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Saúde

Solvente usado em refrigerante é proibido nos EUA; veja qual

Redação Informe 360

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A Agência de Proteção Ambiental dos EUA proibiu, nesta segunda-feira (9), o uso de dois solventes cancerígenos amplamente usados pela indústria: tricloroetileno (TCE) e percloroetileno (PCE). Segundo o governo Joe Biden, a decisão é “marco importante para a segurança química após décadas de proteções inadequadas e atrasos sérios”.

O TCE é um produto químico extremamente tóxico conhecido por causar câncer de fígado, câncer de rim e linfoma não-Hodgkin, de acordo com o comunicado. Além disso, há riscos associados a danos ao sistema nervoso central, fígado, rins, sistema imunológico, órgãos reprodutivos e defeitos cardíacos fetais mesmo em concentrações muito pequenas.

O solvente industrial é um composto orgânico volátil incolor usado para remover graxa de peças metálicas. Por não ser inflamável, o produto está presente em tintas, selantes e revestimentos, além de ser usado por empresas que fabricam refrigerantes. Fontes de água potável nos EUA também têm apresentado níveis de contaminação por tricloroetileno, segundo reportagem da CNN.

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TCE é usado na fabricação de produtos de limpeza (Imagem: luchschenF/Shutterstock)

Já o PCE é conhecido por causar câncer de fígado, rim, cérebro e testículo, bem como danos ao rim, fígado e sistema imunológico, neurotoxicidade e toxicidade reprodutiva. O produto é usado na lavagem a seco, manufatura e reparo de automóveis.

“É simplesmente inaceitável continuar a permitir que produtos químicos causadores de câncer sejam usados ​​para coisas, como cola, lavagem a seco ou removedores de manchas, quando existem alternativas mais seguras”, disse o Administrador Assistente do Escritório de Segurança Química e Prevenção da Poluição, Michal Freedhoff, em comunicado divulgado à imprensa.

O PCE pode biodegradar em TCE, e o PCE pode conter traços de TCE, como uma impureza ou um contaminante. Os produtos químicos podem frequentemente servir como alternativas um para o outro.

Leia mais:

O que muda na prática com essa medida dos EUA?

  • Ao longo do próximo ano, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos vai regulamentar a proibição de todos os usos de TCE, incluindo a fabricação e processamento para a maioria dos produtos comerciais e de consumo;
  • Isso inclui, por exemplo, itens de limpeza e cuidados com móveis, desengordurantes, limpadores de freios, selantes, lubrificantes, adesivos, tintas e revestimentos, revestimentos em spray para artes e ofícios;
  • No caso de refrigerantes, as empresas terão mais tempo para se adequar às novas regras, assim como limpadores elétricos, recuperação de asfalto e produtos para desengorduramento de vapor.
TCE está presente em spray de limpeza de metais (Imagem: Stefan Simonovski/iStock)

“Um número limitado de usos no local de trabalho será eliminado gradualmente ao longo de um período mais longo. Esses usos só continuarão com as proteções rigorosas necessárias para os trabalhadores em vigor”, diz o comunicado.

Em relação ao percloroetileno, o uso em máquinas de lavagem a seco recém-adquiridas será proibido após seis meses. Para lavagem a seco, a meta do governo estadunidense é eliminar toda e qualquer exposição ao solvente dentro dos próximos dez anos, o que inclui um programa de incentivo fiscal para lavanderias adotarem durante a transição.

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Já o método de fabricação de tecidos, metais, repelentes de água, lubrificantes de silicone, removedores de manchas, limpadores de madeira e colas com PCE deve ser extinto em até três anos pela nova diretriz.

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Saúde

Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

Redação Informe 360

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O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).

Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).

Mpox

A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.

Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.

Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.

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Saúde

Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê

Redação Informe 360

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Um estudo divulgado na revista The Lancet aponta que os problemas relacionados à obesidade podem ser ainda mais graves do que se pensava. De acordo com o trabalho, 1 em cada 10 mortes relacionadas a infecções são atribuídas ao excesso de peso.

A doença, que já é considerada uma epidemia nos dias de hoje, pode impactar a resposta imunológica do corpo, tornando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Cientistas de diversas partes do mundo estão investigando essa conexão e buscando entender as razões por trás desse fenômeno alarmante.

Trabalho pode ajudar a reduzir número de mortes

Estudos anteriores já mostraram que indivíduos com obesidade tendem a desenvolver complicações mais graves quando contaminados por vírus e bactérias. Agora, com essa nova pesquisa, a preocupação aumenta, buscando soluções que possam ajudar a mitigar esses riscos.

Uma das teorias que está ganhando força sugere que a inflamação crônica associada à obesidade pode prejudicar a eficácia do sistema imunológico. Essa condição cria um ambiente no corpo que pode favorecer a proliferação de infecções.

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obesidade

Excesso de peso pode prejudicar resposta imunológica do organismo (Imagem: grinvalds/iStock)

Portanto, entender essa dinâmica é crucial para criar estratégias de saúde pública que ajudem a prevenir complicações relacionadas à obesidade.

Além disso, os pesquisadores estão se perguntando se as vacinas têm a mesma eficácia em indivíduos com excesso de peso. Essa dúvida é ainda mais pertinente considerando o contexto atual, onde a vacinação se tornou uma prioridade global.

Leia mais

Desafio global

  • A ligação entre obesidade e mortes por infecções representa um desafio significativo para a saúde global.
  • À medida que os cientistas continuam a desvendar os mecanismos por trás dessa relação, novas informações podem surgir.
  • E estes dados são considerados fundamentais para possibilitar intervenções mais eficazes para proteger os grupos mais vulneráveis.
  • Para isso, no entanto, novos estudos são necessários.

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Saúde

Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet

Redação Informe 360

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Um novo medicamento experimental chamado orforgliprona, da Eli Lilly, demonstrou resultados significativos para adultos que enfrentam a obesidade e o diabetes tipo 2. Em testes que duraram 72 semanas, os pacientes que utilizaram a substância conseguiram reduzir o peso corporal em até 9,6%.

Os dados, publicados na revista científica The Lancet, mostram que o remédio foi muito mais eficiente que o placebo. A grande vantagem prática é que se trata de uma pílula oral que não exige restrições de horário para comer ou beber água, o que torna o tratamento muito mais simples de seguir no dia a dia. 

Além de emagrecer, o medicamento, que pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, ajudou a controlar o açúcar no sangue e melhorou indicadores da saúde do coração.

Orforgliprona supera semaglutida oral no controle do diabetes

Um estudo, chamado ACHIEVE-3, comparou diretamente o novo fármaco com a semaglutida oral (famosa versão em comprimido de tratamentos para diabetes) em 1.698 adultos. Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de 12 mg ou 36 mg de orforgliprona, ou doses de 7 mg ou 14 mg de semaglutida, sempre acompanhados de mudanças no estilo de vida.

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Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de orforgliprona ou de semaglutida (Imagem: brizmaker/Shutterstock)

Os números mostram uma vantagem clara: a dose de 36 mg da orforgliprona promoveu uma perda de peso de 8,9 kg, enquanto a semaglutida de 14 mg ficou em 5 kg. Isso significa que o medicamento experimental foi 73,6% mais potente para emagrecer do que o concorrente já disponível no mercado. No controle da glicose, a orforgliprona também venceu, reduzindo a hemoglobina glicada em 2,2%, contra 1,4% da semaglutida.

No entanto, o tratamento exige atenção aos efeitos colaterais. Assim como outros remédios da mesma família, a orforgliprona causa náuseas, diarreia e vômitos, principalmente no início do ajuste das doses. Um ponto de alerta é que o número de pessoas que desistiram do tratamento por não suportarem esses efeitos foi maior no novo medicamento (entre 8,7% e 9,7%) do que na semaglutida (cerca de 4,5% a 4,9%).

Apesar do desconforto gástrico, a substância trouxe melhorias no colesterol e na pressão arterial dos voluntários. Quanto à segurança, as mortes registradas durante os testes globais não tiveram relação comprovada com o uso do remédio. A fabricante Eli Lilly agora aguarda a decisão do FDA, a Anvisa dos Estados Unidos, para liberar o uso contra a obesidade no próximo trimestre. O pedido para o tratamento específico de diabetes tipo 2 deve ficar para o fim de 2026.

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