam descobrir o que está causando os sintomas antes de recomendar um tratamento. Assim, dependendo da causa e da gravidade da disfunção erétil, e de quaisquer condições de saúde subjacentes, o paciente pode ter várias opções de tratamento.
Os tratamentos mais utilizados para problemas de ereção são o citrato de sildenafila ou tadalafila, mais conhecidos como Viagra e Cialis. Entretanto, como eles não funcionam para todos os casos, existem outras opções de tratamento mais invasivas, como injeções, cirurgias ou implantes.
Muitas pessoas se sentem constrangidas mediante a estas situações, especialmente nos casos em que é necessário utilizar uma bomba vácuo peniana na hora do sexo. Para evitar este constrangimento, Rodrigo Araújo, o brasileiro envolvido na pesquisa do viagra eletrônico, buscou por esta outra solução.
Leia também:
- Viagra pode estar associado à redução de casos de Alzheimer; entenda
- Cinco principais sintomas do câncer de próstata para ficar de olho
- Transplante capilar: quem pode fazer, como faz e quais os riscos
O que é o viagra eletrônico?
O viagra eletrônico é, portanto, um dispositivo que auxilia nos estímulos nervosos que causam a ereção. Inserido cirurgicamente por debaixo da pele na região pélvica, o chamado CaverSTIM tem como objetivo trazer conforto e discrição para quem sofre com a disfunção erétil. 
Quem pode usar o viagra eletrônico?
Nesta primeira fase de testes, que foi um sucesso, o dispositivo foi implantado em 12 pacientes que tiveram câncer e precisaram passar por cirurgia para retirar a próstata. Isso pode resultar na disfunção erétil pois, ao remover a próstata, os nervos da região são afetados e podem parar de captar os estímulos necessários para a ereção.
Para estes casos, o CaverSTIM é empregado apenas como parte do processo de reabilitação, por um período pré-determinado pelo médico. Em outras palavras, este não é um recurso permanente, visto que os pacientes que se submeteram à terapia conseguiram recuperar a função erétil normal.
Em outras situações, como os casos de lesão medular, o aparelho é inserido e opera de maneira similar, estimulando os nervos locais. Entretanto, sua aplicação não se dá como tratamento, e deve ser utilizada de maneira contínua.
A próxima etapa de testes deve abranger 150 pessoas do sexo masculino que sofrem com algum tipo de disfunção, não necessariamente apenas aqueles que passaram por cirurgia de próstata ou que possuem lesão medular.
Como funciona o viagra eletrônico
Por baixo da pele, o dispositivo é colocado na região pélvica como um eletrodo, levando estímulo até os nervos. No caso de pacientes com lesão medular e outras doenças, os eletrodos são implantados diretamente na próstata. Então, por meio da ativação feita pelo controle remoto, os nervos são estimulados por pequenos impulsos elétricos, causando a ereção.
O post O que é e como funciona o viagra eletrônico? apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Saúde
mRNA ganha novo papel na medicina além da vacinação

As vacinas de mRNA contra a COVID-19 mudaram a forma de pensar o desenvolvimento de medicamentos. Em 5 de agosto de 2026, a FDA aprovou uma vacina de mRNA contra a gripe sazonal para adultos com 50 anos ou mais, reforçando o avanço da tecnologia para além da pandemia.
O mRNA também está sendo estudado como ferramenta terapêutica. Segundo Li Li, professor assistente de Ciências Biomédicas da UMass Chan Medical School, em artigo no The Conversation, a molécula pode levar células a produzir proteínas específicas. O caminho, porém, ainda envolve obstáculos ligados à resposta imune e à permanência do RNA no organismo.

Uma espécie de instrução para as células
O RNA mensageiro carrega as informações necessárias para a produção de proteínas. Em medicamentos, ele é colocado dentro de nanopartículas formadas por lipídios, como fosfolipídios e colesterol. As chamadas LNPs têm cerca de 100 nanômetros e protegem o material durante sua chegada às células.
Dentro delas, o mRNA é usado como uma espécie de instrução temporária. Nas vacinas contra a COVID-19, por exemplo, ele orienta a produção de uma versão inofensiva da proteína spike, preparando o sistema imunológico para reconhecer o vírus.
Os medicamentos de mRNA oferecem vantagens significativas em relação aos remédios tradicionais, pois são facilmente programáveis.
Li Li, professor assistente de Ciências Biomédicas da UMass Chan Medical School, no artigo.
A mesma lógica de produção pode ser aplicada a diferentes moléculas. Para o desenvolvimento de medicamentos, essa previsibilidade tende a reduzir riscos e custos.
Por que o organismo reage ao mRNA?
Existe, porém, um problema. O sistema imunológico pode interpretar o mRNA terapêutico como material estranho. Isso acontece porque a molécula entra nas células por endossomos, estruturas que também participam da resposta contra vírus de RNA.
Uma solução encontrada pelos pesquisadores foi modificar quimicamente o mRNA. A substituição da uridina por pseudouridina ou N1-metilpseudouridina reduz a reação imune sem impedir a produção da proteína desejada. A descoberta rendeu o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2023.
A própria fabricação traz outra dificuldade. O processo pode produzir RNA de fita dupla, capaz de provocar uma resposta imunológica intensa. Nas vacinas, pequenas quantidades desse material podem ajudar na resposta de anticorpos. Para outros medicamentos, o cenário é diferente: quanto mais puro o RNA, menor tende a ser o risco de efeitos indesejados.
CRISPR entra no radar
A duração do mRNA no organismo também limita suas aplicações. A molécula permanece nas células por cerca de um dia, o que favorece tratamentos nos quais uma proteína precisa ser produzida por um período curto.
Um dos caminhos estudados combina mRNA e CRISPR-Cas9. A estratégia pode permitir a produção temporária das proteínas usadas na edição genética. Um dos alvos é a amiloidose hereditária por transtiretina, doença rara provocada pelo acúmulo de proteínas malformadas no coração e nos nervos.
- O mRNA pode orientar temporariamente a produção de proteínas.
- As LNPs protegem e transportam a molécula até as células.
- A curta duração do RNA pode favorecer algumas terapias genéticas.
- O RNA de fita dupla precisa ser controlado em aplicações que não sejam vacinas.
- Algoritmos podem ajudar a produzir sequências de mRNA mais estáveis.

O que falta para a próxima geração
Nem todo tratamento combina com as características atuais do mRNA. Terapias que dependem de uma proteína durante períodos longos, por exemplo, exigem uma molécula mais estável. Também são necessários avanços para reduzir respostas imunológicas indesejadas.
Leia mais:
- Nova vacina contra Ebola pode mudar combate aos surtos
- O que é a Doença X e por que a OMS já se prepara para ela
- Covid-19: Anvisa exige vacinas atualizadas contra novas cepas
Pesquisadores já trabalham com algoritmos para otimizar sequências e com RNA-polimerases capazes de gerar menos subprodutos. “Avanços adicionais têm o potencial de possibilitar uma nova geração de terapias de mRNA seguras, duradouras e eficazes para aplicações além das vacinas”, afirma Li.
O post mRNA ganha novo papel na medicina além da vacinação apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Saúde
Uma célula do cérebro pode ajudar a evitar danos do Alzheimer

Um estudo publicado na Nature Genetics encontrou um subtipo de célula imune do cérebro que pode ajudar a conter danos associados ao Alzheimer. Para chegar ao resultado, pesquisadores analisaram mais de 830 mil células de 1.607 doadores, com diferentes idades e níveis de alterações relacionadas à doença.
O trabalho, conduzido pela Icahn School of Medicine at Mount Sinai, mostra que essas células mudam ao longo do envelhecimento e da progressão do Alzheimer. Uma população específica de microglia, principal defesa imunológica do cérebro, chamou a atenção dos cientistas.

Um mapa das defesas do cérebro
Os pesquisadores analisaram células imunes de origem mieloide, que se formam na medula óssea e migram para o sistema nervoso. O conjunto incluía microglia e macrófagos perivasculares, envolvidos na regulação da resposta imunológica.
As células vieram do córtex pré-frontal dos 1.607 doadores. A partir desse material, foram identificadas seis subclasses, reunindo 13 subtipos diferentes.
O mapeamento permitiu acompanhar as mudanças dessas populações durante o envelhecimento e conforme as alterações associadas ao Alzheimer avançavam.
Células ficam mais ativas contra danos
Uma das populações identificadas aumenta à medida que o Alzheimer progride. Os dados indicam que esse subtipo de microglia não parece agravar os danos cerebrais. Seu comportamento aponta para o caminho contrário: as células passam a englobar e eliminar com maior eficiência materiais considerados nocivos.
Leia mais:
- Alzheimer raro: estrutura da proteína ajuda a explicar hemorragias no cérebro
- Pesquisa revela nova pista para entender o avanço do Alzheimer
- A doença de Alzheimer pode estar “escondida” nos olhos
A equipe encontrou ainda uma via molecular envolvendo as proteínas TREM2, MITF e GPNMB. Ela é necessária para manter a microglia nesse estado protetor.
Testes com tecidos humanos e modelos de camundongos indicaram que os efeitos benéficos dependem da sinalização de TREM2.
“Nosso estudo fornece a visão mais clara até o momento de como as células imunológicas do cérebro se adaptam durante o envelhecimento e a doença de Alzheimer”, afirmou Donghoon Lee, professor assistente de Genética e Ciências Genômicas e de Psiquiatria na Icahn School of Medicine at Mount Sinai e autor principal do trabalho.

O que isso muda para os tratamentos
Os resultados ajudam a explicar por que variantes de genes ligados ao sistema imunológico, como TREM2 e APOE, estão associadas a um risco maior de Alzheimer.
Entre os resultados do trabalho estão:
- Análise de mais de 830 mil células imunes;
- Identificação de seis subclasses e 13 subtipos;
- Detecção de uma população de microglia com possível efeito protetor;
- Participação de TREM2, MITF e GPNMB na manutenção desse estado;
- Identificação de potenciais alvos para retardar a progressão da doença.
“Ao identificar as células imunológicas específicas que parecem proteger o cérebro e analisar os sinais moleculares dos quais elas dependem, descobrimos novos alvos potenciais para terapias voltadas a retardar a progressão da doença de Alzheimer”, disse Lee.
A descoberta sugere uma frente terapêutica que vai além das placas de proteína amiloide: reforçar as defesas imunológicas que o próprio cérebro já possui.
O post Uma célula do cérebro pode ajudar a evitar danos do Alzheimer apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Saúde
Alzheimer raro: estrutura da proteína ajuda a explicar hemorragias no cérebro

Pesquisadores descobriram uma dobra inédita nos filamentos de beta-amiloide ligada a uma forma extremamente rara de Alzheimer. A estrutura pode explicar por que a proteína se concentra nos vasos sanguíneos e está associada a hemorragias cerebrais.
O estudo analisou tecidos cerebrais de dois pacientes com a mutação Flemish no gene precursor da beta-amiloide (APP). A alteração foi encontrada em duas famílias e outros dois indivíduos e costuma provocar a morte no fim dos 50 anos.

Uma forma que ninguém tinha visto
Os pesquisadores examinaram amostras cerebrais dos dois pacientes após a morte. Cada um pertencia a uma das famílias conhecidas com essa forma de demência.
Para enxergar os filamentos, foi usada microscopia eletrônica criogênica (cryo-EM), técnica que permite observar estruturas em resolução próxima à escala atômica. O resultado revelou uma configuração específica em formato de Z, nunca identificada antes.
A geometria pode ser uma peça importante para entender o comportamento da proteína. Nesse caso, os filamentos tendem a se concentrar ao redor dos vasos sanguíneos.
O papel dos vasos
A dobra deixa exposto um aminoácido chamado F20. Segundo os pesquisadores, essa característica pode facilitar o contato dos filamentos com componentes das paredes dos vasos.
É justamente aí que aparece uma das consequências mais graves da doença: a angiopatia amiloide cerebral (CAA). A condição envolve o depósito de beta-amiloide nos vasos e está relacionada a hemorragias no cérebro.
A origem da estrutura também foi identificada. A mutação Flemish retira um único grupo metila da beta-amiloide, no resíduo 21. Essa mudança parece favorecer a formação da dobra em Z.
“Nossos resultados revelam como a perda de um grupo metila no resíduo 21 dá origem a uma dobra de Aβ com tropismo vascular”, escreveram os pesquisadores.

Uma proteína menos propensa a se agrupar
Há um detalhe curioso nesse mecanismo. Estudos anteriores mostraram que a beta-amiloide produzida pela mutação tem menor tendência a se agregar em laboratório. Mesmo assim, quando os depósitos aparecem no cérebro, o dano pode ser tão intenso quanto no Alzheimer convencional.
Em organismos vivos, a mutação Flemish produz os maiores e mais estáveis núcleos de placas observados na doença. A interação dessas estruturas com os vasos pode ajudar a explicar seu potencial de dano.
- A mutação Flemish está ligada a uma forma hereditária extremamente rara de Alzheimer;
- Os filamentos de beta-amiloide assumem uma dobra em Z inédita;
- O formato expõe o resíduo F20 e pode favorecer a interação com vasos;
- A mutação remove um grupo metila no resíduo 21;
- A doença está associada à CAA e a hemorragias cerebrais.
O que falta descobrir
Ainda não está claro como essa nova estrutura participa diretamente da destruição cerebral que leva à demência. Os próximos estudos deverão investigar esse mecanismo em modelos celulares e animais.
Leia mais:
- Pesquisa revela nova pista para entender o avanço do Alzheimer
- A doença de Alzheimer pode estar “escondida” nos olhos
- Hormônio feminino pode ajudar a explicar o Alzheimer em mulheres
“Estudos futuros devem investigar se a dobra Flemish altera a semeadura, a propagação ou a neurotoxicidade em modelos celulares ou animais.”
Também será preciso descobrir se princípios estruturais semelhantes aparecem em outras formas hereditárias ou esporádicas de Alzheimer.
O post Alzheimer raro: estrutura da proteína ajuda a explicar hemorragias no cérebro apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
- Tecnologia1 semana atrás
Confira o Olhar Digital News na íntegra (07/08/2026)
- Negócios1 semana atrás
Santander Brasil Anuncia Daniel Bassan Como Vice-Presidente do SCIB
- Negócios1 semana atrás
O Déficit de Competências Que Está Travando Carreiras em 2026

Saúde1 semana atrásCanetas emagrecedoras expõem o preço da desigualdade na saúde

Saúde1 semana atrásComo cientistas querem desenvolver vacinas em apenas 100 dias contra a próxima pandemia

Saúde1 semana atrásHomem volta a escrever após seis anos com ajuda de implante
- Tecnologia1 semana atrás
Confira o Olhar Digital News na íntegra (06/08/2026)

Tecnologia1 semana atrásEspírito Santo tem alerta de vendaval em seis cidades neste domingo; ventos podem alcançar 60 km/h


















