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“Fadiga do Ping”: Como o Excesso de Notificações Pode Levar ao Burnout

Redação Informe 360

Publicado

no

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

 

O som de notificações dos dispositivos pode parecer inofensivo — mas não se engane. Esse barulho constante cobra um preço. Quando ignorado, pode se acumular como uma fonte silenciosa de estresse, capaz de evoluir para o que especialistas já chamam de “fadiga do ping” — um gatilho discreto, mas potente, para o burnout.

O que é a “fadiga do ping”?

A “fadiga do ping” descreve a exaustão mental provocada pela constante sensação de estar sempre disponível, resultado de um fluxo ininterrupto de notificações digitais vindas de ferramentas como Teams, Slack, e-mail e LinkedIn, além de redes sociais pessoais. “Muitos profissionais estão conectados a vários aplicativos e plataformas que disparam notificações o tempo todo”, afirma Peter Duris, CEO e cofundador do aplicativo Kickresume, que ajuda a criar currículos com o uso de IA. “Pode ser uma mensagem automática informando que alguém está editando seu arquivo, que uma reunião vai começar ou que alguém está tentando entrar em contato.”

As notificações podem te deixar estressado, distraído e incapaz de manter o foco. Esse problema crescente esgota a energia de profissionais de forma muitas vezes despercebida. “É um dos fatores que silenciosamente contribuem para o burnout.”

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Além disso, o executivo destaca que tantas distrações dificultam atingir o “estado de flow” — aquele momento em que você mergulha no trabalho e produz com qualidade. “Deve sempre haver um equilíbrio entre executar suas tarefas e estar disponível para os colegas, especialmente em ambientes colaborativos”, diz. “Não recomendaria que ninguém se sentisse ‘sempre online’, principalmente fora do horário de trabalho.”

Dicas para lidar com o excesso de notificações e evitar o burnout

O CEO da Kickresume compartilha quatro estratégias para gerenciar melhor seus dispositivos e prevenir a “fadiga do ping”:

  1. 1. Estabeleça horários específicos para checar e-mails e mensagens. Se precisar de um período de foco profundo, desligue as notificações ou apenas o som do computador;
  2. 2. Use o status de “ocupado” em ferramentas como Slack ou Teams para avisar que pode demorar para responder;
  3. 3. Faça pausas programadas longe da tela, principalmente no horário do almoço. “Nada melhor do que comer com a mente tranquila”, diz Duris;
  4. 4. Cancele inscrições de newsletters que você não lê para reduzir o número de notificações.

Como empresas e líderes podem ajudar

  1. 1. Evite enviar mensagens fora do expediente: Sua equipe vai agradecer por não se sentir obrigada a estar “sempre online”. Se tiver uma ideia urgente, escreva o e-mail e agende o envio para a manhã seguinte;
  2. 2. Agrupe as comunicações internas em blocos mais objetivos: Para isso funcionar, é ideal haver colaboração entre RH, liderança e comitês internos;
  3. 3. Implemente um horário de silêncio planejado: Muitas empresas de tecnologia adotam essa estratégia: durante um período, nenhuma comunicação é permitida, e cada um se concentra em seus projetos sem interrupções.

Repense sua relação com as notificações

Os mesmos dispositivos criados para poupar tempo e facilitar a vida podem intensificar o estresse se não forem bem gerenciados. Só porque seu aparelho tocou, não significa que você precisa responder imediatamente. Permitir que as notificações ditem o ritmo da sua vida é como correr uma maratona mental diária.

Lutar contra a “fadiga do ping” pode trazer mais tranquilidade, foco e engajamento, além de aumentar sua produtividade a longo prazo e reduzir o risco de burnout. “Quanto menos notificações durante o dia, melhor. Isso também torna o trabalho menos estressante e com menos distrações”, afirma Duris. Para o executivo, quanto mais relaxado você estiver, mais capacidade terá para resolver problemas e lidar com os desafios do dia a dia.

*Bryan Robinson é colaborador da Forbes US. Ele é autor de 40 livros de não-ficção traduzidos para 15 idiomas. Também é professor emérito da Universidade da Carolina do Norte, onde conduziu os primeiros estudos sobre filhos de workaholics e os efeitos do trabalho no casamento.

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Negócios

Mulher Mais Rica do Reino Unido, CEO da Bet365 Recebeu R$ 2 Bi em 2025

Redação Informe 360

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

A fundadora e co-CEO da Bet365, Denise Coates, recebeu ao menos 280 milhões de libras (R$ 2,02 bilhões) em salários e dividendos em 2025, segundo documentos apresentados à Companies House, órgão regulador do Reino Unido.

Aos 58 anos, Coates é uma das empreendedoras de maior sucesso e a mulher mais rica do Reino Unido. Ela cofundou a Bet365 — uma plataforma online de apostas esportivas e cassino — com o irmão também bilionário, John Coates, em 2000. Número 480 na lista dos bilionários da Forbes, com uma fortuna estimada em US$ 7,7 bilhões (R$ 41,3 bilhões), ela está entre as executivas mais bem pagas do mundo, mesmo em um período de retração nos resultados da empresa de apostas.

Do total recebido pela empresária, 104 milhões de libras (R$ 752 milhões) correspondem a salário, enquanto o restante veio de dividendos, já que Coates é acionista majoritária da Bet365 e tem direito a pelo menos metade da distribuição feita pelo grupo no período. Em uma década, seus ganhos acumulados com a empresa já ultrapassam 2 bilhões de libras (R$ 14,46 bilhões), segundo dados públicos.

A remuneração foi registrada em um ano em que o lucro antes de impostos da Bet365 caiu para cerca de 339 milhões de libras (R$ 2,45 bilhões), ante 596 milhões de libras (R$ 4,31 bilhões) no período anterior. Ainda assim, a companhia reportou crescimento de 9% na receita, que chegou a aproximadamente 4 bilhões de libras (cerca de R$ 29 bilhões), impulsionada pela expansão em mercados como Estados Unidos e América do Sul.

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A trajetória de Denise Coates, CEO da Bet365

Coates estudou economia na Universidade de Sheffield e seguiu os passos do pai, Peter Coates, o fundador da casa de apostas Provincial Racing. Assumiu os negócios da família e, posteriormente, vendeu para a empresa de apostas Coral. Observando o sucesso dos negócios de jogos de azar online, a empresária comprou o domínio Bet365.com em 2000 e lançou o site em 2001. Ela detém cerca de metade da Bet365, uma empresa privada que movimenta mais de US$ 65 bilhões em apostas por ano.

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Quem É Dina Powell McCormick, Nova Presidente da Meta

Redação Informe 360

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

A Meta, empresa controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, nomeou Dina Powell McCormick, ex-assessora de segurança nacional de Donald Trump, como sua nova presidente. O movimento é mais um sinal do alinhamento da companhia com o atual governo dos Estados Unidos.

“McCormick estará envolvida em todo o trabalho da Meta, com foco especial em parcerias com governos e Estados soberanos para construir, implementar, investir e financiar a inteligência artificial e a infraestrutura da Meta”, afirmou o CEO e fundador da empresa, Mark Zuckerberg, em comunicado oficial.

Trump parabenizou McCormick na Truth Social. “É uma grande escolha do Mark Zuckerberg. Ela é uma pessoa fantástica e extremamente talentosa, que serviu a administração Trump com força e distinção.”

Antes de chegar à Meta, McCormick atuava como vice-presidente do banco BDT & MSD Partners, em Chicago. Ela também foi secretária-assistente de Estado durante o governo de George W. Bush e passou 16 anos no Goldman Sachs. A executiva é casada com o senador republicano Dave McCormick, da Pensilvânia.

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Por dentro do movimento da Meta

A contratação ocorre em meio a uma série de movimentos que reforçam a aproximação da Meta com o governo Trump. Em janeiro do ano passado, a empresa promoveu Joe Kaplan, ex-assessor sênior de Bush, ao cargo de chefe global de políticas públicas, e doou US$ 1 milhão para o fundo de posse do presidente.

Zuckerberg também gerou controvérsia ao defender a necessidade de mais “energia masculina” nas empresas americanas, que, segundo ele, teriam se tornado “culturalmente neutras”. A declaração foi feita em um episódio do podcast de Joe Rogan em 2025 e foi amplamente interpretada como uma crítica às iniciativas de inclusão lideradas pela ex-diretora de operações da Meta, Sheryl Sandberg. “Acho que ter uma cultura que celebre um pouco mais a agressividade tem seus próprios méritos, que são realmente positivos”, afirmou.

Poucos dias antes da posse de Trump, a Meta anunciou o encerramento de suas iniciativas de diversidade, equidade e inclusão e desativou seu programa de checagem de fatos. A decisão veio após Trump e aliados acusarem a empresa de interferir na eleição de 2020 ao remover conteúdos considerados imprecisos e suspender contas de figuras proeminentes da direita.

O movimento acompanha uma tendência mais ampla no mercado. Diversas grandes empresas reduziram ou reverteram seus programas de DEI após a eleição de Trump, entre elas Goldman Sachs, Paramount, Bank of America, BlackRock, Citigroup, Disney e PepsiCo. Pouco depois da posse, o Departamento de Justiça dos EUA afirmou que passaria a “investigar, eliminar e penalizar preferências ilegais de DEI” em empresas privadas e universidades que recebam recursos federais. Trump também assinou, em seu primeiro dia no cargo, uma ordem executiva determinando o fim desses programas no governo federal.

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De Salvador a Hollywood: A Carreira de Wagner Moura no Cinema

Redação Informe 360

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Wagner Moura fez história ao se tornar o primeiro brasileiro a levar o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama, no último domingo (11), por sua atuação em “O Agente Secreto”. “Para todo mundo no Brasil assistindo, viva o Brasil, viva a cultura brasileira”, disse o artista de 49 anos durante o discurso.

O longa dirigido por Kleber Mendonça Filho também rendeu a Moura a estatueta de Melhor Ator no Festival de Cannes e o colocou na disputa por uma indicação ao Oscar, cujas nomeações serão anunciadas em 22 de janeiro. O filme ainda venceu o prêmio de Melhor Filme em Língua Não Inglesa na cerimônia do Globo de Ouro.

Ao longo de mais de 30 anos, Wagner Moura construiu uma carreira marcada por sucessos no cinema, no teatro e na televisão, dentro e fora do país.

A seguir, relembre a trajetória de Wagner Moura:

O começo da carreira

Natural de Salvador, na Bahia, Wagner Moura teve o primeiro contato com a atuação ainda na adolescência. Apesar de ter se formado em Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, abandonou a profissão para se dedicar integralmente à atuação.

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O talento começou a ganhar projeção após o sucesso no espetáculo “A Máquina”, em 2000. Em seguida, fez sua estreia no cinema com uma pequena participação em “Sabor da Paixão” (2000), coprodução internacional estrelada por Penélope Cruz.

Não demorou para conquistar papéis em longas que chamaram a atenção do público e da crítica, como “Abril Despedaçado” (2001), de Walter Salles, e “Carandiru” (2003), de Héctor Babenco. Paralelamente ao cinema, Moura também se destacou na televisão, com atuações em produções como “Sexo Frágil” (2003–2004), “JK” (2006) e “Paraíso Tropical” (2007).

Wagner Moura em “Paraíso Tropical”
Reprodução/Globo

Wagner Moura em “Paraíso Tropical”

A virada internacional

O ano de 2007 marcou um ponto de virada na carreira de Wagner Moura. Ao interpretar o personagem Capitão Nascimento em “Tropa de Elite”, de José Padilha, o ator alcançou repercussão nacional e passou a ser reconhecido também fora do Brasil. O filme quebrou recordes de bilheteria no país e venceu o Urso de Ouro no Festival de Berlim, abrindo caminho para uma sequência lançada em 2010.

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Wagner Moura em
Divulgação/Zazen Produções

Wagner Moura em “Tropa de Elite 2”

Com a visibilidade internacional, Moura estreou em uma produção de Hollywood em 2013, com o filme “Elysium”, atuando ao lado de Matt Damon e Jodie Foster.

Dois anos depois, conquistou o papel de Pablo Escobar na série da NetflixNarcos”. A atuação rendeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Ator em Série de Drama, em 2016.

Wagner Moura em
Daniel Daza/Divulgação/Netflix

Wagner Moura em “Narcos”

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Na frente e atrás das câmeras

Além de atuar, Wagner Moura ampliou sua atuação nos bastidores. Em 2019, estreou como diretor com o filme “Marighella”, que venceu oito categorias no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.

Desde então, seu currículo internacional seguiu em expansão. Moura participou de produções como “Iluminadas” (2022), da Apple TV+, “Sr. e Sra. Smith” (2024), do Prime Video, e “Guerra Civil” (2024). Mais recentemente, protagonizou a série “Ladrões de Drogas” (2025), também da Apple TV+.

Pela frente, o ator vai dirigir e estrelar o filme “Last Night at the Lobster“, que reúne nomes como Sofia Carson, Bryan Tyree Henry e Elisabeth Moss no elenco.

Caso conquiste uma indicação ao Oscar neste ano, Wagner Moura irá se tornar o primeiro brasileiro a concorrer na categoria de Melhor Ator, um feito que o colocaria ao lado de Fernanda Torres, indicada a Melhor Atriz em 2025.

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Wagner Moura em
Divulgação/CinemaScopio

Wagner Moura em “O Agente Secreto”

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