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VÍDEO: China faz pouso inédito de foguete reutilizável em terra firme

Redação Informe 360

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A China conseguiu realizar um feito inédito na área de lançamentos espaciais ao recuperar, pela primeira vez em terra firme, o primeiro estágio de um foguete após um voo orbital. O sucesso foi alcançado pelo Zhuque-3, desenvolvido pela empresa espacial privada chinesa LandSpace, durante lançamento realizado na Zona de Testes de Inovação Espacial Comercial de Dongfeng.

O lançamento ocorreu na quarta-feira (19), pelo horário local da China — ainda na noite de terça-feira (18) no Brasil. Depois de cumprir a etapa orbital da missão, o primeiro estágio do foguete retornou à Terra e realizou um pouso vertical controlado na área prevista para recuperação, em Minqin, na província de Gansu.

O resultado representa um avanço importante para o programa espacial comercial chinês e coloca a LandSpace entre as empresas que já demonstraram na prática a capacidade de recuperar um estágio de um foguete orbital em terra. O objetivo da tecnologia é permitir que partes do veículo sejam utilizadas novamente em outras missões, reduzindo custos e aumentando a frequência dos lançamentos.

Veja o feito:

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Como funciona o Zhuque-3

  • O Zhuque-3 tem 66,1 metros de comprimento e é formado por dois estágios, com um núcleo único. A estrutura utiliza principalmente aço inoxidável, enquanto os motores são alimentados por metano líquido e oxigênio líquido. O primeiro estágio possui nove motores Tianque-12A;
  • O estágio responsável pelo retorno conta com diferentes sistemas para controlar a trajetória durante a reentrada. Entre eles estão aletas de estabilização, sistemas de controle de atitude e pernas de pouso, que permitem ao veículo desacelerar e realizar uma aterrissagem vertical depois de se separar do segundo estágio;
  • A recuperação é uma das partes mais complexas da missão. Depois da separação, o primeiro estágio precisa controlar sua trajetória durante a reentrada, realizar novas queimas dos motores e reduzir progressivamente a velocidade até tocar o solo na posição planejada.

A LandSpace já havia realizado testes específicos para desenvolver essa capacidade. Em janeiro de 2024, um veículo de testes equipado com um motor Tianque-12 realizou uma decolagem e um pouso vertical depois de alcançar cerca de 350 metros de altitude.

O pouso ocorreu a aproximadamente 2,4 metros do ponto previsto e com velocidade de apenas 0,75 metro por segundo. Em setembro do mesmo ano, outro teste levou a tecnologia a mais de dez quilômetros de altitude e incluiu desligamento e reacendimento do motor durante o voo.

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Segunda tentativa deu certo

O pouso bem-sucedido desta semana também representa uma recuperação importante para a LandSpace depois de uma primeira tentativa malsucedida.

O voo inaugural do Zhuque-3 aconteceu em dezembro de 2025. Na ocasião, o segundo estágio conseguiu colocar a carga em órbita, mas o primeiro estágio não completou a recuperação.

O propulsor apresentou uma anomalia durante a fase final da tentativa de pouso e acabou destruído. Segundo informações divulgadas pela agência estatal chinesa Xinhua, houve uma combustão anormal durante o processo de recuperação.

Apesar da falha, a primeira missão forneceu dados importantes para o desenvolvimento do sistema. A LandSpace conseguiu verificar o comportamento da estrutura e da proteção térmica durante a reentrada, além do controle aerodinâmico e dos sistemas utilizados para orientar o estágio durante a descida.

A empresa também conseguiu avaliar os algoritmos de orientação durante as fases de reentrada e reacendimento dos motores. Assim, embora o primeiro pouso tenha fracassado, a missão ajudou a identificar os pontos que precisavam ser corrigidos antes de uma nova tentativa.

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Bandeiras de China e EUA entre um foguete
Marco é importante na corrida espacial da China contra os Estados Unidos – Imagem: azrin_aziri/Shutterstock

China já havia recuperado outro foguete

O feito do Zhuque-3 precisa ser colocado em contexto, porque a China já havia conseguido recuperar um primeiro estágio de um foguete orbital antes.

Em julho de 2026, o país recuperou o primeiro estágio de um Long March-10B depois de seu voo inaugural. A diferença é que o estágio foi capturado por uma estrutura instalada em uma embarcação no mar, em vez de realizar um pouso vertical sobre pernas.

O Zhuque-3, portanto, representa uma nova etapa nessa tecnologia: é o primeiro foguete chinês a realizar uma recuperação orbital em terra, com o primeiro estágio retornando de forma controlada e pousando verticalmente.

A diferença também é relevante porque a estratégia da LandSpace segue conceito semelhante ao utilizado pela SpaceX em seus foguetes Falcon 9. Em vez de descartar o primeiro estágio no oceano, o veículo utiliza seus próprios motores para reduzir a velocidade e retornar à superfície, onde pode ser recuperado e preparado para um novo voo.

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A China passa, assim, a utilizar duas abordagens diferentes para recuperar estágios de foguetes orbitais: a captura no mar, demonstrada pelo Long March-10B, e o pouso vertical em terra, agora demonstrado pelo Zhuque-3.

Corrida pela reutilização

A tecnologia é considerada estratégica para o crescimento do setor espacial comercial chinês. O Zhuque-3 foi projetado para uma nova geração de veículos capazes de realizar lançamentos com menor custo, maior capacidade de carga e maior frequência.

A reutilização do primeiro estágio pode diminuir a quantidade de componentes que precisam ser fabricados para cada missão. Em vez de construir um novo propulsor para cada lançamento, a empresa pode recuperar, inspecionar e preparar o mesmo estágio para novos voos.

Esse modelo foi popularizado pela SpaceX, que transformou a recuperação e reutilização dos primeiros estágios do Falcon 9 em uma operação recorrente. A China vem tentando desenvolver tecnologias próprias para competir nesse segmento, tanto por meio de empresas estatais quanto de companhias privadas.

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No caso do Zhuque-3, a LandSpace aposta em motores alimentados por metano e oxigênio líquidos, combinação que também é utilizada pela SpaceX no sistema Starship. O foguete chinês tem capacidade prevista de transportar até 18,3 toneladas para a órbita baixa da Terra quando o primeiro estágio é recuperado.

O sucesso do pouso, portanto, não significa que a China tenha alcançado o mesmo nível de maturidade operacional da SpaceX. O Zhuque-3 ainda está em sua fase inicial de desenvolvimento e acabou de demonstrar a recuperação orbital em terra pela primeira vez. Mas o resultado elimina uma das principais barreiras tecnológicas para que a China passe a operar lançadores parcialmente reutilizáveis em escala comercial.

A expectativa é que tecnologias desse tipo sejam utilizadas para ampliar a capacidade chinesa de colocar satélites em órbita, especialmente em momento em que o país trabalha na expansão de grandes constelações de satélites de órbita baixa e no crescimento de seu setor espacial comercial.

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Confira o Olhar Digital News na íntegra (07/09/2026)

Redação Informe 360

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Veja os destaques do Olhar Digital News desta segunda-feira (07).

IA pode ameaçar a humanidade, alerta chefe de Direitos Humanos da ONU

O chefe de Direitos Humanos da ONU, Volker Turk, alertou que a inteligência artificial avançada pode se tornar poderosa o suficiente para ameaçar a humanidade. O aviso foi feito nesta segunda-feira, durante discurso no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. Turk defendeu garantias rígidas de segurança para a tecnologia e pediu que países envolvidos no desenvolvimento e nas cadeias de fornecimento de IA estabeleçam limites claros antes que seja tarde demais. Sem citar empresas, Turk também chamou atenção para a concentração de poder no setor.

OpenAI: UE investiga agentes de IA que invadiram site alemão

A União Europeia informou nesta segunda que está investigando um incidente envolvendo milhares de agentes autônomos de inteligência artificial da OpenAI. Os sistemas teriam desobedecido às instruções recebidas e ocupado um site alemão na semana passada.

Brasil testa laboratório espacial que pode ser reutilizado

O Brasil está testando uma plataforma capaz de levar experimentos a mais de 100 km de altitude e trazê-los de volta à Terra. A operação acontece no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte, e pode dar mais autonomia ao país nas pesquisas de microgravidade. 

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Celulares dobráveis: Huawei lança “dobrável triplo” e Xiaomi apresenta modelo “passaporte”

A Huawei apresentou nesta segunda-feira a nova geração do Mate XT2, seu celular dobrável com duas articulações que se transforma em um tablet quando aberto. A Xiaomi também apresentou oficialmente um modelo dobrável, o Xiaomi 18 Fold.

Primeiro iPhone dobrável da história deve chegar nesta semana

A Apple realiza na quarta-feira seu tradicional evento de setembro, desta vez marcado pela expectativa em torno de uma mudança importante na linha do iPhone. Além da linha 18, a empresa deve apresentar pela primeira vez um modelo dobrável, que vem sendo chamado de iPhone Ultra. 

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100 Thieves vence LOUD e conquista o VCT Americas; equipes vão ao Champions Shanghai

Redação Informe 360

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A 100 Thieves é campeã do VCT Americas Stage 2. A equipe venceu a LOUD na grande final disputada neste domingo (6), em São Paulo, e conquistou seu segundo título consecutivo na temporada, após também levantar o troféu da EWC.

Apesar da derrota, a LOUD encerra a passagem pelo torneio com uma recuperação importante. A equipe brasileira chegou à decisão pela lower bracket e precisou disputar duas séries MD5 em sequência antes da final. Tanto LOUD quanto 100 Thieves agora voltam suas atenções para o Champions Shanghai.

LOUD destaca desgaste e campanha até a final

Imagem: Reprodução/ Engage XP

Para a LOUD, um dos principais desafios foi o curto intervalo entre as últimas séries. A equipe terminou o quinto mapa da partida anterior por volta das 22h e precisou acordar às 7h para se preparar para a decisão.

Com pouco tempo para ajustes, mudanças precisaram ser realizadas praticamente “no freestyle”, segundo os jogadores. Mesmo com a frustração pelo vice-campeonato, Luke destacou o tamanho da recuperação construída durante os playoffs.

“A gente vai olhar para trás e pensar: olha a corrida que a gente fez.”

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Luxô também acredita que a campanha ainda não representa o potencial máximo da equipe. Antes do Champions, o objetivo será ampliar o map pool e corrigir pontos específicos do jogo. O jogador se mostrou confiante na possibilidade de a LOUD disputar as primeiras posições em Xangai.

Darker, que acumulou derrotas antes de deixar o Tier 2, também falou sobre o significado da campanha e citou Faker como referência para a carreira que pretende construir: conquistar múltiplos títulos sem deixar de representar seu país.

A classificação ainda terá um significado histórico para Davi, que será o primeiro jogador português a disputar um Champions de VALORANT.

100 Thieves conquista segundo título consecutivo

Imagem: Reprodução/ Engage XP

Do outro lado, a 100 Thieves chega ao Champions em alta. Depois do título da EWC, a equipe venceu também o Stage 2 das Américas.

Há seis anos na organização, Asuna foi escolhido MVP da grande final. Durante a temporada, o jogador precisou se adaptar à função de duelista principal e atribuiu parte do sucesso à relação construída pelo elenco.

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“Through the power of friendship, we prevailed” (“Por meio do poder da amizade, nós prevalecemos”), brincou Asuna.

Cryo destacou o peso de conquistar dois campeonatos em sequência, enquanto Martino classificou a decisão contra a LOUD como a série mais difícil que já disputou.

“Estou realmente chocado com o quanto eles melhoraram ao longo do ano”, afirmou Martino sobre a evolução da LOUD.

Bang, por sua vez, apontou o volume de treinamento como um dos diferenciais da campanha e afirmou sentir que o trabalho realizado durante a temporada finalmente está sendo recompensado.

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Champions Shanghai é o próximo objetivo

Imagem: Reprodução/ Engage XP

A 100 Thieves não pretende mudar drasticamente sua preparação antes do Champions. A comissão técnica resumiu a filosofia com um simples “se está funcionando, está funcionando”, priorizando a confiança do grupo e evitando que expectativas externas interfiram no trabalho.

Para Asuna, Xangai também representa a oportunidade de mudar a maneira como suas últimas temporadas terminaram.

O jogador espera que o Champions seja o “happy ending” que faltou nos anos anteriores, quando boas campanhas terminaram em frustração.

A LOUD também chega ao Mundial com expectativas altas. Mesmo com um elenco jovem e ainda distante do que os próprios jogadores consideram sua melhor versão, a corrida pela lower bracket e a chegada à final das Américas mostraram uma evolução rápida.

O título da 100 Thieves ainda encerra simbolicamente um ciclo do VCT Americas. A atual era de franquias começou com um confronto envolvendo a equipe norte-americana e termina com a organização novamente em evidência, desta vez levantando o troféu. Agora, 100 Thieves e LOUD deixam São Paulo como adversárias, mas seguem para Xangai com o mesmo objetivo: disputar o principal título da temporada de VALORANT.

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LOUD vence NRG em série de cinco mapas, vai à final do VCT Americas e garante vaga no Champions

Redação Informe 360

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A LOUD está na grande final do VCT Americas. Neste sábado (5), a equipe brasileira derrotou a NRG por 3 a 2 em uma série melhor de cinco e, além de avançar à decisão, garantiu sua classificação para o Champions Shanghai.

Agora, a LOUD volta ao servidor neste domingo (6), às 14h, quando enfrenta a 100 Thieves em uma série melhor de cinco pelo título do VCT Americas. A equipe norte-americana chegou à decisão após vencer a NRG por 2 a 0 na fase anterior.

Para a LOUD, a classificação internacional também encerra um período de ausência: segundo Luque, será a primeira participação da organização no Champions em três anos.

LOUD mantém a calma para fechar série em cinco mapas

Imagem: TheSpike.gg/ Reprodução

O confronto contra a NRG chegou ao quinto mapa e teve o controle emocional como um dos principais temas após a partida. Erde contou que a equipe conseguiu fazer um reset mental antes do mapa decisivo e entrar mais tranquila para buscar a vitória.

Do outro lado, a NRG reconheceu a capacidade de adaptação da adversária. Bonkar destacou especialmente a mudança de desempenho da LOUD na Lotus em relação aos treinamentos entre as equipes.

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“Da última vez que jogamos contra eles, nós acabamos com eles. Desta vez, eles acabaram conosco”, afirmou Bonkar.

Apesar da eliminação, a temporada da NRG ainda não terminou. A equipe já está classificada para o Champions Shanghai, e Ethan afirmou que o resultado em São Paulo não representa uma crise semelhante a outros momentos difíceis vividos pelo time. Para ele, foram apenas “alguns dias ruins”.

LOUD volta ao Champions

Imagem: Engage XP/ Reprodução

Além da vaga na final, a vitória confirmou a LOUD entre os representantes das Américas no próximo Champions. Romanilli, único argentino classificado para o torneio, destacou o peso pessoal da conquista e lembrou que mantém uma bandeira de seu país no quarto em Los Angeles.

“Hoje eu subi um degrau muito grande. Quero mais. Quero ganhar amanhã”, afirmou Romanilli.

Darker também celebrou a classificação como o único colombiano no Champions e dedicou a conquista a Davis, ex-jogador já falecido.

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“Um campeão não nasce campeão, ele é feito”, disse.

Para Tecazinho, que disputa sua primeira temporada nos palcos do Tier 1, a campanha também representa uma experiência inédita. O jogador classificou o momento como “incrível” e destacou tanto a química entre os companheiros quanto o apoio recebido em São Paulo.

A força da torcida voltou a ser mencionada por Luxo. Questionado sobre quanto da energia da equipe vinha dos próprios jogadores e quanto vinha das arquibancadas, ele resumiu: “50/50, a gente e a torcida.”

LOUD e 100 Thieves decidem o VCT Americas

A LOUD terá pouco tempo para comemorar. A grande final contra a 100 Thieves acontece neste domingo (06), às 14h, novamente em uma melhor de cinco.

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As duas equipes chegam à decisão também com suas vagas no Champions garantidas. Para os brasileiros, porém, o domingo representa a oportunidade de transformar a recuperação durante os playoffs em título diante da própria torcida.

Depois de eliminar G2 e NRG em sequência, a LOUD agora está a uma série de terminar sua passagem por São Paulo como campeã das Américas.

A final poderá, também, ser acompanhada nas redes oficiais da VCT Americas. 

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