Ligue-se a nós

Saúde

Assistir vídeos em velocidade acelerada afeta sua memória

Redação Informe 360

Publicado

no

O hábito de assistir vídeos em velocidade aumentada, comum entre usuários de plataformas online, pode comprometer a retenção de informações e sobrecarregar o cérebro. A prática, especialmente popular entre jovens, tem sido utilizada como forma de ganhar tempo e aumentar o consumo de conteúdo, inclusive no ambiente acadêmico. No entanto, os efeitos dessa escolha sobre a memória e o aprendizado começam a ser mais bem compreendidos pela ciência.

Segundo Marcus Pearce, professor de Ciência Cognitiva na Queen Mary University of London, assistir conteúdos em alta velocidade pode ter consequências significativas para o cérebro. Em artigo publicado no The Conversation, Pearce detalha como o processamento de informações faladas envolve fases complexas, que podem ser prejudicadas quando o conteúdo é consumido rapidamente.

acelerar vídeo
Na atualidade, é muito comum assistir a vídeos acelerados, com redes sociais inclusive facilitando a prática (Imagem: Frame Stock Footage / Shutterstock.com)

Capacidade limitada da memória de trabalho

  • De acordo com Pearce, quando escutamos uma fala, o cérebro precisa de tempo para codificar, armazenar e recuperar as informações.
  • Esse processo começa com a extração das palavras e do seu significado em tempo real.
  • A fala comum ocorre a cerca de 150 palavras por minuto, mas o cérebro ainda consegue acompanhar discursos acelerados para até 450 palavras por minuto, embora com possíveis perdas de qualidade na memorização.
  • “Como nossa memória de trabalho tem capacidade limitada, se muitas informações chegarem muito rapidamente, ela pode ser sobrecarregada. Isso leva à sobrecarga cognitiva e à perda de informações”, explica o professor.
  • Esse sistema temporário permite organizar e transformar informações antes de transferi-las para a memória de longo prazo.
  • Quando os dados chegam rápido demais, o sistema é sobrecarregado, gerando o que ele chama de sobrecarga cognitiva — e, consequentemente, perda de conteúdo.

Efeitos na retenção de conteúdo

Uma meta-análise recente, citada por Pearce, analisou 24 estudos sobre aprendizado a partir de vídeos. Em geral, os testes compararam grupos que assistiram a vídeos na velocidade normal (1x) com outros que viram o mesmo material em velocidades maiores (1.25x, 1.5x, 2x e 2.5x). Todos os participantes foram avaliados com testes de múltipla escolha ou perguntas de memorização após a exibição.

Os resultados mostraram que aumentar a velocidade de reprodução impacta negativamente o desempenho nos testes. Até 1.5x, a queda foi pequena. Acima disso, os prejuízos aumentaram de forma significativa.

alzheimer
Resultados mostram que acelerar velocidade de vídeos prejudicou o desempenho nos testes (Imagem: Antonio Marca/Shutterstock.com)

“Para colocar isso em contexto, se a pontuação média de um grupo de estudantes fosse de 75%, com uma variação típica de 20 pontos percentuais para mais ou para menos, então aumentar a velocidade de reprodução para 1,5x reduziria o resultado médio em 2 pontos percentuais. E aumentar para 2,5x levaria a uma perda média de 17 pontos percentuais”, aponta o pesquisador.

Idosos sentem mais os efeitos

Um dos estudos da meta-análise também observou o impacto da velocidade em adultos mais velhos (entre 61 e 94 anos). O grupo apresentou reduções maiores no desempenho do que os jovens (18 a 36 anos), o que pode estar ligado ao declínio natural da capacidade de memória, mesmo em pessoas saudáveis. Pearce sugere que, nesse caso, seja preferível manter velocidades normais ou até mais lentas para compensar a dificuldade.

Anúncio
Idoso no celular
O impacto negativo é maior entre idosos (Imagem: Concepcion Ramallo Mena / Shutterstock.com)

Leia mais:

Questões ainda sem resposta

Apesar dos dados, muitas perguntas permanecem abertas, segundo Pearce. Ainda não está claro se a prática constante de assistir vídeos acelerados pode reduzir seus efeitos negativos, especialmente entre jovens, que talvez estejam mais acostumados a essa forma de consumo.

Também falta evidência científica sobre possíveis efeitos de longo prazo no funcionamento cerebral. “Em teoria, esses efeitos poderiam ser positivos, como uma melhor capacidade de lidar com a carga cognitiva aumentada. Ou poderiam ser negativos, como maior fadiga mental resultante dessa carga cognitiva aumentada, mas atualmente não temos evidências científicas para responder a essa questão”, afirma.

Outro ponto levantado por Pearce é o impacto na experiência subjetiva. Mesmo quando a retenção de conteúdo não é afetada, vídeos acelerados costumam ser considerados menos agradáveis, o que pode prejudicar a motivação para estudar.

“A reprodução acelerada se tornou popular, então talvez, quando as pessoas se acostumarem com isso, tudo bem — com sorte, vamos entender melhor esses processos nos próximos anos”, concluiu.

O post Assistir vídeos em velocidade acelerada afeta sua memória apareceu primeiro em Olhar Digital.

Anúncio

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo
Anúncio

Saúde

Google omite alertas de segurança em pesquisas de saúde gerados por IA

Redação Informe 360

Publicado

no

O Google está sendo acusado de colocar a segurança dos usuários em risco ao minimizar avisos de que seus resumos de saúde gerados por Inteligência Artificial (IA) podem conter erros. Embora a gigante de tecnologia afirme que suas ferramentas incentivam a busca por ajuda profissional, a realidade na interface do buscador parece ser outra.

De acordo com uma investigação exclusiva do The Guardian, a empresa não inclui nenhum tipo de isenção de responsabilidade (disclaimer) quando os usuários visualizam os conselhos médicos da “AI Overview” (Visão Geral de IA) pela primeira vez. O alerta só surge se o internauta decidir expandir a resposta clicando em “Mostrar mais” e, ainda assim, o aviso é exibido no final do texto, com uma fonte menor e mais clara que o restante do conteúdo.

Exemplo de resultado de busca ‘AI Overview’ (Imagem: Google/reprodução)

O perigo da “confiança automática”

Especialistas em IA e defensores dos direitos dos pacientes expressaram profunda preocupação com os achados do The Guardian. Para Pat Pataranutaporn, professor e pesquisador do MIT, a ausência de avisos proeminentes cria um cenário perigoso por dois motivos principais:

  • Alucinações da IA: Mesmo os modelos mais avançados podem inventar informações ou priorizar a satisfação do usuário em detrimento da precisão técnica.
  • Falsa sensação de segurança: A posição de destaque no topo da página desencoraja o usuário a buscar outras fontes ou a ler o texto até o fim, onde o aviso de segurança está “escondido”.

“Os avisos servem como um ponto de intervenção crucial”, afirma Pataranutaporn. “Eles quebram a confiança automática e forçam o usuário a avaliar criticamente a informação recebida.”

O que diz o Google

Essa não é a primeira vez que o Google enfrenta críticas sobre o tema. Em janeiro, outra investigação já havia mostrado que informações falsas e enganosas estavam sendo entregues aos usuários. Em resposta, a empresa chegou a remover a IA de algumas buscas médicas, mas a ferramenta permanece ativa para diversas outras consultas de saúde.

Logo do AI Overviews em um smartphone
Falta de alerta pode passar falta sensação de segurança para o usuário (Imagem: Marco Lazzarini/Shutterstock)

Em sua defesa, um porta-voz do Google negou que a ferramenta falhe em orientar os usuários. A empresa afirma que as visões gerais de IA “frequentemente mencionam a necessidade de procurar atendimento médico diretamente dentro do resumo, quando apropriado”, e que a sugestão de buscar um profissional é um pilar do sistema.

No entanto, para entidades como a Anthony Nolan, instituição de caridade voltada para pacientes com câncer no sangue, as medidas atuais são insuficientes.

Anúncio

Esse aviso precisa estar no topo. Gostaria que fosse a primeira coisa que você visse, e com o mesmo tamanho de fonte do resto do texto.

Tom Bishop, chefe de informação aos pacientes da Anthony Nolan

A crítica central permanece: ao oferecer respostas que parecem completas e definitivas logo no topo da tela, o Google pode estar impedindo que pessoas com condições de saúde reais busquem o diagnóstico humano necessário para salvar vidas.

O post Google omite alertas de segurança em pesquisas de saúde gerados por IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Anúncio
Continuar Lendo

Saúde

Quais doenças são transmitidas por beijo na boca?

Redação Informe 360

Publicado

no

Para muitas pessoas, o Carnaval vai além dos bloquinhos de rua, fantasias cheias de glitter e da música contagiante: também é época de beijar na boca. Apesar do hábito trazer muita satisfação para quem o pratica, beijar várias pessoas consecutivamente pode aumentar as chances de transmissão de doenças. A seguir, confira algumas das doenças mais comuns que são transmitidas pelo beijo na boca.

7 doenças transmitidas pelo beijo

Mononucleose

mulher com mão na garganta em consultório, descrevendo sintomas ao médico
Mulher com dor de garganta em um consultório médico/Shutterstock_antoniodiaz

Tipicamente conhecida como “doença do beijo”, é transmitida vírus Epstein-Barr (EBV). O micróbio atinge enfaticamente o sistema linfático e sanguíneo após o compartilhamento de saliva entre duas pessoas.

Os sintomas incluem febre, dor intensa na garganta, mal-estar, e aumento notável dos linfonodos. Não há tratamento específico, desta forma, o cuidado é paliativo (com remédios e repouso) para tratar os sintomas até que o corpo se recupere.

Herpes labial

Doença viral ocasionada pelo micróbio Herpes Simplex tipo 1 (HSV-1). O vírus entra nas células da pele e mucosa oral e pode permanecer latente no sistema nervoso, reativando-se periodicamente.

Sintomas incluem bolhas dolorosas na região oral, ardência local, coceira, e formigamento. Não há cura para a doença, mas o controle.

Anúncio

O tratamento requer o uso de antivirais indicados pelo médico infectologista.

Citomegalovirose

Imagem mostra mãos segurando termômetro para medir a febre
Pessoa analisando a temperatura corporal medida por um termômetro (Imagem: Polina Tankilevitch / Pexels)

Parente da Mononucleose, esta doença é ocasionada pelo vírus Citomegalovírus.

O vírus é transmitido pelo contato direto com os fluidos corporais de uma pessoa infectada, sendo a saliva um dos mais comuns. A enfermidade causada por esse vírus também não tem cura conhecida.

Contudo, ele pode ser controlado com o uso de remédios. Os sintomas incluem linfonodos aumentados, febre baixa e mal-estar geral. Em imunocomprometidos: pode afetar olhos, sistema nervoso e outros órgãos.

Leia mais:

Anúncio

Infecção por estreptococo (Faringite)

A doença é ocasionada por bactérias do gênero Streptococcus. Uma vez que alguém saudável beija um infectado, as bactérias migram pela saliva e colonizam a garganta e mucosas outrora saudáveis.

Sintomas incluem dor e inflamação na garganta, febre alta e dificuldade para engolir. O tratamento envolve administração de antibióticos para aniquilar o micróbio e evitar complicações.

Doenças respiratórias (Influenza, Covid-19, etc.)

Ilustração de um vírus corporal
Segundo os pesquisadores, o achado indica uma possível evolução viral natural entre esses animais (Imagem: Corona Borealis Studio/Shutterstock)

São chamadas de doenças respiratórias aquelas ocasionadas por agentes infecciosos que visam o sistema respiratório.

Uma vez que ocorre o contato prolongado com a boca de uma pessoa infectada, os vírus infectam as mucosas das vias respiratórias superiores, se multiplicam com rapidez e podem causar sintomas desagradáveis no corpo todo.

Veja algumas doenças abaixo:

  • Gripe (vírus Influenza);
  • Covid-19 (vírus SARS-CoV-2);
  • Resfriado comum (diferentes vírus).

Caxumba

Ocasionada pelo vírus Paramyxoviridae. O micróbio infecta glândulas salivares (como as parótidas), e se espalha pelo contato com gotículas de saliva ou beijo.

Sintomas incluem inchaço e dor nas glândulas salivares, febre, dor de cabeça, mal-estar, dificuldade de mastigar e engolir.

Anúncio

A melhor forma de prevenção é tomando a vacina da tríplice viral. Mas, ao desenvolver a doença, o tratamento inclui o suporte paliativo dos sintomas.

IST’s

Imagem: luchschenF/Shutterstock

IST’s é a sigla para Infecção Sexualmente Transmissível, o que, como o nome já diz, são vírus e bactérias transmitidos pelo sexo desprotegido. Contudo, algumas delas, em tese, podem, sim, serem transmitidas pelo beijo.

No caso de uma pessoa já infectada com Sífilis ou Gonorreia, se ela tiver feridas ativas na região da boca, quem beijar o local pode se infectar também. Estas feridas, contudo, não precisam ser evidentes; algumas, inclusive, são imperceptíveis.

O post Quais doenças são transmitidas por beijo na boca? apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Anúncio
Continuar Lendo

Saúde

Descoberta de cientista brasileira reacende esperança para pacientes com tetraplegia

Redação Informe 360

Publicado

no

A ciência nacional atingiu um patamar histórico com o avanço de pesquisas voltadas para a recuperação de lesões graves no sistema nervoso central. A polilaminina para regenerar a medula espinhal representa uma esperança real para pacientes que perderam a mobilidade devido a traumas severos. Portanto, o trabalho liderado por pesquisadores cariocas coloca o Brasil na vanguarda da medicina regenerativa mundial.

Como a polilaminina para regenerar a medula espinhal atua no sistema nervoso?

Segundo um artigo publicado no PubMed, o composto desenvolvido pela cientista Tatiana Coelho de Sampaio mimetiza as propriedades da laminina natural em uma estrutura tridimensional. Além disso, essa inovação atua como um andaime biológico que orienta o crescimento de novos neurônios através da área lesionada.

O polímero consegue criar um ambiente favorável para que as células nervosas voltem a se conectar e transmitir impulsos elétricos vitais. Por consequência, a barreira de cicatriz que normalmente impede a cura natural é contornada por essa malha bioativa inteligente. Dessa forma, a tecnologia brasileira oferece uma solução elegante para um dos maiores desafios da neurologia moderna.

🔬 Síntese do Composto: Criação da polilaminina em laboratório a partir da polimerização da proteína laminina humana.

Anúncio

🐁 Testes Pré-clínicos: Aplicação do polímero em modelos animais que apresentaram retorno significativo de movimentos motores.

🏥 Perspectiva Clínica: Desenvolvimento de protocolos para testes em humanos visando o tratamento da tetraplegia traumática.

Quais são os principais benefícios para pacientes com tetraplegia?

A aplicação da substância foca na restauração de funções motoras e sensoriais que foram interrompidas pelo rompimento das fibras nervosas. Além disso, a estabilização do microambiente da lesão reduz as chances de inflamação crônica e morte celular programada nos tecidos adjacentes. Portanto, o impacto na qualidade de vida dos pacientes pode ser revolucionário ao permitir o retorno de autonomias básicas.

Contudo, a terapia com polilaminina exige um acompanhamento fisioterapêutico intenso para que o cérebro aprenda a utilizar os novos caminhos neurais formados. Por isso, a integração entre a biotecnologia e a reabilitação física é um pilar fundamental para o sucesso do tratamento a longo prazo. Assim, a ciência brasileira pavimenta um caminho sólido para a reversão de quadros antes considerados permanentes.

Anúncio
Descoberta de cientista brasileira reacende esperança para pacientes com tetraplegia
Polímero biológico orienta crescimento de neurônios para restaurar movimentos perdidos – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Por que a polilaminina para regenerar a medula espinhal supera as terapias tradicionais?

Diferente de medicamentos que apenas tratam os sintomas ou a inflamação, o novo composto promove a reconstrução física da via nervosa. Além disso, a biocompatibilidade da polilaminina evita rejeições imunológicas severas, uma vez que utiliza proteínas que o corpo já reconhece como naturais. Nesse sentido, a segurança do protocolo clínico é consideravelmente superior aos métodos de transplante de tecidos externos.

Abaixo, detalhamos as diferenças fundamentais entre a abordagem convencional e o uso da polilaminina no tratamento de traumas medulares. Observe como a mudança de paradigma da contenção para a regeneração define esta nova era da medicina.

CaracterísticaTratamento ComumUso de Polilaminina
Foco PrincipalEstabilização da lesãoRegeneração tecidual
MecanismoAnti-inflamatóriosAndaime bioativo
Resultado EsperadoManutenção de danosRecuperação funcional

Qual é o papel da UFRJ no desenvolvimento desta patente internacional?

A instituição carioca foi o berço de toda a pesquisa fundamental, garantindo o suporte técnico e laboratorial para que a Dra. Tatiana e sua equipe pudessem inovar. Além disso, a universidade detém a patente que protege esta tecnologia brasileira contra a exploração indevida por laboratórios estrangeiros sem contrapartida nacional. Portanto, o sucesso deste projeto reforça a importância do investimento público em ciência básica e aplicada no país.

Em suma, a trajetória desta descoberta mostra que o Brasil possui talentos capazes de solucionar dilemas mundiais da saúde humana. Ao apoiar iniciativas como a polilaminina, a sociedade contribui para um futuro onde a paralisia não seja mais uma sentença irrevogável. Dessa forma, a esperança se traduz em biotecnologia de ponta, fruto da excelência acadêmica e dedicação científica nacional.

Leia mais:

Anúncio

O post Descoberta de cientista brasileira reacende esperança para pacientes com tetraplegia apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo

Em Alta