Saúde
Conhece a manobra de Heimlich? Veja como ela funciona e por que pode salvar vidas

Na quinta-feira (7), um adolescente de 13 anos, Igor Vasconcelos, se engasgou enquanto ingeria uma mistura de leite com flocos crocantes. Em um vídeo que viralizou nas redes sociais, o jovem aparece sem ar, enquanto a mãe de Igor, Lione Vasconcelos, pede para o sobrinho, Silas Cabreira, de 14 anos, buscar ajuda. Sem encontrar alguém, ele resolveu fazer a manobra de Heimlich, conseguindo desengasgar e salvar a vida da vítima. O caso ocorreu em Fortaleza.
A manobra de Heimlich deve ser usada em situações de emergência por asfixia devido à comida ou a algum item que fique preso nas vias respiratórias. Ela tem como objetivo desobstruir as vias aéreas de quem se engasgou. Na sequência deste conteúdo, você vai conhecer todos os detalhes em relação a essa técnica.
Manobra de Heimlich: origem, história e para que ela serve
De acordo com a Britannica, a mais antiga enciclopédia da língua inglesa, a Manobra de Heimlich foi criada pelo cirurgião torácico e médico especialista americano Henry J. Heimlich, que na década de 1970, notou que alimentos e outros objetos que podiam causar asfixia não saiam por meio de golpes fortes aplicados nas costas.

Então, ele desenvolveu uma técnica que utilizava o ar expelido dos pulmões da pessoa engasgada para que o objeto fosse jogado para fora da garganta. O objetivo da manobra é simular uma tosse a partir da elevação do diafragma da vítima, o que vai gerar um aumento da pressão intratorácica, fazendo com que a pessoa jogue o corpo estranho para fora das vias aéreas.
Leia mais:
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Ainda de acordo com a publicação, a manobra deve ser utilizada apenas em casos em que há a obstrução total das vias aéreas por conta de algo que está preso no local impedindo o fluxo de ar para o pulmão da pessoa. Nesses casos, a pessoa fica sem conseguir tossir, emitir sons e respirar.

A manobra tradicional é indicada para ser utilizada apenas em pessoas com mais de 1 ano de idade. Para a execução dela, é necessário posicionar-se atrás da vítima e abraçá-la pela parte superior do abdômen, juntando as mãos abaixo da caixa torácica e fazendo pressão com uma das mãos fechada em punho, apoiada pela outra mão, sobre a barriga da vítima.
O ideal é realizar quatro compressões ou estocadas de forma brusca para cima no abdômen, fazendo com que o ar saia dos pulmões e expulse o que estiver na garganta.
Vale destacar que há profissionais que recomendam a repetição do movimento até cinco vezes. Se a vítima não desengasgar, chame o serviço de emergência o mais rápido possível.
Veja no vídeo abaixo:
Em bebês de menos de 1 ano, a manobra de Heimlich é realizada de outra forma. Primeiramente, certifique-se de que a vítima está sem respirar ou com muita dificuldade. Um sinal é a coloração arroxeada ou azulada nos lábios.
Então, coloque o neném sobre a perna ou seu braço, vire a cabeça dele para baixo, segure a boca dele com dois dedos para mantê-la aberta e realize cinco compressões firmes contra o dorso na tentativa de fazer o corpo estranho sair. 
Feito isso, abra a boca do neném utilizando o dedo, proteja o tórax dele e vire-o de volta para ver se ele ainda está com dificuldade para respirar. Caso ainda esteja com dificuldades, realize cinco compressões torácicas. Posicione dois dedos na parte entre os mamilos e empurre contra o tórax cinco vezes. Se isso não funcionar, vire-o mais uma vez para baixo e repita a manobra.
Veja como fazer na prática:
Qualquer pessoa pode realizar a manobra de Heimlich, mas caso não consiga obter sucesso, desengasgando a vítima, acione rapidamente o serviço de emergência.
Não existem requisitos para a realização da manobra, mas é necessário que a pessoa que a colocará em prática saiba observar os sinais de obstrução total das vias e também tenha o conhecimento da técnica.
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Saúde
Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).![]()
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Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).
Mpox
A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.
Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.
Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.
Saúde
Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê

Um estudo divulgado na revista The Lancet aponta que os problemas relacionados à obesidade podem ser ainda mais graves do que se pensava. De acordo com o trabalho, 1 em cada 10 mortes relacionadas a infecções são atribuídas ao excesso de peso.
A doença, que já é considerada uma epidemia nos dias de hoje, pode impactar a resposta imunológica do corpo, tornando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Cientistas de diversas partes do mundo estão investigando essa conexão e buscando entender as razões por trás desse fenômeno alarmante.
Trabalho pode ajudar a reduzir número de mortes
Estudos anteriores já mostraram que indivíduos com obesidade tendem a desenvolver complicações mais graves quando contaminados por vírus e bactérias. Agora, com essa nova pesquisa, a preocupação aumenta, buscando soluções que possam ajudar a mitigar esses riscos.
Uma das teorias que está ganhando força sugere que a inflamação crônica associada à obesidade pode prejudicar a eficácia do sistema imunológico. Essa condição cria um ambiente no corpo que pode favorecer a proliferação de infecções.

Excesso de peso pode prejudicar resposta imunológica do organismo (Imagem: grinvalds/iStock)
Portanto, entender essa dinâmica é crucial para criar estratégias de saúde pública que ajudem a prevenir complicações relacionadas à obesidade.
Além disso, os pesquisadores estão se perguntando se as vacinas têm a mesma eficácia em indivíduos com excesso de peso. Essa dúvida é ainda mais pertinente considerando o contexto atual, onde a vacinação se tornou uma prioridade global.
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- Obesidade infantil ultrapassa desnutrição no mundo, diz Unicef
- Obesidade abdominal e perda muscular aumentam mortalidade
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Desafio global
- A ligação entre obesidade e mortes por infecções representa um desafio significativo para a saúde global.
- À medida que os cientistas continuam a desvendar os mecanismos por trás dessa relação, novas informações podem surgir.
- E estes dados são considerados fundamentais para possibilitar intervenções mais eficazes para proteger os grupos mais vulneráveis.
- Para isso, no entanto, novos estudos são necessários.
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Saúde
Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet

Um novo medicamento experimental chamado orforgliprona, da Eli Lilly, demonstrou resultados significativos para adultos que enfrentam a obesidade e o diabetes tipo 2. Em testes que duraram 72 semanas, os pacientes que utilizaram a substância conseguiram reduzir o peso corporal em até 9,6%.
Os dados, publicados na revista científica The Lancet, mostram que o remédio foi muito mais eficiente que o placebo. A grande vantagem prática é que se trata de uma pílula oral que não exige restrições de horário para comer ou beber água, o que torna o tratamento muito mais simples de seguir no dia a dia.
Além de emagrecer, o medicamento, que pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, ajudou a controlar o açúcar no sangue e melhorou indicadores da saúde do coração.
Orforgliprona supera semaglutida oral no controle do diabetes
Um estudo, chamado ACHIEVE-3, comparou diretamente o novo fármaco com a semaglutida oral (famosa versão em comprimido de tratamentos para diabetes) em 1.698 adultos. Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de 12 mg ou 36 mg de orforgliprona, ou doses de 7 mg ou 14 mg de semaglutida, sempre acompanhados de mudanças no estilo de vida.

Os números mostram uma vantagem clara: a dose de 36 mg da orforgliprona promoveu uma perda de peso de 8,9 kg, enquanto a semaglutida de 14 mg ficou em 5 kg. Isso significa que o medicamento experimental foi 73,6% mais potente para emagrecer do que o concorrente já disponível no mercado. No controle da glicose, a orforgliprona também venceu, reduzindo a hemoglobina glicada em 2,2%, contra 1,4% da semaglutida.
No entanto, o tratamento exige atenção aos efeitos colaterais. Assim como outros remédios da mesma família, a orforgliprona causa náuseas, diarreia e vômitos, principalmente no início do ajuste das doses. Um ponto de alerta é que o número de pessoas que desistiram do tratamento por não suportarem esses efeitos foi maior no novo medicamento (entre 8,7% e 9,7%) do que na semaglutida (cerca de 4,5% a 4,9%).
Apesar do desconforto gástrico, a substância trouxe melhorias no colesterol e na pressão arterial dos voluntários. Quanto à segurança, as mortes registradas durante os testes globais não tiveram relação comprovada com o uso do remédio. A fabricante Eli Lilly agora aguarda a decisão do FDA, a Anvisa dos Estados Unidos, para liberar o uso contra a obesidade no próximo trimestre. O pedido para o tratamento específico de diabetes tipo 2 deve ficar para o fim de 2026.
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