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Saúde

Dengue: São Paulo declara emergência de saúde pública diante de epidemia

Redação Informe 360

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São Paulo declarou estado de emergência em saúde pública nesta quarta-feira (19), em resposta ao surto alarmante de dengue que assola o estado.

A decisão, anunciada pelo secretário estadual de Saúde, Eleuses Paiva, no Instituto Butantan, reflete a gravidade da situação, com números que preocupam as autoridades e a população.

Dengue faz mais de 100 vítimas e casos disparam

O estado de São Paulo concentra 90% das mortes por dengue registradas no país, com 113 óbitos confirmados e outros 233 sob investigação. O número de casos confirmados já ultrapassa a marca de 124 mil, atingindo 225 municípios, dos quais 60 já haviam declarado emergência em nível municipal.

A incidência da doença é de 300 casos a cada 100 mil habitantes, um índice alarmante que evidencia a rápida propagação do vírus.

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Mosquito da dengue
(Imagem: frank60/Shutterstock)

A situação é ainda mais crítica se comparada aos dados nacionais. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já registra 131 mortes por dengue em 2025, um número preocupante que coloca o país em alerta máximo. Em 2024, a doença causou 6.216 óbitos no Brasil, sendo 2.174 somente no estado de São Paulo.

Leia mais:

São Paulo adota medidas para conter avanço da doença

Diante desse cenário, o governo estadual tomou medidas urgentes para conter a epidemia. O Centro de Operações de Emergências para as Arboviroses (COE), colegiado que reúne especialistas e autoridades, recomendou o decreto de emergência e a adoção de ações emergenciais.

Entre as medidas anunciadas, destacam-se:

  • Reforço no combate ao mosquito Aedes aegypti: ampliação das ações de combate ao vetor, com intensificação da nebulização e eliminação de criadouros.
  • Aumento no repasse de recursos para atendimento: incremento de 20% no Teto MAC (Média e Alta Complexidade) para custear o tratamento de pacientes graves no Sistema Único de Saúde (SUS).
  • Distribuição de equipamentos e insumos: liberação de R$ 3 milhões para compra de nebulizadores e distribuição de medicamentos e itens de saúde, como sais de reidratação oral e soro fisiológico, aos municípios com dificuldades de abastecimento.
  • Intensificação das campanhas de conscientização: ampliação das ações de comunicação para alertar a população sobre a importância da prevenção e do combate ao mosquito, com destaque para o portal Dengue 100 Dúvidas e a campanha São Paulo: Somos Todos Contra O Mosquito da Dengue.
  • Além da dengue, o estado de São Paulo também enfrenta um aumento nos casos de febre amarela, com 15 casos confirmados e 9 óbitos em 2025. A situação exige atenção especial, principalmente em áreas rurais e entre pessoas não vacinadas.

Com informações da Agência Brasil.

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Saúde

Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

Redação Informe 360

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O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).

Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).

Mpox

A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.

Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.

Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.

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Saúde

Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê

Redação Informe 360

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Um estudo divulgado na revista The Lancet aponta que os problemas relacionados à obesidade podem ser ainda mais graves do que se pensava. De acordo com o trabalho, 1 em cada 10 mortes relacionadas a infecções são atribuídas ao excesso de peso.

A doença, que já é considerada uma epidemia nos dias de hoje, pode impactar a resposta imunológica do corpo, tornando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Cientistas de diversas partes do mundo estão investigando essa conexão e buscando entender as razões por trás desse fenômeno alarmante.

Trabalho pode ajudar a reduzir número de mortes

Estudos anteriores já mostraram que indivíduos com obesidade tendem a desenvolver complicações mais graves quando contaminados por vírus e bactérias. Agora, com essa nova pesquisa, a preocupação aumenta, buscando soluções que possam ajudar a mitigar esses riscos.

Uma das teorias que está ganhando força sugere que a inflamação crônica associada à obesidade pode prejudicar a eficácia do sistema imunológico. Essa condição cria um ambiente no corpo que pode favorecer a proliferação de infecções.

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obesidade

Excesso de peso pode prejudicar resposta imunológica do organismo (Imagem: grinvalds/iStock)

Portanto, entender essa dinâmica é crucial para criar estratégias de saúde pública que ajudem a prevenir complicações relacionadas à obesidade.

Além disso, os pesquisadores estão se perguntando se as vacinas têm a mesma eficácia em indivíduos com excesso de peso. Essa dúvida é ainda mais pertinente considerando o contexto atual, onde a vacinação se tornou uma prioridade global.

Leia mais

Desafio global

  • A ligação entre obesidade e mortes por infecções representa um desafio significativo para a saúde global.
  • À medida que os cientistas continuam a desvendar os mecanismos por trás dessa relação, novas informações podem surgir.
  • E estes dados são considerados fundamentais para possibilitar intervenções mais eficazes para proteger os grupos mais vulneráveis.
  • Para isso, no entanto, novos estudos são necessários.

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Saúde

Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet

Redação Informe 360

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Um novo medicamento experimental chamado orforgliprona, da Eli Lilly, demonstrou resultados significativos para adultos que enfrentam a obesidade e o diabetes tipo 2. Em testes que duraram 72 semanas, os pacientes que utilizaram a substância conseguiram reduzir o peso corporal em até 9,6%.

Os dados, publicados na revista científica The Lancet, mostram que o remédio foi muito mais eficiente que o placebo. A grande vantagem prática é que se trata de uma pílula oral que não exige restrições de horário para comer ou beber água, o que torna o tratamento muito mais simples de seguir no dia a dia. 

Além de emagrecer, o medicamento, que pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, ajudou a controlar o açúcar no sangue e melhorou indicadores da saúde do coração.

Orforgliprona supera semaglutida oral no controle do diabetes

Um estudo, chamado ACHIEVE-3, comparou diretamente o novo fármaco com a semaglutida oral (famosa versão em comprimido de tratamentos para diabetes) em 1.698 adultos. Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de 12 mg ou 36 mg de orforgliprona, ou doses de 7 mg ou 14 mg de semaglutida, sempre acompanhados de mudanças no estilo de vida.

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Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de orforgliprona ou de semaglutida (Imagem: brizmaker/Shutterstock)

Os números mostram uma vantagem clara: a dose de 36 mg da orforgliprona promoveu uma perda de peso de 8,9 kg, enquanto a semaglutida de 14 mg ficou em 5 kg. Isso significa que o medicamento experimental foi 73,6% mais potente para emagrecer do que o concorrente já disponível no mercado. No controle da glicose, a orforgliprona também venceu, reduzindo a hemoglobina glicada em 2,2%, contra 1,4% da semaglutida.

No entanto, o tratamento exige atenção aos efeitos colaterais. Assim como outros remédios da mesma família, a orforgliprona causa náuseas, diarreia e vômitos, principalmente no início do ajuste das doses. Um ponto de alerta é que o número de pessoas que desistiram do tratamento por não suportarem esses efeitos foi maior no novo medicamento (entre 8,7% e 9,7%) do que na semaglutida (cerca de 4,5% a 4,9%).

Apesar do desconforto gástrico, a substância trouxe melhorias no colesterol e na pressão arterial dos voluntários. Quanto à segurança, as mortes registradas durante os testes globais não tiveram relação comprovada com o uso do remédio. A fabricante Eli Lilly agora aguarda a decisão do FDA, a Anvisa dos Estados Unidos, para liberar o uso contra a obesidade no próximo trimestre. O pedido para o tratamento específico de diabetes tipo 2 deve ficar para o fim de 2026.

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