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Saúde

Uso prolongado de Omeprazol faz mal à saúde?

Redação Informe 360

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As informações presentes neste texto têm caráter informativo e não substituem a orientação de profissionais de saúde. Consulte um médico ou especialista para avaliar o seu caso.

Popularmente conhecido e, indiscriminadamente, usado pela população, o Omeprazol faz parte da família de medicamentos inibidores da bomba de prótons. Sobretudo, sua adesão está entre as mais altas desse tipo de fármaco.

Não é à toa, que sua venda só em 2022 foi de cerca de 64 milhões, segundo dados da Anvisa. No entanto, há um debate extenso sobre o seu uso prolongado, afinal Omeprazol realmente faz mal à saúde?

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Quando o uso do Omeprazol faz mal à saúde?

Corpo humano visto por dentro: um tubo vermelho desce pela garganta até o estômago, onde há líquido amarelado. Os intestinos aparecem enrolados em tons de vermelho e marrom, mostrando o caminho da digestão.
Omeprazol age bloqueando a bomba de prótons no estômago, reduzindo a produção de ácido gástrico e aliviando sintomas como azia, gastrite e refluxo/Shutterstock_Nathan Devery

O omeprazol é um fármaco amplamente utilizado para tratar refluxo, gastrite e úlceras gástricas. Embora seja eficaz no controle da acidez estomacal, seu uso prolongado, especialmente por mais de três meses, pode fazer mal à saúde.

Como consequência do seu uso contínuo podem ocorrer: a má absorção de nutrientes como ferro, cálcio, magnésio e vitamina B12, além de aumentar o risco de infecções intestinais e alterações no microbioma.

Um estudo publicado em 2023 na revista Frontiers in Pharmacology também reforça que o uso prolongado de inibidores da bomba de prótons (como o omeprazol) está associado a efeitos adversos gastrointestinais, neurológicos e metabólicos. Por isso, o medicamento deve ser usado com acompanhamento médico e por tempo limitado, salvo em casos específicos.

Riscos para a saúde óssea: fraturas e osteoporose

Imagem mostra o interior do corpo humano com foco no estômago e esôfago. Um tubo vermelho representa o esôfago levando alimentos ao estômago, onde há líquido amarelado (ácido). Uma válvula defeituosa permite que esse ácido suba, causando queimação. Ao lado, aparecem remédios em cápsulas e caixas que tratam esse problema, chamados inibidores da bomba de prótons.
Medicamentos que reduzem o ácido estomacal e aliviam o refluxo e a azia agindo no estômago/Shutterstock_Pepermpron

Como vimos, anteriormente, especialmente pelo uso durante períodos superiores a três meses, o Omeprazol faz mal à saúde.  Além disso, como compromete a absorção de nutrientes essenciais, como o cálcio, esse tipo de medicamento afeta diretamente a parte óssea do indivíduo que faz uso prolongado. Sobretudo, porque a deficiência desse mineral está associada ao aumento do risco de osteopenia, osteoporose e fraturas, principalmente em idosos.

Um estudo publicado na Revista Brasileira de Ortopedia revela exatamente isso, a pesquisa avaliou o impacto do uso crônico de inibidores da bomba de prótons (IBPs), como o omeprazol, na densidade mineral óssea.

Os autores observaram que pacientes que fazem uso contínuo desses medicamentos apresentam maior risco de fraturas por fragilidade, especialmente em vértebras e quadril. Afinal, o mecanismo está relacionado à redução da absorção de cálcio e à possível interferência na remodelação óssea.

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Omeprazol e risco de câncer gástrico: o que dizem os estudos

Pessoa com camisa azul segura um frasco marrom com tampa verde escrito “Omeprazol” e despeja cápsulas vermelhas e amarelas na outra mão, representando o uso do medicamento para tratar problemas de acidez no estômago.
Uso prolongado de omeprazol pode causar deficiência de cálcio, magnésio e vitamina B12, afetando ossos, nervos e o sistema digestivo/Shutterstock_luchschenF

Embora o omeprazol seja considerado seguro quando utilizado por períodos curtos e sob orientação médica, o uso prolongado levanta preocupações importantes, especialmente em relação ao risco de alterações gástricas que podem evoluir para câncer.

Segundo estudo apresentado nos Anais do Seminário de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFFS (SEPE/UFFS), o uso contínuo de omeprazol está associado à hipergastrinemia, uma condição caracterizada pelo aumento da produção do hormônio gastrina.

Esse desequilíbrio hormonal estimula o crescimento excessivo da mucosa gástrica, favorecendo o surgimento de pólipos de glândulas fúndicas (alterações que, embora inicialmente benignas, podem evoluir para quadros mais graves).

Dessa forma, o estudo alerta que essas alterações celulares, induzidas pela hipergastrinemia, criam um ambiente propício para o desenvolvimento de neoplasias gástricas, como o adenocarcinoma, um dos tipos mais comuns de câncer de estômago.

Contudo, a associação não implica que o omeprazol cause diretamente o câncer, mas indica que seu uso prolongado pode favorecer condições que aumentam esse risco.

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Além disso, a supressão prolongada do ácido gástrico pode favorecer a colonização por bactérias como Helicobacter pylori, que também está associada ao câncer gástrico. Embora ainda sejam necessários mais estudos para confirmar essa relação, o alerta já é reconhecido por especialistas.

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Saúde

Novo Nordisk pede à Anvisa liberação do Wegovy em comprimido

Redação Informe 360

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A Novo Nordisk pediu autorização à Anvisa para vender o Wegovy em comprimidos no Brasil. Atualmente, esse medicamento só existe na versão de injeção. O pedido, protocolado em 30 de janeiro de 2026, se baseia em testes que mostraram que o comprimido ajuda a reduzir o peso em cerca de 17%, resultado bem próximo ao da “caneta”.

Por ser tomado via oral, é uma opção melhor para quem não gosta de agulhas. E isso ajuda o paciente a não abandonar o tratamento. Além disso, a versão em comprimidos ajuda na proteção cardiovascular contra infartos e derrames. O uso das Wegovy pills já foi liberado nos Estados Unidos.

O que você precisa saber sobre a venda (e o uso) da versão em comprimidos do Wegovy

O comprimido (de 25 mg) é indicado para o tratamento da obesidade e para ajudar a manter o peso perdido a longo prazo. O princípio ativo é a semaglutida, substância que imita o hormônio natural GLP-1. Ela age no cérebro avisando que o corpo está satisfeito (reduzindo a fome) e faz com que o estômago se esvazie mais devagar.

De acordo com estudos clínicos, a versão em comprimido levou a uma perda de peso média de aproximadamente 17%. Esse resultado é considerado muito parecido ao desempenho da versão injetável já bem conhecida. O grande benefício, neste caso, é a conveniência. Afinal, tomar um comprimido por dia é mais fácil do que aplicar injeções para muitas pessoas.

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Em relação aos efeitos colaterais, os mais comuns são problemas gastrointestinais, como enjoos, mas geralmente são leves ou moderados e fáceis de controlar.

Sobre preço e disponibilidade:

  • A versão em comprimidos do Wegovy já foi aprovado e começou a ser vendido nos Estados Unidos no início de 2026. O custo mensal varia entre US$ 149 (R$ 784,75 em conversão direta) e US$ 299 (R$ 1.574,77), dependendo da dose e da cobertura de convênios;
  • No Brasil, ainda não há uma data para o início das vendas nem um preço definido, pois análises técnicas ainda são necessárias para a Anvisa dar a aprovação final.

Assim como a versão “caneta”, o uso do comprimido do Wegovy deve ser acompanhado de dieta saudável e exercícios físicos. E a venda só será permitida com receita médica.

(Essa matéria usou informações da Novo Nordisk.)

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Saúde

Brasil pode ter 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028

Redação Informe 360

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O Instituto Nacional de Câncer (INCA) divulgou nesta quarta-feira (4) uma estimativa que projeta cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano no Brasil entre 2026 e 2028. Os dados fazem parte de um relatório que busca orientar o planejamento de políticas públicas e a organização das ações do Sistema Único de Saúde (SUS) para diagnóstico, prevenção e tratamento da doença nos próximos anos.

Segundo o instituto, o crescimento está associado principalmente ao envelhecimento da população, à exposição contínua a fatores de risco e ao diagnóstico tardio, que contribuem para o aumento da incidência e da mortalidade. O levantamento reforça que o câncer se consolida como uma das principais causas de adoecimento e morte no país, com impacto cada vez mais próximo ao das doenças cardiovasculares.

SUS
Relatório do INCA visa orientar a organização de ações do SUS no diagnóstico, prevenção e tratamento do câncer (Imagem: Divulgação/Ministério da Saúde)

Principais estimativas e tipos mais frequentes

Ao excluir os tumores de pele não melanoma, o relatório aponta uma média de 518 mil novos casos por ano, sendo 256 mil em homens e 262 mil em mulheres. Mesmo com essa exclusão, o câncer de pele não melanoma segue como o mais comum no país, com 263 mil registros anuais, o que representa mais de 30% de todos os diagnósticos. Apesar da alta incidência, esse tipo apresenta baixa letalidade e maiores chances de tratamento quando identificado precocemente.

Entre as mulheres, o câncer de mama lidera as estimativas, com 78.610 casos por ano, o equivalente a cerca de 30% dos diagnósticos no grupo. Já entre os homens, o câncer de próstata aparece em primeiro lugar, com 77.920 casos anuais, mantendo proporção semelhante.

O documento também chama atenção para o avanço do câncer de cólon e reto, que se tornou o terceiro mais frequente em ambos os sexos, com 53.810 novos casos por ano. Na faixa etária de 0 a 19 anos, a previsão é de 7.560 novos diagnósticos anuais, com predominância de leucemias e tumores do sistema nervoso central.

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Diferenças regionais e ações do governo

As estimativas indicam maior incidência nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, associada ao maior acesso ao diagnóstico. Já os estados do Norte e Nordeste apresentam taxas mais baixas em geral, mas concentram variações importantes, como no caso do câncer de colo do útero, que segue entre os mais comuns nessas áreas.

O relatório ressalta que esse tipo de câncer tem grande potencial de prevenção e até erradicação, destacando a necessidade de ampliar o rastreamento e a vacinação contra o HPV. Em escala global, projeções indicam que os casos podem chegar a 35,3 milhões por ano até 2050, um aumento de 77% em relação a 2022.

vacina hpv
O câncer de colo do útero tem potencial de erradicação por meio da vacinação contra o HPV (Imagem: KTStock/iStock)

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo pretende garantir ao menos um centro de quimioterapia em cada estado e reforçou que a expansão do diagnóstico e do tratamento deve caminhar junto com medidas de prevenção. Segundo ele, a meta é fortalecer a rede pública diante do crescimento de tipos como o câncer colorretal, associado a fatores como a alimentação.

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Saúde

O ‘pulmão artificial’ que manteve paciente vivo por dias até transplante

Redação Informe 360

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Cirurgiões conseguiram um feito inédito nos Estados Unidos: manter um paciente vivo por mais de 48 horas sem os pulmões. Como? Por meio de uma espécie de pulmão artificial, que funcionou até um doador ser encontrado.

O paciente era um homem de 33 anos. Ele tinha uma infecção grave que destruiu seus órgãos respiratórios. A solução encontrada pelos médicos foi remover os pulmões e instalar um sistema artificial temporário, que oxigenava o sangue do paciente.

Neste caso, detalhado recentemente na revista científica Med, o corpo do paciente se recuperou da infecção mais rápido após os pulmões doentes terem sido retirados. Isso mostrou que o transplante de pulmão também pode salvar pessoas com infecção aguda.

‘Pulmão artificial’ substituiu funções vitais e permitiu controle de infecção grave

O paciente desenvolveu uma inflamação pulmonar severa (SARA) após uma gripe, o que causou o acúmulo de líquidos e impediu a entrada de oxigênio no sangue. O quadro era tão crítico que os pulmões, além de não funcionarem, “alimentavam” a infecção pelo corpo e faziam outros órgãos falharem. Como o tecido estava destruído de forma irreversível, os médicos decidiram que a única chance seria a remoção total dos pulmões para eliminar o foco da doença.

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Para manter o paciente vivo sem os órgãos respiratórios, a equipe conectou o corpo a um dispositivo de pulmão artificial que realizava todo o trabalho de respiração fora do corpo. Esse sistema limpava o gás carbônico e inseria oxigênio diretamente no sangue, mantendo o fluxo necessário para o coração e o restante do organismo. Assim que os pulmões doentes foram retirados, a pressão arterial estabilizou e a infecção começou a ceder, permitindo que o paciente ficasse pronto para a cirurgia.

Médicos durante cirurgia que colocou pulmão artificial em paciente
A solução encontrada pelos médicos foi remover os pulmões e instalar um sistema artificial temporário num paciente acometido por uma infecção grave (Imagem: Universidade Northwestern)

Após a retirada, os cientistas analisaram os pulmões originais e encontraram cicatrizes profundas e danos em nível molecular que confirmaram que o órgão jamais voltaria a funcionar. O estudo mostrou que a infecção causou uma transformação definitiva no tecido, o que fez do transplante a única saída real. Essa descoberta é fundamental porque, em casos semelhantes, muitos pacientes morrem sem que o transplante seja sequer cogitado por ser considerado arriscado demais.

Dois dias após viver apenas com o suporte das máquinas, o homem recebeu o transplante de pulmão e se recuperou totalmente. Hoje, dois anos após o procedimento, ele leva uma vida normal e saudável. O sucesso dessa estratégia de “ponte” para o transplante pode não só mudar a medicina, mas oferecer uma chance de sobrevivência para casos urgentes que antes eram considerados sem esperança.

(Essa matéria também usou informações da Universidade Northwestern – aviso: a postagem tem imagens fortes.)

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