Saúde
5 mitos e 5 verdades sobre a dengue e o mosquito Aedes aegypti

O Brasil, e mais recentemente o mundo, têm passado por grandes epidemias de dengue nas últimas décadas. O aumento de casos ano a ano, incluindo as fatalidades, amplifica a necessidade de informações sobre o assunto.
Assim, esclarecer o que são mitos e verdades sobre a dengue e o Aedes aegypti se torna uma questão de saúde pública, esclarecendo as formas mais eficazes de se proteger.
Leia também:
- Dengue: como identificar corretamente o Aedes aegypti?
- Qual a diferença entre sintomas de dengue e gripe? Infectologista explica
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Mitos e verdades sobre a dengue e o Aedes aegypti

O Olhar Digital listou abaixo os mitos e verdades mais difundidos sobre a doença e o mosquito, de acordo com dados da Faculdade de Medicina da UFMG e da Universidade Federal do Ceará.
A dengue é pior no verão
Verdade. Períodos chuvosos, como o verão costuma ser em diversas áreas do Brasil, favorecem o crescimento do número de mosquitos – inclusive o transmissor da dengue, Aedes aegypti. Assim, como nestas épocas chuvosas o acúmulo de água costuma ser mais provável, e este é o ambiente ideal para a reprodução do mosquito, os picos de epidemia surgem principalmente no verão.
Durante o inverno podemos reduzir os cuidados
Mito. A dengue tem apresentado casos de contaminação o ano todo. Mesmo que, com as temperaturas mais baixas, a circulação do mosquito Aedes aegypti diminua, ela não deixa de existir. Além disso, os ovos em criadouros podem resistir por mais de um ano mesmo sem água, eclodindo com as condições climáticas favoráveis e reiniciando o ciclo de vida do mosquito.
A dengue pode ser contraída mais de uma vez
Verdade. Existem quatro tipos de sorotipos do vírus da dengue. Assim, ao contrair um sorotipo de dengue, a pessoa fica imunizada permanentemente para aquele tipo – mas não para os outros, podendo contraí-los.
A segunda vez que alguém contrair dengue será hemorrágica
Mito. A dengue hemorrágica depende da virulência, ou seja, quando o vírus adquire a capacidade de provocar uma doença mais forte. Segundo infectologistas, o risco de ter dengue hemorrágica pode aumentar a partir do segundo episódio, mas de modo geral, ela pode acontecer em qualquer uma das vezes que a pessoa for infectada.
A picada do mosquito é a única forma contrair dengue
Verdade. A fêmea do Aedes aegypti, única responsável pela transmissão da doença, é capaz de carregar um dos sorotipos do vírus e transmiti-lo por meio de sua picada. Ou seja, não há transmissão direta entre as pessoas.
O mosquito não nasce se não houver água parada
Mito. Como mencionamos, eliminar o acúmulo de água, apesar de fundamental para o combate da dengue, não é suficiente para eliminar também os ovos do mosquito. Deste modo, além de esvaziar bem os recipientes, é necessário limpá-los com atenção – esfregando com escova ou bucha. Se possível, preencha os recipientes com areia para evitar futuros acúmulos de água, ou os deixe em posições que impedem o acúmulo de modo geral.

Receitas caseiras podem ajudar no tratamento da dengue
Verdade. Uma das principais recomendações para o tratamento da dengue é manter a hidratação por meio da ingestão de líquidos. Assim, chás e sucos – como o de inhame cru, ajudam no alívio do quadro. Entretanto, essas receitas caseiras funcionam apenas para a hidratação, e não curam a dengue em si. Para outros sintomas, como febre, recomenda-se o uso de medicamentos como paracetamol.
Existem medicamentos para curar a dengue
Mito. Ainda não existe nenhum antiviral que cure a dengue. Assim, quando uma pessoa contrai a doença, sintomas como dores musculares costumam ser tratados com analgésicos, de acordo com prescrição médica. Por outro lado, no que diz respeito à prevenção, a vacina contra a dengue é oferecida e pode ser tomada por pessoas que já tiveram a doença.
O combate ao Aedes aegypti é a melhor forma de prevenção
Verdade. A maneira mais eficaz para evitar a proliferação do mosquito, prevenindo que a doença se espalhe, é eliminar o acúmulo de lixo e proteger do acúmulo de água os locais que podem virar possíveis criadouros. Como exemplo, cuidado com vasos de plantas, especialmente plantas como bromélias, piscinas sem uso e sem manutenção, pneus, caixas d’água, tampas e garrafas plásticas, entre outros.
Vale ressaltar que o mosquito Aedes aegypti não coloca os ovos em água corrente, ou seja, em rios, córregos e riachos. Ainda assim, lixo descartado às margens desses corpos de água podem acumular água limpa e se tornar criadouros – por esse motivo, descarte seu lixo em locais apropriados.
Água sanitária elimina as larvas do mosquito
Mito. Além de a água sanitária evaporar rapidamente, ela não é capaz de eliminar as larvas. Portanto, os únicos produtos indicados para a eliminação das larvas são o hipoclorito de sódio ou o cloro. Vale ressaltar que os recipientes com água parada devem ser limpos e esfregados com escova ou bucha.
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Saúde
Fones Bluetooth causam nódulos na tireoide? O que a ciência realmente diz

Um estudo sugere que usar fones de ouvido Bluetooth por muito tempo pode estar ligado ao surgimento de nódulos na tireoide. A pesquisa, publicada na revista Scientific Reports em 2024, usou dados de usuários e inteligência artificial (IA) para analisar possíveis fatores de risco.
O tema viralizou nas redes sociais, mas os próprios autores e especialistas consultados pelo G1 dizem que o estudo não prova que os fones causam nódulos. Ele mostra apenas uma associação estatística, que precisa ser confirmada por pesquisas mais detalhadas.
Estudo sugere relação entre tempo de uso de fones Bluetooth e risco de nódulos na tireoide
Os pesquisadores analisaram 600 questionários e aplicaram modelos de IA para identificar fatores associados a nódulos na tireoide. Depois de ajustar os dados para reduzir distorções, eles encontraram dois fatores principais: idade e tempo diário de uso de fones Bluetooth.

A análise indicou que quanto maior o tempo de uso diário, maior a probabilidade de nódulos, dentro do conjunto de dados estudado. O modelo usado pelos cientistas teve AUC de 0,95, indicador de alta precisão na previsão de risco.
Os autores explicam que a tireoide é sensível à radiação e que dispositivos Bluetooth emitem radiação não ionizante, a mesma categoria usada por celulares e Wi-Fi. Eles citam estudos anteriores que sugerem possíveis efeitos biológicos, como alterações hormonais. Mas deixam claro que as evidências em humanos ainda são limitadas.
Além disso, a pesquisa também tem limitações. São elas:
- Os dados foram informados pelos próprios participantes, o que pode gerar erros;
- A amostra é jovem, o que dificulta aplicar os resultados a toda a população;
- Os autores reforçam que associação não significa causa: para provar uma relação direta, seriam necessários estudos com acompanhamento ao longo do tempo e grupos de controle.
Enquanto isso, vídeos nas redes sociais exageram os resultados do estudo. É importante frisar: especialistas dizem que: 1) não há evidências consistentes de efeitos nocivos da radiofrequência dentro dos limites recomendados; e 2) o principal risco conhecido dos fones está ligado ao volume alto e ao tempo de exposição ao som, não à radiação.
Os pesquisadores dizem que o estudo deve ser visto como um primeiro passo. Em outras palavras, mais pesquisas sobre o tema são necessárias. Até lá, vale aplicar a regrinha 60/60 na hora de usar fones de ouvido (sejam Bluetooth ou não): volume em aproximadamente 60% por 60 minutos. Depois desse período, deixe seus ouvidos (e mente) descansarem.
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Saúde
Anvisa manda recolher chocolate Laka por erro na embalagem

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote do chocolate Laka, fabricado pela Mondelez. A decisão foi publicada no Diário Oficial nesta quinta-feira (22).
O problema envolve um erro de embalagem que pode afetar consumidores com restrições alimentares. A medida busca garantir informação correta no rótulo e reduzir riscos à saúde.
Erro fez chocolate com biscoito ser vendido como Laka tradicional
A Anvisa informou que o lote CC28525493 apresenta erro na embalagem. No processo de fabricação, o chocolate com bolacha foi embalado com o rótulo do Laka tradicional.

Com isso, a embalagem não traz informações importantes, como a presença de glúten. Isso pode causar reações em pessoas alérgicas ou intolerantes ao ingrediente.
A decisão foi tomada após a própria empresa comunicar o recolhimento voluntário do produto. Em nota ao Olhar Digital, a Mondelez disse o seguinte:
“Informamos que adotamos preventivamente o processo de recolhimento voluntário do CHOCOLATE BRANCO 145g, da marca LAKA do lote CC28525493 (formato tablete), com prazo de validade 14/07/2026, pois este apresenta indevidamente em seu interior o tablete de LAKA OREO. Reforçamos que o chocolate não apresenta qualquer problema de qualidade, mas está sendo recolhido voluntariamente, de maneira preventiva do mercado, prezando pela segurança dos consumidores alérgicos ou intolerantes ao trigo, por conter este ingrediente em sua composição, não declarado no rótulo de LAKA.
Os produtos destes lotes já adquiridos pelos consumidores poderão ser substituídos por outro produto da mesma natureza sem qualquer custo, por meio de contato gratuito com o nosso Serviço de Atendimento ao Consumidor, pelo telefone 0800 704 1940, de segunda a sexta-feira das 08h às 17h, exceto feriados.”
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Saúde
Tecnologia usada na pandemia de Covid também pode ajudar a tratar câncer de pele

Um tratamento experimental contra câncer de pele que usa RNA mensageiro (mRNA) apresentou resultados animadores. Em estudo clínico, a terapia reduziu quase pela metade o risco de a doença voltar ou levar à morte quando usada junto a medicamento já aprovado.
A base é a mesma tecnologia usada para vacinas contra a Covid-19, mas aplicada de outro jeito. Em vez de fórmula única, o tratamento é personalizado para cada paciente, usando informações genéticas do próprio tumor para ensinar o sistema imunológico a atacar o câncer.
Tratamento usa mRNA para ‘treinar’ sistema imunológico
O medicamento experimental se chama intismeran autogene. Ele está sendo desenvolvido pela Moderna, em parceria com a Merck. E foi testado em conjunto com o Keytruda, imunoterápico já usado contra vários tipos de câncer.

O estudo acompanhou 157 pacientes com melanoma que havia voltado ou se espalhado após cirurgia. Parte deles recebeu o tratamento combinado; outra parte usou apenas o Keytruda. Após cinco anos, o grupo que recebeu a combinação teve queda de cerca de 49% no risco de recorrência ou morte.
O processo funciona assim: os cientistas analisam o DNA do tumor para identificar mutações específicas. Depois, o mRNA carrega instruções para o sistema imunológico reconhecer essas mutações e atacar as células cancerígenas. E o Keytruda ajuda a manter essa resposta imune ativa.
Resultados animam, mas especialistas pedem cautela
Segundo a Moderna, o tratamento teve perfil de segurança semelhante ao do Keytruda sozinho. Os efeitos colaterais mais comuns foram fadiga, dor no local da aplicação e calafrios, sem aumento relevante de reações graves.
Apesar dos resultados promissores, especialistas ouvidos pelo Washington Post pedem cautela. Um estudo maior, já em andamento, deve divulgar novos dados ainda em 2026. Esses resultados serão decisivos para confirmar se a terapia realmente funciona e se pode avançar para aprovação e uso mais amplo.
O melanoma é o tipo mais letal de câncer de pele. Nos Estados Unidos, surgem mais de 100 mil novos casos por ano. Quando descoberto cedo, a taxa de sobrevivência em cinco anos chega a 95%. Mas esse número cai para cerca de 35% quando o câncer se espalha para outros órgãos.
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