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Os animais também sonham? Veja o que a ciência já descobriu

Redação Informe 360

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Quando observamos um gato dormindo profundamente ou um cachorro se contorcendo e emitindo sons enquanto cochila, é difícil não se perguntar o que se passa na mente deles. Será que eles sonham da mesma forma que nós, humanos?

Essa pergunta tem gerado estudos e debates entre cientistas. Mas será que, além dos humanos, os animais também podem sonhar?

O sono REM e os indícios de sonhos nos animais

Imagem: Raj Krish/Shutterstock

Os sonhos estão fortemente ligados ao ato de dormir. Nos humanos, os sonhos ocorrem principalmente durante a fase do sono conhecida como REM, ou movimento rápido dos olhos. 

Nessa fase, os olhos se movem rapidamente, e a atividade cerebral se torna intensa, aproximando-se do padrão que vemos quando estamos acordados. O REM é responsável por muitas experiências oníricas, e é nesse momento que a maior parte dos sonhos humanos se manifesta.

Mas e os animais? Será que eles também passam por fases de sono semelhantes ao REM? E se sim, isso poderia significar que eles também têm experiências parecidas com sonhos?

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Indícios de sono REM em animais

Panda gigante dormindo em um ramo de árvore, na reserva natural de Bifengxia, província de Sichuan.
Panda gigante dormindo em um ramo de árvore, na reserva natural de Bifengxia, província de Sichuan. Imagem: clkraus / Shutterstock

Muitos mamíferos, como ratos, gatos e primatas, passam por fases de sono REM. Estudos com eletroencefalograma (EEG) mostram que a atividade cerebral durante esse período se assemelha à observada nos humanos.

Movimentos das patas, do rabo ou sons emitidos durante o sono são interpretados pelos pesquisadores como possíveis sinais de que os animais estariam revivendo experiências da vigília.

Aves, como pombos, também exibem padrões de atividade cerebral durante o sono REM semelhantes aos dos mamíferos. Alguns répteis, como os dragões-barbados australianos, apresentam ciclos de sono com fases similares ao REM e ao sono de ondas lentas, observadas em mamíferos e aves.

Mas será que esses indícios indicam que os animais podem realmente sonhar?

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Nem todo REM indica sonho

Cachorro deitado na grama. / Crédito: petrescue

Apesar de o sono REM estar fortemente associado a sonhos, nem todos os períodos dessa fase resultam em experiências oníricas. Nos seres humanos, sonhos também podem ocorrer fora do REM, embora costumem ser menos vívidos ou lembrados do que aqueles que surgem durante essa fase.

Isso mostra que a presença de sono REM, embora seja um forte indício, não garante a ocorrência de sonhos. Logo, nos animais, o fato de apresentarem sono REM não significa que eles realmente sonhem.

Entre os animais, o caso dos monotremados, como o ornitorrinco e a equidna, ilustra o limite do REM. Esses bichos apresentam sono REM no tronco encefálico, mas não ativam o prosencéfalo, área ligada a funções cognitivas superiores. Por isso, os pesquisadores suspeitam que eles provavelmente não sonhem, mostrando que a presença de REM, por si só, não garante experiências oníricas.

Além disso, para comprovar sonhos, é necessário um relato verbal que descreva a experiência, algo que só é possível nos humanos. Obviamente, os animais não podem fornecer esse tipo de relato.

Por que ainda não é possível provar que animais sonham

Belo close de um coala dormindo em uma árvore
Belo close de um coala dormindo em uma árvore (Imagem: Oleksandr Antonov / Shutterstock)

O fato de animais apresentarem sono REM não significa, necessariamente, que eles sonham. Mesmo em humanos, essa fase não garante a ocorrência de sonhos, já que também há registros de experiências oníricas fora do REM e, em muitos despertares, não há lembrança alguma. 

Além disso, a comprovação científica de um sonho exige um relato verbal da experiência, algo possível apenas entre os humanos. 

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Confira o Olhar Digital News na íntegra (15/01/2026)

Redação Informe 360

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Veja os destaques do Olhar Digital News desta quinta-feira:

NASA vai construir usina nuclear na Lua até 2030

A NASA reforçou seus planos de levar energia nuclear à Lua até o fim da década. A agência espacial e o Departamento de Energia dos EUA assinaram um memorando reafirmando o compromisso de construir uma usina nuclear no nosso satélite natural até 2030. A expectativa é que o reator seja capaz de fornecer energia a bases lunares. 

Austrália: como está o país após derrubar milhões de contas de adolescentes

A Austrália se tornou um verdadeiro laboratório de verificação de idade na internet após decidir bloquear as contas de adolescentes nas redes sociais. Mas quais foram os efeitos dessa medida até agora?

Fim do Google Tradutor? OpenAI lança “ChatGPT tradutor”

A OpenAI passou a oferecer uma ferramenta própria de tradução online, batizada de ChatGPT Translate (ou “ChatGPT tradutor”). O serviço funciona em uma página independente do chatbot e amplia a presença da IA no segmento de tradução, que é dominado há anos pelo Google Tradutor.

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Brasil produz mais carros em 2025, mas exportações acendem alerta

Dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram que a produção de veículos no Brasil conseguiu manter um ritmo de crescimento consistente, apesar de oscilações acentuadas no mercado externo e nos estoques no fim do período. Mas há um alerta…

Meta volta atrás e libera chatbots de IA no WhatsApp

A Meta voltou atrás e liberou que chatbots de IA de terceiros operem dentro do WhatsApp no Brasil. O caso vem após um inquérito administrativo aberto pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no início da semana para apurar suspeitas de abuso de posição dominante da big tech.

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Gemini ganha recurso que conecta Gmail, Fotos e YouTube

Redação Informe 360

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O Google anunciou na quarta-feira (14) o lançamento de um novo recurso em fase beta no aplicativo Gemini que permite ao assistente de IA personalizar respostas a partir da integração com diferentes serviços da empresa. A proposta é que o sistema consiga analisar informações de apps como Gmail, Google Fotos, busca do Google e histórico do YouTube para oferecer respostas mais contextualizadas, sem que o usuário precise indicar manualmente onde a IA deve buscar os dados.

Segundo a empresa, o Gemini já era capaz de acessar informações desses serviços, mas agora passa a raciocinar de forma integrada entre diferentes fontes, conectando, por exemplo, um e-mail a um vídeo assistido anteriormente. A ideia é que o assistente compreenda o contexto de forma mais ampla e entregue resultados considerados mais relevantes para cada situação.

google aplicativos
Gemini agora pode cruzar informações de aplicativos do Google (Imagem: Koshiro K / Shutterstock.com)

O que é o recurso Personal Intelligence

A novidade foi batizada de Personal Intelligence e vem desativada por padrão. O usuário decide se quer ou não conectar suas contas do Google ao Gemini e pode escolher quando essa integração será usada. O Google destaca que nem todos se sentem confortáveis em permitir que uma IA analise fotos pessoais ou o histórico de vídeos, e que a adesão é totalmente opcional.

De acordo com a empresa, mesmo após a ativação, o Gemini só recorre ao Personal Intelligence quando entende que isso pode ajudar na resposta. O objetivo é evitar o uso indiscriminado de dados pessoais em interações que não exigem esse nível de contexto.

Como o Gemini usa os dados do usuário

Em um post no blog oficial, Josh Woodward, vice-presidente do aplicativo Gemini, do Google Labs e do AI Studio, explicou que o recurso se baseia em duas capacidades principais. A primeira é o raciocínio entre fontes complexas, enquanto a segunda envolve a recuperação de detalhes específicos de conteúdos como e-mails ou imagens para responder a uma pergunta.

Segundo Woodward, essas duas abordagens costumam ser combinadas, permitindo que o Gemini trabalhe simultaneamente com texto, fotos e vídeos para gerar respostas personalizadas. Ele afirma que esse cruzamento de informações é o que diferencia a experiência em relação a outros assistentes de IA.

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Logomarca do Gemini em uma tela
Gemini consegue trabalhar de forma simultânea em texto, fotos e vídeos para gerar respostas mais personalizadas (Imagem: Photo Agency / Shutterstock.com)

Exemplos práticos do uso da funcionalidade

O executivo compartilhou situações do dia a dia em que o recurso foi útil. Em uma delas, ao esquecer o tamanho do pneu do carro enquanto estava em uma loja, o Gemini não apenas identificou a informação, como sugeriu pneus para todas as estações após analisar fotos de viagens em família armazenadas no Google Fotos.

Em outro caso, ao não lembrar o número da placa do veículo, o assistente conseguiu recuperar o dado a partir de uma imagem salva na biblioteca de fotos. Woodward também citou recomendações personalizadas de livros, séries, roupas e viagens, geradas com base em interesses e hábitos anteriores.

Planejamento de viagens e recomendações personalizadas

Segundo Woodward, o Gemini tem se mostrado eficiente no planejamento de viagens. Em um exemplo recente, o assistente analisou interesses familiares e registros de viagens anteriores presentes no Gmail e no Google Fotos para sugerir um roteiro diferente do convencional.

Em vez de pontos turísticos populares, o sistema indicou uma viagem noturna de trem e até jogos de tabuleiro específicos para serem usados durante o trajeto. O Google afirma que esse tipo de sugestão só é possível graças à leitura contextual de múltiplas fontes conectadas à conta do usuário.

Limites e cuidados com dados sensíveis

O Google afirma que o recurso conta com proteções para temas sensíveis. O Gemini evita fazer suposições proativas envolvendo dados como informações de saúde. No entanto, a empresa reconhece que o assistente pode abordar esses assuntos caso o próprio usuário faça uma solicitação direta.

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Outro ponto destacado é que o Gemini não treina diretamente com o conteúdo do Gmail ou do Google Fotos. O treinamento ocorre a partir dos prompts feitos no Gemini e das respostas geradas pelo modelo. As fotos, e-mails e outros dados pessoais são apenas referenciados no momento da resposta, sem serem incorporados ao treinamento do sistema, segundo o Google.

Página de busca do Google
Gigante das buscas afirma que o recurso conta com proteção para temas sensíveis (Imagem: DC Studio / Shutterstock.com)

Leia mais:

  • Como usar a pesquisa avançada no Gemini? Entenda a função “Gemini Deep” no chatbot
  • Google libera modo Deep Think do Gemini 3
  • 7 usos criativos do Google Gemini que você deveria testar

Disponibilidade e próximos passos

O Personal Intelligence está sendo liberado inicialmente para assinantes dos planos Google AI Pro e AI Ultra, nos Estados Unidos. A empresa informou que pretende expandir o recurso para outros países e, posteriormente, também para a versão gratuita do Gemini.

Como parte do lançamento, o Google divulgou exemplos de comandos que podem ser usados com a nova funcionalidade. Entre eles estão pedidos para planejar o fim de semana em uma cidade com base nos interesses do usuário, recomendações de documentários a partir de curiosidades recentes e sugestões de canais do YouTube alinhados ao estilo de culinária identificado em recibos e históricos de visualização.

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Confira o Olhar Digital News na íntegra (13/01/2026)

Redação Informe 360

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Veja os destaques do Olhar Digital News desta terça-feira:

Estadia na Lua: startup cobra US$ 1 milhão por fila de reservas

Já imaginou ficar hospedado na Lua? A GRU Space abriu reservas para o primeiro hotel no nosso satélite natural. A startup está cobrando a bagatela de US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5 milhões) como depósito inicial.

Perdemos água doce suficiente para suprir 280 milhões de pessoas

Um novo relatório do Banco Mundial, baseado em 22 anos de dados de satélite da NASA, aponta que os continentes estão perdendo anualmente cerca de 324 bilhões de metros cúbicos de água doce. Esse volume é equivalente a quatro piscinas olímpicas drenadas a cada segundo e suficiente para abastecer as necessidades anuais de 280 milhões de pessoas.

EUA vão usar Grok no setor militar

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou que o Grok, chatbot de inteligência artificial da xAI, de Elon Musk, passará a operar dentro das redes do Pentágono. A ideia é que dados militares considerados relevantes, bem como informações de operações militares e de inteligência coletadas ao longo de duas décadas sejam compartilhados com a IA.

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Fim do Hubble: NASA alerta para “risco inaceitável”

Após mais de três décadas orbitando a Terra, o Telescópio Espacial Hubble enfrenta um fim inevitável e delicado. Sem a possibilidade de uma missão de resgate, o equipamento realizará uma reentrada descontrolada na atmosfera. Um estudo técnico encomendado pela NASA alerta que os riscos associados à queda de seus destroços, embora baixos, violam os próprios padrões de segurança da agência espacial.

Vacina da dengue: Butantan está recrutando voluntários idosos para testes

O Instituto Butantan começou a recrutar voluntários de 60 a 79 anos para um novo ensaio clínico da vacina da dengue Butantan-DV. O imunizante já foi aprovado pela Anvisa e comprado pelo Ministério da Saúde para ser distribuído no SUS.

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