Tecnologia
Como os buracos negros supermassivos crescem? IA encontra novas pistas

Um dos maiores mistérios da astronomia é entender como os buracos negros supermassivos alcançam massas equivalentes a milhões ou até bilhões de vezes a do Sol. Agora, uma equipe de pesquisadores acredita ter encontrado novas pistas para responder a essa pergunta com a ajuda da inteligência artificial (IA).
Utilizando um modelo de aprendizado de máquina para analisar dados do Dark Energy Spectroscopic Instrument (DESI), astrônomos identificaram sete candidatos promissores a quasares que também funcionam como lentes gravitacionais — um fenômeno raro previsto pela teoria da relatividade de Albert Einstein.
Segundo os pesquisadores, esses sistemas podem oferecer uma oportunidade única para observar buracos negros supermassivos em crescimento e entender melhor como eles evoluíram ao longo da história do Universo.
O estudo foi publicado em 22 de julho na revista científica The Astrophysical Journal.
Quasares revelam a “infância” dos buracos negros
- Os quasares são os núcleos extremamente brilhantes de algumas galáxias, alimentados por buracos negros supermassivos que estão consumindo grandes quantidades de gás e poeira;
- Durante esse processo, uma enorme quantidade de energia é liberada, tornando os quasares tão luminosos que podem ofuscar completamente as galáxias onde estão localizados;
- Para Everett McArthur, estudante de doutorado em astronomia da Universidade Estadual de Ohio e principal autor do estudo, esses objetos funcionam como registros dos primeiros estágios da evolução desses gigantes cósmicos;
- “Os quasares são como fotos de bebê de um buraco negro supermassivo. Entender como passamos dos quasares para esses enormes buracos negros é realmente importante”, disse.
Alinhamento raro no Universo
Em alguns casos excepcionais, um quasar também atua como uma lente gravitacional. Isso acontece quando a intensa gravidade do objeto curva e amplia a luz emitida por uma galáxia ainda mais distante, funcionando como uma gigantesca lente natural.
Esses alinhamentos são extremamente raros, mas oferecem uma vantagem importante: permitem que os cientistas observem simultaneamente o quasar e a galáxia cuja luz está sendo ampliada, ajudando a reconstruir a evolução tanto do buraco negro quanto da própria galáxia.

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IA encontrou sete candidatos
Para localizar esses sistemas, os pesquisadores analisaram um catálogo com aproximadamente 800 mil quasares identificados pelo DESI.
Como existem poucos exemplos conhecidos de quasares que atuam como lentes gravitacionais, a equipe precisou criar simulações desses fenômenos para treinar o algoritmo de IA.
Depois do treinamento, o modelo reduziu o universo de pesquisa para cerca de 200 candidatos. Em seguida, os astrônomos analisaram manualmente cada caso até selecionar sete sistemas considerados promissores.
Segundo os pesquisadores, a descoberta praticamente dobra o número de quasares desse tipo identificados em levantamentos astronômicos semelhantes.
Próximo passo é confirmar as descobertas
Os sete candidatos ainda precisam ser confirmados por meio de novas observações. Se forem validados, poderão fornecer uma nova ferramenta para investigar como buracos negros supermassivos cresceram e influenciaram a formação e a evolução das galáxias ao longo da história do Universo.
Além disso, o trabalho demonstra como a IA pode ajudar cientistas a encontrar fenômenos extremamente raros escondidos em enormes bancos de dados astronômicos, como os produzidos pelo DESI, responsável por mapear milhões de galáxias e quasares.
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BYD cria carro que faz drift sozinho; motorista só desenha o percurso

A BYD apresentou um recurso inédito para seu esportivo Denza Z9: um modo de condução que permite ao carro realizar derrapagens controladas (drifts) de forma totalmente autônoma, sem que o motorista precise tocar no volante ou nos pedais durante a manobra.
Segundo a montadora chinesa, o sistema é o primeiro do tipo no mundo e está disponível de fábrica em todas as versões do Denza Z equipadas com a plataforma esportiva e³, que utiliza três motores elétricos.
Para iniciar a função, o motorista precisa apenas desenhar na tela central do veículo o formato da trajetória desejada, como um círculo ou um “8”. Em seguida, o carro executa automaticamente a derrapagem, reproduzindo o percurso indicado.
Durante a manobra, o motorista deve manter as mãos fora do volante e os pés longe dos pedais, já que todo o controle fica a cargo do sistema eletrônico do veículo.
Mais de 1.500 cv de potência
- O Denza Z é oferecido em quatro configurações de carroceria: cupê, conversível com capota de lona, perua esportiva e sedã;
- A versão mais potente utiliza a plataforma e³ com três motores elétricos, que entregam 1.582 cavalos de potência (1.604 cv métricos);
- Com esse conjunto, o esportivo acelera de 0 a 97 km/h em apenas 1,96 segundo, desempenho que o coloca na categoria dos hipercarros e faz dele o modelo mais rápido já produzido pela BYD.

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Como o carro da BYD consegue derrapar sozinho
O sistema utiliza controle totalmente independente das rodas traseiras e esterçamento ativo do eixo traseiro para provocar e controlar continuamente a perda e a recuperação de aderência dos pneus. Dessa forma, o veículo consegue manter a derrapagem de maneira precisa, sem necessidade de comandos do motorista.
No entanto, a BYD alerta que o recurso não desvia automaticamente de obstáculos durante a execução do drift. Depois que a trajetória é definida, o software apenas segue o caminho programado. Por isso, a fabricante recomenda que a função seja utilizada apenas em pistas ou locais fechados, evitando riscos de acidentes.
Tecnologia também foi desenvolvida para aumentar a segurança
Embora o modo de drift tenha um forte apelo esportivo, a BYD afirma que a tecnologia foi criada principalmente para melhorar a segurança. Durante a manobra, o sistema monitora continuamente fatores como aderência do piso, ângulo de deslizamento dos pneus e inclinação da carroceria para manter o veículo equilibrado.
Segundo a empresa, os mesmos algoritmos capazes de controlar uma derrapagem intencional podem corrigir derrapagens inesperadas em alta velocidade mais rapidamente do que um motorista conseguiria.
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Após invasão de agente da OpenAI, Sam Altman encontra senadores

O diretor-presidente da OpenAI, Sam Altman, reuniu-se nesta quarta-feira (29) com senadores dos Estados Unidos para discutir os próximos modelos de inteligência artificial (IA) da empresa. Os encontros acontecem poucos dias após a OpenAI revelar que um de seus agentes de IA escapou de um ambiente de contenção durante um teste de segurança e realizou um ataque cibernético.
O episódio também levou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a afirmar que seu governo avalia a adoção de “controles” para a IA, embora tenha ressaltado que não pretende limitar o desenvolvimento da tecnologia pelas empresas do setor.
Trump diz avaliar controles para IA
Questionado por jornalistas no Salão Oval sobre o incidente envolvendo o agente de IA da OpenAI, Trump afirmou que sua administração estuda a possibilidade de adotar mecanismos de controle para a tecnologia. “Estamos analisando controles”, declarou o presidente.
Ao mesmo tempo, Trump afirmou que não pretende impor restrições que impeçam as empresas de tecnologia de continuar desenvolvendo novos produtos de IA.
Altman se reúne com senadores
Durante sua passagem por Washington, Altman participou de reuniões com os senadores Bernie Moreno e Jon Husted, segundo assessores dos parlamentares.
O executivo também foi visto entrando no gabinete do senador Raphael Warnock e ainda deve se reunir com o senador Mark Warner, principal democrata do Comitê de Inteligência do Senado, de acordo com um porta-voz do parlamentar.

Questionado sobre o encontro com os legisladores, Altman confirmou que o incidente envolvendo o agente de IA foi discutido. “Tivemos várias reuniões sobre o que aconteceu”, afirmou. Segundo o executivo, porém, o episódio não foi o principal tema das conversas realizadas nesta quarta.
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Agente de IA escapou de ambiente de contenção
As reuniões em Washington acontecem dias depois de a OpenAI divulgar que um de seus agentes de IA conseguiu escapar de um ambiente de contenção durante um teste de segurança.
De acordo com a empresa, o sistema iniciou um ataque cibernético que comprometeu a infraestrutura da Hugging Face, plataforma amplamente utilizada por desenvolvedores para armazenar código e colaborar na criação de modelos de IA.
A Reuters revelou ainda que o agente também invadiu os sistemas de um cliente da Modal Labs, empresa de tecnologia sediada em Nova York.
Caso reforça debate sobre segurança
O episódio aumentou as preocupações de especialistas sobre os riscos associados ao avanço das capacidades da IA, especialmente na área de segurança cibernética.
O caso também evidenciou que mesmo as principais desenvolvedoras de IA podem enfrentar vulnerabilidades capazes de ser exploradas por seus próprios modelos, alimentando o debate sobre mecanismos de segurança e supervisão à medida que esses sistemas se tornam mais avançados.
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NASA: robô que deveria salvar telescópio espacial perde o controle

Uma missão inédita da NASA para prolongar a vida útil de um telescópio espacial enfrenta dificuldades após a espaçonave responsável pelo resgate perder o controle em órbita. Segundo a agência espacial e a empresa Katalyst Space, o veículo começou a girar sem controle após uma série de falhas, colocando em risco a continuidade da operação.
A companhia trabalha para estabilizar a espaçonave utilizando sistemas de backup antes que a NASA decida se a missão poderá seguir normalmente.
Esta é a primeira vez que a agência espacial contrata uma empresa privada para elevar a órbita de um de seus telescópios espaciais, permitindo que ele continue operando além da vida útil originalmente prevista.
Missão busca prolongar operação do observatório Swift
- O alvo da missão é o Observatório Neil Gehrels Swift, lançado em 2004 para detectar e apontar rapidamente seus instrumentos para fenômenos astronômicos de curta duração, como explosões de raios gama;
- Com o passar dos anos, o observatório foi perdendo altitude gradualmente devido ao atrito residual da atmosfera terrestre;
- A missão da Katalyst Space consiste em acoplar uma espaçonave ao telescópio e impulsioná-lo para uma órbita mais elevada, prolongando sua operação científica;
- A espaçonave LINK foi lançada em 3 de julho a bordo de um foguete Pegasus, da Northrop Grumman;
- Nas semanas seguintes ao lançamento, as equipes realizaram o processo de comissionamento do veículo, ativando e testando seus diversos sistemas antes da aproximação com o telescópio Swift;
- Entretanto, durante o fim de semana, a espaçonave passou a apresentar dificuldades para manter sua orientação e começou a girar sem controle;
- Segundo a NASA, o movimento provocou “comunicações esporádicas” com o veículo, provavelmente porque a antena deixou de apontar para a Terra durante a rotação.

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Rodas de reação e propulsores falharam
A agência informou que duas das três rodas de reação responsáveis por controlar a orientação da espaçonave deixaram de funcionar. Além disso, um dos sistemas de propulsão também apresentou problemas.
Para tentar recuperar o controle, os engenheiros passaram a utilizar um conjunto alternativo de propulsores com o objetivo de reduzir a rotação do veículo.
Em comunicado, a equipe afirmou que “já iniciamos essa série de acionamentos e estamos vendo o efeito pretendido”.
A Katalyst Space também informou ao TechCrunch que a operação continua em andamento. “Esta continua sendo uma missão ativa, e seguimos com os planos de encontrar o Swift”, declarou a empresa.
Missão foi desenvolvida em ritmo acelerado
Antes do lançamento, o investigador principal da missão na Katalyst Space, Kieran Wilson, explicou que a espaçonave precisou ser desenvolvida em um período extremamente curto devido à urgência de elevar a órbita do telescópio.
“Tudo isso é desafiador e arriscado”, afirmou. “Há muitas espaçonaves que tiveram ciclos de desenvolvimento muito mais longos, com muito mais financiamento, e que falharam por razões banais”, acrescentou.
Empresa também desperta interesse militar
Em junho, a Katalyst Space concluiu uma rodada de investimentos de US$ 12 milhões (R$ 61,6 milhões), liderada pela Fortitude Ventures e pela Geodesic Capital, para apoiar a missão.
Além do financiamento privado, a empresa também recebeu recursos das Forças Armadas dos Estados Unidos, que demonstram interesse em desenvolver veículos capazes de realizar manutenção em satélites em órbita ou monitorar espaçonaves consideradas rivais.
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