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Saúde

Esta habilidade pode proteger seu cérebro contra o Alzheimer

Redação Informe 360

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Quem fala mais de uma língua fluentemente não só tem a vantagem de se comunicar em dois idiomas, mas também de proteger melhor o cérebro. Cientistas descobriram que o bilinguismo pode literalmente preservar áreas do seu cérebro ao longo do tempo e, assim, prevenir o Alzheimer.

O estudo utilizou neuroimagem para avaliar a capacidade do cérebro de pessoas bilíngues e monolíngues de lidar com as mudanças do envelhecimento, a que a ciência dá o nome de resiliência cerebral, em áreas também ligadas à linguagem. Os participantes eram adultos mais velhos sem comprometimento cognitivo, com risco de desenvolver Alzheimer ou já diagnosticados.

As descobertas foram descritas em artigo científico publicado na revista Bilingualism: Language and Cognition.

O bilinguismo pode proteger seu cérebro contra o Alzheimer

  • Ao examinar a imagem do cérebro de pessoas bilíngues e monolíngues, cientistas notaram uma diferença entre eles.
  • O hipocampo de bilíngues com Alzheimer era visivelmente maior do que o dos monolíngues que tinham fatores em comum, como idade e níveis de saúde.
  • A região cerebral é responsável pelos processamentos de aprendizado e memória e também é a principal afetada pelo Alzheimer.
  • Entre os indivíduos monolíngues com comprometimento leve e avançado, houve sinais claros de atrofia hipocampal, ou seja, o encolhimento dessa área do cérebro.
  • Por outro lado, nos bilíngues, mesmo com o avanço do Alzheimer, o volume do hipocampo não diminuiu.
  • As evidências sugerem que talvez a habilidade de falar duas línguas tenha provocado um efeito protetor no cérebro.
Esquema das regiões cerebrais estudadas. As áreas em cinza claro estão relacionadas à linguagem, enquanto as em cinza escuro estão associadas ao Alzheimer – Bilingualism: Language and Cognition.

Falar mais de um idioma é benéfico, mas não faz milagre

A resiliência cerebral é o termo que os cientistas usam para a capacidade do cérebro de se adaptar e resistir às mudanças que vêm com o envelhecimento. O conceito se divide em três partes: manutenção, reserva cerebral e reserva cognitiva.

A manutenção cerebral é o quão bem o cérebro continua funcionando ao longo do tempo. Vários fatores podem influenciar essa capacidade. Já a reserva cerebral se refere ao tamanho e à estrutura do cérebro. Quanto maior e mais robusto, melhor a nossa mente continua a funcionar normalmente, mesmo que algumas áreas sofram danos ou encolham, como ocorre em doenças como o Alzheimer.

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Ilustração de cérebro se desfazendo igual nuvem para representar neurodegeneração da Doença de Alzheimer
O bilinguismo pode oferecer proteção ao cérebro – Imagem: Naeblys/Shutterstock

Leia mais:

Por fim, a reserva cognitiva é a habilidade do cérebro de encontrar novas maneiras de funcionar, mesmo quando partes dele são danificadas. Isso significa que cérebros com mais experiência podem usar diferentes áreas para realizar funções como lembrar de algo ou falar, o que ajuda a compensar eventuais perdas.

Se há um equilíbrio entre esses três elementos, mais saudável será a mente de alguém, e consequentemente, mais protegida contra doenças também. Embora o bilinguismo possa trazer benefícios cognitivos, o estudo sugere que, nas áreas diretamente ligadas à linguagem e ao Alzheimer, ele não parece aumentar a reserva cerebral ou a reserva cognitiva. Ou seja, não é capaz de oferecer esse equilíbrio completo.

Próximos passos

A equipe de pesquisa pretende agora aprofundar os conhecimentos obtidos e entender se ser multilíngue — falar mais de duas línguas — tem um impacto positivo semelhante nas redes cerebrais de pessoas com Alzheimer.

Mesmo que só tenha impacto em todos os requisitos de boa resiliência cerebral, falar mais de uma língua se mostra uma boa opção para proteger a mente contra o Alzheimer. Certamente, exercitar o cérebro com novos idiomas tornará ele mais forte ao longo do tempo. Além disso, ter uma boa alimentação, praticar exercícios regulares e ter um sono de qualidade são práticas que também ajudam a preserva-ló.

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Saúde

Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

Redação Informe 360

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O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).

Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).

Mpox

A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.

Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.

Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.

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Saúde

Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê

Redação Informe 360

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Um estudo divulgado na revista The Lancet aponta que os problemas relacionados à obesidade podem ser ainda mais graves do que se pensava. De acordo com o trabalho, 1 em cada 10 mortes relacionadas a infecções são atribuídas ao excesso de peso.

A doença, que já é considerada uma epidemia nos dias de hoje, pode impactar a resposta imunológica do corpo, tornando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Cientistas de diversas partes do mundo estão investigando essa conexão e buscando entender as razões por trás desse fenômeno alarmante.

Trabalho pode ajudar a reduzir número de mortes

Estudos anteriores já mostraram que indivíduos com obesidade tendem a desenvolver complicações mais graves quando contaminados por vírus e bactérias. Agora, com essa nova pesquisa, a preocupação aumenta, buscando soluções que possam ajudar a mitigar esses riscos.

Uma das teorias que está ganhando força sugere que a inflamação crônica associada à obesidade pode prejudicar a eficácia do sistema imunológico. Essa condição cria um ambiente no corpo que pode favorecer a proliferação de infecções.

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obesidade

Excesso de peso pode prejudicar resposta imunológica do organismo (Imagem: grinvalds/iStock)

Portanto, entender essa dinâmica é crucial para criar estratégias de saúde pública que ajudem a prevenir complicações relacionadas à obesidade.

Além disso, os pesquisadores estão se perguntando se as vacinas têm a mesma eficácia em indivíduos com excesso de peso. Essa dúvida é ainda mais pertinente considerando o contexto atual, onde a vacinação se tornou uma prioridade global.

Leia mais

Desafio global

  • A ligação entre obesidade e mortes por infecções representa um desafio significativo para a saúde global.
  • À medida que os cientistas continuam a desvendar os mecanismos por trás dessa relação, novas informações podem surgir.
  • E estes dados são considerados fundamentais para possibilitar intervenções mais eficazes para proteger os grupos mais vulneráveis.
  • Para isso, no entanto, novos estudos são necessários.

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Saúde

Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet

Redação Informe 360

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Um novo medicamento experimental chamado orforgliprona, da Eli Lilly, demonstrou resultados significativos para adultos que enfrentam a obesidade e o diabetes tipo 2. Em testes que duraram 72 semanas, os pacientes que utilizaram a substância conseguiram reduzir o peso corporal em até 9,6%.

Os dados, publicados na revista científica The Lancet, mostram que o remédio foi muito mais eficiente que o placebo. A grande vantagem prática é que se trata de uma pílula oral que não exige restrições de horário para comer ou beber água, o que torna o tratamento muito mais simples de seguir no dia a dia. 

Além de emagrecer, o medicamento, que pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, ajudou a controlar o açúcar no sangue e melhorou indicadores da saúde do coração.

Orforgliprona supera semaglutida oral no controle do diabetes

Um estudo, chamado ACHIEVE-3, comparou diretamente o novo fármaco com a semaglutida oral (famosa versão em comprimido de tratamentos para diabetes) em 1.698 adultos. Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de 12 mg ou 36 mg de orforgliprona, ou doses de 7 mg ou 14 mg de semaglutida, sempre acompanhados de mudanças no estilo de vida.

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Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de orforgliprona ou de semaglutida (Imagem: brizmaker/Shutterstock)

Os números mostram uma vantagem clara: a dose de 36 mg da orforgliprona promoveu uma perda de peso de 8,9 kg, enquanto a semaglutida de 14 mg ficou em 5 kg. Isso significa que o medicamento experimental foi 73,6% mais potente para emagrecer do que o concorrente já disponível no mercado. No controle da glicose, a orforgliprona também venceu, reduzindo a hemoglobina glicada em 2,2%, contra 1,4% da semaglutida.

No entanto, o tratamento exige atenção aos efeitos colaterais. Assim como outros remédios da mesma família, a orforgliprona causa náuseas, diarreia e vômitos, principalmente no início do ajuste das doses. Um ponto de alerta é que o número de pessoas que desistiram do tratamento por não suportarem esses efeitos foi maior no novo medicamento (entre 8,7% e 9,7%) do que na semaglutida (cerca de 4,5% a 4,9%).

Apesar do desconforto gástrico, a substância trouxe melhorias no colesterol e na pressão arterial dos voluntários. Quanto à segurança, as mortes registradas durante os testes globais não tiveram relação comprovada com o uso do remédio. A fabricante Eli Lilly agora aguarda a decisão do FDA, a Anvisa dos Estados Unidos, para liberar o uso contra a obesidade no próximo trimestre. O pedido para o tratamento específico de diabetes tipo 2 deve ficar para o fim de 2026.

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