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Saúde

Nova lei incentiva a doação e o transplante de órgãos no Brasil

Redação Informe 360

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O presidente Lula sancionou a lei que cria a Política Nacional de Conscientização e Incentivo à Doação e Transplante de Órgãos e Tecidos. Além do aumento no número de doadores e do crescimento da quantidade de transplantes, a nova legislação, que entra em vigor em fevereiro de 2024, tem como metas promover a discussão, o esclarecimento científico e enfrentar a desinformação sobre o tema.

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Campanhas de conscientização serão intensificadas

  • A lei foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (9).
  • Entre as medidas previstas na nova legislação, a serem adotadas pela União, estados, Distrito Federal e municípios, estão a realização de campanhas de divulgação e conscientização, atividades educativas nas escolas, desenvolvimento profissional e capacitação de gestores e profissionais da saúde e da educação
  • Também está prevista a intensificação de campanhas sobre incentivo da doação e transplante de órgãos e tecidos na última semana do mês de setembro de cada ano.
  • As informações são da Agência Brasil.
Cirurgiões realizam primeiro transplante de útero bem-sucedido do Reino Unido
Transplante de órgãos (Imagem: S_L/Shutterstock)

Aumento no número de transplantes de órgãos

Enquanto tramitou no Congresso Nacional, o texto ficou conhecido como proposta da Lei Tatiane, em homenagem à Tatiane Penhalosa que perdeu a vida, aos 32 anos, por não conseguir um transplante de coração.

Segundo o Ministério da Saúde, até agosto deste ano foram realizados 5.914 transplantes de órgãos, o que representa mais do que o dobro dos 2.435 mil procedimentos desse tipo realizados no mesmo período de 2022. Quando considerados os transplantes de córnea e medula óssea, até agosto deste ano foram feitos 18.461 procedimentos, enquanto no mesmo período do ano passado o total registrado foi de 16.848.

Desde o início do ano, o governo federal vem adotando ações para o fortalecimento do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), que resultaram em crescimento de 106% dos serviços ofertados. Atualmente o Brasil mantém um total de 1.198 serviços de transplante oferecidos por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

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Saúde

Cura do Parkinson? Estudo cria tratamento que reduz dano às células cerebrais

Redação Informe 360

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Uma pesquisa conduzida por cientistas da Escola de Medicina da Universidade Case Western Reserve, nos Estados Unidos, trouxe novos detalhes sobre os mecanismos celulares por trás da doença de Parkinson. A descoberta das reações bioquímicas permitiu a criação de um potencial tratamento para reduzir o dano às células cerebrais.

Após três anos de investigação, os pesquisadores identificaram como o acúmulo da proteína alfa-sinucleína pode levar à falência das mitocôndrias (responsáveis pela produção de energia nas células) e, consequentemente, à morte de neurônios essenciais.

Estudos anteriores já haviam associado o Parkinson tanto à formação de aglomerados tóxicos de alfa-sinucleína quanto à perda de eficiência das mitocôndrias. O que faltava era entender como esses dois processos se conectavam. O estudo, publicado na revista Molecular Neurodegeneration, esclareceu essa relação ao demonstrar uma interação prejudicial entre a alfa-sinucleína e a enzima ClpP, envolvida na eliminação de resíduos dentro das mitocôndrias.

De acordo com o neurocientista Xin Qi, a ligação entre as duas compromete o funcionamento das mitocôndrias, reduz a produção de energia e desencadeia efeitos típicos da doença de Parkinson, como a queda na produção de dopamina. Isso leva a danos nas células cerebrais.

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doenca de parkinson
Tratamento ainda deve demorar alguns anos até ser testado em humanos (Imagem: R Photography Background/Shutterstock)

Tratamento contra doença de Parkinson

Além de mapear o processo que danifica as células do cérebro, a equipe desenvolveu uma abordagem experimental para bloqueá-lo. Os cientistas criaram um pequeno fragmento proteico, batizado de CS2, que atua como uma espécie de “isca”, desviando a alfa-sinucleína da ClpP e protegendo as mitocôndrias.

Testes realizados com tecido cerebral humano, ratos e neurônios cultivados em laboratório indicaram resultados promissores: o CS2 ajudou a reduzir a inflamação no cérebro e promoveu melhora em funções motoras e cognitivas em camundongos.

Para o neurofisiologista Di Hu, o diferencial do estudo está no foco na origem do problema. “Em vez de apenas aliviar sintomas, estamos mirando um dos mecanismos centrais da doença”, afirmou.

Apesar dos avanços, os cientistas alertam que ainda será necessário um longo caminho até a aplicação clínica. A estimativa é de que ensaios em humanos só comecem em cerca de cinco anos, após avaliações rigorosas de segurança e possíveis efeitos colaterais.

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Saúde

Raposas-Voadoras: saiba mais sobre a espécie que porta o vírus Nipah

Redação Informe 360

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O recente surto do vírus Nipah na Índia e em Bangladesh, que colocou autoridades sanitárias globais em alerta neste início de 2026, trouxe os holofotes para uma criatura fascinante e, muitas vezes, incompreendida: a raposa-voadora. Pertencentes ao gênero Pteropus, esses animais são os reservatórios naturais do vírus, mas especialistas reforçam que, diferentemente da ficção, eles não são vilões que cruzam oceanos para atacar.

Morcego do gênero Pteropus, que carrega o vírus Nipah dentro do organismo (Reprodução:
Peter Neumann/Unsplash)

Em entrevista para o G1, o biólogo Roberto Leonan M. Novaes, pesquisador da Fiocruz e especialista em morcegos, explica que as raposas-voadoras são separadas das espécies brasileiras por 40 milhões de anos de evolução. Elas se orientam pela visão, possuem olhos grandes e comportamento crepuscular. O tamanho é o que mais impressiona: a espécie Pteropus vampyrus pode ultrapassar 1,80 metro de envergadura.

Distância segura e o “escudo” biológico

Uma das maiores preocupações que circulam nas redes sociais é a possibilidade de um morcego infectado voar da Ásia para o Brasil. Segundo Novaes, a resposta científica é um “não” categórico, baseado em barreiras que a natureza construiu ao longo de eras.

  • Barreira Geográfica: Os oceanos Atlântico e Pacífico são intransponíveis para esses animais, que são exclusivos da Ásia, Oceania e partes da África.
  • Diferença Evolutiva: A linhagem desses gigantes divergiu dos morcegos americanos há milhões de anos, resultando em fisiologias e metabolismos completamente distintos.
  • Transmissão Remota: Mesmo que um humano infectado chegasse ao Brasil, a chance de transmitir o vírus para morcegos nativos (como os do gênero Artibeus) é considerada mínima pela ciência.
nipah virus
Possibilidade de contágio no Brasil é remota (Imagem: StanislavSukhin/Shutterstock)

O vírus Nipah não afeta as raposas-voadoras por causa da sua imunidade. O metabolismo acelerado eleva a temperatura corporal a níveis de febre constante. Isso selecionou vírus resistentes ao calor, enquanto os morcegos desenvolveram um sistema imunológico “de elite” que suprime inflamações e recupera o DNA rapidamente, tornando-os portadores saudáveis de patógenos letais para humanos.

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A importância da preservação ambiental

Apesar do temor gerado por novas epidemias, especialistas são unânimes: a culpa não é dos animais. O surto de Nipah está diretamente ligado à destruição de habitats e à interferência humana, como o consumo de seiva contaminada. No Brasil, os morcegos nativos desempenham papéis ecológicos vitais, como o controle de pragas agrícolas e o reflorestamento através da dispersão de sementes.

Amazônia desmatada
Destruição de habitats florestais reduz o ‘filtro ecológico’ e força o contato de animais silvestres com áreas urbanas (Imagem: PARALAXIS/Shutterstock)

“O problema não está nos morcegos, mas na destruição das florestas. O desmatamento empurra os animais silvestres para perto das cidades”, alerta o pesquisador da Fiocruz.

Aqui no Brasil, a orientação de segurança, no entanto, permanece rigorosa para qualquer espécie: ao encontrar um morcego caído, nunca se deve tocá-lo, acionando imediatamente o Centro de Controle de Zoonoses local para evitar riscos de doenças como a raiva.

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Saúde

Catarata: entenda como é a cirurgia que Lula fará nesta sexta-feira

Redação Informe 360

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva será submetido a uma cirurgia de catarata nesta sexta-feira (30), em Brasília. O procedimento é de baixa complexidade e um dos mais realizados no país, liderando a lista de cirurgias feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025.

Aos 80 anos, Lula passará pela segunda intervenção desse tipo. Em 2020, ele já havia operado o olho direito. Desde o início do atual mandato, o presidente realizou ao menos quatro procedimentos cirúrgicos, relacionados a diferentes condições de saúde.

O que é a catarata

A catarata é caracterizada pela opacificação do cristalino, estrutura do olho que funciona como uma lente natural. Com o avanço do quadro, a visão tende a ficar turva, com redução da nitidez, dificuldade de contraste e, em alguns casos, visão dupla. O problema evolui de forma progressiva e não tem tratamento clínico. A cirurgia é a única alternativa eficaz.

O envelhecimento é o principal fator associado à doença, na forma conhecida como catarata senil. No entanto, há outros tipos:

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  • Catarata congênita, que pode surgir ao nascimento, geralmente relacionada a infecções durante a gestação;
  • Já as formas secundária e traumática podem ser consequência de doenças, uso de medicamentos, lesões oculares ou exposição à radiação.

Além da idade, a catarata está ligada a fatores como histórico familiar, diabetes, tabagismo e exposição prolongada à radiação ultravioleta. O diagnóstico costuma ser feito a partir de queixas de baixa visão e perda de contraste, especialmente quando os sintomas passam a interferir em atividades cotidianas, como leitura e direção.

Cirurgia é considerada simples (Imagem: Shutterstock/Terelyuk)

Como funciona a cirurgia de catarata

O método mais utilizado atualmente é a facoemulsificação, que usa ultrassom para fragmentar o cristalino opaco, retirado por uma incisão pequena. Após essa etapa, uma lente intraocular é implantada no local para restaurar a visão. No caso do presidente, o tipo específico de técnica a ser adotada não foi detalhado.

Em geral, o paciente recebe alta no mesmo dia e consegue retomar a rotina normal em cerca de uma semana, seguindo orientações médicas no período pós-operatório.

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