Saúde
Alzheimer: descoberta de sinal precoce da doença pode revolucionar tratamento

Os principais sintomas da doença de Alzheimer são bem conhecidos, mas a condição não tem cura ou um tratamento eficiente. A perda de memória e de autonomia devido ao declínio cognitivo ajudam no diagnóstico, mas na maioria dos casos não há o que fazer depois disso.
Com isso, pesquisadores se voltaram a estudar formas de detectar a doença precocemente, podendo retardá-la. Um novo estudo descobriu um dos sinais precoces do Alzheimer, o que permite diagnosticar o caso e tratá-lo antes mesmo de se manifestar.
Leia mais:
- Redução no sono profundo pode aumentar risco de demência em idosos
- Como dormir rápido: 10 dicas para melhorar seu sono
- 5 aplicativos para monitorar sono (e ronco) com o celular
Diagnóstico precoce do Alzheimer
Pesquisadores do renomado Instituto Karolinska, na Suécia, publicaram nesta semana um estudo descrevendo um sinal precoce do Alzheimer que até agora era desconhecido.
Trata-se de um aumento metabólico nas mitocôndrias do hipocampo, uma parte do cérebro associado ao aprendizado, emoções e principalmente à memória, algumas das áreas do cérebro mais afetadas pelo declínio cognitivo.
Importância
Os pesquisadores destacam que o Alzheimer começa a se desenvolver 20 anos antes do início dos primeiros sintomas e por isso é fundamental detectá-la precocemente. Assim, é possível encontrar formas de retardá-la.
Per Nilsson, professor associado do Departamento de Neurobiologia, Ciências do Cuidado e Sociedade do Instituto Karolinska, mencionou em comunicado que isso é especialmente importante agora que medicamentos retardadores estão se popularizando.
Essas medicações têm anticorpos que eliminam as placas de proteína beta-amiloide, que se acumulam no cérebro dos pacientes com Alzheimer e é um dos sinais da doença.
Testes e riscos
- No entanto, esses medicamentos têm riscos, como hemorragia cerebral, além de retardar apenas cerca de 27% do declínio cognitivo. Ou seja, ele não impede que o declínio aconteça, só adia a condição.
- Para que essa forma de tratamento contra o Alzheimer seja considerada, testes são necessários para garantir sua segurança.
- Conforme relatado pelo Globo, os pesquisadores, então, usaram camundongos com um modelo de Alzheimer parecido ao dos humanos para estudar o desenvolvimento da doença antes da formação das placas.
- Eles atestaram um aumento no metabolismo das mitocôndrias seguido de alterações nas sinapses do cérebro, que afetaram o processo no qual o órgão impede o acúmulo de substâncias, como as proteínas beta-amiloide.
- Os pesquisadores constataram que esse processo comum nos casos de Alzheimer é ainda anterior à formação das placas e pode explicar o porquê elas se acumulam em primeiro lugar.

Futuro do tratamento contra Alzheimer
O estudo mostrou a importância da pesquisa contínua nesse setor, mas também de monitorar os processos anteriores ao Alzheimer.
No futuro, os pesquisadores esperam testar os camundongos para ver se (e quais) novas moléculas podem estabilizar esse metabolismo do cérebro e retardar o acúmulo.
O post Alzheimer: descoberta de sinal precoce da doença pode revolucionar tratamento apareceu primeiro em Olhar Digital.
Saúde
Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).![]()
![]()
Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).
Mpox
A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.
Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.
Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.
Saúde
Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê

Um estudo divulgado na revista The Lancet aponta que os problemas relacionados à obesidade podem ser ainda mais graves do que se pensava. De acordo com o trabalho, 1 em cada 10 mortes relacionadas a infecções são atribuídas ao excesso de peso.
A doença, que já é considerada uma epidemia nos dias de hoje, pode impactar a resposta imunológica do corpo, tornando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Cientistas de diversas partes do mundo estão investigando essa conexão e buscando entender as razões por trás desse fenômeno alarmante.
Trabalho pode ajudar a reduzir número de mortes
Estudos anteriores já mostraram que indivíduos com obesidade tendem a desenvolver complicações mais graves quando contaminados por vírus e bactérias. Agora, com essa nova pesquisa, a preocupação aumenta, buscando soluções que possam ajudar a mitigar esses riscos.
Uma das teorias que está ganhando força sugere que a inflamação crônica associada à obesidade pode prejudicar a eficácia do sistema imunológico. Essa condição cria um ambiente no corpo que pode favorecer a proliferação de infecções.

Excesso de peso pode prejudicar resposta imunológica do organismo (Imagem: grinvalds/iStock)
Portanto, entender essa dinâmica é crucial para criar estratégias de saúde pública que ajudem a prevenir complicações relacionadas à obesidade.
Além disso, os pesquisadores estão se perguntando se as vacinas têm a mesma eficácia em indivíduos com excesso de peso. Essa dúvida é ainda mais pertinente considerando o contexto atual, onde a vacinação se tornou uma prioridade global.
Leia mais
- Obesidade infantil ultrapassa desnutrição no mundo, diz Unicef
- Obesidade abdominal e perda muscular aumentam mortalidade
- Como bactérias na boca podem indicar risco de obesidade
Desafio global
- A ligação entre obesidade e mortes por infecções representa um desafio significativo para a saúde global.
- À medida que os cientistas continuam a desvendar os mecanismos por trás dessa relação, novas informações podem surgir.
- E estes dados são considerados fundamentais para possibilitar intervenções mais eficazes para proteger os grupos mais vulneráveis.
- Para isso, no entanto, novos estudos são necessários.
O post Obesidade está por trás de 10% das mortes por infecção no mundo – saiba o porquê apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Saúde
Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet

Um novo medicamento experimental chamado orforgliprona, da Eli Lilly, demonstrou resultados significativos para adultos que enfrentam a obesidade e o diabetes tipo 2. Em testes que duraram 72 semanas, os pacientes que utilizaram a substância conseguiram reduzir o peso corporal em até 9,6%.
Os dados, publicados na revista científica The Lancet, mostram que o remédio foi muito mais eficiente que o placebo. A grande vantagem prática é que se trata de uma pílula oral que não exige restrições de horário para comer ou beber água, o que torna o tratamento muito mais simples de seguir no dia a dia.
Além de emagrecer, o medicamento, que pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, ajudou a controlar o açúcar no sangue e melhorou indicadores da saúde do coração.
Orforgliprona supera semaglutida oral no controle do diabetes
Um estudo, chamado ACHIEVE-3, comparou diretamente o novo fármaco com a semaglutida oral (famosa versão em comprimido de tratamentos para diabetes) em 1.698 adultos. Durante um ano, os participantes tomaram doses diárias de 12 mg ou 36 mg de orforgliprona, ou doses de 7 mg ou 14 mg de semaglutida, sempre acompanhados de mudanças no estilo de vida.

Os números mostram uma vantagem clara: a dose de 36 mg da orforgliprona promoveu uma perda de peso de 8,9 kg, enquanto a semaglutida de 14 mg ficou em 5 kg. Isso significa que o medicamento experimental foi 73,6% mais potente para emagrecer do que o concorrente já disponível no mercado. No controle da glicose, a orforgliprona também venceu, reduzindo a hemoglobina glicada em 2,2%, contra 1,4% da semaglutida.
No entanto, o tratamento exige atenção aos efeitos colaterais. Assim como outros remédios da mesma família, a orforgliprona causa náuseas, diarreia e vômitos, principalmente no início do ajuste das doses. Um ponto de alerta é que o número de pessoas que desistiram do tratamento por não suportarem esses efeitos foi maior no novo medicamento (entre 8,7% e 9,7%) do que na semaglutida (cerca de 4,5% a 4,9%).
Apesar do desconforto gástrico, a substância trouxe melhorias no colesterol e na pressão arterial dos voluntários. Quanto à segurança, as mortes registradas durante os testes globais não tiveram relação comprovada com o uso do remédio. A fabricante Eli Lilly agora aguarda a decisão do FDA, a Anvisa dos Estados Unidos, para liberar o uso contra a obesidade no próximo trimestre. O pedido para o tratamento específico de diabetes tipo 2 deve ficar para o fim de 2026.
O post Remédio que dispensa jejum é mais potente que semaglutida oral, diz estudo na Lancet apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico

Política7 dias atrásCoronel Sylvio Ciuffo Guerra é novo secretário de Polícia Militar do RJ

Política7 dias atrásCidade do Rio de Janeiro tem novo prefeito

Justiça3 dias atrásTSE condena Cláudio Castro e ex-governador fica inelegível até 2030

Justiça Eleitoral24 horas atrásCassação de Bacellar: votos são anulados e TRE-RJ marca recontagem para terça(31)

Esporte20 horas atrásBrasil perde para França; Ancelotti diz que seleção pode competir com melhores do mundo

Geral2 dias atrásSenado aprova crime de vicaricídio com pena de até 40 anos

Justiça12 horas atrásPela segunda vez PF prende Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj





















