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Negócios

25 Empregos em Alta para 2026, Segundo o LinkedIn

Redação Informe 360

Publicado

no

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O LinkedIn divulgou sua lista anual de empregos em alta, que mapeia os 25 cargos com crescimento mais acelerado no mercado de trabalho brasileiro nos últimos três anos. O levantamento analisa dados da base de usuários e dos anúncios de vagas dentro da plataforma.

O ranking é liderado pela função de engenheiro de IA, seguida por técnico de enfermagem e planejador financeiro. Entre as 25 funções listadas, áreas como tecnologia, saúde e energia se destacam, além de logística, manufatura, agro e infraestrutura. “Os dados deste ano evidenciam um traço importante no perfil das contratações, com maior valorização de funções que ajudam as empresas a operar com mais eficiência, previsibilidade e controle de risco”, afirma Guilherme Odri, editor-chefe do LinkedIn Notícias Brasil.

Os dados indicam forte demanda por funções técnicas altamente especializadas, sobretudo em frentes impactadas pela inteligência artificial, segurança de processos, confiabilidade operacional e análise de dados. Ao mesmo tempo, ganham protagonismo cargos estratégicos ligados a finanças, gestão corporativa e desenvolvimento de novos negócios.

A seguir, veja os 25 empregos em alta para 2026 no Brasil

1. Engenheiro de IA

O que faz: Projeta e constrói sistemas que utilizam inteligência artificial para realizar tarefas como analisar dados, reconhecer padrões e fazer previsões.

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Competências mais comuns: LangChain, geração aumentada por recuperação (RAG), grandes modelos de linguagem (LLM).

Setores mais comuns: Tecnologia, informação e internet; atividades dos serviços de tecnologia da informação; atividades de consultoria em gestão empresarial.

Onde está a maioria dos empregos: São Paulo, Florianópolis, Recife.

Divisão por gênero de contratados em 2025: 10.58% mulheres; 89.42% homens.

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Tempo médio de experiência antes de assumir o cargo: 3,6 anos.

Principais cargos ocupados antes da contratação: Engenheiro de software, cientista de dados, engenheiro de dados.

Disponibilidade de trabalho flexível: 63.55% remoto; 13.55% híbrido.

2. Técnico de enfermagem

O que faz: Auxilia enfermeiros e médicos prestando cuidados básicos ao paciente, administrando medicamentos, registrando sinais vitais e dando suporte a procedimentos médicos em hospitais ou clínicas, como coleta de sangue.

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Competências mais comuns: Punção venosa, coleta de sangue, sinais vitais.

Setores mais comuns: Atividades de recreação e lazer, consultórios médicos, comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios.

Onde está a maioria dos empregos: Ribeirão Preto, Brasília, Recife.

Divisão por gênero de contratados em 2025: 87.50% mulheres; 12.50% homens.

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Tempo médio de experiência antes de assumir o cargo: 2,3 anos.

Principais cargos ocupados antes da contratação: Auxiliar de laboratório, assistente administrativo, cientista médico de laboratório.

3. Planejador financeiro

O que faz: Ajuda pessoas a gerirem seu dinheiro criando estratégias de poupança, investimento e preparação para despesas futuras.

Competências mais comuns: Planejamento de aposentadoria, planejamento de espólio, serviços de gerenciamento de patrimônio.

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Setores mais comuns: Seguros e previdência complementar; mercados de capital; tecnologia, informação e internet.

Onde está a maioria dos empregos: Porto Alegre, São Paulo, Campinas.

Divisão por gênero de contratados em 2025: 30.57% mulheres; 69.43% homens.

Tempo médio de experiência antes de assumir o cargo: 5 anos.

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Principais cargos ocupados antes da contratação: Consultor financeiro, assistente administrativo, vendedor.

Disponibilidade de trabalho flexível: 37.50% remoto; 12.50% híbrido.

4. Consultor de assuntos regulatórios

O que faz: Orienta empresas sobre como atender aos requisitos legais e de conformidade para seus produtos e operações.

Competências mais comuns: Assuntos regulatórios, agências reguladoras, boas práticas de fabricação (BPF).

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Setores mais comuns: Mídia e telecomunicações; atividades de consultoria em gestão empresarial; tecnologia, informação e internet.

Onde está a maioria dos empregos: Brasília, São Paulo, Curitiba.

Divisão por gênero de contratados em 2025: 41.18% mulheres; 58.82% homens.

Tempo médio de experiência antes de assumir o cargo: 5,8 anos.

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Principais cargos ocupados antes da contratação: Analista de assuntos regulatórios, procurador de tribunal, gerente de conformidade.

Disponibilidade de trabalho flexível: 22.50% remoto; 30.00% híbrido.

5. Geofísico

O que faz: Estuda as propriedades físicas da Terra para compreender processos naturais como terremotos, movimentação de águas subterrâneas e localização de recursos.

Competências mais comuns: Interpretação sísmica 3D, sismologia, geologia do petróleo.

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Setores mais comuns: Tecnologia, informação e internet; extração de petróleo e gás natural; pesquisa e desenvolvimento científico.

Onde está a maioria dos empregos: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília.

Divisão por gênero de contratados em 2025: 39.13% mulheres; 60.87% homens.

Tempo médio de experiência antes de assumir o cargo: 3,8 anos.

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Principais cargos ocupados antes da contratação: Geólogo, instrutor de pesquisa, gerente de exploração.

Disponibilidade de trabalho flexível: 0.00% remoto; 0.00% híbrido.

6. Engenheiro de segurança de processo

O que faz: Analisa e implementa medidas para prevenir acidentes, lesões e danos ao meio ambiente em processos industriais, garantindo a conformidade com as regulamentações de segurança e os padrões da indústria.

Competências mais comuns: Estudo de perigos e operabilidade (HAZOP), análise das camadas de proteção (LOPA), modelagem de consequências.

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Setores mais comuns: Extração de petróleo e gás natural, atividades de consultoria em gestão empresarial, obras de infra-estrutura.

Onde está a maioria dos empregos: Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador.

Divisão por gênero de contratados em 2025: 53.70% mulheres; 46.30% homens.

Tempo médio de experiência antes de assumir o cargo: 5,6 anos.

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Principais cargos ocupados antes da contratação: Analista de cibersegurança, engenheiro químico, engenheiro mecânico.

Disponibilidade de trabalho flexível: 20.00% remoto; 13.33% híbrido.

7. Especialista em gestão de contas

O que faz: Apoia clientes respondendo dúvidas, resolvendo problemas e coordenando serviços para manter relacionamentos comerciais sólidos.

Competências mais comuns: B2B, marketing integrado, salesforce.

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Setores mais comuns: Publicidade e propaganda; atividades dos serviços de tecnologia da informação; tecnologia, informação e internet.

Onde está a maioria dos empregos: São Paulo, Campinas, Curitiba.

Divisão por gênero de contratados em 2025: 61.43% mulheres; 38.57% homens.

Tempo médio de experiência antes de assumir o cargo: 5,6 anos.

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Principais cargos ocupados antes da contratação: Gerente de conta, gerente de projetos, assistente administrativo.

Disponibilidade de trabalho flexível: 22.22% remoto; 33.33% híbrido.

8. Cientista agrário

O que faz: Estuda plantas, animais e técnicas agrícolas para melhorar a produção de alimentos e o uso de recursos.

Competências mais comuns: Agronomia, agricultura sustentável, melhoramento vegetal.

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Setores mais comuns: Agricultura, educação superior, fabricação de máquinas e equipamentos.

Onde está a maioria dos empregos: São Paulo, Ribeirão Preto, Goiânia.

Divisão por gênero de contratados em 2025: 39.34% mulheres; 60.66% homens.

Tempo médio de experiência antes de assumir o cargo: 2,4 anos.

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Principais cargos ocupados antes da contratação: Assistente administrativo, analista de cadeia de suprimento, especialista em agricultura.

Disponibilidade de trabalho flexível: 2.74% remoto; 10.05% híbrido.

9. Consultor de investimentos

O que faz: Auxilia pessoas ou organizações a tomar decisões de investimento avaliando riscos e oportunidades nos mercados financeiros.

Competências mais comuns: Pesquisa de capital, derivativos de ações, assessoria financeira.

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Setores mais comuns: Mercados de capital; atividades imobiliárias; tecnologia, informação e internet.

Onde está a maioria dos empregos: Curitiba, São Paulo, Porto Alegre.

Divisão por gênero de contratados em 2025: 30.55% mulheres; 69.45% homens.

Tempo médio de experiência antes de assumir o cargo: 4,6 anos.

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Principais cargos ocupados antes da contratação: Vendedor, consultor de vendas, assistente administrativo.

Disponibilidade de trabalho flexível: 18.75% remoto; 31.25% híbrido.

10. Engenheiro de confiabilidade

O que faz: Analisa riscos de falhas em usinas e plantas industriais, acompanha manutenções preventivas e faz planos de ação para melhorias em processos.

Competências mais comuns: Manutenção centrada em confiabilidade (MCC), manutenção preditiva, análise de falhas.

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Setores mais comuns: Mineração, extração de petróleo e gás natural, atividades de consultoria em gestão empresarial.

Onde está a maioria dos empregos: São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro.

Divisão por gênero de contratados em 2025: 16.81% mulheres; 83.19% homens.

Tempo médio de experiência antes de assumir o cargo: 6,2 anos.

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Principais cargos ocupados antes da contratação: Engenheiro de manutenção, engenheiro mecânico, consultor de banco de dados.

Disponibilidade de trabalho flexível: 18.37% remoto; 18.37% híbrido.

Veja os outros 15 cargos que mais crescem no Brasil, segundo o relatório do LinkedIn:

11. Assistente de dados

12. Técnico em microbiologia

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13. Assistente de pesquisa clínica

14. Gerente de relações corporativas

15. Gerente de novos negócios

16. Especialista em manufatura

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17. Analista de auditoria

18. Chefe de gestão de cadeia de suprimentos

19. Gerente de seleção

20. Gerente de instalações

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21. Gerente de planejamento estratégico

22. Analista de energia

23. Gerente de projetos de marketing

24. Consultor de logística

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25. Analista de orçamento

Metodologia do LinkedIn

Os pesquisadores analisaram milhões de vagas ocupadas por usuários do LinkedIn entre 1º de janeiro de 2023 e 31 de julho de 2025 para calcular a taxa de crescimento de cada cargo.

Para fazer parte da lista, os cargos precisavam ter um crescimento consistente em nossa base de usuários, contar com um número suficiente de anúncios de vagas no último ano e ter registrado um aumento significativo até 2025.

Cargos idênticos com diferentes níveis de experiência foram agrupados e classificados em conjunto. Foram excluídos estágios, cargos de voluntariado, funções temporárias e funções de estudantes, assim como empregos cuja contratação depende de um pequeno número de empresas em cada país.

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Negócios

Os Pilares da Liderança Que Fazem a Diferença em Tempos de Transformação

Redação Informe 360

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Liderança colaborativa, decisões bem informadas e inovação com identidade própria. Em um cenário em que mudanças acontecem em ritmo acelerado, liderar exige muito mais do que experiência técnica. É preciso saber ouvir, reunir diferentes perspectivas, tomar decisões com base em informação e construir caminhos que reflitam a essência da organização. Essas características aparecem em comum nas reflexões de três executivos que compartilham como enxergam os desafios da liderança contemporânea.

Para Ana Célia Biondi, CEO da JCDecaux Brasil, a liderança deixou de ser um exercício de certezas para se tornar uma prática de escuta. “Num ambiente complexo, o líder não pode estar se achando o dono da verdade, a gente precisa fazer as boas perguntas, se conectar aos talentos”, afirma. A executiva destaca que, diante da complexidade dos negócios atuais, a capacidade de mobilizar pessoas e aproveitar diferentes competências se torna muito mais valiosa do que tentar concentrar todas as respostas.

A importância de tomar decisões com consciência também é um dos pilares da visão de Adriana Aroulho, CEO da SAP América Latina e Caribe. “A vida é uma sequência de escolhas. O importante é ter informação para tomar a decisão e seguir em frente”, diz. A reflexão reforça que liderar não significa eliminar as incertezas, mas reunir os elementos necessários para decidir com responsabilidade e manter a capacidade de avançar, mesmo diante de cenários desafiadores.

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Artur Grynbaum, vice-presidente do Conselho do Grupo Boticário, chama atenção para um aspecto essencial da inovação: autenticidade. “Você tem modelos de sucesso que são copia e cola, mas copia e cola é muito chato, não tem autoria, não tem DNA”, afirma. Para o executivo, referências são importantes, mas o verdadeiro diferencial competitivo nasce quando empresas desenvolvem soluções alinhadas à sua cultura, seus valores e sua identidade.

Em conjunto, as reflexões mostram que a liderança do presente passa menos pelo controle e mais pela construção coletiva. Fazer boas perguntas, decidir com base em informação e inovar sem abrir mão da própria essência são atitudes que ajudam organizações a se manterem relevantes em um ambiente cada vez mais dinâmico e competitivo.

Essas e outras reflexões fazem parte do Forbes CEO Insights, apresentado por Range Rover, o quadro da Forbes Radio que reúne executivos reconhecidos na lista Forbes Melhores CEOs do Brasil para compartilhar as visões que orientam suas decisões e inspiram novas formas de liderar.

Ouça o Forbes CEO Insights, apresentado por Range Rover, ao longo da programação da Forbes Radio — FM 105.7 em São Paulo ou pelo app Forbes Radio.

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Negócios

Mulheres Superam Homens em Habilidades de Negociação, Diz Estudo

Redação Informe 360

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no

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

A ideia de que os homens têm mais habilidades de negociação do que as mulheres acaba de ser colocada em xeque com novas pesquisas conduzidas pela UC Berkeley Haas e pela Cornell University ILR School.

Os estudos constataram que mulheres e homens alcançam, de forma consistente, resultados econômicos equivalentes em negociações. Ao mesmo tempo, as negociadoras são avaliadas por seus interlocutores como mais confiáveis, melhores comunicadoras e parceiras mais desejáveis para futuras negociações em comparação aos homens.

Segundo os pesquisadores, que publicaram os resultados na edição de junho da revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, esses não são apenas indicadores de sucesso subjetivos em negociações.

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O desempenho superior das mulheres na construção de relacionamentos interpessoais durante as negociações pode se traduzir em valor econômico de longo prazo, ao ampliar as oportunidades para futuros negócios.

Mulheres se destacam na construção de relacionamentos

No primeiro estudo, os pesquisadores analisaram mais de 2 mil observações de 231 estudantes de MBA em tempo integral que participaram de simulações de negociação.

No geral, mulheres e homens alcançaram resultados econômicos equivalentes. Quando o critério passou a ser o valor subjetivo atribuído à experiência da negociação, porém, as mulheres superaram os homens.

Os participantes avaliaram as negociadoras significativamente melhor do que os negociadores em aspectos como construção de confiança, senso de justiça, capacidade de atender às necessidades da outra parte, criação de valor para ambos os lados, escuta ativa e comunicação.

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Essas medidas subjetivas, frequentemente ignoradas nas análises de negociação, podem gerar benefícios econômicos futuros. Os participantes relataram maior satisfação com os resultados e afirmaram que estariam mais dispostos a negociar novamente com mulheres do que com homens.

Os resultados do estudo trazem três conclusões relevantes para as organizações na hora de decidir quem deve negociar em seu nome.

A primeira é que a pesquisa desmonta a narrativa de que os homens são naturalmente melhores negociadores do que as mulheres. “Pesquisas realizadas nas décadas de 1970 e 1980 tratavam o gênero como um fator estável para prever resultados em negociações, sugerindo que as mulheres tinham desempenho inferior”, afirmou Charlotte Townsend, pesquisadora da Cornell University ILR School e coautora dos estudos. Hoje, os dados mostram que as mulheres alcançam resultados econômicos equivalentes.

A segunda conclusão desafia a ideia de que negociadores precisam escolher entre obter ganhos financeiros e construir bons relacionamentos. As mulheres estão conseguindo fazer as duas coisas ao mesmo tempo.

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“Durante cinquenta anos, os pesquisadores estiveram tão focados em quem vence a negociação que deixaram de observar quem vence o relacionamento”, afirmou Laura Kray, professora da UC Berkeley Haas e também coautora dos estudos. “No caso das mulheres, esses objetivos não competem entre si.”

Mais ganhos econômicos

A terceira conclusão destaca o potencial valor econômico do melhor desempenho das mulheres nas avaliações subjetivas. Os participantes demonstraram uma preferência significativamente maior por voltar a negociar com mulheres do que com homens.

Segundo os pesquisadores, isso sugere que as habilidades das mulheres para construir relacionamentos “podem proporcionar mais oportunidades de negociação, que, ao longo do tempo, se acumulam em ganhos econômicos”.

“Não falamos o suficiente sobre as consequências sociais das negociações e sobre a importância de como a outra parte faz você se sentir”, disse Townsend. “Os resultados econômicos representam apenas metade da história. A outra metade é saber se as pessoas querem trabalhar com você novamente. E é justamente aí que as mulheres parecem ter uma vantagem significativa.”

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Mulheres são mais bem avaliadas mesmo quando o gênero fica oculto

No segundo estudo, os pesquisadores buscaram entender a origem do desempenho superior das mulheres nas avaliações subjetivas. Será que os participantes simplesmente preferem negociar com mulheres por causa de estereótipos de gênero (como a percepção de que elas são mais acolhedoras do que os homens) ou essa vantagem decorre, de fato, das habilidades de negociação das mulheres?

Para responder a essa pergunta, os pesquisadores analisaram 1.030 sessões de negociação realizadas online entre 846 participantes pareados aleatoriamente. Os participantes recebiam incentivos financeiros para maximizar seus ganhos por meio de bônus atrelados ao desempenho.

As negociações aconteceram em chats online, nos quais ninguém sabia o gênero da pessoa do outro lado da negociação. Ao final de cada sessão, os participantes avaliaram o quanto consideravam agradável negociar com seus interlocutores.

Mais uma vez, mulheres e homens obtiveram resultados econômicos semelhantes. E, novamente, as negociadoras receberam avaliações significativamente mais positivas de seus interlocutores do que os homens.

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Nesse caso, a vantagem feminina nas avaliações subjetivas apareceu mesmo quando seu gênero era desconhecido. As pesquisas mostraram que os participantes não conseguiam identificar corretamente o gênero da pessoa com quem negociavam online em uma proporção superior ao que seria esperado pelo acaso.

Esse resultado indica que a vantagem das mulheres na construção de relacionamentos decorre de suas estratégias de negociação, e não de estereótipos de gênero.

“Queríamos entender com quem as pessoas realmente querem sentar à mesa para negociar”, afirmou Townsend. “Isso sugere que a diferença é explicada pelo comportamento, e não pela percepção.”

Por que as habilidades de negociação das mulheres são um ativo para os negócios

O sucesso em negociações costuma ser medido pelos ganhos econômicos imediatos. Fora da sala de aula das escolas de negócios, porém, os resultados de uma negociação frequentemente geram consequências importantes de longo prazo, que dependem da capacidade de construir relacionamentos.

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Ao reconhecer a importância das medidas subjetivas na avaliação do sucesso de uma negociação, os novos estudos destacam uma vantagem frequentemente negligenciada que as mulheres levam para a mesa de negociação.

Pesquisas anteriores da Wharton School e da George Mason University Costello College of Business mostram que há determinados tipos de negociação nos quais a qualidade do relacionamento é especialmente importante para os resultados econômicos de longo prazo de uma organização.

Um exemplo é quando o sucesso de um acordo depende de uma atuação significativa da outra parte depois que a negociação termina, diferentemente de uma compra pontual de um produto.

Nessas situações, o valor econômico real do acordo depende da motivação e do comportamento da outra parte após a negociação. Por isso, construir relacionamentos sólidos durante as negociações é fundamental para maximizar o desempenho posterior dos parceiros.

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As organizações também deveriam valorizar a capacidade de um negociador de construir relacionamentos quando sua reputação influencia novos negócios. Isso costuma acontecer quando futuras oportunidades de negociação estão em jogo.

“Nas finanças pessoais, o poder dos juros compostos é extremamente forte no longo prazo. O mesmo acontece nas negociações: se as pessoas gostam de negociar com você e querem voltar a negociar no futuro, isso funciona como uma alta taxa de juros”, afirmou Solène Delecourt, professora da UC Berkeley Haas e coautora dos estudos publicados em 2026. “Isso tende a gerar mais oportunidades de negociação, o que pode resultar em ganhos de longo prazo.”

Oportunidades recorrentes de negociação frequentemente geram mais receita do que um único acordo agressivo. Por isso, ao avaliar as competências de um negociador, as lideranças devem olhar não apenas para os resultados econômicos imediatos, mas também para sua capacidade de construir relacionamentos duradouros — uma área em que as mulheres tendem a se destacar.

“Se você está decidindo quem colocar do outro lado da mesa em uma negociação de alto risco, essa pesquisa sugere que talvez esteja deixando de aproveitar um dos seus maiores ativos”, concluiu Townsend.

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*Michelle Travis é colaboradora da Forbes USA. Ela é professora e pesquisadora na Faculdade de Direito da Universidade de São Francisco, onde dirigiu o Programa de Direito e Justiça do Trabalho, além de autora.

*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com

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Bancos Globais Adotam Home Office no Oriente Médio em Meio À Escalada de Tensões

Redação Informe 360

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Profissionais do JPMorgan e do Citigroup no Oriente Médio foram orientados a trabalhar em casa à medida que as tensões aumentam em meio à guerra aérea entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, disseram duas fontes com conhecimento do assunto à Reuters nesta segunda-feira (2).

Ambos os bancos norte-americanos não esperam interrupções em suas operações na região, afirmaram as fontes, que pediram para não ser identificadas por se tratar de informações confidenciais. “Continuamos a adotar medidas para ajudar a manter nossos funcionários e suas famílias seguros”, disse o Citigroup em comunicado, acrescentando que possui planos de contingência para continuar atendendo os clientes.

As tensões no Oriente Médio aumentaram depois que ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã provocaram o lançamento de mísseis de retaliação por Teerã, direcionados a países do Golfo e outros aliados de Washington na região.

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A Arábia Saudita fechou sua maior refinaria após ataques com drones causarem um incêndio, enquanto fortes explosões foram ouvidas em Dubai e Samha, nos Emirados Árabes Unidos, e também em Doha, capital do Catar.

Problemas localizados de energia afetaram a Amazon Web Services nos Emirados Árabes Unidos e no vizinho Bahrein após “objetos” não identificados atingirem um data center da Amazon, provocando um incêndio.

Atividade nos mercados de capitais em risco

As hostilidades levaram a uma ampla interrupção das viagens aéreas, já que grandes áreas do espaço aéreo em importantes centros do Oriente Médio permanecem fechadas, fazendo com que ações de empresas de viagens em todo o mundo caíssem.

O conflito ameaça interromper captações planejadas nos mercados de capitais e negócios transfronteiriços na região, à medida que negociadores e banqueiros reduzem viagens por preocupações com segurança e interrupções nos negócios, disseram fontes do setor.

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O Standard Chartered, o Sumitomo Mitsui Financial Group, do Japão, e o Mitsubishi UFJ Financial Group pediram a seus funcionários que adiem viagens ao Oriente Médio.

O banco japonês Mizuho, que possui escritórios em Dubai e Riad, disse à Reuters que uma evacuação voluntária para seus funcionários é possível.

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