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Como Diretor de Fotografia Brasileiro Chegou à Série de Harry Potter

Redação Informe 360

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

A primeira foto do ator Dominic McLaughlin caracterizado como o personagem Harry Potter para a nova série da HBO Max viralizou recentemente, especialmente no Brasil. Mas o motivo não foi óbvio: na imagem, o artista aparecia segurando uma claquete com o nome do diretor de fotografia da produção, até então não revelado: o brasileiro Adriano Goldman. “Considero um privilégio fazer parte disso. É um gênero novo para mim – nunca havia trabalhado com fantasia –, então estou aprendendo bastante, mas é um processo fascinante.”

Responsável pela direção de fotografia de grandes projetos internacionais, como “The Crown”, da Netflix, e “Andor”, série do universo de Star Wars, do Disney+, o fotógrafo já venceu dois Emmys, um BAFTA e um prêmio da ASC (American Society of Cinematographers) ao longo dos mais de 30 anos de carreira no cinema. “Foi (e continua sendo) muito trabalho. Muitas horas da minha vida foram passadas em sets de filmagem, viagens e produções intensas”, conta. “Por isso, embora eu considere um grande privilégio tudo o que está acontecendo hoje, também tenho plena consciência de que trabalhei bastante para chegar até aqui.”

O trabalho por trás das câmeras

Na nova série de Harry Potter, Goldman é o diretor de fotografia principal, responsável por dirigir quatro dos oito episódios da primeira temporada, incluindo o primeiro e o último. “Essa primeira temporada, em especial, é monumental, porque precisa estabelecer todo um universo: cenários que devem durar muitos anos, tudo sendo criado agora.”

O fotógrafo participou das 18 semanas de pré-produção, trabalhando em decisões visuais e conceituais. Agora, durante as filmagens, lidera uma equipe de mais de 100 profissionais e decide o que entra na câmera. “Meu jeito de trabalhar envolve uma postura no set e o gerenciamento eficiente do tempo”, conta. “Não se trata apenas de estética, mas de garantir que tudo funcione e que a engrenagem continue girando.”

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“A fotografia não está isolada do resto – a série como um todo precisa funcionar.”
Adriano Goldman

Com grandes produções nacionais e internacionais no currículo, Goldman começou a carreira nos bastidores da televisão, enquanto estudava jornalismo. Trabalhou como assistente de direção até se encontrar na direção de fotografia, apesar da paixão pelo ofício desde a adolescência. “Queria contar histórias em outras línguas e sonhava em ir para Los Angeles. Passei a assistir muito cinema, estudei intensamente e comecei a entender quem era quem dentro dos filmes.”

A seguir, confira destaques da entrevista com o diretor de fotografia da série de Harry Potter, Adriano Goldman.

Forbes: Como a direção de fotografia da série de “Harry Potter” chegou até você?

Adriano Goldman: “The Crown” me deu a oportunidade de trabalhar com diferentes diretores e produtores ao longo das temporadas. O Mark Mylod, diretor da série de “Harry Potter”, comentou que gostava muito de “The Crown” e que queria que essa nova versão de “Harry Potter” tivesse uma abordagem mais realista. Tivemos duas conversas por Zoom no ano passado, enquanto eu estava em Budapeste, filmando um projeto para a Netflix. A conversa foi excelente e nos conectamos bem. Depois disso, me ofereceram a série.

Não sou o único diretor de fotografia — são oito episódios e três diretores de fotografia, além da segunda unidade [equipe secundária]. Mas atuo como lead photographer, o diretor de fotografia principal, porque faço os dois primeiros episódios e o último. No total, quatro dos oito episódios.

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A série começou a ser filmada agora, mas você também trabalhou na pré-produção. Como foi esse processo?

A pré-produção durou 18 semanas e, durante esse período, há apenas um diretor de fotografia envolvido. Os diretores de fotografia e arte funcionam como os braços esquerdo e direito do diretor. Nessa etapa, todas as decisões visuais e conceituais passam principalmente por esse trio e suas respectivas equipes.

Esse projeto, especificamente, não é baseado apenas em locações, há muitos cenários construídos, mas também locações reais. Toda a pesquisa, visita e aprovação dessas locações faz parte do processo. Paralelamente, o departamento de arte produz plantas, maquetes e os chamados concept drawings, que são esboços ou quadros que podem inspirar um tom ou servir como ponto de partida para discussões visuais. As decisões sobre cor, composição, atmosfera – tudo isso é discutido intensamente na pré-produção.

Essa é a parte que considero mais gratificante: colaborar desde a origem do projeto. Isso não é comum na carreira de um diretor de fotografia. Em longas-metragens, normalmente você recebe o roteiro, tem um período de pré-produção, filma e encerra sua participação. É um processo que também gosto muito e pretendo continuar fazendo, mas essa preparação extensa, essa elaboração conjunta do conteúdo visual, que também envolve figurino e maquiagem, permite uma colaboração mais ampla entre profissionais talentosos de várias áreas.

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Agora, durante as filmagens, como funciona seu trabalho no dia a dia?

Quando as filmagens começam, as locações já foram definidas. Muitas vezes, recebo essas locações já modificadas conforme o planejamento. Por exemplo, visitei uma lanchonete que originalmente era verde, e sabia que ela seria alterada para amarelo. Quando cheguei, ela já estava transformada, com toda a ambientação pronta.

A partir daí, posiciono luzes, câmeras, defino lentes e discuto os movimentos de câmera. Se pensarmos numa sequência simples – os personagens entram na lanchonete, conversam e saem –, é necessário decidir quantos planos ou tomadas serão usados para essa pequena cena. Qual o objetivo dramático da sequência? Essas questões são discutidas constantemente com o diretor. Essa é a essência da colaboração entre o fotógrafo e o diretor.

Além disso, existe um trabalho enorme de gerenciamento. Trata-se de uma operação muito grande, com 300, 400, até 500 pessoas envolvidas. A minha equipe, que inclui câmera, movimento de câmera e elétrica, é composta por cerca de 100 a 120 pessoas. Tenho o apoio de outros profissionais, mas sou responsável por liderar essa estrutura.

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Falando em termos técnicos, lidero as equipes de câmera e equipamento de câmera, grip e rigging (maquinaria), além da equipe de elétrica e seus equipamentos. É um processo que exige muita organização e não pode haver erros.

O tempo também é um fator crucial, especialmente quando se trabalha com crianças, cujo tempo permitido em set é bastante limitado. O gerenciamento de tempo é uma das partes mais importantes do meu trabalho. Sei, desde o início, que não terei todo o tempo que gostaria, e aceito isso ao entrar em um projeto desse porte.

Por isso, a fase de pré-produção é essencial: preciso garantir que, ao chegar ao set, haja uma infraestrutura preparada que me permita trabalhar com rapidez e eficiência, mas também com espaço para a elaboração artística.

Adriano Goldman
Gordon Segrove

Goldman foi responsável pela fotografia de longas nacionais como “O ano em que meus pais saíram de férias” e “Xingu”

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O que você pode adiantar do seu trabalho na série?

Tenho uma relação especial com a cor. Considero que essa série precisa ser mais vibrante do ponto de vista global da imagem. Gosto da ideia de que meu trabalho inspirou o Mark Millar – tanto em “The Crown” quanto em “Andor”, que, apesar de ser uma ficção científica, tem um tratamento visual mais realista.

Esse meu jeito de trabalhar envolve não apenas um olhar específico, mas também uma postura no set e um gerenciamento eficiente do tempo. É assim que eles me enxergam profissionalmente. Não se trata apenas de estética, mas de garantir que tudo funcione e que a engrenagem continue girando.

Tenho muito orgulho de ter construído essa reputação e trabalhei bastante para isso. Acho interessante ser reconhecido como alguém rápido no set, mas é preciso cuidado: quanto mais rápido você é, mais esperam que você continue sendo. Por isso, é importante ser estratégico e encontrar formas de conquistar o tempo necessário para a elaboração artística.

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Quais são os maiores aprendizados ao participar de um projeto dessa escala?

Há muito pouco glamour no meu trabalho. Muitas pessoas ainda associam o cinema a algo glamouroso, mas, nessa escala de produção, isso passa longe da realidade. Para se ter uma ideia, construíram uma escola para as crianças que serão educadas dentro dessa estrutura nos próximos oito, nove ou dez anos. Essa primeira temporada, em especial, é monumental porque precisa estabelecer todo um universo: cenários que devem durar muitos anos, tudo sendo criado agora.

Considero um privilégio fazer parte disso. É um gênero novo para mim – nunca havia trabalhado com fantasia e magia –, então estou aprendendo bastante, inclusive sobre efeitos especiais. Muitas das soluções que buscamos são realizadas em câmera, e não com computação gráfica. Durante a pré-produção, tivemos discussões muito ricas sobre o que pode ser feito com elementos fotoquímicos, o que pode ser representado visualmente e o que se transforma em magia a partir de elementos da natureza. Foi um processo fascinante. Mas, quanto ao restante, permanece em segredo.

Como é liderar uma equipe como diretor de fotografia?

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Existe um jeito de trabalhar que aprendi no início da carreira, que entendo hoje como um conceito: a fotografia não está isolada do resto. O filme como um todo precisa funcionar. Tudo tem que ficar bom, em conjunto. Então, minha vaidade como diretor de fotografia não está acima da colaboração com o projeto como um todo.

Eu participo de tudo: movo equipamentos, arrasto cadeiras, espalho folhas secas no chão, pinto o que for possível. Estou sempre envolvido em todos os aspectos visuais. Acredito que isso também é valorizado. Minha relação com o trabalho não é burocrática, é afetiva. Gosto do que faço.

Adriano Goldman harry potter
Gordon Segrove

Brasileiro conta como lidou com os desafios de trabalhar fora do Brasil: “Debater em outro idioma é complexo”

Hollywood costuma ser o destino mais visado por quem quer trabalhar com cinema. Como sua trajetória acabou te levando a Londres?

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Venho trabalhando na Inglaterra desde 2010, quando fiz “Jane Eyre”, meu primeiro longa com o diretor Cary Fukunaga. Na época, ainda vivia no Brasil, e Los Angeles parecia ser o destino natural para quem aspirava a uma carreira no cinema, especialmente para brasileiros. Dei sorte: antes disso, havia feito um filme no México, depois vim para esse projeto aqui, e já tinha trabalhado também nos Estados Unidos.

Mas, quando finalmente comecei a trabalhar em Londres, mudei um pouco meu direcionamento em termos de quais dessas indústrias ou polos criativos eu achava mais adequado para mim. Gostei muito de Londres e, a partir daí, comecei a voltar com frequência.

Em 2013, fiz um filme no Brasil com o diretor Stephen Daldry, que sempre admirei por “Billy Elliot”. Quando ele voltou ao Brasil para lançar o filme, eu já tinha ouvido falar de uma série que ele estava desenvolvendo com o roteirista Peter Morgan – que eu também conhecia por já ter feito o filme “360” com o Fernando Meirelles. Falei que estava interessado em trabalhar como Daldry novamente e ele respondeu: “Ah, se você quiser fazer a série, é sua.” Na época, o projeto ainda estava em desenvolvimento; era “The Crown”.

Comecei a trabalhar na série em 2015 e fui ficando na Inglaterra entre as temporadas. Ainda consegui fazer mais dois filmes diferentes e também participei da primeira temporada de “Andor”.

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Londres acabou se tornando o lugar onde me sinto mais à vontade profissionalmente. Desde 2010, vi essa indústria crescer muito, não apenas pela quantidade de projetos que vêm para cá, mas também pela infraestrutura. Existem diversos estúdios em construção e expansão neste momento, inclusive os da Warner Bros., onde estou trabalhando.

Sempre esteve nos seus planos seguir uma carreira internacional?

Acredito que tudo começou no ano em que assisti a dois filmes que me marcaram profundamente como cinéfilo: “Blade Runner” e “Paris, Texas”. Fiquei completamente impactado com a amplitude de gênero e possibilidades que percebi naquela forma de arte.

A partir dali, quis contar histórias em outras línguas e sonhava em ir para Los Angeles. Passei a assistir muito cinema, estudei intensamente e comecei a entender quem era quem dentro das produções. Isso influenciou diretamente minhas escolhas: na época das locadoras, eu buscava os filmes no formato VHS com base em quem havia assinado a fotografia. Se eu gostava de um filme específico, procurava acompanhar a carreira daquele diretor de fotografia, muitas vezes mais do que a do próprio diretor.

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Foi (e continua sendo) muito trabalho. Realmente muitas horas da minha vida foram passadas em sets de filmagem, em viagens, em produções intensas. Por isso, embora eu considere um grande privilégio tudo o que está acontecendo hoje, também tenho plena consciência de que trabalhei bastante para chegar até aqui.

Quais foram os momentos mais marcantes da sua carreira?

Com certeza foram os filmes brasileiros que fiz e que adoro profundamente, como “O ano em que meus pais saíram de férias”, “Xingu” e “Dos Homens”, além de tantos outros projetos realizados com grandes amigos dos estúdios da Conspiração e da O2.

Mas “Sin Nombre”, que fiz em 2007, foi realmente um divisor de águas. A partir desse filme, comecei a acreditar que poderia ter uma carreira internacional. Logo após o longa, passei a ter uma agente (a mesma com quem trabalho até hoje), e isso também me ajudou bastante. Esse filme me rendeu um prêmio no Festival de Cinema de Sundance, então comecei com o pé direito.

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O primeiro episódio de “The Crown” que dirigi mudou muita coisa na minha carreira. Os episódios que fotografei e que ganharam prêmios também foram especiais – em particular o episódio “Beryl”, da segunda temporada, pelo qual recebi um Emmy, um BAFTA e um prêmio da ASC (American Society of Cinematographers), todos no mesmo ano.

Adriano Goldman harry potter
Gordon Segrove

Adriano Goldman lidera uma equipe de cerca de 100 pessoas na produção da nova série

Quais foram os maiores desafios que você enfrentou ao longo da carreira?

No início, foi difícil entender que falar inglês é uma coisa, mas discordar conceitualmente e debater em outro idioma é algo mais complexo. Essa articulação levou um tempo para se desenvolver.

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Ao mesmo tempo em que eu enfrentava essas dificuldades, fiquei muito focado e determinado a superar esses desafios. Queria que minha opinião fosse ouvida e validada, e busquei ter confiança de que estava expressando minhas ideias de maneira clara e compreensível.

O sotaque é algo que no início parece importar – e, em alguns momentos, você realmente sente que importa. Eu trabalho com uma equipe formada por ingleses, um australiano e um escocês. Entre eles, eu sou a pessoa com sotaque.

Ainda há a questão de como se impor. No meu trabalho, ocupo a posição de Head of Department. É um cargo que exige bastante exposição. Minha voz precisa ser ouvida diversas vezes ao longo do dia, de forma clara e firme. E isso, de fato, não é fácil. Mas fui avançando aos poucos, e as coisas começaram a dar certo.

Como surgiu sua paixão pelo cinema?

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Meu pai era arquiteto e, em algum momento da adolescência, cheguei a querer seguir a mesma profissão. Depois, comecei a me interessar por oceanografia, porque adorava os documentários do Jacques Cousteau. Foi através deles que, pela primeira vez, percebi a existência de uma equipe por trás das imagens. Ele filmava a própria equipe pegando as câmeras, mergulhando, e então me dei conta: alguém está registrando tudo isso que gosto tanto de assistir.

Sempre gostei muito de cinema. Na mesma fase da adolescência, também fui muito cinéfilo. Frequentava a Mostra de Cinema de São Paulo e assistia a muitos filmes em casa, em VHS.

Acabei optando por cursar jornalismo, em vez de cinema, mas no terceiro ano da faculdade parei para começar a trabalhar na Olhar Eletrônico, uma produtora bastante efervescente de São Paulo, na década de 1980. A partir daí, entrei no universo da televisão e não parei mais.

Como começou sua carreira na direção de fotografia?

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Em 1996, voltei para o Brasil depois de trabalhar em um projeto em Portugal. Já atuava com televisão e fui para lá fazer uma sitcom. Quando retornei, a MTV estava em plena ascensão no Brasil e tomei uma decisão: não queria mais ser diretor, queria ser diretor de fotografia.

O caminho estava se desenhando para que eu me tornasse diretor, pois havia trabalhado na Olhar Eletrônico, tinha sido assistente de direção e já estava ganhando algum dinheiro com isso. Mas percebi que não era o que eu queria.
Então, ao voltar de Portugal, decidi seguir como diretor de fotografia. Comecei a fazer muitos videoclipes com uma geração de diretores da minha idade, com quem eu tinha bastante afinidade. Foi o melhor laboratório para um diretor de fotografia.

Como você avalia essa trajetória até aqui?

Acho que tive a sorte, e fiz a escolha certa, de seguir como diretor de fotografia, e não como diretor. O que mais gosto nessa função é poder trabalhar com tantas mentes criativas, com diretores diferentes, metodologias distintas, em lugares diversos. Isso enriquece muito a experiência.

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Tenho também a sorte enorme de contar com uma família que sempre compreendeu o fato de que eu viajaria muito. Sempre foram muito tolerantes e amorosos. Sempre tive um lugar para voltar. Hoje, todos estão comigo, morando em Londres.

O mercado audiovisual brasileiro tem crescido, com cada vez mais profissionais almejando trabalhar em grandes produções, inclusive fora do país. Que conselho você daria para quem quer seguir carreira como diretor de fotografia e conquistar espaço em projetos internacionais?

É fundamental gostar muito do que se faz, ler o roteiro com atenção e, de certa forma, entender que você é o seu próprio marketing. Sempre fui freelancer, e para mim o mais importante foi manter as portas abertas, fazer com que as pessoas queiram trabalhar com você novamente. A colaboração, na minha visão, é a melhor forma de sustentar relações dentro dessa indústria.

Sabemos que existem muitos casos de profissionais que são rudes, extremamente vaidosos e arrogantes: diretores de fotografia, diretores, atores. Não é o meu estilo. Tenho uma forma diferente de trabalhar.

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Quando me perguntam se há um segredo, não acho que exista uma fórmula única para todos. Mas acredito que ter paixão pelo que se faz, e entender o funcionamento da indústria, é essencial.

Ao longo da carreira, surgirão oportunidades para trabalhar em projetos mais autorais, menores ou maiores, nos quais a sua veia artística será mais requisitada. E, em outros casos, os fatores determinantes serão o tempo, o orçamento e a pressão do estúdio. Você pode decidir não participar desses projetos, é uma escolha. Eu já experimentei todos esses contextos, com a Netflix, com a Disney e, agora, com a Warner. Gosto da pressão, mas sei que não é algo que agrada a todo mundo.

Adriano Goldman harry potter
Gordon Segrove

Adriano Goldman em trabalhos anteriores

Você tem mais algum projeto ou sonho que pretende realizar nos próximos anos?

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Tenho amigos queridos com quem gostaria muito de filmar novamente. O Stephen Daldry, por exemplo, é um deles. Também o Fernando Meirelles e o Paulo Morelli, do Brasil, e o Ben Caron, com quem trabalhei em “The Crown” e com quem tive uma parceria muito boa.

Tenho vontade de fazer mais longas-metragens e séries por um tempo ainda. Mas acredito que o mais importante, neste momento, é poder contar boas histórias.

Faz sentido, agora, considerar a possibilidade de participar de mais uma ou duas temporadas de “Harry Potter”, o que, no total, representaria um compromisso de cerca de três anos. Existe a perspectiva de sete temporadas para a série. Não sei se estarei em todas, mas certamente há uma longa jornada pela frente. Vamos ver como as coisas se desenrolam.

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Wesley Batista Filho Será CEO Global da JBS a Partir de 2027

Redação Informe 360

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

A JBS N.V. anunciou nesta segunda-feira (10), que Wesley Batista Filho assumirá o cargo de CEO global em janeiro de 2027, no lugar de Gilberto Tomazoni. A mudança coloca no comando da companhia um sucessor da família Batista formado dentro das operações do grupo, com passagens pelo Brasil, Estados Unidos, Canadá, Uruguai e Paraguai. Tomazoni permanecerá durante os próximos cinco meses no processo de transição, depois assumindo as funções de vice-chairman do Conselho de Administração e senior advisor. A sucessão ocorre pouco mais de um ano depois de a JBS concluir sua listagem na Bolsa de Valores de Nova York, a NYSE. Em 2025, a JBS registrou uma receita líquida recorde de US$ 86,2 bilhões, uma alta de 12% em relação a 2024.

A família Batista deixou o comando executivo global da JBS em dezembro de 2018. Até setembro de 2017, Wesley Batista, pai Wesley Batista Filho, ocupava a presidência da companhia, quando deixou o cargo e foi substituído pelo fundador da companhia, José Batista Sobrinho, o Zé Mineiro, nomeado por decisão unânime do Conselho de Administração. A gestão permaneceu, portanto, nas mãos da família por mais 15 meses.

Em dezembro de 2018, Gilberto Tomazoni assumiu como CEO global no lugar de José Batista Sobrinho, que permaneceu como vice-presidente do Conselho de Administração. Tomazoni está no posto desde então e completará oito anos à frente da JBS em dezembro de 2026, antes de entregar o comando a Wesley Batista Filho.

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“Nossas prioridades permanecem claras: apoiar nossas equipes, atender nossos clientes e produtores parceiros, operar com excelência e gerar valor de longo prazo para nossos acionistas”, diz Batista Filho. O executivo ocupa desde 2023 o cargo de CEO da JBS USA, plataforma que responde por mais da metade da receita do grupo e reúne mais de 60 unidades de produção de carne bovina, suína, frango, alimentos preparados e outros produtos, com cerca de 70 mil funcionários em 31 Estados americanos.

Batista Filho estudou no Lyceum Alpinum Zuoz, internato na Suíça, e ingressou na Colorado State University, nos Estados Unidos. Mas deixou a universidade para trabalhar em tempo integral na companhia. Em entrevista concedida anteriormente à Swiss Learning, ele contou que decidiu ainda adolescente estudar fora do Brasil e aprendeu alemão como parte da preparação para ingressar na escola suíça. Além do português, fala inglês, espanhol, francês e alemão.

Sua entrada na JBS ocorreu em 2011, como trainee na unidade de processamento de bovinos de Greeley, no Colorado, uma das bases da expansão americana do grupo. Trabalhou na linha de produção e depois se mudou para São Paulo, onde passou pela área de exportação de carne bovina. Entre 2012 e 2013, comandou as operações de bovinos no Uruguai e no Paraguai. Em 2014, foi para Calgary, em Alberta, para presidir a JBS Canadá, função que exerceu até 2015. No ano seguinte, voltou aos Estados Unidos para dirigir a JBS USA Fed Beef, maior unidade de negócios da companhia naquele período.

A etapa seguinte da carreira trouxe Batista Filho novamente ao Brasil. Ele assumiu a JBS Brasil em 2020, passando a comandar também a Seara, divisão de aves, suínos e alimentos de maior valor agregado. Em 2022, tornou-se presidente global de Operações, respondendo pela América do Norte, América do Sul, Oceania e Europa. Um ano depois, retornou pela terceira vez a Greeley para assumir a JBS USA, maior plataforma da companhia em receita. A sequência de funções colocou o executivo em negócios de bovinos, aves, suínos e produtos processados antes de sua indicação para o principal cargo executivo do grupo.

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ForbesBrasilGilberto Tomazoni vai entregar o atual cargo nos próximos meses

“Wesley construiu uma trajetória de sucesso na JBS e conhece profundamente o nosso negócio”, afirmou Tomazoni. Segundo ele, a experiência nos Estados Unidos passou a ter peso adicional na formação do sucessor porque as operações americanas respondem atualmente por mais da metade da receita da companhia. “Ele entende nosso negócio, nossa cultura e nossas pessoas e acredito que dará continuidade à sólida base que construímos, conduzindo a Companhia para novas oportunidades de crescimento e geração de valor.”

A nomeação que devolve a gestão executiva global a um integrante da família controladora é uma continuidade do que seu pai fez lá atrás. Foi Wesley Batista que comandou a JBS durante parte do período de internacionalização do grupo. Tomazoni acompanhou essa trajetória. “Acredito que este é o momento certo para que a Companhia inicie seu próximo capítulo sob a liderança de Wesley.”

Depois da transição, Tomazoni continuará como chairman do Conselho de Administração da Pilgrim’s Pride Corporation e assumirá a presidência do Conselho do Instituto J&F. A JBS emprega atualmente 282 mil pessoas, mantém operações em cerca de 20 países e vende para outros 190 países. Parte dessa estrutura passou pelas mãos do futuro CEO em diferentes momentos de sua carreira. Quando assumir o escritório global em janeiro, serão cerca de 16 anos entre sua entrada como trainee em Greeley e a chegada ao comando da JBS.

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Os Pais de Hoje Estão Mais Presentes em Casa — Mas Ainda Se Escondem no Trabalho

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Nas últimas duas décadas, as expectativas sobre os pais que trabalham mudaram. A paternidade ativa deixou de ser uma exceção para se tornar uma responsabilidade básica. Homens mais jovens relatam hoje uma forte cobrança interna e social por disponibilidade emocional, cuidado e presença em casa.

Essa mudança aparece nos dados. Embora os pais que abdicam da carreira para cuidar da família continuem como minoria, seus números crescem de forma constante. Em 2015, eles representavam cerca de 1,6% dos cuidadores em tempo integral nos EUA. Oito anos depois, quase uma em cada cinco pessoas que se dedicam integralmente ao cuidado com a família são homens, segundo um levantamento do Pew Research Center.

No entanto, as descobertas de um estudo da Resume Genius, plataforma de currículos e carreira, apontam que a cultura corporativa não evoluiu no mesmo ritmo. Grande parte das empresas ainda recompensa a contenção emocional, a gestão de imagem e a ambição ininterrupta.

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O resultado é uma tensão crescente entre o comportamento que a família espera em casa e o desempenho que a empresa exige no trabalho.

Necessidade de aprovação

Esse medo de mostrar quem realmente são se manifesta em uma busca constante por aceitação. Uma das descobertas do relatório é que os homens superam as mulheres na chamada necessidade de aprovação. Eles são mais propensos a priorizar as necessidades dos outros — mesmo quando isso afeta a própria carga de trabalho — e a colocar a aceitação dos colegas acima da eficiência.

Esse comportamento focado em agradar também afeta o crescimento profissional. Embora muitos afirmem que pediriam uma promoção caso a merecessem, uma parcela considerável prefere esperar que o reconhecimento venha de forma espontânea. Mais do que comodismo, isso reflete a incerteza sobre como a autopromoção será interpretada e qual será o seu custo social.

“Mesmo com líderes acolhedores, a pressão para que os pais pareçam constantemente disponíveis e imunes aos problemas familiares continua”, afirma Nisar Ahmed, pai de dois filhos e profissional em Nova York. “O trabalho remoto viabiliza o equilíbrio, mas é a cultura da empresa que determina se o uso dessa flexibilidade será aceito ou silenciosamente julgado.”

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Formas de lidar com o estresse

As válvulas de escape também divergem por gênero. Enquanto as mulheres têm maior probabilidade de buscar terapia, os homens relatam taxas mais altas de consumo de álcool ou substâncias. Ambos os padrões sugerem que o estresse é enfrentado de forma privada, em vez de debatido no trabalho. Para os pais, internalizar essa pressão traz riscos severos: picos de ansiedade, depressão, insônia e preocupações com a saúde a longo prazo.

Ernest Howell, pai de dois filhos e executivo do setor imobiliário na Flórida, nota que os pais estão mais engajados do que nunca, mas o espaço para falhas continua restrito. “A tolerância é muito pequena para pais que impõem limites, cometem erros ou admitem a pressão”, diz ele. “O que precisamos é de compreensão, comunidade e espaço para que os pais também possam ser humanos.”

A dificuldade de impor limites aos gestores

A pesquisa mostra que, na teoria, todos apoiam a imposição de limites; na prática, a aplicação é difícil. Mais da metade dos profissionais recusaria trabalho não remunerado fora do escopo de sua função. Porém, quatro em cada cinco admitem que assumiriam essas mesmas tarefas se um gestor pedisse. A culpa ao dizer “não” para um chefe afeta mais da metade dos entrevistados.

Para os pais, essa diferença tem consequências. Ela sinaliza que impor limites é aceitável entre colegas, mas não com a liderança. Também sugere que a vida familiar só é tolerada quando não causa inconvenientes a quem detém o poder.

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Embora a maioria dos profissionais tenha um bom relacionamento com a equipe, mais de 80% evitam compartilhar detalhes pessoais. A confiança existe, mas dentro de limites claros. Sem saber o que podem revelar sem arranhar sua imagem, os pais trabalhadores optam por esconder quem realmente são.

O Dr. Hezekiah Herrera, pai solteiro de duas crianças com deficiência na Califórnia, abandonou um cargo executivo para se tornar professor de educação especial. Foi a alternativa encontrada para conciliar suas responsabilidades.

“Sinto-me punido profissionalmente quando sou forçado a escolher entre ser o professor confiável para meus alunos ou o pai emocionalmente presente que meus filhos precisam”, afirma. “A autenticidade no trabalho é arriscada porque expõe as falhas de um sistema que presume a existência de uma parceira invisível para resolver os problemas de casa.”

O mercado de trabalho moderno exige controle emocional constante. Mais da metade dos profissionais relata pressão para ocultar qualquer fraqueza. Quase 50% mantêm um personagem profissional diferente da sua verdadeira personalidade. Um terço finge estar mais ocupado do que de fato está, e um quarto confessa inflar conquistas no LinkedIn e no currículo.

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O impacto na Geração Z

A abertura emocional é incentivada na família, enquanto a frieza continua recompensada no escritório. Impulsionados pela normalização das famílias com dupla renda, os pais de hoje têm muito mais consciência de suas obrigações do que as gerações passadas. A preocupação é que as empresas não se adaptem a tempo de receber a próxima geração de líderes.

Apenas oferecer benefícios e políticas não basta. O que dita as regras é o dia a dia. Se a cultura não mudar, os pais da Geração Z herdarão as mesmas regras não ditas dos Millennials e da Geração X: esconder limites, priorizar a polidez sobre a franqueza, manipular a percepção externa e lidar com a tensão em privado para manter a imagem de “líderes de sucesso”.

Os dados sugerem que essa dinâmica já molda o comportamento antes mesmo da chegada das responsabilidades familiares. O relatório revela que a Geração Z sente mais pressão ligada à imagem do que os mais velhos: 60% se sentem obrigados a manter um personagem profissional que não reflete quem realmente são; 58% evitam mostrar fraquezas; e mais da metade sente pressão para exagerar suas conquistas.

Isso vai além do debate cultural e gera custos reais de produtividade. Os futuros pais da Geração Z observam quem é promovido, quem recebe perdão por erros e quem consegue relatar dificuldades sem sofrer consequências. Em ambientes onde a gestão de imagem consome o foco, o aprendizado desacelera, os riscos surgem tarde e a inovação se torna difícil.

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Se a sociedade quer pais mais presentes em casa, as empresas precisam de culturas mais corajosas no escritório. Quando a resistência é confundida com excelência, o mundo corporativo treina seus futuros líderes a se esconderem no exato momento em que clareza, franqueza e cuidado são mais necessários.

*Christine Michel Carter é colaboradora sênior da Forbes USA. Ela é diretora de estratégia de marketing da empresa americana Lexia Learning, palestrante, autora de best-sellers e conhecida como “mãe do LinkedIn” pelo New York Post.

*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com

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Negócios

O Déficit de Competências Que Está Travando Carreiras em 2026

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O ambiente de trabalho está evoluindo mais rapidamente do que muitos profissionais imaginavam. Novas tecnologias, mudanças nas prioridades das empresas e nas expectativas dos clientes estão redefinindo o que os empregadores valorizam em praticamente todos os setores.

Embora a experiência continue sendo importante, manter as habilidades atualizadas tornou-se igualmente essencial para sustentar o crescimento da carreira. Identificar precocemente a chamada “dívida de habilidades” (skill debt) permite que o profissional permaneça competitivo e continue criando oportunidades ao longo da trajetória profissional.

Veja como a dívida de habilidades se desenvolve e o que você pode fazer para evitá-la:

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O que acontece quando as habilidades deixam de acompanhar as exigências do trabalho

A dívida de habilidades surge quando as competências necessárias para uma função evoluem mais rapidamente do que o conhecimento ou a experiência do profissional.

Essa diferença costuma aparecer de forma gradual, à medida que novas ferramentas, processos e expectativas passam a fazer parte da rotina. É possível continuar desempenhando bem as responsabilidades atuais e, ainda assim, encontrar dificuldades para conquistar projetos maiores, cargos de liderança ou posições mais avançadas.

Uma das melhores maneiras de acompanhar essas mudanças é revisar regularmente anúncios de vagas para os cargos que você deseja ocupar no futuro. Observe quais qualificações, tecnologias e competências de negócios aparecem com frequência.

Essas tendências oferecem um direcionamento valioso para o seu desenvolvimento e ajudam a priorizar aprendizados que favorecem seus objetivos de longo prazo.

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Por que experiência, sozinha, já não garante evolução

A experiência proporciona bom julgamento, conhecimento do setor e confiança. No entanto, o mercado atual também valoriza profissionais que continuam desenvolvendo novas competências ao longo da carreira.

As organizações estão se adaptando rapidamente aos avanços tecnológicos, e muitas funções agora exigem uma combinação mais ampla de conhecimento técnico, comunicação, colaboração e capacidade de resolver problemas.

A progressão profissional depende cada vez mais da capacidade de fazer a experiência evoluir junto com as necessidades do negócio. Em vez de confiar apenas nos anos de atuação, vale buscar oportunidades para aplicar novos métodos, participar de iniciativas multidisciplinares e fortalecer habilidades que complementem a experiência já adquirida.

Essa combinação torna a experiência ainda mais valiosa em um ambiente de trabalho em constante transformação.

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Como as exigências de habilidades estão aumentando em todas as funções

As expectativas em relação às competências estão crescendo em praticamente todas as profissões, à medida que as empresas adotam novas tecnologias e reformulam a maneira como o trabalho é realizado.

Marketing, finanças, recursos humanos, operações, saúde e atendimento ao cliente exigem cada vez mais que os profissionais combinem conhecimento técnico da área com fluência digital, adaptabilidade e capacidade de colaboração. Até mesmo funções antes consideradas estáveis estão mudando com mais frequência, conforme as prioridades das empresas se transformam.

Acompanhar esse ritmo não significa dominar todas as novas ferramentas ou tendências. O mais importante é desenvolver as habilidades que aparecem de forma consistente no seu setor e buscar oportunidades para aplicá-las em projetos, trabalhos interdisciplinares ou programas de desenvolvimento profissional.

Uma postura contínua de aprendizado permite que suas competências evoluam junto com as exigências do mercado e aumenta sua preparação para futuras oportunidades.

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Onde os profissionais ficam para trás sem perceber

A dívida de habilidades raramente surge porque as pessoas deixam de aprender. Na maioria das vezes, ela cresce porque as demandas do dia a dia deixam pouco espaço para avaliar se as competências atuais ainda correspondem à direção em que o mercado está caminhando.

Rotinas familiares e avaliações de desempenho positivas podem criar uma falsa sensação de segurança, enquanto as exigências profissionais continuam evoluindo.

Além disso, a pressão para acompanhar o trabalho diário reduz o tempo disponível para investir no desenvolvimento da carreira. Isso pode ajudar a explicar por que apenas 33% dos trabalhadores no mundo afirmam estar prosperando em seu bem-estar geral.

Reservar um momento a cada poucos meses para analisar tendências do setor, avaliar seu conjunto de habilidades e identificar novas oportunidades de aprendizado pode evitar que pequenas lacunas se transformem em obstáculos para o crescimento profissional.

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Como reduzir a dívida de habilidades antes que ela limite seu crescimento

O primeiro passo é identificar quais competências terão maior impacto sobre seus objetivos futuros. Priorize as habilidades que aparecem de forma recorrente nas funções que deseja ocupar e procure oportunidades para desenvolvê-las por meio de projetos, treinamentos, mentoria ou trabalhos com equipes de diferentes áreas.

O aprendizado se torna ainda mais valioso quando é colocado em prática. Voluntarie-se para projetos desafiadores, peça feedback de colegas mais experientes e registre os resultados obtidos com as novas competências adquiridas. Cada habilidade desenvolvida aumenta seu valor profissional e amplia as possibilidades de contribuir de forma significativa.

No fim das contas, a dívida de habilidades não surge da noite para o dia — e o crescimento na carreira também não. Pequenos investimentos constantes em aprendizado ajudam o profissional a acompanhar as mudanças do mercado e ampliam as oportunidades ao longo da vida profissional.

Os profissionais que continuam evoluindo são, em geral, aqueles que permanecem curiosos, se adaptam às mudanças e tratam o aprendizado como parte permanente do trabalho. Cada nova habilidade fortalece sua capacidade de gerar valor, abre novas possibilidades e prepara o caminho para os próximos passos da carreira.

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*Sho Dewan é coach de carreira, criador de conteúdo e CEO e fundador da Workhap.

*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com

O post O Déficit de Competências Que Está Travando Carreiras em 2026 apareceu primeiro em Forbes Brasil.

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