Saúde
O que é a bronquiolite? Veja sintomas e tratamento

A bronquiolite é uma infecção respiratória que costuma preocupar pais e profissionais de saúde, principalmente durante os períodos de maior circulação de vírus. A doença é mais comum em bebês e crianças pequenas, e muita gente ainda tem dúvidas sobre como ela surge, quais são os sinais de alerta e quando procurar atendimento. O tema voltou ao debate por causa do aumento de casos e da atenção reforçada do Ministério da Saúde.
A doença atinge as vias aéreas mais finas, chamadas bronquíolos, e pode causar dificuldade para respirar, chiado no peito e muito desconforto. Como os sintomas lembram outras condições respiratórias, identificar a bronquiolite logo no início pode evitar complicações e acelerar o tratamento. Por isso, entender suas causas e formas de prevenção é essencial.
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Com novas vacinas disponíveis e mais estudos voltados para o vírus sincicial respiratório (VSR), que é o principal responsável pela condição, a discussão ganhou ainda mais destaque. A seguir, você confere como a bronquiolite começa, quem corre mais risco, quais são os sintomas e como tratá-la de forma segura e eficaz.

O que é a bronquiolite?
A bronquiolite é a inflamação e obstrução dos bronquíolos causada quase sempre por infecção viral. O processo típico começa com uma infecção das vias aéreas superiores, coriza e tosse, progredindo em alguns pacientes para pequena inflamação e produção de muco nas vias aéreas inferiores. Quando os bronquíolos inflamam, acumulam secreções e o diâmetro interno diminui; em lactentes, esse estreitamento tem impacto grande porque suas vias aéreas já são estreitas por natureza, causando sibilos, esforço respiratório e risco de falência ventilatória em casos graves.
O agente mais frequentemente implicado é o vírus sincicial respiratório (VSR). Estudos epidemiológicos indicam que o VSR responde por cerca de 50% a 80% dos casos de bronquiolite, dependendo da região e da temporada, e é a principal causa de internações por bronquiolite. Outros vírus também podem causar o quadro, mas o VSR é o grande protagonista por sua capacidade de afetar recém-nascidos com maior severidade. Essas informações constam em revisões clínicas e em páginas técnicas de autoridades como CDC, ECDC e sociedades pediátricas.
O risco de evolução para bronquiolite sintomática e grave está ligado à via de exposição (gotículas, contato), carga viral e vulnerabilidades do hospedeiro. A transmissão ocorre por contato direto com secreções respiratórias, como mãos contaminadas, gotículas e superfícies; o período de incubação costuma variar entre 2 e 8 dias.
Ambientes com grande circulação de crianças e contato próximo, como maternidades, creches e hospitais, favorecem surtos. As orientações de controle de infecção enfatizam higiene das mãos, mascaramento na época de surtos e isolamento de casos sintomáticos como medidas básicas de prevenção comunitária.
Transmissão e grupos de risco
A bronquiolite é muito comum e potencialmente grave em bebês menores de seis meses, prematuros e crianças com doenças cardíacas congênitas ou imuno-comprometimento. Lactentes têm vias aéreas pequenas, resposta imune imatura e maior chance de desidratação, fatores que explicam por que internamentos e necessidade de suporte (oxigênio, hidratação venosa) são mais frequentes nessa faixa etária.
Dados de vigilância no Brasil mostraram, em 2025, alta carga de Síndrome Respiratória Aguda Grave por VSR em crianças menores de dois anos, o que motivou a incorporação de estratégias vacinais no SUS. A literatura pediátrica, incluindo documentos do AAP e da AAFP, descreve essas populações como prioritárias para profilaxia e vigilância.
Profissionais que tratam a doença enfatizam que o risco aumenta ainda mais se a criança nasceu prematura (principalmente menos que 29–32 semanas), se tem cardiopatia congênita hemodinamicamente significativa ou doenças pulmonares crônicas, como displasia broncopulmonar. Nesses grupos, a bronquiolite pode evoluir com insuficiência respiratória mais rapidamente e demandar internação em UTI pediátrica. Por isso, protocolos clínicos e documentos de sociedades médicas recomendam vigilância contínua e, quando elegíveis, medidas de proteção específicas para reduzir a chance de hospitalização.
Além dos pacientes de alto risco, praticamente todas as crianças vão apresentar pelo menos uma infecção por VSR nos primeiros dois anos de vida; a diferença está na gravidade. Assim, as políticas públicas recentes que incluem vacinação de gestantes ou oferta de anticorpos monoclonais para recém-nascidos visam proteger a janela de maior vulnerabilidade, quando a enfermidade tem maior chance de causar complicações.

Tipos, sintomas típicos e sinais de gravidade
Clinicamente, a bronquiolite costuma começar como um resfriado comum, com coriza, irritabilidade, perda de apetite e febre baixa. Após alguns dias, pode evoluir para tosse persistente, chiado, respiração acelerada, batimentos de asa nasal, gemência ao inspirar e dificuldade para alimentar-se.
Profissionais de emergência pediátrica usam critérios objetivos, como frequência respiratória por idade, uso de musculatura acessória e saturação de oxigênio, para decidir internação. Guias como os do CDC e da Mayo Clinic destacam que alimentação reduzida e sinais de desidratação também são motivos para avaliação urgente.
Sinais de gravidade que exigem busca imediata por atendimento médico incluem saturação de oxigênio persistentemente baixa, taquidispneia marcada, apneia, cianose (lábios ou pele arroxeados) e sonolência extrema ou irritabilidade que não melhora. Em unidades hospitalares, monitorização com oximetria, suporte de oxigênio, posicionamento e hidratação são as primeiras medidas; em casos mais graves pode ser necessário suporte ventilatório não invasivo ou ventilação mecânica. Essas recomendações aparecem em protocolos hospitalares e revisões clínicas que pautam a prática pediátrica.
O diagnóstico costuma ser clínico, apoiado por exame físico; testes virológicos (como PCR para VSR) podem ser úteis em contextos epidemiológicos ou para manejo em unidades de saúde, mas nem sempre são exigidos para decidir tratamento. Radiografia de tórax não é rotineira e geralmente reservada a casos que sugerem complicação ou diagnóstico alternativo. Essas nuances de diagnóstico e manejo constam em documentos técnicos de hospitais de referência e em guidelines internacionais.
Qual o tratamento e prevenção?
O tratamento da bronquiolite é, em grande parte, suporte. A maioria das crianças se recupera com medidas como manter a via aérea pérvia, hidratação adequada, controle da febre e monitorização da oxigenação. A American Academy of Pediatrics e revisões como a da AAFP enfatizam que broncodilatadores (como albuterol) não têm efeito consistente na melhora clínica e não são recomendados com frequência; o uso de corticosteróides e antibióticos também não é indicado exceto em situações específicas.
Para crianças de alto risco, há opções de profilaxia passiva já bem estabelecidas: o anticorpo monoclonal palivizumabe (Synagis) reduziu hospitalizações em grupos selecionados, em prematuros e cardiopatas, e é recomendado por sociedades pediátricas para indicações específicas. Mais recentemente, anticorpos monoclonais de ação prolongada e vacinas direcionadas ao VSR mostraram eficácia em reduzir casos graves e internações em estudos clínicos. A incorporação dessas intervenções em programas públicos exige análise de custo-efetividade e decisão regulatória.
A bronquiolite não costuma deixar sequelas respiratórias permanentes na maior parte das crianças, e a maioria dos casos tem resolução completa com suporte. Contudo, episódios graves na infância, ainda mais em bebês que necessitaram de ventilação mecânica ou internação prolongada, podem estar associados a maior risco de sibilância recorrente e, em alguns estudos, a aumento do risco de asma na infância posterior.

Sim, a bronquiolite pode ser fatal, principalmente em bebês com menos de dois anos, prematuros ou que já tenham outras condições de saúde.
Sim, mas a bronquiolite geralmente não tem cura medicamentosa específica, pois é causada por infecções virais que o corpo combate naturalmente.
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Saúde
Anvisa manda recolher chocolate Laka por erro na embalagem

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote do chocolate Laka, fabricado pela Mondelez. A decisão foi publicada no Diário Oficial nesta quinta-feira (22).
O problema envolve um erro de embalagem que pode afetar consumidores com restrições alimentares. A medida busca garantir informação correta no rótulo e reduzir riscos à saúde.
Erro fez chocolate com biscoito ser vendido como Laka tradicional
A Anvisa informou que o lote CC28525493 apresenta erro na embalagem. No processo de fabricação, o chocolate com bolacha foi embalado com o rótulo do Laka tradicional.

Com isso, a embalagem não traz informações importantes, como a presença de glúten. Isso pode causar reações em pessoas alérgicas ou intolerantes ao ingrediente.
A decisão foi tomada após a própria empresa comunicar o recolhimento voluntário do produto. Em nota ao Olhar Digital, a Mondelez disse o seguinte:
“Informamos que adotamos preventivamente o processo de recolhimento voluntário do CHOCOLATE BRANCO 145g, da marca LAKA do lote CC28525493 (formato tablete), com prazo de validade 14/07/2026, pois este apresenta indevidamente em seu interior o tablete de LAKA OREO. Reforçamos que o chocolate não apresenta qualquer problema de qualidade, mas está sendo recolhido voluntariamente, de maneira preventiva do mercado, prezando pela segurança dos consumidores alérgicos ou intolerantes ao trigo, por conter este ingrediente em sua composição, não declarado no rótulo de LAKA.
Os produtos destes lotes já adquiridos pelos consumidores poderão ser substituídos por outro produto da mesma natureza sem qualquer custo, por meio de contato gratuito com o nosso Serviço de Atendimento ao Consumidor, pelo telefone 0800 704 1940, de segunda a sexta-feira das 08h às 17h, exceto feriados.”
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Saúde
Tecnologia usada na pandemia de Covid também pode ajudar a tratar câncer de pele

Um tratamento experimental contra câncer de pele que usa RNA mensageiro (mRNA) apresentou resultados animadores. Em estudo clínico, a terapia reduziu quase pela metade o risco de a doença voltar ou levar à morte quando usada junto a medicamento já aprovado.
A base é a mesma tecnologia usada para vacinas contra a Covid-19, mas aplicada de outro jeito. Em vez de fórmula única, o tratamento é personalizado para cada paciente, usando informações genéticas do próprio tumor para ensinar o sistema imunológico a atacar o câncer.
Tratamento usa mRNA para ‘treinar’ sistema imunológico
O medicamento experimental se chama intismeran autogene. Ele está sendo desenvolvido pela Moderna, em parceria com a Merck. E foi testado em conjunto com o Keytruda, imunoterápico já usado contra vários tipos de câncer.

O estudo acompanhou 157 pacientes com melanoma que havia voltado ou se espalhado após cirurgia. Parte deles recebeu o tratamento combinado; outra parte usou apenas o Keytruda. Após cinco anos, o grupo que recebeu a combinação teve queda de cerca de 49% no risco de recorrência ou morte.
O processo funciona assim: os cientistas analisam o DNA do tumor para identificar mutações específicas. Depois, o mRNA carrega instruções para o sistema imunológico reconhecer essas mutações e atacar as células cancerígenas. E o Keytruda ajuda a manter essa resposta imune ativa.
Resultados animam, mas especialistas pedem cautela
Segundo a Moderna, o tratamento teve perfil de segurança semelhante ao do Keytruda sozinho. Os efeitos colaterais mais comuns foram fadiga, dor no local da aplicação e calafrios, sem aumento relevante de reações graves.
Apesar dos resultados promissores, especialistas ouvidos pelo Washington Post pedem cautela. Um estudo maior, já em andamento, deve divulgar novos dados ainda em 2026. Esses resultados serão decisivos para confirmar se a terapia realmente funciona e se pode avançar para aprovação e uso mais amplo.
O melanoma é o tipo mais letal de câncer de pele. Nos Estados Unidos, surgem mais de 100 mil novos casos por ano. Quando descoberto cedo, a taxa de sobrevivência em cinco anos chega a 95%. Mas esse número cai para cerca de 35% quando o câncer se espalha para outros órgãos.
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O próximo salto da ciência: simular um cérebro humano num supercomputador

Cientistas estão prestes a fazer algo que parece saído de uma história de ficção científica: a simulação de um cérebro humano num supercomputador. Com o baita avanço no poder de processamento mundo afora, pesquisadores agora possuem as ferramentas necessárias para rodar modelos que reproduzem a complexidade biológica da nossa mente.
O projeto é um salto monumental após o sucesso do mapeamento do cérebro de uma mosca-das-frutas em 2024. Enquanto o inseto exigiu o rastreio de 54,5 milhões de sinapses, recriar a arquitetura humana envolve lidar com bilhões de neurônios, o que promete revelações sobre o funcionamento do nosso pensamento.
Poder de processamento alcança o nível necessário para simular cérebro humano
Para recriar o funcionamento de uma mente humana, os pesquisadores utilizam as máquinas mais potentes do mundo, capazes de realizar cálculos que até pouco tempo atrás eram impossíveis. Esse novo patamar de hardware permite que modelos digitais suportem a fiação biológica de escala humana, funcionando como um espelho de células reais num ambiente virtual.

O desafio técnico não reside apenas na quantidade bruta de dados, mas na velocidade com que eles interagem entre si. A meta agora é simular o disparo sincronizado de bilhões de células nervosas, o que deve permitir observar em tempo real como a informação flui através da rede. Pela primeira vez, a tecnologia consegue acompanhar o ritmo biológico de processamento.
Essa simulação se apoia no crescente entendimento sobre o conectoma, o “mapa de fiação” do cérebro no qual cada conexão é detalhada. Sabemos cada vez melhor como os neurônios se agrupam e se comunicam, o que torna o modelo computacional uma ferramenta de alta fidelidade. Por isso, não se trata de uma estimativa genérica, mas de uma reconstrução baseada em dados biológicos precisos.
As implicações práticas são vastas e podem revolucionar o tratamento de distúrbios neurológicos num futuro próximo. Ao testar reações num cérebro virtual, cientistas podem prever efeitos de novos medicamentos e entender falhas de conexão sem oferecer riscos a pacientes. Assim, o supercomputador torna-se a peça central para decifrar mistérios da consciência humana.
(Essa matéria usou informações de New Scientist.)
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Confira o Olhar Digital News na íntegra (15/01/2026)


























