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Por Que Procrastinar É Mais Exaustivo do Que o Trabalho em Si, Segundo Neurologista de Oxford

Redação Informe 360

Publicado

no

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Um homem de 30 e poucos anos chamado David passou dias a fio sentado em uma cadeira, sem fazer nada. Ele havia sido um profissional produtivo do mercado financeiro, com um amplo círculo social, mas, de repente, havia parado de se importar com as coisas.

Perdeu o emprego e o apartamento e parecia não se incomodar com isso. Então, seu neurologista começou a fazer perguntas.
“O que você normalmente faria em casa?”, perguntou o neurologista de David.

“Ouvir música”, respondeu.

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“Então, por que você parou?”, perguntou o neurologista.

“Porque montar meu aparelho de som exigiria esforço demais.”

“Quanto tempo isso levaria?”

“Cinco minutos.”

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O neurologista era o Dr. Masud Husain, professor de Neurologia e Neurociência Cognitiva da Universidade de Oxford, que contou essa história no podcast Huberman Lab. A explicação de David fascinou Husain e o levou a pesquisar mais a fundo a procrastinação, na tentativa de compreendê-la melhor.

O cérebro atribui um preço a cada tarefa

Husain descreve a motivação como uma forma de neuroeconomia. Ao longo de um dia, você tem 20 coisas que poderia fazer, mas não tem capacidade para realizar todas. Por isso, o cérebro pesa a recompensa de cada opção em relação ao esforço que ela exige nos níveis físico, cognitivo, social e emocional.

Ao longo do trabalho do laboratório de Husain com pacientes e voluntários saudáveis, uma descoberta segue aparecendo. Todos estão dispostos a se esforçar por uma grande recompensa, mas as pessoas diferem bastante quando o potencial de recompensa é menor. É justamente aí que as pessoas menos motivadas pensam, nas palavras de Husain: “Não acho que isso valha o esforço”.

O neurologista chama essa barreira de “colina de ativação”. Para uma pessoa, aprender um idioma é uma montanha. Para outra, é algo que mal chama atenção. A diferença está na percepção.

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O custo da procrastinação

A equipe de Husain recrutou estudantes com diferentes níveis de motivação, colocou-os em um aparelho de ressonância magnética e pediu que decidissem se uma recompensa valia determinado nível de esforço. Sim ou não.

Eles esperavam concluir que os estudantes menos motivados apresentariam menor atividade nos circuitos cerebrais ligados à recompensa. Na verdade, encontrou mais atividade.

“Pessoas apáticas usam mais energia cerebral quando estão tomando essa decisão”, explica Husain. A barreira é fisiológica e mensurável. Andrew Huberman, seu entrevistador e renomado neurocientista de Stanford, descreveu o efeito dizendo que existe “um custo para pensar no esforço necessário, além do custo do esforço propriamente dito”. Os dois se somam.

Qualquer pessoa que já passou um domingo sem concluir uma tarefa pendente sabe que o processo de ficar decidindo custa mais do que o trabalho em si. Cada vez que você escolhe adiar algo que precisa ser feito, cria sentimentos negativos como apreensão, culpa ou uma pequena perda de confiança em si mesmo.

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Husain também observa que o cérebro aprende com os resultados e incorpora essas experiências ao cálculo seguinte. Isso significa que o resíduo emocional de evitar uma tarefa aumenta silenciosamente seu “preço” no dia seguinte. A indecisão cobra juros, e eles se acumulam. Quanto mais tempo você carrega uma decisão, mais custa tomá-la.

Por que isso é uma questão de inteligência emocional

A inteligência emocional é a capacidade de reconhecer e compreender as emoções em si mesmo e nos outros e usar essa consciência para administrar seu comportamento e seus relacionamentos. Ela se divide em quatro habilidades centrais: autoconsciência, autogestão, consciência social e gestão de relacionamentos. Para ter uma compreensão inicial da própria inteligência emocional, psicólogos recomendam fazer uma autoavaliação.

A autogestão costuma ser descrita como a capacidade de manter a calma quando provocado, mas envolve muito mais do que isso. Em última análise, autogestão diz respeito à sua capacidade de regular as próprias emoções.

Portanto, quando você pensa na procrastinação e em todas as emoções negativas que provoca ao adiar o início de uma tarefa, isso é, na verdade, uma questão de autogestão.

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Você está deixando essas emoções negativas vencerem a batalha e se fortalecerem. Quando, por outro lado, toma pequenas decisões mais rapidamente, evita o custo adicional de esperar. Dessa forma, você preserva mais energia para as coisas que realmente importam.

A pesquisa de Husain aponta para algo que líderes empresariais frequentemente deixam passar. Pergunte a qualquer líder se ele estaria disposto a pagar um bom dinheiro para desenvolver habilidades como foco e capacidade de tomar decisões, e todos responderão com um enfático sim.

Mas pergunte sobre habilidades como inteligência emocional, e muitos hesitarão. Naturalmente, separamos o que é “emocional” do que é “produtivo”, mas pesquisas como a de Husain mostram como essa divisão é equivocada. A procrastinação é um problema de inteligência emocional muito antes de se tornar um problema de produtividade.

Uma estratégia simples para combater a procrastinação

O conselho mais comum é dividir um grande projeto em etapas menores, mas Huberman destacou um ponto importante nessa ideia. Quando você coloca as pequenas vitórias no horizonte, também coloca diante de si as pequenas perdas e os desafios que enfrentará.

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Por isso, Husain aponta para uma alavanca mais eficaz, que atua antes desse processo. Se cada decisão tomada na hora consome energia, agrupe suas decisões. Dessa forma, o ciclo não fica funcionando indefinidamente.

Veja como fazer:

  1. Reserve um período fixo toda semana para decidir, não para trabalhar. Trinta minutos.
  2. Transforme as decisões da semana seguinte em compromissos, em vez de intenções. O quê, quando e por quanto tempo.
  3. Coloque as tarefas de menor recompensa primeiro, já que sabemos que é justamente nesse ponto que a motivação tem maior probabilidade de falhar.
  4. Quando chegar a hora, considere que a decisão já foi tomada. Não volte a discuti-la.
  5. No fim da semana, anote quais compromissos você renegociou. Como renegociar consome energia, vale analisar as decisões que você tomou mal na primeira vez para poder melhorar em decisões semelhantes no futuro.

Lembre-se de David, paralisado pela energia necessária para montar seu aparelho de som. Uma tarefa que levaria apenas cinco minutos. A maior parte daquilo que você está evitando é menor do que imagina. Tome a decisão uma vez, organize as tarefas em blocos e pare de pagar juros.

*Kevin Kruse é colaborador da Forbes USA. Ele é fundador e CEO da LEADx, uma empresa de treinamento em inteligência emocional, além de autor de best-sellers.

*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com

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PepsiCo Anuncia Novo VP e CFO da Divisão de Alimentos no Brasil

Redação Informe 360

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

A PepsiCo anunciou Renato Boldo como o novo vice-presidente e CFO da divisão de alimentos da companhia no Brasil.

No cargo, o executivo estará à frente da área de finanças e atuará no comitê executivo nacional da empresa.

Com mais de 20 anos de carreira, Renato chega à PepsiCo vindo da Mars, onde ocupou o cargo de CFO da divisão Pet Nutrition Brasil. Ao longo da carreira, já passou por empresas como Unilever, Compra Agora e DHL.

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“Na minha carreira, tive o privilégio de trabalhar com pessoas excepcionais, aprender com transformações complexas de negócios e ajudar organizações a acelerar o crescimento”, escreveu em uma publicação no LinkedIn.

O executivo é formado em engenharia química pela UFSCar e tem MBA pela FGV.

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O Que o Esporte Ensina aos Grandes CEOs

Redação Informe 360

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Resiliência, disciplina, persistência, coragem… São palavras frequentes no mundo corporativo. São, também, termos que geralmente definem atletas dedicados. Não é à toa, portanto, que tantos líderes de empresas sejam adeptos fervorosos do esporte.

Não se trata de uma pré-condição para alçar voos mais altos na carreira – há vários excelentes profissionais que não cultivam um lado esportivo; mas é fato que a rotina de atividades físicas apura comportamentos, habilidades e até modos de ver o mundo que podem influenciar a vida profissional.

É o que demonstram os depoimentos de Marcelo Zimet, CEO da L’Oréal; Ana Célia Biondi, CEO da JCDecaux; Guilherme Benchimol, presidente executivo do conselho de administração da XP; e Fernanda Hoe, ex-CEO da Elanco no Brasil (ela acaba de assumir uma posição global na multinacional). Seus estilos são diferentes; e suas práticas esportivas, diversas. Há, contudo, uma unanimidade: o esporte lhes trouxe elementos essenciais na forma de liderar.

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Marcelo Zimet, o homem de ferro

São 5 horas da manhã no Rio de Janeiro e Marcelo Zimet, CEO do Grupo L’Oréal no Brasil, já está vestido para treinar. Praticante de triatlo, todos os dias sai cedo para correr, pedalar ou nadar. “Faço esse sacrifício de sono para que meu compromisso com o esporte não roube tempo de qualidade com minha esposa e filhas”, diz. “O planejamento é o grande segredo. Dependo muito da organização da agenda, porque cada minuto vale muito.”

Zimet – presente na lista Forbes Melhores CEOs do Brasil 2024 – lidera a L’Oréal há cinco anos. Sob sua batuta, está uma equipe de 3 mil colaboradores. Antes de alcançar a principal cadeira, no entanto, percorreu um longo caminho dentro da empresa. “O esporte me ensinou a respeitar o tempo de maturação das coisas. Vejo profissionais que acabam de virar gerentes e já estão ansiosos para chegar à diretoria, esquecendo que a vivência e a consistência são fundamentais para formar um bom executivo.”

Essa busca por evolução o levou ao triatlo. “Fui fisgado pelo ambiente de superação, mas, principalmente, pelo processo de evolução dentro do esporte. No triatlo você demora alguns anos para chegar à sua melhor versão.” Para ele, a modalidade reúne atributos essenciais à liderança. “É um esporte extremo que exige preparação, disciplina e foco.”

A relação entre o triatlo e o mundo corporativo também está na capacidade de adaptação. Para Zimet, que compete em provas Ironman (modalidade Full: 3,8 quilômetros de natação, 180,2 quilômetros de ciclismo e 42,195 quilômetros de corrida) desde 2019, é preciso entender o desafio, preparar-se rigorosamente e ter flexibilidade para mudar a estratégia diante de condições adversas. Na liderança, a lógica é idêntica: precisa ler o ambiente, decodificar a cultura local e tomar decisões rápidas para superar os obstáculos do mercado. “Na liderança ou no esporte precisamos ficar confortáveis no desconforto para evoluir”, diz.

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O conceito de evolução acompanha uma empresa em expansão. No primeiro semestre de 2026, o Grupo L’Oréal registrou faturamento de € 23,77 bilhões, alta de 6,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. “O resultado da filial brasileira é superior à média de crescimento da companhia”, conta. Com os negócios correndo bem, Zimet se prepara para seu próximo desafio. Em outubro, vai competir em outro Ironman, em Cascais, Portugal. Para isso, ele pode garantir: amanhã, bem cedo, tem treino.

Fernanda Hoe nada em águas abertas

Fernanda Hoe tem seu próprio “POP” para manter o ritmo. O “Procedimento Operacional Padrão”, como ela chama, inclui três pilares e é indispensável para ela conseguir desempenho de alto nível na Elanco. “Praticar esporte, comer saudável e dormir bem é fundamental para que eu consiga funcionar bem, então, organizo minha agenda para priorizar esses momentos”, diz a executiva, que há dez anos é adepta da natação em águas abertas.

Para Fernanda, nadar no mar traz lições de liderança. “Praticamos muito o foco, a visão estratégica, a consistência e a cadência de ritmo, que são coisas que me ajudam muito no trabalho.” Há ainda uma busca permanente por evolução. “Buscamos sempre melhorar nosso próprio tempo, algo que relaciono diretamente com a busca pela melhoria contínua no trabalho.”

Fernanda foi CEO da Elanco no Brasil entre 2021 e 2026 – e esteve na lista Forbes Melhores CEOs do Brasil 2025. No início do ano, aceitou o desafio de assumir uma posição global na multinacional norte-americana, que desenvolve soluções para a saúde animal. Mudou-se para a sede da empresa em Indianápolis, nos Estados Unidos, para ser diretora executiva da área voltada para vacinas, parasiticidas e antibióticos.

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A mudança a afastou um pouco da natação em águas abertas, mas não do esporte. “Eu procuro fazer alguma atividade física pelo menos três a quatro vezes por semana. Aqui estou nadando em uma academia e fazendo ciclismo”, diz. Quando morava em São Paulo, Fernanda aproveitava os fins de semana para nadar no mar do Guarujá. Por ali chegou a fazer 4,5 quilômetros de natação, sua maior distância já alcançada.

A posição de liderança global trouxe novos desafios para Fernanda na Elanco, que no segundo trimestre de 2026 registrou uma receita de US$ 1,368 bilhão, crescimento de 10% sobre o mesmo período do ano anterior. “O resultado da minha área depende de muitas pessoas que não estão na minha estrutura direta”, conta. O cenário mudou. Os princípios para superar os obstáculos, não: disciplina, cadência e evolução contínua.

O tênis na vida de Ana Célia Biondi

A agenda de Ana Célia Biondi está bloqueada durante as manhãs. Antes das 9 horas, não existe espaço para marcar uma reunião com a CEO brasileira da JCDecaux – multinacional líder global em mídia out-of-home (OOH). Nesses horários, o compromisso é inegociável: o esporte. “Me ajuda a ir para o escritório com a cabeça mais leve, limpa, menos adrenada e ansiosa”, diz a diretora executiva, presente na lista Forbes Melhores CEOs do Brasil 2025. Atualmente, ela faz treinos funcionais e musculação. Mas sua principal modalidade inclui quadra, raquete e bolinhas.

O tênis entrou cedo na vida da executiva. Aos 6 anos, Ana Célia acompanhava o pai nas partidas dos fins de semana. “Eu ia pegar bolinha para ter o direito de jogar dez minutos com ele antes de ir embora”, lembra. A brincadeira em família ficou séria, e ela passou a competir em torneios. “Aos 17 anos, tive de decidir se continuava com o tênis ou fazia faculdade. Foi quando eu ouvi do meu pai que eu era muito boa, mas não era excepcional. Então, resolvi cursar economia.”

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Não foi essa decisão, no entanto, que eliminou a modalidade da vida de Ana Célia. Terminando a faculdade, ela foi trabalhar em um banco na Suíça. “Lá, ninguém me conhecia. E o tênis me ajudou a abrir várias portas”, diz. “O esporte me colocou em eventos muito legais e trouxe a possibilidade de construir relações.”

Hoje, ela vê a prática esportiva como parte importante da executiva que se tornou. “Acredito que o esporte traz uma lição de resiliência, de humildade, de paciência. A gente perde muito mais do que ganha”, diz. Para ela, a quadra é uma escola de liderança. “Tem tudo a ver com gestão. Fazemos escolhas o tempo inteiro. Algumas dão certo, outras nem tanto. É importante analisar o que deu errado: qual bola eu bati mal, qual decisão eu não tomei bem? Isso traz aprendizados.”

Essa filosofia também chegou à JCDecaux. A empresa reembolsa aos funcionários a inscrição em qualquer prova esportiva de que queiram participar. “Tento incentivar. O esporte, quando faz parte da vida, ajuda muito no equilíbrio, no bem-estar”, avalia a CEO.

A performance se reflete nos negócios. Globalmente, a companhia registrou receita de € 1,95 bilhão no primeiro semestre de 2026, com crescimento orgânico de 5,7%. No Brasil, a empresa conta com 18 mil faces publicitárias em relógios de rua, pontos de ônibus, aeroportos e metrôs. São mais de 1.150 clientes por ano, fazendo do Brasil o oitavo maior mercado da multinacional, entre 80 países. Resultados alcançados por uma equipe de aproximadamente 500 pessoas – liderada com os conceitos do tênis.

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Ventos favoráveis para Guilherme Benchimol

Guilherme Benchimol começa a conversa com a Forbes Brasil com animação. “Quando soube que a entrevista era para falar sobre esporte, aceitei na hora. É sempre um prazer falar sobre isso, muito mais legal do que investimento”, brinca o fundador e atual presidente executivo do conselho de administração da XP Inc., conglomerado financeiro que atingiu receita bruta de R$ 5,056 bilhões no segundo trimestre de 2026 (crescimento anual de 8%). Os ventos estão favoráveis para a empresa. Mas Benchimol gosta mesmo quando eles sopram a favor do kitesurf, esporte ao qual se dedica há quase 30 anos.

Isso não significa que os universos corporativo e esportivo estejam desconectados. “É difícil ser um empresário de sucesso sem ter fome por vitória, sem querer competir, sem querer melhorar, aprender com os erros. E isso tudo o esporte ensina”, diz. “Todas as características que formam um atleta competitivo também formam um profissional competitivo. Quando você compete, você tem de aprender a perder, a ter resiliência, a ser humilde, a se planejar, a dar a volta por cima. O executivo de alta performance não deixa de ser um atleta.”

Benchimol começou a praticar kitesurf em 1999, quando trabalhava em uma corretora carioca. Dois anos depois, ao fundar a XP, afastou-se do kitesurf para se dedicar à consolidação da empresa. “Todo empreendedor competente é obcecado e fazedor. O lado bom disso é que as coisas acontecem. Mas, nesse extremo, ele pode perder o equilíbrio na vida”, avalia.

Ao retomar o kitesurf, dez anos depois, percebeu que o esporte era um contraponto à intensidade do empreendedorismo. “Te leva ao outro extremo. Te obriga a estar no presente, com a natureza”, diz. Na água, não há espaço para pensar na empresa. É preciso administrar a onda, o vento, a pipa e a prancha. “Quando consigo estar nos dois extremos, dos negócios e do esporte, fico mais equilibrado.”

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Hoje, morando em São Paulo, Benchimol pratica kitesurf cerca de quatro vezes por ano, quando consegue escapar para a Praia do Preá, no Ceará. Mas ele não fica sem se movimentar. No dia a dia, seu esporte é o tênis. “Eu até quis ser tenista. Não à toa a XP patrocina o João Fonseca”, comenta. Diariamente, acorda às 5h45 e, às 6h15, já está na quadra. “A disciplina é muito importante na vida.”

Além de equilibrar a rotina, o esporte o ajuda a encontrar respostas para os desafios do negócio. “Quando ficamos muito concentrados no problema, a solução não aparece. Ao desopilar com o esporte, surgem soluções inspiradoras.” Benchimol leva isso tão a sério que mantém um bloco de notas e uma caneta na raqueteira. Ele sabe que, entre uma partida e outra, pode surgir uma boa ideia para manter a XP com os resultados positivos.

*Reportagem publicada na edição 145 da revista Forbes, em setembro de 2026.

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Fim da Escala 6×1 Será Votado no Senado na Quarta-feira; Veja o Que Muda

Redação Informe 360

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para a próxima quarta-feira (14) a votação em primeiro turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte de salários.

A chamada PEC do fim da escala 6×1, que estabelece duas folgas semanais para os trabalhadores, será votada após a quinta sessão de discussão da proposta no Senado.

Pelas regras regimentais, qualquer PEC precisa passar por cinco sessões de discussão antes de ser votada em primeiro turno. O Senado já realizou três dessas sessões nesta semana e tem mais duas previstas para a próxima, na terça e na quarta-feira.

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“Pautei para quarta-feira (14) a votação, em primeiro turno, da PEC 221, de 2019, que trata do fim da escala 6×1”, disse Alcolumbre em nota distribuída por sua assessoria.

“Cumpro, assim, o compromisso de colocar a proposta em votação, com responsabilidade, diálogo e respeito ao rito regimental. Caberá a cada senador e a cada senadora decidir com liberdade, consciência e convicção”, acrescentou.

O que muda com o fim da escala 6×1?

A PEC em discussão no Senado prevê uma redução gradual da jornada de trabalho, atualmente limitada a 44 horas semanais.

Nos primeiros 60 dias após a promulgação da proposta, a jornada máxima cairia para 42 horas semanais. Um ano depois da primeira redução, passaria para 40 horas.

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A proposta também estabelece o direito a pelo menos duas folgas por semana, uma delas preferencialmente aos domingos, e garante que não haverá redução salarial.

Lula e Flávio Bolsonaro divergem sobre o fim da escala 6×1

O fim da escala 6×1 também entrou na disputa presidencial de 2026.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que concorre à reeleição, é favorável à PEC e tem usado a defesa de sua aprovação como plataforma de campanha.

Lula chegou a desafiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que venceu o primeiro turno da disputa presidencial no domingo e enfrenta o petista no segundo turno, marcado para 25 de outubro, e seu partido a votarem favoravelmente à proposta.

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Flávio, que se opõe à PEC, acusa Lula de oportunismo eleitoral. O senador e seus aliados defendem uma alternativa que considere jornadas flexíveis e remuneração proporcional às horas trabalhadas.

Também defendem a prevalência de acordos individuais entre empregados e empregadores sobre convenções coletivas.

Quando a PEC do fim da escala 6×1 pode ser aprovada?

Para avançar no Senado, a proposta precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis em primeiro turno.

Se aprovada, a PEC deverá passar por mais três sessões de discussão antes de ser submetida à votação em segundo turno, quando também precisará de pelo menos 49 votos.

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Segundo a Agência Senado, a líder do governo na Casa, Teresa Leitão (PT-PE), está coletando assinaturas para um requerimento que permita acelerar o calendário.

A intenção é concluir a tramitação no Senado na penúltima semana de outubro, antes do segundo turno da eleição presidencial.

Mesmo que seja aprovada pelos senadores, a mudança ainda dependerá das demais etapas do processo legislativo para entrar em vigor.

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