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Saúde

Caminhada da Saúde acontece no sábado em Chapéu de Sol

Redação Informe 360

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A décima edição da Caminhada da Saúde acontece no sábado, 24, em Chapéu de Sol, segundo distrito de São João da Barra, com previsão de mais de 100 pessoas participando e início às 8h30. O objetivo do evento, organizado pela Secretaria Municipal de Saúde e parceria com a iniciativa privada, é incentivar a prática de atividades físicas, promover a saúde, prevenir doenças e conscientizar a população sobre a importância da adoção de hábitos de vida saudáveis.

A concentração, ponto de largada e ponto de chegada será no Bar do Eraldo Pomada. Os participantes receberão camisa e garrafa d’água para a hidratação durante o percurso. Haverá aquecimento e alongamento antes da caminhada com profissional de educação física e, ao final, será servido um lanche com frutas. O percurso será de 2 Km saindo da Rua Vitor Nogueira, passando pelo Posto 4 na Avenida Atlântica e retornando pela Vitor Nogueira.

A organizadora da caminhada é a agente comunitária de saúde Maria das Graças Gomes da Silva, que atua há 17 anos na Estratégia Saúde da Família (ESF) Carrapicho. “Essa caminhada faz parte da culminância do trabalho que desenvolvemos junto aos moradores locais e já virou uma tradição. Fico muito feliz com a adesão da comunidade. Porém todas as pessoas que buscam uma vida mais saudável estão convidados à participar”, disse.

Saúde

Negacionismo impulsiona sarampo nos EUA e representa ameaça ao Brasil

Redação Informe 360

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Mudanças recentes no calendário vacinal dos Estados Unidos, impulsionadas por discursos antivacinação do governo Donald Trump, ajudam a explicar por que o país está passando pelo pior surto de sarampo em mais de três décadas. Mais de 4,4 mil casos já foram confirmados este ano, com três mortes. Entre os infectados, 98% não estavam totalmente vacinados. 

A avaliação do diretor do Programa Nacional de Imunizações do Brasil, Eder Gatti, é que os Estados Unidos passam por um período de retrocessos que ameaça todo o continente.

“O governo americano, além de chancelar discursos negacionistas, tem um secretário de Saúde, que é o equivalente ao nosso ministro, declaradamente antivacina”, destaca.  

“Espero que o mundo não olhe isso como exemplo. Eles estão colhendo frutos. A vacina contra o sarampo é uma vacina de bloqueio. Quem se vacina não pega nem transmite. O descontrole de casos lá [nos EUA] está muito relacionado a esse discurso crescente negacionista”, complementa o diretor do PNI. 

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Saúde

Anvisa aprova novo remédio contra câncer de pulmão; Brasil é o 2º país a liberar terapia

Redação Informe 360

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na segunda-feira (19), o telisotuzumabe vedotina, comercializado como Emrelis, medicamento destinado a adultos com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) avançado ou metastático. Com a decisão, o Brasil se tornou o segundo país a autorizar a terapia, depois dos Estados Unidos, onde o produto recebeu aprovação acelerada em maio de 2025.

Desenvolvido pela farmacêutica americana AbbVie, o medicamento é indicado para pacientes com tumores do tipo não escamoso que apresentam alta expressão da proteína c-Met e que já passaram por tratamento sistêmico anterior. A identificação desse biomarcador é fundamental para determinar quais pacientes podem se beneficiar da terapia.

A aprovação brasileira foi baseada no estudo clínico de fase 2 LUMINOSITY. Na pesquisa, a taxa de resposta objetiva chegou a 34,6% entre os pacientes com alta expressão de c-Met. Isso significa que essa proporção apresentou redução mensurável do tumor, e não que os participantes tenham sido curados.

Segundo a AbbVie, a previsão é que o medicamento chegue ao mercado brasileiro no primeiro semestre de 2027, após as etapas regulatórias necessárias para a comercialização.

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Como funciona o novo medicamento contra o câncer de pulmão?

  • O telisotuzumabe vedotina é um conjugado de anticorpo e fármaco, tecnologia que combina um anticorpo direcionado a uma proteína específica com uma substância capaz de destruir células;
  • Nesse caso, o anticorpo reconhece a proteína c-Met, presente na superfície das células tumorais. Depois de se ligar ao alvo e ser internalizado pela célula, o conjugado libera o agente citotóxico responsável por interferir no funcionamento celular e provocar a morte da célula cancerígena;
  • A proteína c-Met é um receptor envolvido em processos celulares, como crescimento e sobrevivência. Em determinados tumores, sua expressão está aumentada, característica que pode estar associada à progressão da doença e a prognóstico menos favorável;
  • De acordo com os dados apresentados no estudo LUMINOSITY, a alta expressão de c-Met está presente em uma parcela dos pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células não escamoso e EGFR selvagem. A identificação desse perfil molecular permite selecionar pacientes para os quais a terapia foi desenvolvida.

Estudo identificou resposta em 34,6% dos pacientes

O estudo LUMINOSITY avaliou o medicamento em pessoas com câncer de pulmão avançado ou metastático que já haviam recebido tratamento anteriormente.

Entre os participantes com alta expressão de c-Met, a taxa de resposta objetiva foi de 34,6%. No grupo com expressão intermediária da proteína, o índice foi menor, de 22,9%. Considerando os pacientes com expressão aumentada de c-Met avaliados na análise principal, a taxa geral de resposta objetiva foi de 28,6%.

A resposta objetiva corresponde à proporção de pacientes que apresentaram redução significativa do tumor, conforme critérios médicos de avaliação. O resultado não equivale à taxa de cura nem significa, isoladamente, que a doença deixou de progredir em todos esses pacientes.

Entre os pacientes com alta expressão de c-Met que responderam ao tratamento, a duração mediana da resposta foi de nove meses na análise publicada do estudo. Esse indicador mede por quanto tempo, em mediana, a resposta ao medicamento foi mantida.

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Ilustração de células cancerígenas
Depois de se ligar ao alvo e ser internalizado pela célula, o conjugado libera o agente citotóxico responsável por interferir no funcionamento celular e provocar a morte da célula cancerígena – Imagem: Lightspring/Shutterstock

Os efeitos adversos mais comuns incluíram neuropatia periférica, fadiga, diminuição do apetite e edema periférico. A neuropatia periférica pode provocar sintomas, como formigamento, dormência ou dor nas extremidades.

Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA) concedeu aprovação acelerada ao Emrelis em maio de 2025, com base na taxa de resposta objetiva e na duração das respostas. A agência estadunidense ressalta que a manutenção da aprovação pode depender da confirmação do benefício clínico em estudos posteriores.

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Quando o medicamento chegará ao Brasil?

Embora a Anvisa tenha autorizado o registro do medicamento, isso não significa que ele estará imediatamente disponível nas farmácias ou hospitais brasileiros.

A próxima etapa envolve a avaliação e a definição do preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Somente depois desse processo o produto poderá ser comercializado no país.

Segundo a AbbVie, a expectativa é concluir as etapas necessárias para a chegada ao mercado brasileiro no primeiro semestre de 2027.

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A aprovação regulatória também não garante a disponibilização automática do Emrelis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para que a terapia seja incorporada à rede pública, é necessário um processo específico de avaliação de tecnologias em saúde, conduzido pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

Câncer de pulmão deve atingir mais de 35 mil pessoas por ano no Brasil

O câncer de pulmão está entre os tumores que mais provocam mortes no mundo. Segundo estimativas internacionais para 2024, a doença registrou aproximadamente 2,65 milhões de novos casos e mais de 1,8 milhão de mortes.

No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 35.380 novos casos anuais de câncer de traqueia, brônquios e pulmão para cada ano do triênio de 2026 a 2028, considerando homens e mulheres.

O tabagismo é o principal fator de risco para a doença, embora também existam outros fatores associados, como exposição à poluição do ar e a determinadas substâncias no ambiente de trabalho.

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A aprovação do Emrelis amplia as opções de tratamento para um grupo específico de pacientes com câncer de pulmão avançado. O benefício potencial depende das características do tumor, da identificação da proteína c-Met e do histórico de tratamento de cada paciente.

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Saúde

Vírus que afetou Carlos Alberto de Nóbrega pode atingir o coração; entenda

Redação Informe 360

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O vírus Coxsackie, conhecido por causar a síndrome mão-pé-boca, geralmente provoca infecções leves, mas, em casos raros, pode atingir o coração e provocar alterações no ritmo cardíaco. Foi o que aconteceu com o apresentador Carlos Alberto de Nóbrega, de 90 anos, que precisou de um marcapasso após uma infecção agravar uma insuficiência cardíaca preexistente.

Internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo (SP), desde a semana passada, o apresentador contraiu o Coxsackie tipo 2. A infecção agravou seu quadro cardíaco, provocando bradicardia, condição em que o coração bate mais devagar do que o normal, e outras arritmias.

A cirurgia para implantação do aparelho, inicialmente prevista para segunda-feira (19), foi adiada para terça-feira (20). Segundo a assessoria, Carlos Alberto está estável e sem complicações. Sua esposa, Renata de Nóbrega, que é médica, também apresentou sintomas da infecção, mas não precisou ser internada.

O que é o vírus Coxsackie?

  • Os coxsackievírus pertencem ao grupo dos enterovírus, que também inclui o vírus da poliomielite. Eles são divididos em dois ramos: A e B, associados a diferentes manifestações da infecção;
  • O ramo A reúne 23 tipos e está relacionado à síndrome mão-pé-boca, doença contagiosa que afeta principalmente crianças pequenas. Já o ramo B tem seis tipos e é mais associado a complicações em órgãos internos, como coração, pâncreas, fígado e sistema nervoso;
  • O tipo 2 existe nos dois ramos. A informação divulgada sobre o caso de Carlos Alberto de Nóbrega, porém, não esclarece a qual deles pertence o vírus identificado no apresentador;
  • A infecção é bastante comum e, na maioria das vezes, passa despercebida. Um levantamento realizado na Itália encontrou sinais de contato anterior com o vírus em cerca de sete em cada dez pessoas analisadas;
  • Os sintomas geralmente se assemelham aos de um resfriado, uma diarreia ou uma febre de curta duração. Por isso, muitas pessoas se recuperam sem saber qual vírus causou o quadro;
  • A transmissão ocorre principalmente pelo contato com fezes contaminadas. O vírus pode continuar sendo eliminado dessa forma por semanas após o desaparecimento dos sintomas. Também pode circular pela saliva e por gotículas respiratórias, além de permanecer em superfícies e objetos, facilitando a disseminação em casas, creches e escolas.

Como o vírus pode atingir o coração?

O Coxsackie entra no organismo pela boca, multiplica-se no intestino e pode alcançar a circulação sanguínea. Pelo sangue, chega a diferentes tecidos e consegue invadir células que apresentam estruturas às quais o vírus se liga.

No coração, essas estruturas estão presentes nas junções entre as células do músculo cardíaco, regiões importantes para a passagem dos sinais elétricos que coordenam os batimentos.

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Segundo Ricardo Kazunori, cirurgião cardiovascular da BP — A Beneficência Portuguesa de São Paulo, o vírus pode danificar diretamente as células, enquanto a resposta do sistema imunológico provoca inflamação adicional.

Esse processo pode causar miocardite, inflamação do músculo cardíaco. Quando a inflamação alcança o sistema elétrico do coração, os sinais responsáveis por coordenar as batidas podem ficar mais lentos ou ser interrompidos parcialmente. O resultado pode ser uma alteração do ritmo cardíaco, incluindo a bradicardia observada no caso do apresentador.

Na maioria dos casos de miocardite viral, as falhas de condução são passageiras. Entretanto, há relatos raros de bloqueios elétricos irreversíveis que exigiram a implantação definitiva de um marcapasso, inclusive após infecção pelo Coxsackie B2.

O aparelho emite impulsos elétricos para ajudar a manter o ritmo cardíaco quando o coração não consegue gerar ou conduzir os sinais adequadamente. Ele trata a alteração dos batimentos, mas não elimina o vírus responsável pela infecção.

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Representação digital de um coração humano utilizada em simulações médicas e estudos para personalização de tratamentos.
No coração, essas estruturas estão presentes nas junções entre as células do músculo cardíaco, regiões importantes para a passagem dos sinais elétricos que coordenam os batimentos – Imagem: AlpakaVideo / Shutterstock

Quem corre maior risco de complicações?

Embora a maioria das infecções seja leve, alguns grupos estão mais sujeitos a quadros graves. Entre eles estão recém-nascidos, pessoas com o sistema imunológico enfraquecido e pacientes com doenças preexistentes no coração ou no cérebro.

No caso de quem já tem insuficiência cardíaca, uma inflamação adicional pode agravar o funcionamento de um órgão que já apresenta dificuldade para bombear sangue com eficiência.

Alguns sintomas exigem avaliação médica urgente, especialmente quando há suspeita de comprometimento cardíaco ou neurológico:

  • Dor no peito;
  • Falta de ar;
  • Palpitações;
  • Febre persistente;
  • Dor de cabeça intensa acompanhada de rigidez no pescoço;
  • Confusão mental ou convulsões.

Em bebês, febre acompanhada de dificuldade para mamar, sonolência excessiva ou irritabilidade também exige atendimento imediato.

O Coxsackie pode atingir ainda o pâncreas. Pesquisas investigam possível relação entre infecções persistentes e o desenvolvimento do diabetes tipo 1, mas essa hipótese continua em estudo.

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Nos quadros leves, o diagnóstico costuma ser feito com base nos sintomas, sem necessidade de exames específicos. Em situações graves ou atípicas, especialmente envolvendo recém-nascidos e pessoas com imunidade baixa, os médicos podem recorrer a testes que detectam o material genético do vírus em amostras de sangue, líquor ou tecido cardíaco.

Existe tratamento para o Coxsackie?

Não há medicamento específico capaz de eliminar o coxsackievírus, nem vacina disponível contra ele. O tratamento depende dos sintomas e dos órgãos afetados.

Nos casos leves, os cuidados incluem hidratação e medicamentos para aliviar febre e dor. Quando há miocardite, pode ser necessário monitorar o funcionamento do coração e utilizar medicamentos para tratar a insuficiência cardíaca.

Nas formas mais graves, o paciente pode precisar de suporte mecânico para manter a circulação sanguínea. Se a infecção provocar alterações importantes no ritmo cardíaco, um marcapasso pode ser necessário para corrigir o problema elétrico.

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A prevenção depende principalmente de medidas de higiene. Lavar as mãos com água e sabão, especialmente após usar o banheiro ou trocar fraldas e antes de preparar ou consumir alimentos, é uma das principais formas de reduzir a transmissão.

Também é importante limpar superfícies e objetos tocados com frequência e evitar compartilhar talheres e itens pessoais durante a infecção. A higiene merece atenção especial durante a gravidez, já que a mãe pode transmitir o vírus ao bebê.

No caso de Carlos Alberto de Nóbrega, a infecção agravou uma condição cardíaca que já existia. A implantação do marcapasso busca corrigir a alteração no ritmo dos batimentos provocada por essa combinação.

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