Saúde
É possível aliviar a queimadura de água-viva?

Com a chegada do verão pelas regiões brasileiras, torna-se cada vez mais comum as viagens em família para lugares como praias e lagos. Contudo, outros visitantes que também aparece nessa época do ano são as águas-vivas, que preferem as regiões litorâneas quentes das praias. Some a presença dessas medusas no lado raso de uma praia e a estadia de um humano, e você obtém uma queimadura dolorosa.
O contato de pessoas com as águas-vivas é convenientemente comum nessa época do ano, o que, claro, explica o aumento nos casos de acidentes. Embora algumas espécies de medusa apenas ameacem os humanos com uma queimadura incômoda, outras podem trazer maiores prejuízos à saúde. Confira mais informações a seguir.
Para quem tem pressa:
- Várias famílias aproveitam o verão para ir à praia, mas além dos humanos, as águas-vivas também gostam da região litorânea quente;
- A queimadura de uma medusa pode causar muita dor, mas é possível aliviar um pouco a lesão com água do mar e vinagre;
- Depois, o mais importante é ir ao médico o mais rápido possível.
Quais os riscos do contato com uma água-viva?
De forma geral, a queimadura só acontece se você mexer com o bichinho ou se tiver a infelicidade de nadar perto dele. De qualquer forma, a queimadura ocorre quando um ou mais tentáculos da medusa tocam a sua pele, o que descarrega toxinas por meio de “pequenas agulhas”, chamadas de nematocistos.

As espécies que vivem no Brasil — e, portanto, as que você costumeiramente pode encontrar nas praias paradisíacos das regiões litorâneas — não causam riscos consideráveis à saúde; isto é, você vai sentir uma dor bastante incômoda, mas nada que o leve à óbito. A exceção é se, infelizmente, seu organismo for muito mais sensível do que de costume a esses bichos — ou se você foi atacado por um exército delas.
Independentemente do desconforto que você sinta, o melhor é sempre procurar ajuda médica para tratar a lesão de forma eficiente e monitorar se o seu corpo vai ou não demonstrar sintomas mais graves. Vômitos e dificuldade para respirar, por exemplo, são grandes sinais de alerta.
Leia mais:
- Águas-vivas são mais inteligentes do que se imagina, aponta estudo
- Como água-viva “recria” tentáculos perdidos? Estudo responde
- O homem que ficou preso numa nuvem por quase uma hora
É possível aliviar a queimadura de água-viva?
Antes de ir ao médico, contudo, é possível tomar algumas precauções para aliviar a queimadura por água-viva. Se você ainda estiver dentro do mar, é interessante utilizar a própria água da praia para lavar a queimadura: isso pode auxiliar na remoção do veneno e até levar com as ondas um ou outro tentáculo da medusa que tenha aderido à pele.

Mas posso lavar com água da torneira também? Não. Em verdade, a água doce — ou, simplesmente, a água diferente daquela de onde a medusa veio — pode influenciar na atuação do veneno, o que pioraria a queimadura em si ou mesmo a dor atrelada à lesão.
Em seguida, caso algum tentáculo ainda esteja em sua pele, mesmo após lavar a região com a água do mar, você pode tentar removê-lo com uma pinça, mas sempre com cautela para não piorar a região queimada.
Então, segundo os especialistas da área da saúde, é indicado aplicar vinagre branco sobre a queimadura. Isso porque a substância ativa do vinagre — intitulada de “ácido acético” — pode neutralizar o poder do veneno na maioria dos casos de queimadura causadas por água-via.
Por fim, corra ao médico! Se tiver uma bolsa/compressa de gelo (feita com água do mar!) para aplicar na ferida até o consultório de um profissional de saúde, melhor ainda.
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Saúde
Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).![]()
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Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).
Mpox
A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.
Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.
Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.
Saúde
Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê

Um estudo divulgado na revista The Lancet aponta que os problemas relacionados à obesidade podem ser ainda mais graves do que se pensava. De acordo com o trabalho, 1 em cada 10 mortes relacionadas a infecções são atribuídas ao excesso de peso.
A doença, que já é considerada uma epidemia nos dias de hoje, pode impactar a resposta imunológica do corpo, tornando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Cientistas de diversas partes do mundo estão investigando essa conexão e buscando entender as razões por trás desse fenômeno alarmante.
Trabalho pode ajudar a reduzir número de mortes
Estudos anteriores já mostraram que indivíduos com obesidade tendem a desenvolver complicações mais graves quando contaminados por vírus e bactérias. Agora, com essa nova pesquisa, a preocupação aumenta, buscando soluções que possam ajudar a mitigar esses riscos.
Uma das teorias que está ganhando força sugere que a inflamação crônica associada à obesidade pode prejudicar a eficácia do sistema imunológico. Essa condição cria um ambiente no corpo que pode favorecer a proliferação de infecções.

Excesso de peso pode prejudicar resposta imunológica do organismo (Imagem: grinvalds/iStock)
Portanto, entender essa dinâmica é crucial para criar estratégias de saúde pública que ajudem a prevenir complicações relacionadas à obesidade.
Além disso, os pesquisadores estão se perguntando se as vacinas têm a mesma eficácia em indivíduos com excesso de peso. Essa dúvida é ainda mais pertinente considerando o contexto atual, onde a vacinação se tornou uma prioridade global.
Leia mais
- Obesidade infantil ultrapassa desnutrição no mundo, diz Unicef
- Obesidade abdominal e perda muscular aumentam mortalidade
- Como bactérias na boca podem indicar risco de obesidade
Desafio global
- A ligação entre obesidade e mortes por infecções representa um desafio significativo para a saúde global.
- À medida que os cientistas continuam a desvendar os mecanismos por trás dessa relação, novas informações podem surgir.
- E estes dados são considerados fundamentais para possibilitar intervenções mais eficazes para proteger os grupos mais vulneráveis.
- Para isso, no entanto, novos estudos são necessários.
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Saúde
Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet

Um novo medicamento experimental chamado orforgliprona, da Eli Lilly, demonstrou resultados significativos para adultos que enfrentam a obesidade e o diabetes tipo 2. Em testes que duraram 72 semanas, os pacientes que utilizaram a substância conseguiram reduzir o peso corporal em até 9,6%.
Os dados, publicados na revista científica The Lancet, mostram que o remédio foi muito mais eficiente que o placebo. A grande vantagem prática é que se trata de uma pílula oral que não exige restrições de horário para comer ou beber água, o que torna o tratamento muito mais simples de seguir no dia a dia.
Além de emagrecer, o medicamento, que pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, ajudou a controlar o açúcar no sangue e melhorou indicadores da saúde do coração.
Orforgliprona supera semaglutida oral no controle do diabetes
Um estudo, chamado ACHIEVE-3, comparou diretamente o novo fármaco com a semaglutida oral (famosa versão em comprimido de tratamentos para diabetes) em 1.698 adultos. Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de 12 mg ou 36 mg de orforgliprona, ou doses de 7 mg ou 14 mg de semaglutida, sempre acompanhados de mudanças no estilo de vida.

Os números mostram uma vantagem clara: a dose de 36 mg da orforgliprona promoveu uma perda de peso de 8,9 kg, enquanto a semaglutida de 14 mg ficou em 5 kg. Isso significa que o medicamento experimental foi 73,6% mais potente para emagrecer do que o concorrente já disponível no mercado. No controle da glicose, a orforgliprona também venceu, reduzindo a hemoglobina glicada em 2,2%, contra 1,4% da semaglutida.
No entanto, o tratamento exige atenção aos efeitos colaterais. Assim como outros remédios da mesma família, a orforgliprona causa náuseas, diarreia e vômitos, principalmente no início do ajuste das doses. Um ponto de alerta é que o número de pessoas que desistiram do tratamento por não suportarem esses efeitos foi maior no novo medicamento (entre 8,7% e 9,7%) do que na semaglutida (cerca de 4,5% a 4,9%).
Apesar do desconforto gástrico, a substância trouxe melhorias no colesterol e na pressão arterial dos voluntários. Quanto à segurança, as mortes registradas durante os testes globais não tiveram relação comprovada com o uso do remédio. A fabricante Eli Lilly agora aguarda a decisão do FDA, a Anvisa dos Estados Unidos, para liberar o uso contra a obesidade no próximo trimestre. O pedido para o tratamento específico de diabetes tipo 2 deve ficar para o fim de 2026.
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