Saúde
Antigripal cura a gripe? Entenda como o remédio funciona no corpo

Presença frequente nas gôndolas de farmácias e até nos caixas de alguns mercados, os antigripais são parte da cultura popular. Desde remédios caseiros até marcas que criaram bordões inesquecíveis na cabeça do brasileiro, as chamadas curas para a gripe são, na verdade, apenas um auxílio. Vamos entender se o antigripal cura a gripe?
O que é a gripe?
A gripe, embora muitas vezes considerada uma doença leve, é uma das infecções mais perigosas da história. Pandemias como a gripe espanhola de 1918, com cerca de 50 a 100 milhões de mortes em menos de dois anos, dão uma noção da gravidade da doença. Mesmo hoje, a gripe sazonal continua sendo uma ameaça significativa, causando entre 290 mil e 650 mil mortes anuais.
A gripe é uma doença infecciosa comum causada pelo vírus Influenza, que pertence à classe dos vírus RNA. Embora muitas vezes considerada uma doença leve, a gripe pode causar sintomas graves, como febre alta, dores musculares intensas, coriza, tosse, dor de garganta e fadiga. Esses sintomas variam em intensidade de pessoa para pessoa, mas todos têm algo em comum: são manifestações da luta do organismo contra a infecção.

Quando o vírus Influenza entra no corpo, ele ataca as células das vias respiratórias, se multiplicando rapidamente e provocando uma resposta quase imediata do sistema imunológico.
Essa resposta inclui a liberação de substâncias químicas que inflamam os tecidos e mobilizam células de defesa para combater o invasor. É essa reação imunológica que gera a maioria dos sintomas da gripe. Por exemplo, a febre é uma elevação intencional da temperatura corporal, projetada para criar um ambiente hostil ao vírus.
Outro sintoma típico, o catarro, surge como parte do esforço do corpo para expulsar o vírus e as células infectadas. A produção de muco nas vias respiratórias aumenta, ajudando a aprisionar as partículas virais e a limpar o sistema respiratório.
O que são os antigripais?
Apesar de serem sinais de que o corpo está reagindo adequadamente, esses sintomas podem ser extremamente desconfortáveis e, em alguns casos, representar riscos à saúde. Por exemplo, o acúmulo de fluidos nos pulmões pode levar à pneumonia, uma complicação grave que afeta a capacidade respiratória.

Diante desse desconforto e dos riscos associados, muitas pessoas recorrem ao uso de antigripais. Esses medicamentos são projetados para aliviar os sintomas da gripe, mas não para curar a doença em si.
A gripe, por ser causada por um vírus, depende da ação natural do sistema imunológico para ser combatida. Os antigripais funcionam como um apoio, reduzindo a intensidade dos sintomas e tornando o período de recuperação mais tolerável.
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Os antigripais são formados normalmente por um coquetel de diversos medicamentos, alguns às vezes no mesmo comprimido. Analgésicos e antipiréticos, por exemplo, ajudam a aliviar dores e febre, enquanto descongestionantes reduzem o inchaço nas vias respiratórias, facilitando a respiração.
Antialérgicos combatem sintomas como coriza e tosse, e alguns antigripais também incluem cafeína, que reduz a sonolência causada pela doença ou por outros componentes do medicamento.
Antigripal cura a gripe?
É importante notar que os antigripais variam bastante em suas fórmulas, com combinações específicas para atender diferentes necessidades. Alguns são mais completos, tratando uma gama maior de sintomas, enquanto outros são voltados para problemas específicos, como congestão nasal intensa.
Apesar disso, todos compartilham uma característica em comum: devem ser utilizados com moderação e seguindo as recomendações de frequência e dosagem. Usá-los de forma inadequada pode mascarar sintomas importantes ou até causar efeitos colaterais indesejados.

Em grupos de risco porém, remédios antivirais podem ser administrados para conter o avanço dos sintomas e da infecção. O Oseltamivir, conhecido comercialmente como Tamiflu, ganhou fama durante a pandemia de gripe suína em 2009. Esse antiviral atua bloqueando a enzima neuraminidase do vírus Influenza, impedindo sua replicação e reduzindo a gravidade e a duração dos sintomas.
Normalmente, a gripe dura de 7 a 10 dias, com os sintomas mais intensos ocorrendo nos primeiros três a cinco dias. Durante esse período, o corpo trabalha para eliminar o vírus, e os sintomas tendem a diminuir gradualmente.
No entanto, é essencial prestar atenção à duração e à evolução da doença. Se os sintomas persistirem por mais de uma semana ou piorarem significativamente, é fundamental procurar ajuda médica. Isso pode ser um indicativo de complicações, como infecções secundárias ou outros problemas de saúde.
Normalmente, a gripe dura de 7 a 10 dias, com os sintomas mais intensos ocorrendo nos primeiros três a cinco dias. Durante esse período, o corpo trabalha para eliminar o vírus, e os sintomas tendem a diminuir gradualmente.
As informações presentes neste texto têm caráter informativo e não substituem a orientação de profissionais de saúde. Consulte um médico ou especialista para avaliar o seu caso.
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Saúde
Moradores de Ingá, em Barra do Itabapoana, recebem “Ação em Saúde” nesta quinta (07/05)

A Prefeitura de São Francisco de Itabapoana, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, vai realizar uma “Ação em Saúde” na localidade de Ingá, em Barra do Itabapoana, nesta quinta-feira (07/05). A ação — que será promovida no pátio da Igreja AD Barra, das 9h às 12h, através do programa Estratégia Saúde da Família (ESF) – tem como objetivo promover a prevenção, o cuidado e o acesso aos serviços de saúde para a comunidade local.
Entre os serviços, disponibilizados somente para adultos, estão atendimento médico, aplicação de vacinas contra a gripe, aferição de pressão arterial, teste de glicemia capilar (HGT) e orientações sobre saúde bucal. De acordo com a enfermeira responsável pelo ESF de Barra, Ana Carla Freitas, o atendimento será feito por ordem de chegada e os moradores devem levar um documento de identificação e o Cartão do Sistema Único de Saúde (SUS).
A iniciativa garante atendimento médico para comunidades que moram distantes do Centro da cidade, que é um dos compromissos da Prefeitura na gestão da saúde pública.]
Fonte: Secom/PMSFI
Saúde
Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).![]()
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Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).
Mpox
A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.
Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.
Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.
Saúde
Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê

Um estudo divulgado na revista The Lancet aponta que os problemas relacionados à obesidade podem ser ainda mais graves do que se pensava. De acordo com o trabalho, 1 em cada 10 mortes relacionadas a infecções são atribuídas ao excesso de peso.
A doença, que já é considerada uma epidemia nos dias de hoje, pode impactar a resposta imunológica do corpo, tornando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Cientistas de diversas partes do mundo estão investigando essa conexão e buscando entender as razões por trás desse fenômeno alarmante.
Trabalho pode ajudar a reduzir número de mortes
Estudos anteriores já mostraram que indivíduos com obesidade tendem a desenvolver complicações mais graves quando contaminados por vírus e bactérias. Agora, com essa nova pesquisa, a preocupação aumenta, buscando soluções que possam ajudar a mitigar esses riscos.
Uma das teorias que está ganhando força sugere que a inflamação crônica associada à obesidade pode prejudicar a eficácia do sistema imunológico. Essa condição cria um ambiente no corpo que pode favorecer a proliferação de infecções.

Excesso de peso pode prejudicar resposta imunológica do organismo (Imagem: grinvalds/iStock)
Portanto, entender essa dinâmica é crucial para criar estratégias de saúde pública que ajudem a prevenir complicações relacionadas à obesidade.
Além disso, os pesquisadores estão se perguntando se as vacinas têm a mesma eficácia em indivíduos com excesso de peso. Essa dúvida é ainda mais pertinente considerando o contexto atual, onde a vacinação se tornou uma prioridade global.
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Desafio global
- A ligação entre obesidade e mortes por infecções representa um desafio significativo para a saúde global.
- À medida que os cientistas continuam a desvendar os mecanismos por trás dessa relação, novas informações podem surgir.
- E estes dados são considerados fundamentais para possibilitar intervenções mais eficazes para proteger os grupos mais vulneráveis.
- Para isso, no entanto, novos estudos são necessários.
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