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De P. Diddy a Joe Biden: os Maiores Fracassos de Carreira de 2024

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Uma queda significativa no preço das ações, acusações criminais ou até mesmo erros estratégicos podem causar o colapso de uma carreira de sucesso.
Abaixo está nossa lista anual dos maiores fracassos de carreira de 2024, organizada em ordem alfabética. Também compilamos uma lista dos retornos mais marcantes, com líderes empresariais que, graças a alianças políticas, recuperação no mercado de ações e investimentos milionários, estão novamente no topo.
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Joe Biden
O presidente de 82 anos em breve deixará a Casa Branca. Apesar de seu histórico econômico invejável e do desempenho impressionante do mercado de ações, a tentativa de reeleição de Biden foi marcada por controvérsias, com eleitores e membros do Partido Democrata pedindo sua renúncia. Uma performance desastrosa no primeiro debate presidencial do último ano marcou o início do fim para Biden. Isso levou a vice-presidente Kamala Harris a assumir a candidatura presidencial democrata, sendo derrotada de forma decisiva por Donald Trump.
Dave Calhoun
Quando Dave Calhoun depôs em junho de 2024 perante legisladores sobre problemas de segurança com o Boeing 737 Max, ele começou pedindo desculpas às famílias das vítimas dos acidentes com aviões da Boeing, antes de detalhar as falhas no processo de fabricação e admitir que os denunciantes da empresa foram retaliados. O CEO de 68 anos já havia anunciado que deixaria o cargo até o final do ano, mas em julho, um novo CEO, Kelly Ortberg, já estava no comando.
Calhoun foi contratado como CEO em 2020 para reverter a situação da Boeing após dois acidentes fatais que mataram 346 pessoas. No entanto, a empresa continuou enfrentando problemas de segurança e fabricação. No primeiro semestre de 2024, um incidente envolvendo uma porta que se abriu em pleno voo em um Boeing 737 Max 9 provocou audiências no Senado dos EUA e auditorias que expuseram falhas de controle de qualidade. Em março, um denunciante da empresa foi encontrado morto. Em julho, a Boeing se declarou culpada por enganar o governo americano sobre questões de segurança, mas um juiz federal do Texas rejeitou o acordo. Os problemas da Boeing persistiram, com um de seus aviões 737-800, operado pela Jeju Air, da Coreia do Sul, caindo no final de dezembro.
Sean Combs (P. Diddy)
A carreira do produtor musical, rapper e empresário do hip-hop Sean Combs, também conhecido como P. Diddy, entrou em colapso após uma série de acusações de abuso e tráfico sexual. Combs foi preso pela primeira vez em setembro do ano passado, acusado de tráfico sexual, conspiração para extorsão e transporte para prostituição em Nova York. Ele se declarou inocente, mas passou o Natal em uma prisão federal no Brooklyn, onde permanecerá até o julgamento, marcado para maio.
No auge de sua carreira, Combs acumulava uma fortuna de US$ 740 milhões (R$ 4,5 bilhões) em 2019, com empresas de moda, fragrâncias e uma parceria com a vodka Ciroc. Em junho, após gastos com honorários legais e o impacto em sua reputação, sua fortuna foi estimada em US$ 400 milhões.
Em 2023, o vencedor de três Grammys recebeu o MTV Global Icon Awards. No auge de sua carreira, o superastro do rap tinha em seu portfólio profissional a gravadora Bad Boy Records e vários negócios de lifestyle, incluindo linhas de moda e fragrâncias, uma parceria com a vodka Ciroc e uma rede de TV. No total, a Forbes estimou sua fortuna em US$ 740 milhões (R$ 4,5 bilhões) em 2019. Em junho de 2024, após pagar taxas legais e com o impacto na reputação de suas marcas, a seu patrimônio foi avaliado em US$ 400 milhões (R$ 2,4 bilhões).
Matt Gaetz
O deputado da Flórida Matt Gaetz, de 42 anos, foi indicado pelo presidente eleito Donald Trump a Procurador-Geral dos EUA. No entanto, a indicação foi ofuscada por uma investigação da Comissão de Ética da Câmara sobre acusações de sexo com menores e uso de drogas. Gaetz retirou sua candidatura uma semana depois.
Embora sua carreira política tenha sido abalada, Gaetz já olha além de Washington. Em janeiro, ele estreia um programa noturno no canal conservador One America News Network.
Claudine Gay
A ex-presidente da Universidade de Harvard anunciou sua renúncia no dia 2 de janeiro após enfrentar uma pressão crescente de legisladores e doadores da universidade para que deixasse o cargo ou fosse demitida.
Sua gestão enfrentou duras críticas devido à forma como lidou com o antissemitismo no campus e a acusações de plágio. Os bilionários Bill Ackman e Len Blavatnik se juntaram ao pedido de sua renúncia, com Blavatnik pausando suas doações para a universidade.
Gay – que foi a primeira presidente negra de Harvard e a única segunda mulher negra a liderar uma instituição da Ivy League – assumiu o cargo dois dias depois que a Suprema Corte derrubou a ação afirmativa para admissões universitárias. Sua nomeação foi marcada por alegações de que ela havia obtido o cargo por causa de sua cor de pele. Apesar das críticas que recebeu, ativistas proeminentes saíram em defesa de Gay.
Emad Mostaque
A Stability AI, empresa fundada por Emad Mostaque, foi um gigante no setor de IA generativa, mas a má gestão, incluindo gastos excessivos, fez com que Mostaque perdesse o controle da empresa. Ele renunciou ao cargo de CEO em junho e foi comprado como acionista majoritário em outubro.
A empresa ganhou fama com o Stable Diffusion, modelo de IA que cria imagens, vídeos e músicas a partir de texto. No entanto, o crescimento da startup foi marcado por exageros e falsas promessas, como a criação de modelos de IA personalizados para governos e supostos acordos com empresas como a Amazon. Além disso, houve falhas em impedir que a ferramenta gerasse conteúdo impróprio. A startup ficou sem dinheiro, e pesquisadores importantes pediram demissão.
Pat Gelsinger
Após três anos e meio de resultados abaixo do esperado, Pat Gelsinger deixou o cargo de CEO da Intel. Enquanto concorrentes como Nvidia e AMD aproveitaram o boom da inteligência artificial, a Intel ficou para trás. Durante o último trimestre de Gelsinger, a empresa reportou um prejuízo de US$ 16,6 bilhões (R$ 103 bilhões), o maior de sua história.
Analistas preveem que 2024 será o primeiro ano de prejuízo anual da Intel desde 1986. Além disso, um grupo de acionistas está processando Gelsinger por má gestão da Intel Foundry, subsidiária de fabricação de chips, e exige o reembolso de três anos de salário.
Karen Lynch
A ex-CEO da CVS, uma das mulheres líderes mais poderosas dos EUA, perdeu o cargo após uma sequência de resultados financeiros negativos. Os investidores de Wall Street já estavam perdendo a confiança na liderança de Lynch em agosto, após um período de revisões para baixo das expectativas de lucros. Em outubro, Lynch deixou o cargo de CEO. Ela foi substituída pelo executivo David Joyner.
Dan Schneider
O produtor da Nickelodeon foi alvo de duras críticas após um documentário de março, “Quiet on Set: O Lado Sombrio da TV Infantil” revelar alegações de ambiente de trabalho tóxico e comportamento inadequado com jovens atores. O programa incluiu depoimentos de ex-estrelas infantis e membros da equipe que trabalharam com Schneider ao longo de sua carreira.
Ele se desculpou por seu comportamento, mas processou os produtores do documentário por difamação, afirmando que as acusações de abuso sexual eram falsas. Apesar da controvérsia, Schneider ainda está na ativa com seus projetos, incluindo um filme baseado na série “Henry Danger,” previsto para janeiro de 2025.
Carlos Tavares
Carlos Tavares, ex-CEO da Stellantis, renunciou abruptamente em dezembro devido a divergências com o conselho de administração. Tavares foi criticado por uma abordagem focada em lucros de curto prazo, que levou a cortes de custos, aumento de preços e uma relação tensa com fornecedores e sindicatos.
Sua gestão resultou em cortes de empregos e ameaça de greve pelo sindicato dos trabalhadores automotivos dos EUA. Apesar de seu foco em margens de lucro, a pressão do sindicato e problemas trabalhistas acabaram desgastando sua liderança.
Escolhas do editor
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Geração Z Investe em Habilidades de IA para Ampliar Seu Potencial de Ganhos
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Para a ex-gerente de produto da Microsoft Mariana Antaya, de 25 anos, ter domínio da inteligência artificial é uma das habilidades mais importantes para ampliar seu potencial de ganhos. “A quantidade de coisas e tarefas que consigo fazer, e a velocidade com que consigo realizá-las, aumenta e eleva, no fim das contas, a maneira como posso criar valor para outras pessoas e para os acionistas”, afirma a empreendedora de Nova York. Sua fintech, a quantifAI, ajuda usuários a criar e testar modelos confiáveis de aprendizado de máquina.
Mariana aprendeu os fundamentos de IA na universidade, onde estudou matemática e ciência da computação. Ela começou a utilizar modelos de linguagem de grande escala, como o ChatGPT, assim que surgiram, usando-os para prever resultados de corridas de Fórmula 1 ou antecipar qual time venceria a Premier League. Seu principal uso da tecnologia, no entanto, foi na programação.
Depois de se formar, em 2023, ela se candidatou a dezenas de vagas no setor de tecnologia — incluindo posições em gestão, engenharia de software e design — antes de conseguir um estágio na Microsoft, onde trabalhou com recursos de voz e, posteriormente, desenvolveu estruturas e ferramentas de avaliação para modelos de IA de voz.
Hoje, Mariana desenvolve produtos voltados para IA e compartilha com seus seguidores nas redes sociais como os criou — habilidades que, segundo ela, têm mais valor do que credenciais por si só.
“Se você tem uma prova concreta do que construiu e consegue publicá-la online, outras pessoas podem enxergá-la como uma evidência útil do que você é capaz de fazer”, afirma. “Isso vale muito mais do que qualquer tipo de certificado.”
Hoje, usa IA para agendar tarefas, elaborar respostas para todos os e-mails que recebe, analisar grandes volumes de dados e coletar métricas de webinars no Zoom. Saber usar a tecnologia fará com que você se torne indispensável, diz ela. “Foi isso que eu fiz. E, honestamente, isso me levou a muito mais oportunidades do que eu jamais poderia ter imaginado.”
IA e Geração Z
Em comparação com as gerações mais velhas, os jovens tendem a estar mais entusiasmados com o impacto que a IA terá em suas carreiras. Uma pesquisa da PwC de 2025 com mais de 2 mil jovens profissionais no Reino Unido mostrou que 67% da Geração Z espera que a IA aumente sua produtividade, enquanto quase metade acredita que a tecnologia elevará seus salários e sua segurança no emprego.
Matthew Chancey, planejador financeiro certificado e fundador da Tax Alpha Companies, afirma que treinamentos gratuitos em IA podem oferecer um valor significativo para os profissionais. “Conteúdos que antes ficavam atrás de uma barreira de pagamento agora são gratuitos e, muitas vezes, publicados pelas próprias empresas que desenvolvem as ferramentas”, diz.
Ao avaliar um curso, ele recomenda verificar quem o criou, se o conteúdo está atualizado e, principalmente, se o treinamento resulta em um projeto concluído, em vez de apenas um questionário.
Para quem decide pagar por uma capacitação, Matthew recomenda verificar primeiro se o empregador pode arcar com o custo, observando que muitas empresas oferecem esse tipo de benefício, embora os funcionários raramente aproveitem a oportunidade.
Como desenvolver habilidades em IA
Invista tempo antes de gastar dinheiro. Aprimorar suas habilidades em IA pode ser um investimento de longo prazo na carreira, e o tempo muitas vezes pode ser mais valioso do que as mensalidades ou taxas de cursos. Verifique se seu empregador oferece apoio para treinamentos ou benefícios educacionais.
Priorize projetos em vez de certificados. Projetos práticos que melhoram processos de trabalho podem ter mais peso para os empregadores.
Transforme ganhos maiores em segurança financeira no longo prazo. Se a IA ajudar a aumentar sua renda, considere poupar ou investir o dinheiro extra antes de elevar seus gastos. Criar uma reserva de emergência, quitar dívidas e contribuir para a aposentadoria podem fortalecer sua situação financeira ao longo do tempo.
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Pela 1ª Vez, USP Está entre as 150 Melhores Universidades do Mundo
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Pela primeira vez na história, o Brasil tem uma representante entre as 150 melhores instituições de ensino superior no THE (Times Higher Education) World University Ranking. A USP (Universidade de São Paulo) alcançou a 141ª posição na lista, considerada um dos principais levantamentos internacionais sobre educação.
Na edição do ano passado, a instituição paulista figurava entre o 201º e o 250º lugares. Com o resultado, a USP se consolida como a universidade ibero-americana mais bem avaliada do mundo.
O Brasil garantiu o seu melhor desempenho de todos os tempos e lidera na América Latina em número total de universidades classificadas, somando 58 instituições. A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) também registrou sua melhor marca e entrou no grupo das 350 melhores (posição 326-350). Outros destaques federais e estaduais incluem a UFRJ (no grupo 601-650) e a Unesp (651-700).
O cenário global
O topo global segue com Estados Unidos e Reino Unido, que dominam as dez primeiras posições. A Universidade de Oxford lidera o ranking pelo 11º ano consecutivo, seguida pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e pelas universidades de Princeton e Stanford.
Para a edição de 2027, o THE avaliou 2.297 instituições de ensino superior de 118 países. A classificação é elaborada a partir de 18 indicadores de desempenho, distribuídos em cinco pilares: ensino, ambiente de pesquisa, qualidade da pesquisa, perspectiva internacional e indústria.
Confira as 10 melhores universidades do mundo
- University of Oxford (Reino Unido)
- Massachusetts Institute of Technology – MIT (Estados Unidos)
- Princeton University (Estados Unidos)
- Stanford University (Estados Unidos)
- University of Cambridge (Reino Unido)
- Harvard University (Estados Unidos)
- California Institute of Technology – Caltech (Estados Unidos)
- Imperial College London (Reino Unido)
- University of California, Berkeley (Estados Unidos)
- Yale University (Estados Unidos)
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Investimento por Aluno no Brasil É de 1/3 da Média dos Países da OCDE
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
No Brasil, o gasto anual por aluno desde o ensino fundamental até o ensino superior foi de US$ 4.133 em 2023. O valor corresponde a cerca de um terço (30,39%) da média gasta pelos demais países avaliados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (US$ 13.601 por estudante).
Os dados divulgados na terça-feira (29) fazem parte do relatório Panorama da Educação 2026 (Education at a Glance 2026), publicado pela OCDE. O documento traça um quadro dos principais desafios de sistemas educacionais ao redor do mundo e traz dados de 50 países, incluindo o Brasil.
Na comparação dos gastos anuais por estudante, o investimento brasileiro também ficou abaixo da média de alguns países da América Latina. O Chile, por exemplo, registrou o gasto anual por estudante de US$ 5.794 e a Costa Rica, US$ 7.028/aluno. Os valores foram ajustados para neutralizar as diferenças no custo de vida entre os países.
Investimento público
Apesar do gasto por aluno ser inferior à média dos países, o Brasil investe uma parcela maior do PIB em comparação à média da organização. Em 2023, o gasto público com educação foi de 4,5% do PIB, enquanto entre os países-membros da OCDE o patamar foi de 4%.
Em nota, o MEC (Ministério da Educação) destacou que o relatório aponta queda dos investimentos em educação ao longo de oito anos em todas as localidades. “Entre 2015 e 2023, o indicador [PIB] passou de 5,5% para 4,6% no Brasil e de 4,4% para 4,2%, na média dos países da organização com dados disponíveis para os dois anos”, diz a nota do MEC.
Ricardo Henriques, superintendente-executivo do Instituto Unibanco, entende que o gasto por aluno abaixo da média dos demais países da OCDE compromete os resultados na aprendizagem, apesar da proporção do investimento ser maior. “O Brasil já investe mais em proporção do PIB do que a média da OCDE, mas quando se traduz em gasto por aluno, ficamos em um patamar muito abaixo. Esse é um dado a ser lembrado sempre quando se cobra, de forma irrealista, que o desempenho seja igual.”
Investimento na educação
O relatório mostra também que os gastos governamentais com educação no Brasil e nos demais países tendem a aumentar conforme o nível de ensino. No Brasil, em 2023, o valor investido por aluno/ano no ensino fundamental 1 (1º ao 5º ano) foi de US$ 4.064, enquanto no fundamental 2 (6º ao 9º ano) passou para US$ 4.390. Nos países da OCDE, a média gasta por estudante do ensino fundamental1 foi de US$ 12.893; e no fundamental 2, a média alcançada foi de US$ 14.291.
Despesas correntes
No relatório, os gastos em educação foram divididos em despesas de capital (investimentos como infraestrutura) e despesas correntes, que cobrem os custos operacionais regulares das atividades.
O Brasil tem a remuneração de pessoal docente como maior componente das despesas correntes: 75% do orçamento operacional no ensino fundamental é destinado ao salário de professores e demais profissionais da educação. O percentual fica abaixo do registrado na média dos países da OCDE (79%).
Education at a Glance 2026
O Panorama da Educação 2026 (Education at a Glance 2026) apresenta dados sobre educação de todos os países da OCDE e do Brasil, que é parceiro do programa INES (Indicators of Educational Systems). O relatório também inclui informações de membros do G20 e países em processo de adesão à OCDE, mas que não são membros do INES.
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