Negócios
CEO do X Renuncia: Linda Yaccarino Caiu do “Penhasco de Vidro”?

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Linda Yaccarino deixou o cargo de CEO do X (antigo Twitter), dois anos após assumir o cargo. “Depois de dois anos incríveis, decidi deixar o cargo de CEO do X. Quando Elon Musk e eu conversamos pela primeira vez sobre sua visão para o X, soube que seria a oportunidade de uma vida inteira realizar a missão extraordinária desta empresa”, escreveu a executiva na plataforma. Yaccarino não explicou o motivo de sua saída.
Quando foi nomeada CEO, muitos classificaram a escolha como um exemplo do chamado “penhasco de vidro” (em inglês, “glass cliff”) – expressão usada para descrever a tendência de nomear mulheres para cargos de liderança em empresas que enfrentam dificuldades financeiras. E esse era o caso do X.
Musk havia comprado a companhia seis meses antes da chegada de Yaccarino, em meio a uma fuga de usuários e anunciantes. Embora ela tenha assumido uma empresa problemática, isso não significa necessariamente que se encaixe nessa teoria.
O que é o “penhasco de vidro”?
O termo foi criado por pesquisadores que identificaram que empresas britânicas em crise tinham maior propensão a nomear mulheres para o conselho.
Para investigar melhor o fenômeno, eles realizaram um estudo com 122 participantes, apresentando a eles o cenário fictício de uma rede de supermercados. Metade dos participantes foi informada de que a empresa ia bem; a outra metade, de que enfrentava dificuldades.
Depois, deveriam escolher um novo CEO entre dois candidatos de perfis semelhantes — um homem e uma mulher. Quando acreditavam que a empresa estava em crise, 63% escolheram a mulher. Quando a empresa estava em boa fase, 67% optaram pelo homem.
Mas por que as mulheres eram escolhidas para liderar em tempos difíceis? Em momentos de crise, habilidades como comunicação e empatia são altamente valorizadas, e, de forma geral, são características frequentemente associadas às mulheres.
Além disso, contratar uma mulher pode ser visto como um símbolo de mudança, algo que empresas que enfrentam dificuldades costumam querer transmitir.
A princípio, pode parecer positivo que mulheres assumam o comando, especialmente diante da escassez de líderes femininas. No entanto, muitos desses cargos vêm acompanhados de expectativas irreais, o que pode preparar o terreno para o fracasso.
Nos últimos anos, alguns estudiosos passaram a questionar a validade dessa teoria. Embora mulheres de fato sejam contratadas para liderar empresas em crise, também são nomeadas para organizações bem-sucedidas. A verdadeira dúvida é: será que elas têm mais chances de serem chamadas justamente quando a situação já é ruim?
Para responder a isso, pesquisadores analisaram mais de 10 mil nomeações de CEOs em empresas de capital aberto nos Estados Unidos, entre 1998 e 2022. O resultado? Mulheres não tinham mais chances de serem contratadas por empresas em dificuldades. Na verdade, o estudo apontou o oposto: quanto melhores as finanças da empresa, maiores eram as chances de uma mulher ser nomeada CEO.
Linda Yaccarino e o desafio das mulheres na liderança
Independentemente da teoria, é inegável que Yaccarino assumiu o X em um momento desafiador, e, mesmo diante do caos, promoveu avanços. Em entrevista ao Financial Times no mês passado, afirmou que 96% dos grandes anunciantes haviam retornado à plataforma durante sua gestão. O site eMarketer.com prevê que, em 2025, a plataforma terá crescimento de receita pela primeira vez em quatro anos.
Ainda assim, a empresa segue envolvida em controvérsias. Um dia antes da renúncia de Yaccarino, o chatbot de inteligência artificial do X, o Grok, fez um post elogiando Adolf Hitler. A publicação foi rapidamente apagada, mas alguns acreditam que o episódio pode ter influenciado sua decisão de sair.
Há também a possibilidade de que Musk tenha forçado sua saída. Pesquisas mostram que mulheres CEOs são demitidas com mais frequência do que seus colegas homens. De acordo com o índice de rotatividade da consultoria Russell Reynolds, mulheres são muito mais propensas a perder o cargo nos primeiros três anos de gestão.
Outro estudo indica que elas têm 45% mais chances de serem demitidas do que os homens. Enquanto CEOs homens só costumam ser afastados quando a empresa vai mal, lideranças femininas podem ser demitidas mesmo com bons resultados.
Além disso, mesmo quando não são desligadas, as mulheres também tendem a passar menos tempo no cargo. Uma análise feita em 2023 mostrou que os homens à frente de empresas da Fortune 500 permanecem, em média, cinco anos no cargo. Para as mulheres, esse número cai para 3,8 anos.
No fim das contas, o maior desafio para as mulheres que querem chegar ao topo continua sendo a falta de representatividade. Segundo a Women’s Business Collaborative, aliança de organizações que visam alcançar a paridade de gênero, apenas 9% dos CEOs das maiores empresas dos EUA são mulheres. A partir de agora, esse número é ainda menor.
*Kim Elsesser é colaboradora sênior da Forbes USA. Ela é especialista em vieses inconscientes de gênero e professora de gênero na UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles).
O post CEO do X Renuncia: Linda Yaccarino Caiu do “Penhasco de Vidro”? apareceu primeiro em Forbes Brasil.
Powered by WPeMatico
Negócios
As Melhores Universidades dos Estados Unidos

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Dizer que o último ano foi difícil para as universidades americanas seria pouco. Nos últimos oito meses, o presidente Donald Trump, sua administração e parlamentares republicanos declararam uma verdadeira guerra financeira e cultural ao ensino superior: congelaram recursos de pesquisa, penalizaram esforços de diversidade nos campi, restringiram a entrada de estudantes estrangeiros, aumentaram impostos sobre alguns fundos patrimoniais e limitaram a generosidade dos programas de empréstimo estudantil.
Ainda assim, as universidades seguem oferecendo um ensino de excelência. Em 2025, o MIT (Massachusetts Institute of Technology) voltou ao 1º lugar na lista da Forbes das Melhores Universidades dos EUA, alcançando nota máxima nos 14 indicadores que usamos para definir as 500 instituições que oferecem os melhores resultados acadêmicos, financeiros e profissionais. Entre os números de destaque: três anos após a formatura, os ex-alunos têm salário mediano de US$ 110,2 mil anuais e praticamente todos os estudantes (99,8%) não abandonam o curso e retornam ao MIT após o primeiro ano.
No top 10 também estão o Williams College, em Massachusetts (#7), um dos chamados “Little Ivies”; a renomada Johns Hopkins University (#8), referência em pesquisa; e a tradicional University of California-Berkeley (#5). Cinco das oito universidades da Ivy League, conhecidas pela tradição e excelência acadêmica, aparecem entre as dez primeiras e todas estão no top 20.
Veja, abaixo, as 10 melhores universidades dos EUA. Confira a lista completa aqui
1. Massachusetts Institute of Technology (MIT)
- Estado: Massachusetts (MA)
- Tipo: Privada, sem fins lucrativos
- Bolsa média: US$ 58.331
- Dívida média: US$ 12.071
- Salário mediano em 20 anos: US$ 196.900
- Nota financeira: A+
2. Columbia University
- Estado: Nova York (NY)
- Tipo: Privada, sem fins lucrativos
- Bolsa média: US$ 65.173
- Dívida média: US$ 14.737
- Salário mediano em 20 anos: US$ 159.700
- Nota financeira: A+
3. Princeton University
- Estado: Nova Jersey (NJ)
- Tipo: Privada, sem fins lucrativos
- Bolsa média: US$ 60.629
- Dívida média: US$ 7.667
- Salário mediano em 20 anos: US$ 194.100
- Nota financeira: B+
4. Stanford University
- Estado: Califórnia (CA)
- Tipo: Privada, sem fins lucrativos
- Bolsa média: US$ 64.164
- Dívida média: US$ 14.075
- Salário mediano em 20 anos: US$ 181.200
- Nota financeira: A+
5. University of California, Berkeley
- Estado: Califórnia (CA)
- Tipo: Pública
- Bolsa média: US$ 25.951
- Dívida média: US$ 6.529
- Salário mediano em 20 anos: US$ 170.100
- Nota financeira: A+
6. Harvard University
- Estado: Massachusetts (MA)
- Tipo: Privada, sem fins lucrativos
- Bolsa média: US$ 64.942
- Dívida média: US$ 8.729
- Salário mediano em 20 anos: US$ 177.400
- Nota financeira: A+

A Universidade Harvard é a instituição de ensino superior mais antiga dos Estados Unidos, fundada em 1636
7. Williams College
- Estado: Massachusetts (MA)
- Tipo: Privada, sem fins lucrativos
- Bolsa média: US$ 64.176
- Dívida média: US$ 8.171
- Salário mediano em 20 anos: US$ 173.900
- Nota financeira: A+
8. Johns Hopkins University
- Estado: Maryland (MD)
- Tipo: Privada, sem fins lucrativos
- Bolsa média: US$ 58.456
- Dívida média: US$ 10.600
- Salário mediano em 20 anos: US$ 146.200
- Nota financeira: A+
9. Yale University
- Estado: Connecticut (CT)
- Tipo: Privada, sem fins lucrativos
- Bolsa média: US$ 59.076
- Dívida média: US$ 5.256
- Salário mediano em 20 anos: US$ 171.900
- Nota financeira: A+
10. University of Pennsylvania (UPenn)
- Estado: Pensilvânia (PA)
- Tipo: Privada, sem fins lucrativos
- Bolsa média: US$ 59.721
- Dívida média: US$ 13.512
- Salário mediano em 20 anos: US$ 178.300
- Nota financeira: A+
Para famílias que estão decidindo onde seus filhos vão estudar, o custo e a afinidade entre o estudante e a instituição (acadêmica e pessoalmente) continuam sendo os fatores mais importantes. Mas especialistas alertam que a turbulência política pode afetar a experiência dos alunos.
As 500 instituições listadas aqui são classificadas exclusivamente com base nos resultados de graduação, mas vale lembrar que o ensino de pós-graduação nos EUA deve passar por uma grande transformação: o Congresso americano limitou o valor que estudantes podem tomar emprestado e a administração Trump reduziu investimentos em pesquisa e vistos estudantis. A Forbes identificou 25 universidades privadas especialmente vulneráveis a essas mudanças.
Como sempre, fomos além da Ivy League para identificar as melhores escolas. No início deste ano, publicamos a segunda edição da lista “New Ivies”, que destaca 10 universidades públicas e 10 privadas que mais chamam a atenção de empregadores atualmente.
Metodologia
Classificamos faculdades e universidades dos EUA com base no retorno sobre o investimento, níveis médios de endividamento estudantil e resultados para seus graduados. As instituições tiveram melhor colocação em nossa lista se seus estudantes retornaram após o primeiro ano, se formaram no prazo, conseguiram salários altos após a graduação e deixaram a faculdade com pouca dívida estudantil.
Incorporamos os resultados de alunos de baixa renda em duas medidas, analisando de perto as taxas de graduação em seis anos e os indicadores de retorno sobre o investimento para beneficiários de bolsas de auxílio federal destinadas a estudantes com maior necessidade financeira. Também valorizamos as instituições que matricularam uma porcentagem maior de alunos de baixa renda. Para uma explicação completa de nossa metodologia, clique aqui.
O post As Melhores Universidades dos Estados Unidos apareceu primeiro em Forbes Brasil.
Powered by WPeMatico
Negócios
Fertilizantes Heringer Anuncia Troca de Presidente e Diretor Financeiro

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A Fertilizantes Heringer anunciou na quinta-feira (28) a troca de seu presidente-executivo e de seu diretor financeiro, além de outras mudanças na diretoria e no conselho de administração da companhia.
Segundo fato relevante da empresa, Rodrigo Horta Dias de Oliveira foi substituído do cargo de CEO com efeitos imediatos por Sergio Longhi Castanheiro. Oliveira também deixará o posto de vice-presidente do conselho a partir desta sexta-feira, sendo também substituído por Castanheiro, que permanecerá nos cargos até realização de assembleia prevista para ocorrer em 2027.
Já o diretor financeiro e diretor de relações com investidores, Fausto Pereira Goveia, será substituído por Gustavo Oubinha Barreiro, que assume as funções também até assembleia geral ordinária em 2027.
A companhia de fertilizantes também anunciou a troca do presidente do conselho de administração, com Aleksandr Benke deixando o lugar para Nikolay Vasilchikov assumir, além de uma mudança em um cargo de membro efetivo do colegiado.
Na diretoria executiva, também houve a saída dos chefes da diretoria comercial e de operações da companhia, cujos cargos permanecerão vagos, de acordo com o comunicado da empresa.
O post Fertilizantes Heringer Anuncia Troca de Presidente e Diretor Financeiro apareceu primeiro em Forbes Brasil.
Powered by WPeMatico
Negócios
Brasil Abre 129.775 Vagas Formais de Trabalho em Julho, Abaixo do Esperado

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O Brasil abriu 129.775 vagas formais de trabalho em julho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), em resultado abaixo do esperado divulgado nesta quarta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O resultado do mês passado foi fruto de 2.251.440 admissões e 2.121.665 desligamentos e ficou abaixo da expectativa de economistas apontada em pesquisa da Reuters de criação líquida de 135.577 vagas.
O saldo de julho foi o mais baixo desde março, que teve abertura de 79.521 vagas, e o resultado mais fraco para o mês desde 2020, início da pandemia de Covid-19, com saldo positivo de 108.476 postos.
No mesmo mês em 2024, foram criadas 191.373 vagas de trabalho. Já no acumulado do ano, o saldo positivo é de 1.347.807 postos, o menor número desde 2023, que registrou abertura de 1.173.720 vagas.
Os cinco grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos de vagas em julho. O setor de serviços liderou a abertura, com 50.159 postos, seguido pelo comércio, com 27.325 vagas.
Em último lugar, depois dos setores industrial e de construção, ficou o setor agropecuário, com abertura de 8.795 vagas. Os dados dos grupamentos não têm ajustes, com informações prestadas pelas empresas fora do prazo.
Tarifaço
Questionado, na coletiva de imprensa para a divulgação dos dados, sobre o efeito no mercado de trabalho das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, citou estimativa de impacto direto e indireto sobre 320.000 vagas de emprego, sem detalhar.
“Temos um impacto de, no máximo, na ordem de 320.000, 330.000 (vagas) direto e indireto, 121.000 direto e 210.000…no ano”, disse, citando um estudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. “Se tudo der errado, vai dar esse impacto…não vai dar tudo errado”, acrescentou.
O post Brasil Abre 129.775 Vagas Formais de Trabalho em Julho, Abaixo do Esperado apareceu primeiro em Forbes Brasil.
Powered by WPeMatico
- Negócios5 dias atrás
Quem É o Novo Presidente da Americanas
- Política1 semana atrás
Câmara aprova projeto sobre proteção de crianças em ambientes digitais
- Tecnologia5 dias atrás
O plano da IBM para redefinir os limites da computação quântica
- Saúde5 dias atrás
Sentimos mais sono no frio? Veja o que diz a ciência
- Tecnologia3 dias atrás
8 celulares baratinhos da Samsung para você comprar em 2025
- Saúde3 dias atrás
Tratamento com células CAR-T é esperança na luta contra o câncer
- Saúde2 dias atrás
Brasil e México fecham acordos para vacinas de RNA e regulação sanitária
- Negócios3 dias atrás
Brasil Abre 129.775 Vagas Formais de Trabalho em Julho, Abaixo do Esperado