Ligue-se a nós

Saúde

O que é o estado de remissão? Entenda a relação com o câncer

Redação Informe 360

Publicado

no

O câncer é uma condição caracterizada pela divisão celular descontrolada que leva à formação de tumores capazes de comprometer funções vitais e causar a morte de milhões de pessoas por ano. Mas, graças aos avanços nos tratamentos e no diagnóstico precoce, a mortalidade de certos tipos de câncer tem diminuído drasticamente.

Por exemplo, o câncer de mama teve redução de aproximadamente 58 por cento na taxa de mortalidade entre 1975 e 2019 nos Estados Unidos devido à combinação de rastreamento e tratamentos mais eficazes.

Por sua vez, o câncer de próstata viu sua taxa de mortalidade cair quase pela metade de 1993 a 2022 possivelmente graças à detecção precoce por PSA e novas abordagens terapêuticas.

Nesse contexto, um dos primeiros sinais de que o tratamento está sendo eficaz é o anúncio que o câncer entrou em remissão. Mas o que isso significa exatamente? Vamos entender melhor esse conceito.

Anúncio
Raio-x de câncer de pulmão (Imagem: utah778/iStock)

O que significa “remissão” durante o tratamento de câncer?

O estado de remissão é um dos conceitos mais importantes dentro do tratamento oncológico, mas também um dos mais mal compreendidos. Muitas pessoas acreditam que remissão significa cura definitiva, enquanto outras pensam que estar em remissão é o mesmo que estar livre de qualquer risco.

Na prática clínica, no entanto, o termo remissão tem um significado bem mais técnico e não indica, por si só, que o câncer desapareceu para sempre. Ele marca uma fase em que os sinais e sintomas da doença diminuíram significativamente ou desapareceram completamente, mas que ainda exige atenção médica constante.

A palavra “remissão” é usada para descrever a resposta do corpo à intervenção médica. Ela pode ser parcial ou completa. A remissão parcial ocorre quando o tumor ou os sinais da doença diminuem de forma significativa, mas ainda são detectáveis nos exames.

Já a remissão completa significa que não há mais nenhum sinal detectável da doença nos exames de imagem ou laboratoriais, embora isso não garanta que todas as células cancerígenas tenham sido eliminadas do organismo.

Medicamento quimioterápico a base de fungo oferece boa resposta em fase de testes clínicos. Imagem: BrianAJackson – iStockphoto

O termo “sem evidência de doença”, muito utilizado por médicos e pacientes, é frequentemente aplicado quando o câncer não é mais detectado nos exames, mas ainda pode haver células microscópicas no corpo, invisíveis aos métodos diagnósticos atuais.

Por isso, estar em remissão não significa estar curado. É uma fase do tratamento, e não um ponto final. Ainda há riscos, especialmente nos primeiros anos após a remissão, e por isso o acompanhamento contínuo é essencial.

Anúncio

Também é importante destacar que nem todos os tipos de câncer se comportam da mesma forma. Em alguns casos, como em certos tipos de leucemia ou linfoma, os pacientes podem viver muitos anos em remissão completa sem apresentar sintomas ou recidiva da doença.

Em outros, como alguns tipos agressivos de câncer de pulmão ou pâncreas, mesmo a remissão completa pode ser temporária e seguida por uma recidiva rápida.

Leia mais:

A remissão é, portanto, um marco importante no tratamento, mas não é o fim da jornada. Médicos continuam monitorando pacientes com exames regulares, consultas frequentes e, em alguns casos, tratamentos de manutenção.

Esses tratamentos podem incluir medicamentos hormonais, imunoterapia, quimioterapia leve ou outras intervenções com o objetivo de manter o câncer sob controle por mais tempo e evitar uma possível volta da doença.

Anúncio
imagem mostra uma tomografia para detectar câncer de estômago
(Imagem: kaviya tec studio/Shutterstock)

Outro ponto fundamental é compreender que remissão não é sinônimo de estar livre de todos os riscos de morte. Há pacientes que entram em remissão, mas têm o organismo muito fragilizado, com complicações graves que podem evoluir de forma fatal.

Em outras situações, o câncer pode estar controlado, mas o paciente desenvolve outras doenças associadas, como infecções, falência de órgãos ou condições crônicas agravadas pelo próprio tratamento oncológico. Assim, é possível estar em remissão e ainda assim estar em situação crítica ou até em estado terminal.

Apesar disso, alcançar a remissão é sempre considerado um avanço positivo. Significa que o tratamento está surtindo efeito e que a doença está sob controle naquele momento. Muitos pacientes permanecem em remissão por anos e, com o tempo, alguns médicos passam a considerar o paciente como potencialmente curado.

Contudo, o termo “cura” costuma ser evitado, justamente pela impossibilidade de garantir que não haverá recidiva no futuro. A vigilância permanece, e a responsabilidade com os cuidados de saúde também.

A linguagem usada pelos profissionais da área varia, mas, em geral, a remissão é classificada como uma resposta favorável, enquanto “livre do câncer” é um termo mais informal e raramente usado em contextos técnicos.

Anúncio

A expressão “sem evidência de doença”, por sua vez, é amplamente aceita, especialmente em laudos e relatórios clínicos. No entanto, ela não deve ser interpretada como um fim definitivo da presença da doença.

Entender essas nuances é essencial para que pacientes e familiares mantenham expectativas realistas e continuem comprometidos com o acompanhamento médico. Além disso, compreender que remissão não elimina todos os riscos ajuda a reforçar a importância do autocuidado, da adesão ao tratamento complementar e da atenção aos sinais de alerta, mesmo anos depois da remissão ter sido alcançada.

Com informações de MD Anderson Cancer Center.

O post O que é o estado de remissão? Entenda a relação com o câncer apareceu primeiro em Olhar Digital.

Anúncio

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo
Anúncio

Saúde

Execução com injeção letal falha após duas doses de droga nos EUA

Redação Informe 360

Publicado

no

Uma tentativa de execução por injeção letal falhou nesta quarta-feira (30), no Tennessee, nos Estados Unidos. Mesmo após receber duas doses de pentobarbital, a condenada Christa Gail Pike continuou respirando e precisou ser levada a um hospital.

Pike, de 50 anos, seria a primeira mulher executada no estado em mais de 200 anos. Após o procedimento malsucedido, o governador Bill Lee determinou uma investigação independente e suspendeu as execuções no Tennessee até o fim do ano.

Sala de injeção letal
O procedimento que envolveu Christa Pike foi suspenso após a condenada continuar respirando depois da aplicação do pentobarbital. – Imagem criada por inteligência artificial: Manus/Olhar Digital

Sobrevivência após aplicação da droga

O procedimento estava marcado para as 10h, mas foi suspenso temporariamente por uma série de decisões judiciais. Uma hora antes do horário previsto, um tribunal de apelações interrompeu a execução. Horas depois, a Suprema Corte dos EUA derrubou a decisão, e o procedimento foi realizado à noite.

Após a aplicação do pentobarbital, porém, Pike continuou respirando. Às 20h05, quando as persianas da sala foram fechadas pela segunda vez, testemunhas disseram que ela ainda respirava e, em alguns momentos, roncava.

O jornalista John North, da emissora WBIR, estava entre as testemunhas e descreveu o que viu:

Anúncio

“A respiração dela não estava bem. Estava meio forçada, ofegante.”

Pike foi levada ao hospital, mas não foram divulgadas informações posteriores sobre seu estado de saúde. Segundo Robin M. Maher, diretora-executiva do Death Penalty Information Center, o episódio não tem precedente conhecido. Ela afirmou que outras sete pessoas sobreviveram a execuções malsucedidas nos Estados Unidos, mas, nesses casos, as equipes não conseguiram acessar uma veia para aplicar os medicamentos.

O que aconteceu com o pentobarbital

O pentobarbital pertence à classe dos barbitúricos, medicamentos que reduzem a atividade do sistema nervoso central. Durante décadas, essas substâncias foram usadas como sedativos, anestésicos e no controle de convulsões, antes de serem substituídas pelos benzodiazepínicos por causa dos riscos associados ao uso.

Leia mais:

Anúncio

Em doses maiores, os barbitúricos podem provocar sono e anestesia. Nas quantidades utilizadas em execuções e eutanásia, o efeito esperado é interromper funções essenciais do organismo, como respiração e circulação.

A defesa de Pike afirma que os problemas já haviam surgido antes da aplicação. Em comunicado, os advogados mencionaram acesso venoso difícil, veias rompidas, pentobarbital degradado e ausência de atendimento médico de emergência. Também disseram que todo o procedimento ocorreu sob um protocolo mantido em sigilo pelo estado.

Durante a noite, os defensores recorreram à Justiça para tentar interromper a execução. Eles alegaram que Pike estava sendo submetida a uma “agonia desnecessária” e que seus direitos contra punições cruéis e incomuns estavam sendo violados.

Prisioneiro algemado à morte por injeção letal, frasco com tiopental sódico e seringa em cima de uma mesa, imagem conceitual
O pentobarbital reduz a atividade do sistema nervoso central e, em doses elevadas, pode interromper funções vitais. – Imagem: digicomphoto/iStock

Crime de 1995 e investigação

Pike foi condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, cometido em Knoxville em 1995. Ela tinha 18 anos na época. Pike e o então namorado foram condenados pelo espancamento e esfaqueamento da jovem, que era colega dos dois em uma instituição de treinamento profissional.

O caso ganhou repercussão nacional por detalhes como um pentagrama gravado no corpo da vítima. Esses elementos alimentaram o chamado “pânico satânico”, onda de temor sobre cultos satânicos que marcou os Estados Unidos nas décadas de 1980 e 1990.

O episódio desta quarta-feira não foi o primeiro problema do Tennessee com a aplicação do pentobarbital neste ano. Em maio, a execução de Tony Carruthers foi cancelada depois de mais de uma hora de tentativas frustradas para encontrar uma veia.

Anúncio

Agora, a investigação independente deverá esclarecer em que ponto o procedimento falhou. Entre as questões estão a aplicação do medicamento, sua condição e o protocolo adotado pelo estado. A única outra execução prevista para o período também fica suspensa durante a pausa determinada pelo governador.

O post Execução com injeção letal falha após duas doses de droga nos EUA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Anúncio
Continuar Lendo

Saúde

Japão realiza 1ª cirurgia do mundo com células-tronco no coração

Redação Informe 360

Publicado

no

Um hospital no Japão realizou a primeira cirurgia cardíaca do mundo utilizando lâminas de células do músculo cardíaco derivadas de células iPS. O procedimento foi feito em uma paciente de 50 anos com insuficiência cardíaca grave.

Liderada pelo cirurgião Yoshiki Sawa, a equipe implantou três lâminas de cardiomiócitos no coração da paciente. A terapia recebeu aprovação condicional do governo japonês em março e foi desenvolvida para pessoas que já esgotaram outras opções de tratamento.

Procedimento de uma hora abre caminho para tratar casos graves de insuficiência cardíaca antes considerados irreversíveis. Imagem: PorporLing – Shutterstock

Lâminas de células reprogramadas chegam aos hospitais

A operação durou cerca de uma hora e foi realizada no Hospital Osaka Keisatsu. Os cardiomiócitos são as células que formam o músculo do coração e permitem que ele se contraia a cada batimento, bombeando sangue para o organismo. No tratamento, essas células são produzidas a partir de células-tronco pluripotentes induzidas, conhecidas como iPS.

Leia mais:

As células iPS são obtidas pela reprogramação de células adultas especializadas, que retornam a um estado semelhante ao de células jovens. A partir delas, os pesquisadores conseguem produzir diferentes tipos de células, incluindo os cardiomiócitos usados na terapia.

A tecnologia foi desenvolvida por Sawa em parceria com o cientista Shinya Yamanaka, vencedor do Prêmio Nobel de 2012 por suas pesquisas com células iPS. A proposta é melhorar a função do músculo cardíaco e, com isso, favorecer o desempenho do coração e a capacidade de realizar atividades físicas.

Anúncio

Após a cirurgia, Sawa falou sobre a expectativa para a paciente: “Esperamos que isso melhore a qualidade de vida da paciente.”

Frasco com células-tronco
A equipe médica japonesa planeja realizar procedimentos com tecidos regenerativos em até 75 pacientes até o ano de 2033. – Imagem: Lightspring/Shutterstock

O que os primeiros testes mostraram

A aprovação condicional da terapia veio depois de testes com oito pacientes que tinham doença cardíaca isquêmica, causada pelo estreitamento das artérias coronárias. Todos apresentaram redução dos sintomas, enquanto quatro também tiveram melhora na função cardíaca.

Os resultados iniciais ajudam a explicar por que a equipe pretende ampliar o número de procedimentos. O plano é realizar operações semelhantes em 75 pacientes até 2033 e acompanhar os resultados para avaliar a eficácia e a segurança da técnica.

Para essa nova etapa, alguns pontos serão especialmente importantes:

  • acompanhar os pacientes por um período prolongado;
  • verificar se os benefícios observados nos primeiros testes se repetem em um grupo maior;
  • avaliar a segurança da terapia ao longo do acompanhamento;
  • reunir dados que permitam uma análise mais ampla dos resultados.

A expectativa é que a terapia seja autorizada de forma definitiva depois que seus benefícios e sua segurança forem comprovados ao longo dos próximos sete anos.

O Japão também concedeu aprovação condicional, em março, a outro tratamento baseado em células iPS, desta vez para a doença de Parkinson. A terapia utiliza as células transplantadas no cérebro.

Anúncio

A cirurgia cardíaca inicia uma nova etapa para o uso clínico dessa tecnologia regenerativa no país. Os próximos procedimentos devem fornecer mais informações sobre a segurança e os efeitos do tratamento.

O post Japão realiza 1ª cirurgia do mundo com células-tronco no coração apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Anúncio
Continuar Lendo

Saúde

Cheiro do umbigo pode carregar sinais de doenças, como Parkinson e declínio cognitivo

Redação Informe 360

Publicado

no

O cheiro do umbigo pode esconder mais informações sobre a saúde do que se imaginava. Um estudo preliminar descobriu que os perfis químicos presentes em amostras coletadas da região podem apresentar diferenças entre pessoas saudáveis e indivíduos com doença de Parkinson, comprometimento cognitivo leve ou Covid-19.

A pesquisa envolveu apenas 24 participantes e foi conduzida como prova de conceito. Os resultados, portanto, ainda não permitem afirmar que o umbigo possa ser utilizado para diagnosticar doenças.

A região do umbigo funciona naturalmente como um reservatório de células mortas da pele, sebo e suor, além de abrigar bactérias que se alimentam desse material. A combinação desses elementos produz compostos que contribuem para o odor característico da região.

Esses compostos fazem parte de um conjunto de compostos orgânicos voláteis (VOCs), moléculas pequenas que contêm carbono e evaporam facilmente quando entram em contato com o ar. Elas podem deixar o organismo por meio do suor, da respiração, da urina, da saliva e dos óleos produzidos pela pele.

Anúncio

O perfil desses compostos pode variar de acordo com diferentes fatores, como alimentação e medicamentos. Doenças também podem alterar a composição química dos odores produzidos pelo corpo.

Pesquisadores analisaram o cheiro do corpo

  • Para investigar se essas diferenças poderiam ajudar a identificar doenças, pesquisadores utilizaram uma técnica de análise chamada espectroscopia fotoacústica baseada em laser;
  • O método foi aplicado a amostras coletadas de três regiões do corpo: interior do nariz, área próxima à concha da orelha e umbigo;
  • Os pesquisadores recrutaram 24 pessoas, divididas em quatro grupos de seis participantes: pessoas com Parkinson, pessoas com comprometimento cognitivo leve, indivíduos com Covid-19 e um grupo de controle saudável;
  • Cada participante teve as três regiões coletadas durante aproximadamente dez segundos com um cotonete estéril. As amostras foram então seladas e congeladas até o momento da análise.

No laboratório, os pesquisadores colocaram os cotonetes em um suporte especialmente desenvolvido e passaram ar sintético altamente purificado sobre eles. O procedimento transportou os compostos orgânicos voláteis para um espectrômetro fotoacústico baseado em laser.

Quando os VOCs absorvem a luz infravermelha emitida pelo laser, a energia absorvida aquece o gás ao redor das moléculas. Isso provoca uma expansão que produz pequenas ondas de pressão, semelhantes a sons, que podem ser detectadas por um sensor extremamente sensível.

Como diferentes moléculas absorvem a luz infravermelha com intensidades diferentes em determinados comprimentos de onda, os pesquisadores conseguiram criar uma espécie de “impressão digital” espectral da mistura química presente em cada amostra.

Depois, uma técnica estatística chamada análise de componentes principais foi utilizada para procurar padrões e verificar se amostras de pessoas com a mesma condição apresentavam características semelhantes.

Anúncio

Umbigo apresentou diferenças entre os grupos

As diferenças mais claras apareceram nas amostras do nariz e do umbigo. No caso do umbigo, os perfis químicos apresentaram padrões distintos entre os grupos. A maior separação ocorreu entre participantes saudáveis e aqueles com comprometimento cognitivo leve.

As amostras de pessoas com Parkinson e Covid-19 ficaram entre esses grupos, com alguma sobreposição entre os padrões.

Os pesquisadores também tiveram a oportunidade de verificar se um dos padrões permanecia estável ao longo do tempo.

Duas semanas depois das primeiras medições, foram coletadas amostras de outras três pessoas com Parkinson. Quando esses novos dados foram acrescentados à análise, eles ficaram agrupados junto às amostras originais de participantes com Parkinson.

Anúncio

Os pesquisadores, porém, ressaltam que o resultado é preliminar, já que foram apenas três participantes adicionais. Ainda assim, a concentração das novas amostras no mesmo grupo sugere que o padrão observado pode não ser apenas uma característica de pessoas específicas em um determinado dia.

uma mão segurando um desenho de uma cabeça com o cérebro representado por uma árvore sob o vento para demonstrar as condições de um paciente com Alzheimer.
Parkinson e outras doenças poderiam ser identificadas pelo umbigo – Imagem: Berit Kessler/Shutterstock

Leia mais:

Análise pode ficar mais simples no futuro

A experiência também indicou que um equipamento mais simples poderia ser suficiente para identificar os padrões.

Na análise inicial, os pesquisadores percorreram uma ampla faixa de comprimentos de onda infravermelha. Ao procurar quais comprimentos carregavam as informações mais úteis, descobriram que apenas cinco comprimentos de onda individuais conseguiam separar os grupos de maneira quase tão eficiente quanto a faixa mais informativa do espectro.

Isso significa que equipamentos desenvolvidos futuramente poderiam ser menores, mais simples e potencialmente mais baratos do que o sistema completo utilizado no experimento.

Anúncio

Estudo ainda tem limitações importantes

Apesar dos resultados, os pesquisadores destacam limitações significativas.

A primeira é o número reduzido de participantes. Com apenas 24 pessoas, o estudo serve como prova de conceito, mas não permite concluir que o umbigo possa ser usado para diagnosticar problemas de saúde.

A idade dos participantes também representa uma questão importante. Os pesquisadores observaram que a idade estava associada a diferenças nas impressões digitais espectrais. Além disso, dentro do pequeno grupo analisado, idade e diagnóstico estavam muito relacionados, o que impediu separar completamente os efeitos de cada um.

Com uma amostra maior, seria possível investigar se os padrões associados às doenças permanecem independentemente do envelhecimento.

Anúncio

Outro ponto é que o experimento foi realizado em condições rigorosamente controladas de laboratório. No mundo real, fatores, como sabonete, perfume, higiene pessoal e contaminantes ambientais, poderiam alterar a composição química das amostras.

Por isso, estudos maiores, com grupos pareados por idade e realizados em condições mais próximas da vida cotidiana, ainda serão necessários para verificar se os padrões observados realmente estão associados às doenças.

Por enquanto, os pesquisadores tratam os resultados como uma indicação de que os compostos presentes no odor do corpo podem representar uma possível área de investigação para métodos não invasivos de identificação de doenças.

O post Cheiro do umbigo pode carregar sinais de doenças, como Parkinson e declínio cognitivo apareceu primeiro em Olhar Digital.

Anúncio

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo

Em Alta