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Como Esther Perel Ajuda Casais e Equipes a Manter Boas Relações

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A psicoterapeuta e especialista em relacionamentos Esther Perel, amplamente conhecida por ajudar casais a desenvolver níveis mais profundos de confiança e conexão, iniciou sua carreira trabalhando com refugiados em situações de migração voluntária e forçada.
Ao viajar pelo mundo e testemunhar a ascensão e queda de regimes políticos, sua curiosidade a levou a investigar como essas mudanças repercutiam nas cozinhas e nos quartos das famílias afetadas por decisões externas. Com o tempo, seu trabalho se voltou para a dinâmica dos casais e sua vida sexual.
Pode parecer uma mudança radical vê-la agora focada nas dinâmicas do ambiente de trabalho. Mas seu foco sempre foi o ser humano. “Meu trabalho tem sido focado em relacionamentos – do quarto ao boardroom – há décadas”, diz. “Atendo casais, mas também trabalho com frequência com empresas da Fortune 500, cofundadores e empresas de RH.”
Em um momento de mudanças constantes no ambiente corporativo, com maior ambiguidade na forma como as pessoas navegam por perspectivas diversas, além da IA eliminando partes mais táticas das funções, saber se conectar em níveis profundos e significativos se tornou mais importante do que nunca. “Algo essencial costuma faltar: conexão genuína. Estamos afogados em comunicação digital, mas muitos ambientes de trabalho vivem uma seca de diálogo significativo.”
Ela cita mensagens rápidas no Slack, e-mails transacionais e chamadas de vídeo superficiais, que viraram padrão e deixaram as pessoas isoladas, desengajadas e sem senso de pertencimento.
Esse “déficit de diálogo” não é apenas cultural – é também um problema de negócios. Pesquisas recentes da Gallup mostram que as pessoas querem propósito e significado em seu trabalho. Querem ser reconhecidas pelo que as torna únicas, e isso impulsiona o engajamento. “Relacionamentos no trabalho são vistos como soft skills, mas, na verdade, são as novas hard skills. Eles exigem confiança, pertencimento, reconhecimento e resiliência coletiva.”
Como reduzir o “déficit de diálogo”?
Incorporar diálogos significativos na forma como o trabalho é feito não significa abordar dinâmicas sensíveis ou interações forçadas. Trata-se de construir uma base de confiança profunda e autêntica. Isso exige autoconhecimento e vulnerabilidade, o que muitas culturas corporativas evitam.
Para ajudar a fazer essa ponte, Perel se uniu à plataforma de experiência do funcionário Culture Amp. Juntos, criaram o jogo de cartas “Where Should We Begin? – At Work”. Baseado em dados, o baralho foi desenvolvido para transformar a cultura organizacional a partir de quatro pilares: confiança, pertencimento, reconhecimento e resiliência coletiva. Ele oferece uma forma simples e estruturada de promover conversas significativas tanto em reuniões individuais quanto entre equipes.
O jogo incentiva discussões além do trivial de “Como estão as coisas?” ou “Posso ajudar com algo?”, e propõe perguntas mais profundas, que fortalecem vínculos e estimulam autoconhecimento. Alguns dos exemplos são “Quais regras ou normas não ditas do nosso time precisam ser discutidas?” e “Que impacto você espera causar na equipe ou na organização?”
“Uma boa pergunta faz isso. Ela rompe padrões. Aprofunda. Às vezes, desvia. Ela nos permite viajar a um novo lugar sem sair do lado um do outro.”
As perguntas certas ajudam líderes a avançar em outras frentes de uma cultura mais humana.
Segurança psicológica
“Segurança psicológica é essencial para sustentar a alta performance”, diz Perel. Quando as pessoas se sentem seguras para assumir riscos, compartilhar ideias e serem vulneráveis, a inovação floresce e os problemas são resolvidos de forma mais eficaz.
Resiliência coletiva
A pesquisa feita por Esther Perel com a Culture Amp apontou a resiliência coletiva como pilar fundamental dos relacionamentos no trabalho. “Quando algo difícil acontece, nos unimos? Nos fortalecemos como grupo? Quando algo dá errado, nos apoiamos ou culpamos uns aos outros?”
Potencial humano
Compreensão e conexão trazem o melhor das pessoas. “Quando os funcionários se sentem vistos, ouvidos e valorizados, têm mais chance de trazer sua melhor versão e suas melhores ideias.”
Dados da Culture Amp mostram que funcionários que sustentam alta performance por dois ciclos seguidos compartilham uma vantagem clara: segurança psicológica. Segundo Amy Lavoie, VP de People Science da empresa, esses profissionais têm 83% mais chance de afirmar que se sentem seguros para assumir riscos – uma taxa 9% maior do que os que tiveram alta performance apenas uma vez. Investir em conexão humana aumenta a chance de alta performance sustentável.
Como trazer conforto para conversas profundas?
Pode ser intimidador sair da superficialidade com colegas, funcionários e líderes no trabalho, mas pequenos passos já fazem uma grande diferença. Algumas sugestões práticas:
Comece com curiosidade: interesse genuíno nas experiências, valores e perspectivas alheias;
Escute ativamente: em vez de preparar sua resposta, realmente ouça. Observe o tom, o corpo, as emoções;
Compartilhe suas histórias: vulnerabilidade gera vulnerabilidade. Abrir espaço para trocas cria conexão real.
Qual é o papel da liderança?
Líderes são decisivos para promover uma cultura de comunicação aberta. Esther Perel orienta:
Demonstre vulnerabilidade: “Líderes também devem responder perguntas e compartilhar vivências que os tornem mais humanos”, diz Perel.
Crie oportunidades estruturadas: Faça reuniões com propósito de diálogo, não apenas para status de tarefas. O jogo Where Should We Begin? At Work é um bom recurso para essas sessões.
Normalize o direito de não falar: Nem todo mundo vai querer compartilhar aspectos pessoais. “Pule uma carta se não fizer sentido. Nem toda pergunta é para toda pessoa.”
Comece por perguntas seguras: para gerar confiança antes de temas mais sensíveis.
Priorize a escuta: o objetivo é criar empatia, e não resolver o problema do outro.
“As habilidades relacionais que desenvolvemos na vida não ficam do lado de fora quando chegamos ao trabalho. Carregamos tudo no nosso ‘currículo não oficial’. O que torna o ambiente corporativo um lugar fascinante para explorar relacionamentos.”
*Heather V. MacArthur é colaboradora da Forbes USA. Ela tem mais de 20 anos de carreira como coach executiva e consultora na The Executive Advisory, orientando executivas C-Level a profissionais em diferentes níveis de senioridade.
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Como Escolher uma Universidade na Era da IA
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Na manhã de 2 de setembro, primeiro dia das aulas de outono nos Estados Unidos, o reitor do Harvard College, David Deming, enviou um e-mail aos alunos de graduação dizendo ser favorável a “incentivar ativamente o uso de IA quando ela puder aprofundar o aprendizado”.
Deming recomendou que os professores adotassem avaliações, como provas supervisionadas, nas quais os estudantes não pudessem recorrer à IA — isto é, usá-la para trapacear.
Também sugeriu incorporar a tecnologia às disciplinas de redação, em vez de tentar controlar seu uso. Alguns professores de humanidades, horrorizados, reagiram. A própria escrita, argumentou um deles, faz parte do processo de aprender a pensar.
Outro demonstrou preocupação de que o uso de IA pudesse desencorajar os estudantes de “desenvolver suas próprias respostas a obras de arte, música, literatura e filosofia”. Por enquanto, os professores de Harvard continuam definindo suas próprias regras.
Bem-vindos à era da incerteza (e até do caos) que recebe os calouros universitários de hoje, a turma de 2030.
As universidades na era da IA
Faculdades e universidades estão sendo obrigadas a repensar algo fundamental: como os estudantes devem aprender e que tipo de educação vai prepará-los para prosperar nesse novo mundo?
Escolher uma universidade, que já era uma tarefa difícil, ficou ainda mais complicado à medida que as instituições adotam abordagens muito diferentes em relação à IA — e ninguém sabe ainda qual delas vai funcionar.
No Amherst College, o presidente Michael Elliott está experimentando. No último ano, ele disse aos alunos de seu curso de literatura que poderiam usar IA em algumas atividades, desde que explicassem como haviam utilizado a tecnologia. “O que também foi uma experiência de aprendizado para mim, e não tenho certeza do que vou fazer este ano”, diz.
Segundo ele, os professores da Amherst estão “em todos os extremos” quando o assunto é IA: alguns estão voltando às provas em cadernos e aos exames orais, enquanto outros abraçam a tecnologia.
Por enquanto, a universidade pediu aos professores que deixem claro em seus planos de ensino o que é — e o que não é — permitido. “Ainda não temos uma grande estratégia para definir como vamos fazer isso.”
Como será o futuro do trabalho
Não é possível prever como serão o mercado de trabalho e o ensino superior daqui a quatro anos. “A única coisa com que podemos contar é que as coisas vão mudar”, diz Karen Brennan, professora Timothy E. Wirth de Prática em Tecnologias de Aprendizagem da Harvard Graduate School of Education.
Diante dessa incerteza, faz sentido começar a busca por uma universidade com aquilo que já sabemos sobre o que determina o sucesso educacional e, depois, fazer algumas perguntas sobre o futuro da IA, que detalhamos mais adiante nesta reportagem.
As universidades, afirma a professor, continuam sendo “um lugar maravilhoso para desenvolver” a capacidade de lidar com essas mudanças. “A IA não está tornando isso obsoleto — está apenas nos dando uma nova maneira de pensar sobre a importância e a necessidade da adaptabilidade.”
O manual de uso da IA está sendo escrito e reescrito em tempo real. Mas universidades e famílias que pensam no futuro devem fazer as grandes perguntas agora e voltar a elas à medida que surgirem evidências sobre o que realmente funciona. Estas são algumas das questões que estudantes e seus pais devem considerar.
A universidade tem regras claras para o uso de IA?
As universidades podem não chegar às mesmas conclusões, mas deveriam ao menos estar desenvolvendo políticas claras para o uso de IA, para que os estudantes saibam o que esperar — mesmo que as regras variem de uma disciplina para outra.
Por que a política de uma universidade importa? Porque os próprios estudantes estão exigindo isso. “A liderança estudantil tem pedido diretrizes e orientações”, diz Benjamin Hermalin, vice-chanceler e reitor acadêmico da University of California, Berkeley, onde os professores definem suas próprias regras para o uso de IA.
Embora não seja do “estilo de Berkeley” determinar como os professores devem lidar com uma nova tecnologia, ele afirma: “Acho que vamos evoluir lentamente para ter um pouco mais de padronização porque os estudantes realmente querem isso”. Em parte, acrescenta, eles querem essas regras porque temem que colegas que usam IA para trapacear levem vantagem.
Deming, de Harvard, levantou a mesma preocupação em seu e-mail aos alunos de graduação. Proibições de IA que não podem ser fiscalizadas, escreveu, criam “um dilema difícil para estudantes que não querem trapacear, mas também temem ficar para trás em relação aos colegas”. Harvard planeja desenvolver diretrizes neste ano.
A University of Michigan está tentando encontrar um meio-termo. Em 3 de setembro, a instituição divulgou um rascunho de princípios orientadores para o uso de IA em toda a universidade no ensino e na aprendizagem e convidou a comunidade acadêmica a fazer comentários antes da versão final.
Os planos incluem o uso “responsável e centrado nas pessoas” da IA, além de atenção à ética, integridade, proteção da privacidade e outros aspectos.
A melhor maneira de descobrir como o uso de IA realmente funciona em uma universidade é perguntar aos estudantes, aconselha Steve Fitzpatrick, professor de história no ensino médio, colaborador da Forbes e autor da newsletter no Substack Teaching in the Age of AI.
“Você aprende muito mais fazendo perguntas aos estudantes porque eles vão revelar coisas que podem estar fora do roteiro da universidade”, afirma. “Por exemplo: ‘Até que ponto os alunos colam aqui?’”
Os professores recebem ajuda para entender como lidar com a IA?
Os estudantes não são os únicos que estão aprendendo a usar a nova tecnologia. As famílias que estão pesquisando universidades devem perguntar o que a instituição está fazendo para ajudar os professores a acompanhar essas mudanças. E é importante olhar além de treinamentos pontuais ou de uma lista de ferramentas aprovadas.
Brennan afirma que os professores precisam de duas coisas: tempo para experimentar e apoio institucional que os ajude a aprender com o que outros professores estão fazendo, tanto dentro quanto fora da sala de aula.
“Pode parecer realmente assustador quando você não tem a oportunidade de experimentar as ferramentas, cometer erros ou praticar por conta própria”, diz. “Saber o que outras pessoas estão fazendo, poder compartilhar nossos experimentos, nossos sucessos e nossos fracassos — é isso que vai ajudar a ampliar nossa imaginação pedagógica.”
Os estudantes também devem fazer parte desse aprendizado e dessa experimentação. Em Harvard, os professores podem receber orientação individual e participar de workshops, enquanto, segundo ela, os próprios estudantes organizaram eventos e convidaram especialistas externos para o campus.
Durante uma visita à universidade, pergunte a um professor por um exemplo específico de como ele mudou uma atividade ou prova por causa da IA. Pergunte aos estudantes se os professores explicam os motivos por trás de suas regras para o uso da tecnologia, e se os alunos têm voz na definição dessas regras.
Vou aprender a usar IA independentemente da minha área de estudo?
Os estudantes não deveriam precisar cursar ciência da computação para adquirir experiência com IA. A University of Florida oferece um modelo.
Depois de receber uma doação de US$ 70 milhões (R$ 356 milhões) de Chris Malachowsky, cofundador da Nvidia e ex-aluno da instituição, a universidade criou o que chama de “AI University”, com o objetivo de fazer com que todos os formandos saiam da instituição com algum conhecimento de inteligência artificial.
Atualmente, oferece mais de 200 disciplinas relacionadas à IA em diferentes áreas. Quase 70% dos estudantes que se formam fizeram pelo menos uma delas, afirma Hans van Oostrom, diretor da iniciativa acadêmica de IA. “Estudantes de todas as áreas precisam saber alguma coisa sobre IA”, diz. “Não é algo restrito à ciência da computação e à engenharia.”
Mas uma longa lista de disciplinas não significa necessariamente que os estudantes estejam aprendendo a usar a tecnologia de maneira responsável.
A Arizona State University está avançando agressivamente na adoção de IA. “Acho que nossa filosofia, de forma bastante simples, tem sido nos envolver cedo e com frequência”, diz Anne Jones, vice-reitora de graduação da ASU.
Mas Jones afirma que simplesmente ter usado ChatGPT, Claude ou outra ferramenta de IA generativa não torna um estudante alfabetizado em IA. A ASU espera que os alunos compreendam como a tecnologia funciona, avaliem seus vieses e limitações e considerem se utilizá-la em determinada situação está de acordo com seus valores pessoais.
Da mesma forma, é importante que os estudantes aprendam a usar a IA de maneira eficaz dentro de suas próprias áreas — algo que será muito diferente para um estudante de química e para um roteirista.
Isso significa que os candidatos devem olhar além de saber se uma universidade oferece uma graduação relacionada à IA ou se divulga o desenvolvimento de um chatbot próprio.
Jones sugere perguntar como é o debate mais amplo da instituição sobre IA, quais medidas concretas foram tomadas e como essas decisões afetarão um estudante na área que ele pretende estudar. “Ser capaz de entender tanto a filosofia institucional quanto obter alguns exemplos concretos é o que realmente dá às pessoas confiança de que existe conteúdo por trás do discurso”, afirma.
Vou desenvolver habilidades que continuam importantes ao lado da IA?
A necessidade de desenvolver “pensamento crítico” para ter sucesso na era da IA é tão mencionada que corre o risco de soar como um clichê. O mesmo vale para a necessidade de desenvolver habilidades de interação humana.
O orientador universitário Brennan Barnard sugere perguntar: “Quais são as formas pelas quais a universidade está preparando os estudantes para essas habilidades humanas duradouras?”
“Essas são as chamadas soft skills, mas elas não têm nada de fáceis. Na verdade, são incrivelmente difíceis”, diz Elliott, de Amherst, apontando para a capacidade de trabalhar com pessoas de diferentes origens, persuadir uma audiência e ouvir.
“Você aprende essas coisas estando frente a frente, em comunidade, com outras pessoas”, afirma. “Meu conselho para as famílias seria perguntar: a instituição está tentando usar a IA como uma muleta, em vez de como uma ferramenta?”
Pergunte sobre disciplinas específicas voltadas ao desenvolvimento dessas habilidades. A Stanford University, por exemplo, está ampliando seu programa obrigatório Civic, Liberal and Global Education (COLLEGE) para os calouros, que passará de dois para três trimestres a partir de 2027.
Parte do currículo de formação geral, o programa convida os estudantes a refletir sobre “como ideias, evidências científicas e arte podem contribuir para seu desenvolvimento pessoal” e os coloca em contato com ideias que vão além das áreas que escolheram estudar. “A universidade é mais do que conseguir o primeiro emprego”, diz Dan Edelstein, diretor do programa. “É claro que isso é importante, mas não é tudo o que uma formação universitária pode fazer. Ela realmente prepara você para a vida.”
Esta universidade vai me preparar para um mercado de trabalho imprevisível?
Talvez não exista uma graduação à prova da IA. Elliott desconfia de qualquer pessoa que prometa que determinada área é um caminho garantido para o sucesso econômico. “O que você escolhe como graduação vai importar ainda menos no futuro do que importa hoje”, afirma.
Barnard aconselha os estudantes a seguirem seus interesses genuínos, mas preservando “muitas possibilidades de escolha”. Isso pode significar fazer uma dupla graduação, cursar disciplinas de diferentes áreas ou desenvolver habilidades em pesquisa, escrita e análise de dados.
Antes de escolher uma universidade, pergunte quão fácil é mudar de curso, adicionar uma segunda graduação ou experimentar diferentes áreas sem atrasar a formatura.
O departamento de orientação profissional também merece uma visita. “Na minha opinião”, diz Barnard, “ele deveria ser uma parada obrigatória em qualquer visita a uma universidade”.
Pergunte como a instituição está respondendo às mudanças nas contratações para cargos de entrada e quais serviços oferece para conectar os estudantes a estágios muito antes da formatura.
Na Drexel University, mais de 90% dos estudantes participam de seu programa de co-op, em que o estudante alterna períodos de aulas na universidade com períodos de trabalho remunerado em empresas ou outras organizações, afirma o presidente Antonio Merlo.
Os alunos podem realizar até três trabalhos remunerados de seis meses, a partir do segundo ano, alternando entre a sala de aula e o mercado de trabalho. À medida que os empregadores cortam vagas de entrada, Merlo argumenta: “Nossos estudantes [já] passaram pela porta de entrada”.
Melissa Loble é diretora acadêmica da Instructure, empresa responsável pelo Canvas — plataforma de aprendizagem on-line na qual os professores publicam tarefas e notas e os estudantes entregam seus trabalhos. Ela sugere questionar à universidade: “Como vocês usam a IA para me preparar melhor para o que vou fazer depois de me formar?”
Para Elliott, as famílias não devem confiar em uma universidade que finge saber a resposta. “Instituições que são honestas sobre o fato de estarmos vivendo um momento de incerteza, para mim, têm uma vantagem sobre instituições que afirmam ter clareza”, diz.
E aprender a conviver com o desconforto de não saber a resposta também é uma parte importante da educação. “Descobrir como encontrar prazer na incerteza será uma habilidade valiosa para a vida.”
*Reportagem adicional de Asia Alexander.
*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com
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O Poder das Mudanças de Carreira em Qualquer Idade, Segundo a CEO da AARP
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Nesta semana, compartilho um pouco de uma conversa que tive com a Dra. Myechia Minter-Jordan, CEO da AARP. Minter-Jordan é a primeira pessoa apresentada na minha nova série, The Career Switch, que destaca pessoas reais que fizeram mudanças bem-sucedidas de carreira diante de uma economia em transformação.
Minter-Jordan começou a carreira atendendo pacientes como médica de clínica médica, mas seu interesse pelos sistemas que moldam o atendimento ao paciente a levou da medicina para a gestão e, posteriormente, ao cargo máximo da AARP. Agora, aos 50 e poucos anos, Minter-Jordan afirma que sua trajetória profissional não linear é uma prova de que fazer uma grande mudança não significa começar do zero. A chave, segundo ela, é reconhecer as habilidades transferíveis que você já possui e estar aberto aos caminhos que elas podem levar você a seguir.
Veja abaixo alguns dos principais aprendizados que tirei dessa entrevista:
1- Houve alguma lição específica que você precisou aprender ou desaprender ao fazer a transição de médica para executiva?
Eu precisei aprender como as decisões eram tomadas. Muitas vezes, elas não são tomadas ou influenciadas pela pessoa mais barulhenta da sala. São influenciadas por quem tem credibilidade, chega preparado para as reuniões, fala com autoridade, mas também sabe ouvir. Existem muitas nuances sobre ser um líder que não aprendemos em uma sala de aula e que descobrimos ao ocupar esses espaços onde pessoas com poder tomam decisões realmente impactantes. Foi nesses ambientes que aprendi essas habilidades mais sutis.
2- Como alguém que passou de trabalhar em um hospital para ser executiva de uma empresa de saúde e, agora, liderar uma organização sem fins lucrativos, que conselho você daria às pessoas que estão tentando decidir se este é o momento certo para mudar de carreira?
As coisas nem sempre são lineares. Algumas oportunidades chegam até você, e é preciso pensar não apenas na função específica, mas também nas habilidades que permitiram que você tivesse sucesso no cargo atual e em como elas podem ser transferidas para a próxima posição. Um exemplo disso é que, como médica, fui treinada para fazer triagem. Quando me deparo com uma situação, imediatamente penso no que é mais urgente e no que é menos urgente, e isso ajuda a orientar minha tomada de decisão. Então, levei essas habilidades comigo e as utilizo no que faço hoje.
Além disso, deixe seus valores guiarem quem você é como indivíduo. Meus valores são transparência, respeito, responsabilidade e comunicação. Peguei esses valores e essas habilidades e permiti que um leque de possibilidades se abrisse. Eu poderia ter pensado: “Só posso fazer o que os médicos fazem. Só posso seguir o caminho tradicional.” Mas percebi que meus valores e minhas habilidades me permitiam atuar em outros espaços que não seguiam uma trajetória linear. E acho que esse é um dos pontos que precisamos considerar hoje, à medida que carreiras e caminhos profissionais mudam.
3- O que significa sucesso para você hoje e o que mais a entusiasma enquanto continua liderando a AARP?
Acho que parte do que me deixa realmente orgulhosa é tentar viver de acordo com aquilo que digo. Então, por estar na casa dos 50 anos e vivendo este novo capítulo da minha vida, sou um exemplo do que significa fazer essas mudanças de carreira e levar habilidades transferíveis para a próxima oportunidade. Espero continuar representando o que significa envelhecer é viver. Não me vejo como velha. Vejo-me como experiente. Vejo-me evoluindo e entrando nesses novos espaços com muita energia, entusiasmo e disposição para aprender.
Acho que parte do nosso objetivo é sempre reformular a maneira como pensamos sobre o envelhecimento e questionar algumas das formas antigas de caracterizá-lo. Porque todos nós estamos envelhecendo, certo? Então, acredito que criar esse espaço para fazer isso, compartilhar essas experiências e não se prender à idade é algo que me entusiasma muito em relação ao papel da AARP na condução dessas conversas.
*Por Courtney Connley-Hampton, Redatora de Carreiras na Equipe da Forbes
*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com
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Lista Forbes: As Melhores Universidades dos EUA

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Escolher onde fazer faculdade parece especialmente difícil nos dias de hoje, em que o ensino superior é cada vez mais questionado pelo retorno financeiro que proporciona.
Nos Estados Unidos, o custo total para frequentar algumas das principais universidades privadas já ultrapassa US$ 100 mil (R$ 511 mil) por ano, ao mesmo tempo em que os pais enfrentam novos limites, mais baixos, para a contratação de empréstimos estudantis federais.
Enquanto isso, a inteligência artificial está transformando o mercado de trabalho de maneiras que parecem imprevisíveis para os próximos quatro anos — quanto mais para uma carreira inteira.
As melhores universidades dos EUA
Mas a boa notícia é que uma sólida formação universitária continua valendo a pena. A lista das Melhores Universidades dos Estados Unidos identifica as instituições que proporcionam os melhores resultados acadêmicos e profissionais para estudantes de diferentes origens econômicas.
Pelo segundo ano consecutivo, o MIT (Massachusetts Institute of Technology) ocupa o primeiro lugar, apresentando desempenho de destaque na maioria dos 14 indicadores analisados, entre eles taxas de conclusão e permanência, salários dos ex-alunos, frequência com que os formados obtêm doutorados, bolsas e prêmios de prestígio e, principalmente, o volume de dívidas assumidas pelos estudantes e o retorno geral sobre o investimento.
Apenas 7% dos estudantes do MIT recorrem a empréstimos federais, em parte graças à generosa política de auxílio financeiro da universidade: a maioria dos alunos de famílias com renda inferior a US$ 200 mil (R$ 1 milhão) não paga mensalidades. O MIT também ocupa o primeiro lugar no ranking de remuneração dos ex-alunos da Forbes.
Cinco universidades da Ivy League entraram no top 10 neste ano, e todas as oito estão entre as 20 primeiras. A Universidade da Califórnia em Berkeley, na 9ª posição, foi novamente a universidade pública mais bem colocada, seguida pela UCLA, em 12º lugar.
O Instituto de Tecnologia da Califórnia foi a melhor universidade privada de pequeno porte, ocupando a 7ª posição geral e o primeiro lugar na proporção de formados que obtêm doutorado.
A Vanderbilt, que apareceu na lista de 20 instituições que os empregadores mais valorizam, as New Ivies da Forbes, nos três anos em que ela foi publicada, entrou pela primeira vez no top 10, graças a uma taxa de conclusão de 94% e ao baixo nível de endividamento dos estudantes.
As melhores universidades na era da IA
É claro que a adequação ao perfil de cada estudante e a capacidade de pagar pela faculdade ainda devem ser os principais fatores na escolha de uma universidade; nenhum ranking é capaz de determinar onde um aluno específico terá mais chances de prosperar.
Mas a maneira como a IA está afetando as instituições de ensino acrescenta novas questões que as famílias precisam considerar. As novas tecnologias estão levando as universidades a repensar como os estudantes aprendem e são avaliados, como os professores ensinam e quais habilidades os formados precisam desenvolver para ter sucesso acadêmico e profissional.
Administradores universitários e orientadores educacionais dizem que as famílias devem perguntar se uma universidade está preparando os estudantes para trabalhar com IA sem terceirizar o próprio aprendizado para a tecnologia e se o currículo está sendo atualizado com um propósito educacional claro.
As 500 universidades abaixo oferecem um ponto de partida útil, baseado em dados, para identificar instituições que produzem resultados sólidos.
Veja, abaixo, as 10 melhores universidades dos EUA. Confira a lista completa aqui
1. Massachusetts Institute of Technology (MIT)
Estado: Massachusetts (MA)
Tipo: Privada, sem fins lucrativos
Bolsa média: US$ 61.734
Dívida média: US$ 11.176
Salário mediano em 10 anos: US$ 131.182
Nota financeira: A+
2. Princeton University

Estado: Nova Jersey (NJ)
Tipo: Privada, sem fins lucrativos
Bolsa média: US$ 68.727
Dívida média: US$ 9.046
Salário mediano em 10 anos: US$ 121.773
Nota financeira: A+
3. Harvard University

Estado: Massachusetts (MA)
Tipo: Privada, sem fins lucrativos
Bolsa média: US$ 68.015
Dívida média: US$ 12.445
Salário mediano em 10 anos: US$ 119.708
Nota financeira: A+
4. Columbia University

Estado: Nova York (NY)
Tipo: Privada, sem fins lucrativos
Bolsa média: US$ 67.010
Dívida média: US$ 17.037
Salário mediano em 10 anos: US$ 117.010
Nota financeira: A+
5. University of Pennsylvania

Estado: Pensilvânia (PA)
Tipo: Privada, sem fins lucrativos
Bolsa média: US$ 65.458
Dívida média: US$ 11.278
Salário mediano em 10 anos: US$ 151.328
Nota financeira: A+
6. Stanford University

Estado: Califórnia (CA)
Tipo: Privada, sem fins lucrativos
Bolsa média: US$ 62.755
Dívida média: US$ 11.418
Salário mediano em 10 anos: US$ 126.916
Nota financeira: A+
7. California Institute of Technology

Estado: Califórnia (CA)
Tipo: Privada, sem fins lucrativos
Bolsa média: US$ 72.373
Dívida média: US$ 11.846
Salário mediano em 10 anos: US$ 117.278
Nota financeira: A
8. Yale University

Estado: Connecticut (CT)
Tipo: Privada, sem fins lucrativos
Bolsa média: US$ 65.892
Dívida média: US$ 5.119
Salário mediano em 10 anos: US$ 117.464
Nota financeira: A+
9. University of California, Berkeley

Estado: Califórnia (CA)
Tipo: Pública
Bolsa média: US$ 29.608
Dívida média: US$ 5.924
Salário mediano em 10 anos: US$ 111.530
Nota financeira: —
10. Vanderbilt University

Estado: Tennessee (TN)
Tipo: Privada, sem fins lucrativos
Bolsa média: US$ 64.404
Dívida média: US$ 12.263
Salário mediano em 10 anos: US$ 115.467
Nota financeira: A+
Metodologia
Para elaborar a lista deste ano, começamos com um universo de cerca de 2.600 universidades e faculdades com cursos de quatro anos nos Estados Unidos. Usando o Integrated Postsecondary Education Data System (IPEDS), sistema administrado pelo governo que reúne dados de todas as faculdades e universidades americanas, reduzimos a lista para cerca de 1.600 instituições públicas e sem fins lucrativos que oferecem cursos de graduação.
Entre elas estão faculdades que concedem diplomas de bacharelado, universidades e faculdades que oferecem mestrado e universidades que oferecem doutorado, além de instituições especializadas em áreas como engenharia, negócios e artes.
Em seguida, avaliamos essas instituições usando dados do IPEDS e do College Scorecard, ferramenta online do Departamento de Educação dos Estados Unidos que permite comparar custos, taxas de conclusão e dívidas estudantis das instituições.
Também incorporamos, neste ano, dados sobre os salários após a graduação de uma nova fonte, a People Data Labs, empresa privada de pesquisa que coleta e analisa dados sobre força de trabalho e salários de 70 milhões de empresas em todo o mundo.
Outras fontes de dados incluíram a Third Way, um centro de estudos de políticas públicas com sede em Washington, D.C.; o National Center for Science and Engineering Statistics; e pesquisas próprias da Forbes sobre liderança, principais prêmios, desempenho acadêmico e outros indicadores de sucesso após a graduação.
*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com
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