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Saúde

Tripofobia: conheça a fobia que vai arrepiar todos os pelos do seu corpo

Redação Informe 360

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Alerta de gatilho: este artigo aborda temas que podem causar desconforto em pessoas sensíveis a padrões de buracos ou formas geométricas agrupadas.

O mundo pode ser um lugar bastante assustador, e, ao longo da história, nosso corpo desenvolveu mecanismos de defesa para reagir a certos gatilhos, como predadores, alimentos contaminados e grandes alturas.

No entanto, às vezes essas reações vão além do necessário e se manifestam como fobias, respostas intensas e desproporcionais a estímulos específicos. Dentre os vários medos que podem afetar a cabeça humana, está a tripofobia, um distúrbio que afeta quem sente desconforto ou aversão a padrões repetitivos de pequenos buracos ou formas geométricas agrupadas.

Embora o termo tenha ganhado popularidade na internet, a tripofobia não é oficialmente reconhecida como um transtorno psiquiátrico, mas muitas pessoas relatam reações físicas e emocionais intensas ao ver imagens desse tipo. Mas, afinal, o que é a tripofobia e por que ela causa tanta repulsa?

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O que é a tripofobia e por que ela é tão desconfortável?

A tripofobia é descrita como uma aversão intensa ou desconforto ao ver padrões repetitivos de pequenos buracos ou formas geométricas agrupadas, como colmeias, sementes de lótus e esponjas.

Embora muitas pessoas relatem essa sensação, a tripofobia não é oficialmente reconhecida como um transtorno psiquiátrico pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). O termo ganhou popularidade na internet e se tornou objeto de pesquisa, mas ainda não há consenso na comunidade científica sobre suas causas exatas.

abelhas sem ferrão
Padrões como colméias podem afetar pessoas sensíveis. Imagem: Panglima Panah/Shutterstock

Pesquisadores sugerem que a tripofobia pode ser uma resposta evolutiva do cérebro, já que padrões semelhantes aparecem em animais venenosos, doenças infecciosas e feridas ulceradas. Essa hipótese sugere que a reação negativa seria um mecanismo de defesa biológico, levando o cérebro a associar essas imagens a potenciais ameaças.

Outra teoria aponta que a tripofobia pode estar relacionada a uma sobrecarga sensorial, em que certos padrões ativam regiões do cérebro ligadas ao medo e ao desconforto visual. Os sintomas podem variar de um leve incômodo a reações mais intensas, como calafrios, suor excessivo, coceira, formigamento, aumento da frequência cardíaca e até náusea. Em casos mais graves, algumas pessoas podem desenvolver crises de ansiedade ou ataques de pânico ao se deparar com imagens que despertam a fobia.

Além disso, os gatilhos podem ser diferentes para cada pessoa. Algumas sentem desconforto apenas com objetos inanimados, como canos organizados em um padrão repetitivo ou bolhas em um líquido. Outras, no entanto, reagem fortemente a elementos orgânicos, como padrões na pele de animais, o alinhamento dos dentes de uma lampreia ou buracos causados por infecções e doenças. Essa variação mostra que a tripofobia pode estar relacionada tanto a fatores biológicos quanto a experiências pessoais e psicológicas.

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Imagem: Benoit Daoust / Shutterstock

Atualmente, não há uma cura específica para a tripofobia, mas algumas abordagens terapêuticas podem ajudar a reduzir os sintomas. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é frequentemente recomendada para auxiliar no controle da ansiedade e na dessensibilização progressiva à exposição a padrões tripofóbicos. Além disso, estratégias de respiração e relaxamento podem minimizar os efeitos físicos e emocionais da fobia.

Como identificar a tripofobia

Identificar a tripofobia pode ser desafiador, pois a intensidade das reações varia de pessoa para pessoa. Algumas sentem apenas um leve desconforto ao ver padrões de buracos, enquanto outras experimentam reações físicas imediatas, como tremores e suor excessivo. Essa resposta pode ser involuntária e ocorrer até mesmo ao visualizar imagens em telas digitais.

O principal critério para considerar a tripofobia como um problema significativo é o grau de impacto que ela tem na vida da pessoa. Se a aversão a esses padrões impede a realização de atividades cotidianas ou causa sofrimento emocional intenso, procurar a orientação de um profissional de saúde mental pode ser um caminho para lidar com os sintomas.

Com informações de WebMD.

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Saúde

Raposas-Voadoras: saiba mais sobre a espécie que porta o vírus Nipah

Redação Informe 360

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O recente surto do vírus Nipah na Índia e em Bangladesh, que colocou autoridades sanitárias globais em alerta neste início de 2026, trouxe os holofotes para uma criatura fascinante e, muitas vezes, incompreendida: a raposa-voadora. Pertencentes ao gênero Pteropus, esses animais são os reservatórios naturais do vírus, mas especialistas reforçam que, diferentemente da ficção, eles não são vilões que cruzam oceanos para atacar.

Morcego do gênero Pteropus, que carrega o vírus Nipah dentro do organismo (Reprodução:
Peter Neumann/Unsplash)

Em entrevista para o G1, o biólogo Roberto Leonan M. Novaes, pesquisador da Fiocruz e especialista em morcegos, explica que as raposas-voadoras são separadas das espécies brasileiras por 40 milhões de anos de evolução. Elas se orientam pela visão, possuem olhos grandes e comportamento crepuscular. O tamanho é o que mais impressiona: a espécie Pteropus vampyrus pode ultrapassar 1,80 metro de envergadura.

Distância segura e o “escudo” biológico

Uma das maiores preocupações que circulam nas redes sociais é a possibilidade de um morcego infectado voar da Ásia para o Brasil. Segundo Novaes, a resposta científica é um “não” categórico, baseado em barreiras que a natureza construiu ao longo de eras.

  • Barreira Geográfica: Os oceanos Atlântico e Pacífico são intransponíveis para esses animais, que são exclusivos da Ásia, Oceania e partes da África.
  • Diferença Evolutiva: A linhagem desses gigantes divergiu dos morcegos americanos há milhões de anos, resultando em fisiologias e metabolismos completamente distintos.
  • Transmissão Remota: Mesmo que um humano infectado chegasse ao Brasil, a chance de transmitir o vírus para morcegos nativos (como os do gênero Artibeus) é considerada mínima pela ciência.
nipah virus
Possibilidade de contágio no Brasil é remota (Imagem: StanislavSukhin/Shutterstock)

O vírus Nipah não afeta as raposas-voadoras por causa da sua imunidade. O metabolismo acelerado eleva a temperatura corporal a níveis de febre constante. Isso selecionou vírus resistentes ao calor, enquanto os morcegos desenvolveram um sistema imunológico “de elite” que suprime inflamações e recupera o DNA rapidamente, tornando-os portadores saudáveis de patógenos letais para humanos.

Leia mais:

A importância da preservação ambiental

Apesar do temor gerado por novas epidemias, especialistas são unânimes: a culpa não é dos animais. O surto de Nipah está diretamente ligado à destruição de habitats e à interferência humana, como o consumo de seiva contaminada. No Brasil, os morcegos nativos desempenham papéis ecológicos vitais, como o controle de pragas agrícolas e o reflorestamento através da dispersão de sementes.

Amazônia desmatada
Destruição de habitats florestais reduz o ‘filtro ecológico’ e força o contato de animais silvestres com áreas urbanas (Imagem: PARALAXIS/Shutterstock)

“O problema não está nos morcegos, mas na destruição das florestas. O desmatamento empurra os animais silvestres para perto das cidades”, alerta o pesquisador da Fiocruz.

Aqui no Brasil, a orientação de segurança, no entanto, permanece rigorosa para qualquer espécie: ao encontrar um morcego caído, nunca se deve tocá-lo, acionando imediatamente o Centro de Controle de Zoonoses local para evitar riscos de doenças como a raiva.

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Saúde

Catarata: entenda como é a cirurgia que Lula fará nesta sexta-feira

Redação Informe 360

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva será submetido a uma cirurgia de catarata nesta sexta-feira (30), em Brasília. O procedimento é de baixa complexidade e um dos mais realizados no país, liderando a lista de cirurgias feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025.

Aos 80 anos, Lula passará pela segunda intervenção desse tipo. Em 2020, ele já havia operado o olho direito. Desde o início do atual mandato, o presidente realizou ao menos quatro procedimentos cirúrgicos, relacionados a diferentes condições de saúde.

O que é a catarata

A catarata é caracterizada pela opacificação do cristalino, estrutura do olho que funciona como uma lente natural. Com o avanço do quadro, a visão tende a ficar turva, com redução da nitidez, dificuldade de contraste e, em alguns casos, visão dupla. O problema evolui de forma progressiva e não tem tratamento clínico. A cirurgia é a única alternativa eficaz.

O envelhecimento é o principal fator associado à doença, na forma conhecida como catarata senil. No entanto, há outros tipos:

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  • Catarata congênita, que pode surgir ao nascimento, geralmente relacionada a infecções durante a gestação;
  • Já as formas secundária e traumática podem ser consequência de doenças, uso de medicamentos, lesões oculares ou exposição à radiação.

Além da idade, a catarata está ligada a fatores como histórico familiar, diabetes, tabagismo e exposição prolongada à radiação ultravioleta. O diagnóstico costuma ser feito a partir de queixas de baixa visão e perda de contraste, especialmente quando os sintomas passam a interferir em atividades cotidianas, como leitura e direção.

Cirurgia é considerada simples (Imagem: Shutterstock/Terelyuk)

Como funciona a cirurgia de catarata

O método mais utilizado atualmente é a facoemulsificação, que usa ultrassom para fragmentar o cristalino opaco, retirado por uma incisão pequena. Após essa etapa, uma lente intraocular é implantada no local para restaurar a visão. No caso do presidente, o tipo específico de técnica a ser adotada não foi detalhado.

Em geral, o paciente recebe alta no mesmo dia e consegue retomar a rotina normal em cerca de uma semana, seguindo orientações médicas no período pós-operatório.

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Saúde

Combinação tripla elimina câncer de pâncreas em testes

Redação Informe 360

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Uma equipe de pesquisadores da Espanha anunciou em dezembro resultados de um estudo que testou uma combinação tripla de medicamentos contra o câncer de pâncreas em modelos animais. O trabalho foi publicado na revista científica PNAS e descreve a regressão completa dos tumores em camundongos, além da prevenção do surgimento de resistência ao tratamento.

A pesquisa foi liderada por Mariano Barbacid, diretor do Grupo de Oncologia Experimental do Centro Nacional de Pesquisa Oncológica da Espanha (CNIO). Segundo os dados apresentados, os tumores desapareceram em diferentes modelos entre três e quatro semanas, e os animais permaneceram livres da doença por mais de 200 dias após o fim da terapia, sem sinais de toxicidade associados aos medicamentos.

Camundongo na mão de uma pessoa e colocando uma das patas no dedo da pessoa
Testes em camundongos mostraram resultado positivo de terapia de combinação de medicamentos no combate ao câncer de pâncreas (Imagem: Aleksandr Pobeda / Shutterstock.com)

Terapia combina três alvos moleculares contra o câncer de pâncreas

O estudo detalha que a estratégia reúne três compostos que atuam em pontos distintos das vias de sinalização do tumor. Um deles é direcionado ao oncogene KRAS, descrito como um dos principais fatores envolvidos no desenvolvimento do câncer de pâncreas. Os outros dois atuam sobre as proteínas EGFR e STAT3, relacionadas à progressão tumoral.

De acordo com o artigo científico, a combinação utiliza o inibidor de KRAS daraxonrasib (RMC-6236), o bloqueador da família EGFR afatinib e o composto SD36, que age sobre a proteína STAT3. A pesquisa indica que a associação levou à regressão completa dos tumores pancreáticos ductais em modelos ortotópicos e evitou o reaparecimento da doença durante o período de acompanhamento.

Os autores também relatam que a terapia foi bem tolerada nos animais testados. Além dos modelos geneticamente modificados, o trabalho incluiu enxertos derivados de tumores de pacientes, sem registro de recaídas ao longo do tempo analisado.

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Próximos passos e contexto da doença

Apesar dos resultados, os pesquisadores ressaltam que o estudo permanece em fase experimental. O próximo passo envolve o refinamento das substâncias para que possam ser avaliadas com segurança em ensaios clínicos com humanos.

O artigo destaca que a regressão tumoral ocorreu mesmo sem o auxílio do sistema imunológico, o que sugere potencial aplicação em pacientes com imunidade comprometida. A equipe avalia que os achados podem orientar o desenvolvimento de novos estudos clínicos voltados ao câncer de pâncreas, uma doença conhecida por apresentar baixas taxas de sobrevida.

Câncer de pâncreas
Agora, as substâncias devem ser refinadas para o estudo evoluir para testes em humanos (Imagem: SciePro / Shutterstock.com)

No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de pâncreas representa cerca de 1% dos diagnósticos e responde por aproximadamente 5% das mortes por câncer, ocupando posições entre as mais letais para homens e mulheres.

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