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Saúde

Trânsito barulhento pode elevar risco de diabetes? Entenda e saiba se proteger

Redação Informe 360

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O excesso de barulho na saúde vai além do desconforto auditivo. Estudos apontam que a exposição prolongada ao ruído do trânsito pode aumentar o risco de desenvolver doenças, como o diabetes tipo 2. Em outras palavras, o barulho impacta no desenvolvimento de diabetes ao desencadear respostas ao estresse.

Isso acontece, à medida que o crescimento da poluição sonora nas áreas urbanas aumenta. Entenda agora, como pesquisas revelaram essa associação entre barulho e o aumento de casos da doença. Confira!

Confira como o barulho pode impactar a diabetes

Muito além do estresse imediato, o barulho pode afetar drasticamente a saúde pública, e de acordo com pesquisas, contribuir para o desenvolvimento de casos de diabetes. Um estudo publicado no Journal of American Heart Association revelou impactos negativos do ruído do tráfego na saúde, entre esses o aumento da doença.

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De acordo com Hong Chen, cientista da Health Canada e cientista adjunto do instituto de pesquisa ICES, em Ontário, no Canadá, a exposição ao ruído pode instigar múltiplas respostas ao estresse, aumentando o nível dos chamados hormônios do estresse. Portanto, a exposição repetida ao longo do tempo pode contribuir para problemas metabólicos e resistência à insulina.

Retrato de mulher de pé ainda no meio de uma rua com carros passando rápido, gritando estressado e frustrado
Estudos indicam que o barulho no trafégo de trânsito pode causar diabetes/Shutterstock_Foto Diego Cervo

O estudo foi realizado ao longo de 15 anos, tempo em que os pesquisadores analisaram mais de 1 milhão de pessoas residentes em Toronto, também no Canadá, com idades entre 35 e 100 anos.

Os dados coletados revelaram que a exposição contínua ao ruído do trânsito contribuiu para o aumento no risco de desenvolver tanto diabetes quanto hipertensão. A cada incremento de 10 decibéis no ruído médio causado pelo trânsito, foi observado um crescimento de 8% nos casos de diabetes e de 2% nos diagnósticos de pressão alta.

Outro estudo publicado na Environmental Health Perspectives indicou que cada aumento de 10 decibéis no ruído do tráfego rodoviário estava associado a um maior risco de desenvolvimento de diabetes.

Como minimizar o impacto do barulho para evitar problemas de saúde

A partir dessas descobertas e, tendo em vista que cada vez mais pessoas moram em áreas urbanas, pesquisadores alertam para a necessidade de medidas preventivas.

A professora da Universidade St. George de Londres, no Reino Unido Charlotte Clark considera essa realidade como uma crise em entrevista à BBC. “É uma crise de saúde pública, pois temos um grande número de pessoas expostas em sua vida cotidiana”, advertiu.

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Especialistas recomendam que os indivíduos estejam atentos aos níveis de ruído ao escolher uma residência, priorizando áreas mais silenciosas sempre que possível.

Proteção contra ruídos altos em casa. Proteção sonora para construção. Imagem com arte com casa pequena com fones de ouvido.
Amenizar os efeitos dos ruídos é uma maneira de evitar o estresse/Shutterstock_ Imagem Andrey_Popov

No entanto, para aqueles que vivem em locais com altos níveis de barulho, eles sugerem a instalação de janelas com vidros duplos, o uso de materiais isolantes para minimizar o impacto sonoro e a adoção de estratégias como tampões de ouvido ou fones de ouvido com cancelamento de ruído para proteger a saúde e o bem-estar.

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Saúde

Esta proteína pode ajudar a combater a obesidade

Redação Informe 360

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Pesquisadores da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, identificaram uma proteína que atua no controle do direcionamento da gordura dentro das células. A revelação poderia ajudar a explicar como o corpo regula o armazenamento de energia.

Além disso, a descoberta pode abrir novas possibilidades para combater a obesidade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 2,5 bilhões de adultos e 390 milhões de crianças estão acima do peso.

Ilustração digital de células-tronco
Estudo pode ajudar a explicar como o corpo regula o armazenamento de energia nas células (Imagem: Colin Behrens/Pixabay)

Revelações sobre o armazenamento de gordura

  • Os cientistas explicam que, dentro das células, a gordura fica escondida em gotículas lipídicas.
  • Elas agem como pequenas unidades de armazenamento que abrigam energia, mas também desempenham um papel fundamental na construção e reparo das membranas celulares.
  • Para preencher estas gotículas, as células usam o glicerol-3-fosfato (G-3-P).
  • Esse processo resulta na formação dos triacilgliceróis, principal forma de gordura armazenada, e os glicerofosfolipídios, que desempenham um papel crucial na formação das membranas celulares.
  • Os pesquisadores já sabiam que enzimas conhecidas como GPATs microssomais atuavam na função celular, mas até agora não estava claro como elas eram ativadas ou guiadas para o lugar certo.

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Descoberta pode ajudar a criar novos tratamentos para obesidade e diabetes

No novo trabalho, a equipe descobriu que o CHP1 é a proteína que direciona esse tráfego. Ele atua como um estabilizador e um ativador de GPAT3 e GPAT4, garantindo que eles cumpram seus papéis dentro do organismo. Os pesquisadores identificaram que a proteína ajuda a guiá-los para gotículas lipídicas, para que possam canalizar novas moléculas de gordura para o armazenamento.

O estudo também destaca que as gotículas lipídicas, antes consideradas reservas de gordura inerte, são, na verdade, organelas ativas que gerenciam como a gordura é armazenada e usada nas células. O armazenamento disfuncional de lipídios pode ajudar a explicar diversas condições de saúde, como a obesidade e o diabetes.

Descobertas também podem ajudar no combate ao diabetes (Imagem: Syda Productions/Shutterstock)

De acordo com os cientistas, sem o CHP1, as gotículas lipídicas tornam-se significativamente menores. Dessa forma, a remoção da proteína leva a uma redução no tamanho destas gotículas lipídicas, o que sugere que ela pode ser um regulador chave do metabolismo da gordura dentro da célula. Compreender esse processo pode ajudar no desenvolvimento de novas estratégias para lidar com os distúrbios metabólicos. As descobertas foram descritas em estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

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Saúde

Brasil e México fecham acordos para vacinas de RNA e regulação sanitária

Redação Informe 360

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O Brasil e o México assinaram dois acordos estratégicos na área da saúde: um para o desenvolvimento e produção de vacinas e terapias baseadas em RNA mensageiro, firmado pela Fiocruz, e outro sobre regulação sanitária, entre a Anvisa e a Comissão Federal para Proteção Contra Riscos Sanitários do México.

Os memorandos foram assinados nesta quinta-feira (28), na Cidade do México, durante a missão oficial brasileira, com a presença do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

Vice-presidente do Brasil está no México e assinou o acordo – Imagem: Divulgação/Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Mais recursos para vacinas de RNA mensageiro

  • Segundo o governo brasileiro, os acordos fortalecerão a Nova Indústria Brasil, aumentando a autonomia das duas maiores democracias e economias da América Latina.
  • O pacto de vacinas busca promover pesquisa, desenvolvimento e transferência de tecnologia para produtos de RNA mensageiro, a mesma tecnologia usada para imunizantes contra a Covid-19.
  • Recentemente, o Brasil registrou sua primeira patente nacional de plataforma para vacinas de RNA mensageiro, desenvolvida pelo laboratório Biomanguinhos, da Fiocruz.
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Acordos estratégicos envolvem Fiocruz, Anvisa e agência mexicana para produtos farmacêuticos e regulatórios (Imagem: Peter Hansen/iStock)

Cooperação valiosa entre Brasil e México

O acordo regulatório cobre medicamentos, dispositivos médicos, cosméticos, alimentos e bebidas, incluindo suas matérias-primas, visando harmonizar processos e facilitar a circulação de produtos essenciais entre os dois países.

As parcerias reforçam a cooperação científica e tecnológica na região e representam um passo importante para consolidar a indústria farmacêutica e regulatória da América Latina.

Aliança entre Brasil e México vai promover avanços na área da saúde e ciência para os dois países – Imagem: Divulgação/Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Saúde

Tratamento com células CAR-T é esperança na luta contra o câncer

Redação Informe 360

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O Brasil deu início ao maior ensaio clínico nacional destinado a avaliar a segurança e a eficácia de células CAR-T desenvolvidas integralmente no país. O objetivo é que 81 pacientes recebam o tratamento experimental contra o câncer e sejam avaliados por um período de cinco anos.

Todos os participantes precisam ter sido diagnosticados com leucemia linfoblástica aguda ou com linfoma não Hodgkin. Além disso, é obrigatório que já tenham passado por terapias anteriores que não obtiveram sucesso na melhora de seus quadros de saúde.

Células CAR-T serão testadas em nova terapia contra o câncer (Imagem: Léo Ramos Chaves/Revista Pesquisa FAPESP)

Células são modificados geneticamente

  • O experimento consiste em separar de uma mistura de células sanguíneas um tipo especial de célula de defesa, os linfócitos T.
  • Após esse procedimento, eles são armazenados em uma bolsa menor e ativados, antes de serem modificados geneticamente.
  • O resultado final deste trabalho é a formação das chamadas células CAR-T.
  • Elas são capazes de reconhecer e destruir células cancerígenas específicas, funcionando como uma tratamento contra o câncer.
  • O último processo do trabalho é inserir os linfócitos em um meio de cultura rico em nutrientes e com temperatura controlada.
  • O objetivo é que eles se multipliquem até atingir a concentração necessária para testar o tratamento.
  • Esse número varia de centenas de milhares a centenas de milhões a depender da doença e do peso do paciente.
  • A última etapa é a introdução das células CAR-T no corpo do doador inicial.
  • Todo este processo leva cerca de 45 dias.

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Células geneticamente modificadas são capazes de reconhecer e destruir tumores (Imagem: Lightspring/Shutterstock)

Células CAR-T já são usadas em experimentos ao redor do mundo

Segundo informações da Revista Pesquisa Fapesp, seis pacientes já receberam as células CAR-T e estão sendo monitorados. O objetivo dos pesquisadores é avaliar a segurança e a eficácia do tratamento contra o câncer. Um dos diferenciais do trabalho é usar células produzidas no país, o que pode diminuir os custos de uma futura terapia contra a doença. Iniciado em 2024, o estudo recebeu R$ 100 milhões do Ministério da Saúde para tratar 81 pessoas com leucemia linfoblástica aguda ou com linfoma não Hodgkin que não responderam a terapias anteriores.

Os cientistas lembram que o novo tratamento não é recomendado para todos os pacientes com câncer. Terapias à base de medicação antitumoral (quimioterapia), radiação (radioterapia) ou compostos que estimulam o sistema de defesa (imunoterapia) resolvem de 50% a 70% dos casos. Quando estas opções não funcionam, existe ainda a possibilidade de um transplante de medula óssea, tecido fundamental para a produção das células do sistema imunológico. Se nada disso der certo, a solução pode ser as células CAR-T.

Novo processo pode baratear uso da terapia contra a doença (Imagem: Léo Ramos Chaves/Revista Pesquisa FAPESP)

Ao final do ensaio clínico, os dados serão submetidos à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em caso de aprovação, o passo seguinte será submeter o tratamento à avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). Desde 2010, quando começaram a ser testadas em seres humanos, as células CAR-T já foram usadas em milhares de casos no mundo, com resultados promissores.

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